domingo, 6 de junho de 2010

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“Only Time”



"Fé e razão são como a dualidade onda-partícula: pode-se ter as duas coisas, mas nunca ao mesmo tempo." (Alberto Präss)
Sempre tive uma natureza mais para o introspectivo. E tenho refletido cada vez mais freqüente e profundamente sobre a transitoriedade da vida, essa aventura individual e coletiva, sensorial e espiritual, maravilhosa e estarrecedora, cujo desfecho – piedosamente - desconhecemos completamente, mas sobre o qual não conseguimos, humanamente, conter totalmente nossa ansiedade e angústias como passageiros do tempo que transcorre.
Nosso corpo e nossa mente, adaptados ao planeta - Mãe Terra (do latim Mater Rhea → matéria) - para dele se nutrir, respirar, experimentar, sentir e com ele se conformar e evoluir conjuntamente são sempre impulsionados para frente, adiante, para o futuro incerto sobre o qual, objetivamente, podemos apenas ser otimistas e ter fé. Precisamos, certamente, trabalhar hoje, dignamente, produzindo os meios para a manutenção da vida no agora e criando as condições de uma vida futura - planejar. Mas não temos como ter nenhuma garantia de que esses planos se concretizarão um dia. Nem num futuro imediato, nem num futuro distante. O imprevisível, a surpresa, o inesperado, o imponderável fazem parte dessa dinâmica, desse jogo. É a vida. Ou melhor – É a vida! (assim, com minúscula, pois essa é a vida transitória, creio).
Nossos sentidos físicos - a audição enlevada de uma bela peça musical ou a percepção visual enternecida de um deslumbrante pôr-do-sol, por exemplo -, estão definidos pela reducionista Física quântica moderna e pela Teoria da Evolução de Darwin  como nada mais do que a percepção condicionada da vibração do éter. E a bioquímica traduz nossos sentimentos como o resultado da mediação celular de neurotransmissores  do sistema nervoso, ou seja, substâncias químicas como as endorfinas, as dopaminas e a serotonina que seriam, em conjunto com as demais, as responsáveis por todas as nuances dos complexos humanos sentimentos, da felicidade infinita, passando pela indiferença, até a tristeza mais profunda.
Mas (sem trocadilhos), esta seria apenas uma percepção materialista (e, portanto, reducionista) fenomenológica e parcial da complexa gama de experiências sensoriais e emocionais que fazem parte de nossa Vida, pois também somos afetados pela bagagem emocional transcendental que abrigamos internamente, fruto de nossas experiências em outros planos de vivência, e que justificam estados de pura felicidade que experimentamos muitas vezes “inexplicavelmente”, ou de profunda tristeza sem que algo em nossas vidas tenha dado causa a estes estados de espírito.
A irlandesa Enya traduz esses sentimentos, essas dúvidas, essa incerteza tão humana nessa mescla harmoniosa de poesia e música, nessa canção também de amor chamada “Only Time”, que mais parece um Canon barroco, pelo entrelaçamento de linhas melódicas, num simbolismo quase religioso a representar a vida que se renova em vagas, como as ondas desse infinito Oceano da Vida.
 
Only Time
Só o Tempo
Who can say where the road goes,
Quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Where the day flows?
Para onde vão os dias ?
Only time...
Só o tempo


And who can say if your love grows,
E quem pode dizer se o seu amor crescerá
As your heart chose?
conforme seu coração escolher ?
Only time...
Só o tempo


(chants)
(Coro)


Who can say why your heart sighs,
Quem pode dizer por que seu coração suspira
As your love flies?
conforme seu amor flutua ?
Only time...
Só o tempo


And who can say why your heart cries,
E quem pode dizer por que seu coração chora
When your love dies?
quando seu amor morre?
Only time...
Só o tempo


(chants)
(Coro)


Who can say when the roads meet,
Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam
That love might be,
que o amor deve estar
In your heart.
em seu coração ?


And who can say when the day sleeps,
E quem pode dizer quando o dia termina
If the night keeps all your heart?
se a noite guarda todo o seu coração ?
Night keeps all your heart...
se a noite guarda todo o seu coração...


(extended chants)
(Coro)


Who can say if your love grows,
Quem pode dizer se o seu amor crescerá
As your heart chose?
conforme seu coração quiser ?
Only time...
Só o tempo


And who can say where the road goes,
E quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Where the day flows?
Para onde vão os dias ?
Only time...
Só o tempo


Who knows?
Quem sabe?
Only time...
Só o tempo


Who knows?
Quem sabe?
Only time...
Só o tempo

3 Comentários:

Anônimo disse...

Muito bonito e muito profundo, Daniel. Adoro quando vc escreve aqui no blog. Eu me identifico muito com suas palavras. Parabens pelo seu trabalho. Bjão. Ivone Mello

Sandra disse...

Meu Preto

Ter você ao meu lado significa ter tudo na vida! Nessa vida louca, cheia de surpresas e incertezas tenho a grande certeza do imenso amor que tenho por você e que estarei sempre ao teu lado - amor este que me fortalece tira meus medos,me faz sorrir, chorar (de felicidade),gargalhar e, faz com que mesmo diante de todas as dificuldades tudo se torne muito pequeno diante do nosso amor. Amo teu jeito de ser,você é muito especial...lindo em todos os sentidos. O futuro é incerto mas o nosso amor é muito certo pra toda a vida. Essa música lembra muito lindos e mágicos momentos vividos por nós dois! TE AMO E TE ADMIRO MUUUUUIIITO. Bjss.

Rafael Mazzali disse...

Olá boa tarde.
Meu nome é Rafael, sou pesquisador sobre o câncer e suas patologias.
Há Algum tempo eu tive um caso bem grave de câncer na minha família, onde foi muito complicado lidar com isso, pois minha tia estava bastante desanimada a abatida e procurava muita força comigo, então tive sempre que estar e me mostrar bem perante ela, para nunca desanima-la do tratamento.
Um dia,na internet, procurando mais sobre câncer, foi onde encontrei o site institucional do Hospital de Câncer de Barretos, onde tirei muitas dúvidas que tinha e como ajudar a minha tia com seu caso, tendo muito apoio e ajuda com tudo que precisei.
Quem quiser acessar e dar uma olhada:
www.cliquecontraocancer.com.br

Abraços a todos.