sábado, 27 de fevereiro de 2010

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Livro: Câncer - O Lado Invisível da Doença

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Neste livro, o médico Marcelo Collaço Paulo relata seus vinte e dois anos de experiência na convivência, tratamento e acompanhamento dos pacientes com câncer. Trata-se de um relato permeado pelo inabalável propósito de lutar contra uma doença que assola a humanidade desde os mais remotos tempos. Coloca-nos franca, leal e sinceramente seus conhecimentos adquiridos através de muito estudo e prática, além de um cotidiano de consultas tão bem expresso nestas páginas.
O livro nos oferece muito mais, não só sua vivência profissional, mas principalmente a relação médico-paciente-família- sociedade-imprensa. Com esta abordagem e conteúdo é uma obra jamais publicada em nosso país. Finalmente, o autor trata uma temática tão complexa com uma simplicidade que inevitavelmente sensibiliza qualquer leitor e, acima de tudo, tem a virtude de nos inspirar esperança.
Nome: Câncer - O Lado Invisível da Doença
Autor: Paulo, Marcelo Collaço
Editora: Insular

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

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Refrigerante aumenta risco de câncer no pâncreas

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Um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, afirma que beber mais que duas latinhas de refrigerante por semana pode causar câncer de pâncreas. A pesquisa foi divulgada recentemente na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

De acordo com Mark Pereira, que liderou o estudo em Minnesota, os altos níveis de açúcar encontrados em refrigerantes podem aumentar o nível de insulina no organismo, o que, para ele, contribui para o crescimento de células de câncer no pâncreas. A insulina, que ajuda o organismo a metabolizar o açúcar, é produzida no pâncreas.

Alguns pesquisadores, como Pereira, acreditam que a ingestão de açúcar pode favorecer o aparecimento do câncer, embora já tenha sido provado que a tese é contraditória.

O estudo foi realizado com 60.524 homens e mulheres em Cingapura. Eles foram acompanhados por 14 anos. Durante esse período, 140 dos voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. Aqueles que bebiam duas ou mais refrigerantes por semana apresentaram um risco mais elevado (87%) de desenvolver a doença.

Pereira disse acreditar que as conclusões se aplicam a outros lugares do mundo. "Cingapura é um país com um sistema de saúde excelente. Os passatempos favoritos da população são comer e fazer compras. Dessa maneira, acredito que os resultados podem ser aplicáveis a outros países ocidentais", diz o pesquisador.

Para Susan Mayne, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, é preciso ter cautela com os resultados. "Embora esse estudo aponte esse risco, a conclusão foi baseada em um número relativamente pequeno de casos. Não fica claro se isso é uma associação causal ou não", diz.

“O consumo de refrigerantes em Cingapura foi associado a diversos outros comportamentos nocivos para a saúde, como o tabagismo e o consumo de carne vermelha", diz Susan. Outras pesquisas relacionaram o câncer de pâncreas à carne vermelha torrada.

O estudo também é questionado por Ang Peng Tiam, diretor médico do Parkway Cancer Center, em Cingapura. "Se, de fato, o açúcar é a causa de câncer de pâncreas, então esse risco deveria ser observado em muitas outras dietas, como, por exemplo, nas pessoas que comem uma grande quantidade de arroz ou doces”, diz. “Eu bebo mais que duas latas de refrigerante por semana e não vou mudar o meu hábito apenas por causa desse relatório”, afirmou Tiam.

O câncer de pâncreas é uma das formas mais mortais da doença. Estima-se que existam 230 mil casos no mundo todo. Somente nos Estados Unidos, 37.680 pessoas foram diagnosticadas com câncer de pâncreas no ano passado. 34.290 morreram da doença.

De acordo com a American Cancer Society, a taxa de cinco anos de sobrevida para pacientes com câncer de pâncreas é de cerca de 5 por cento.

Editado de matéria publicada em Época online

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

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Nanotecnologia: técnica cavalo de tróia combate o câncer

Imunolooleo_arnicagistas da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos, desenvolveram um cavalo de tróia para combater o câncer de ovário.

Usando nanopartículas, a equipe conseguiu reprogramar células de defesa do corpo que o câncer havia corrompido para alimentar seu próprio crescimento. Assim, os cientistas fizeram com que elas voltassem a ser inimigas do tumor, matando as células cancerígenas.

O estudo de Dartmouth, feito em camundongos, agora passa por novos testes com o objetivo de descobrir se o polímero utilizado pode ser aplicado a outros tumores. O foco da pesquisa inicial foram as células dendríticas, do sistema imunológico, particularmente abundantes no câncer de ovário. Por normalmente fazerem a fagocitose de corpos estranhos no organismo, essas células se mostraram bastantes ávidas por engolir as nanopartículas. Para os pesquisadores isso é uma ótima notícia: depois de cooptadas para agir em favor do tumor, elas recebem o tratamento e passam a atacar o problema de dentro, como cavalos de tróia instalados no próprio câncer de ovário.

A pesquisa foi publicada online em julho de 2009 para a edição de agosto do Journal of Clinical Investigation e pretende ser um complemento aos tratamentos já existentes no combate a uma doença bastante letal. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor maligno de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser percebido; por isso, cerca de 3/4 deles já estão em estágio avançado no momento do diagnóstico inicial.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

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Miss Amazonas inicia campanha ‘Beleza contra o câncer’

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A miss Amazonas 2010, Lilian Lopes, iniciou no dia 26 de janeiro a campanha ‘Beleza contra o câncer’, que tem como objetivo arrecadar donativos, lençóis e material de construção para a Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC) e para a Fundação e Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecom). Também participaram do lançamento da campanha as misses Terra, Beleza Latina e o representante do Amazonas no concurso Mister Brazil.

A campanha está sendo promovida pela coordenação geral do concurso Miss Amazonas 2010. Um dos coordenadores é o comunicador de televisão, Lucius Gonçalves, que é responsável pelos trâmites burocráticos da campanha. Segundo ele, a campanha vai ocorrer durante a permanência da Lilian Lopes como Miss Amazonas.

“Queremos incluir nas atividades da Miss Amazonas a ajuda às instituições beneficentes. A LACC (Liga Amazonense Contra o Câncer) é uma entidade que vive dos recursos da sociedade amazonense e ajuda pacientes de câncer em todo o nosso estado. É uma instituição que está precisando de recursos para terminar a construção de sua sede. Com essa campanha vamos também receber doações de materiais de construção para a conclusão da nova sede”, comentou Gonçalves.
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A Miss Amazonas 2010, Lilian Lopes, afirmou que quer retomar o trabalho das primeiras misses, que faziam ações beneficentes. Ela disse que vai conversar com diversos empresários para arrecadar o máximo de material de construção para terminar a construção da sede da LACC.

“Não estou nessa campanha (Beleza contra o câncer) para pedir dinheiro. Queremos mobilizar a sociedade em geral para arrecadar materiais de construção, donativos, lençóis e o que for preciso para amenizar o sofrimento dos pacientes de câncer”, declarou.

A diretora administrativa da LACC, Marília Martins, informou que os recursos arrecadados pela campanha serão encaminhados para a entidade que repassará para a FCecom. De acordo com ela, a FCecom faz em média 500 atendimentos diários. Ela afirmou que a LACC viabiliza recursos para ajudar no tratamento desses pacientes.

“A LACC é uma instituição beneficente que ajuda os pacientes que não possuem recursos para o tratamento de câncer. A gente ajuda de todas as formas, principalmente viabilizando um atendimento mais humanitário. O material de construção que for arrecadado, pela campanha será utilizado para finalizar a construção da nossa sede. Lá haverá um albergue para os pacientes do interior do Amazonas que fazem tratamento na capital. É importante enfatizar que não temos convênio com o Governo. Nossos recursos são todos provenientes de doações da sociedade em geral. A população em geral pode ajudar por meio do telefone, 2101-4900”.
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Desde 1955, a Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC) é uma instituição sem fins lucrativos que, em parceria com a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecom), procura atender aos pacientes com câncer no Amazonas e do norte do país, com uma infra-estrutura completa de combate a doença.

A instituição tem a missão de garantir às pessoas que têm câncer a possibilidade de tratamento e cura, qualidade de vida e apoio aos seus familiares, além de desenvolver programas, projetos e ações de prevenção, detecção precoce, tratamento e assistência na área da oncologia.
Texto: Up Comunicação Inteligente
Fotos: Jota Jota 27 de Janeiro de 2010
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Quando o câncer desaparece sem tratamento

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Elevado número de casos de pessoas com tumores pequenos que passaram por cirurgias e tratamentos desnecessários levam cientistas a questionarem a necessidade de exames preventivos e a freqüência com que eles são feitos.

Estudos mostram que exames preventivos de câncer de mama podem levar à ansiedade e a tratamentos desnecessários.

Diagnósticos de câncer costumam serem devastadores: para o paciente, vítima de uma doença hermética e de evolução pouco previsível, e familiares e amigos, que se sentem na iminência de um sofrimento prolongado e doloroso. Nunca sabem quando irá acabar, nem se acabará bem ou mal. Mas alguns cânceres podem sumir sem tratamento, milagrosamente. A visão de que eles só se agravam foi questionada num trabalho publicado no Journal of the American Medical Association.

A pesquisa teve como objeto de estudo 20 anos em que foram feitos exames de detecção de câncer de mama e próstata. Tais exames identificaram tumores malignos, que se não fossem tratados, seriam letais. Mas também descobriram tumores pequenos que poderiam conviver com seu dono pacificamente e despercebidos. Nestes casos, segundo reportagem do New York Times, estavam destinados a parar de crescer, encolher e até mesmo desaparecer, sem submeter o paciente a tratamentos ou cirurgias de grande impacto, na maioria das vezes, negativo.

De acordo com Thea Tlsty, da Universidade da Califórnia, autópsias de pessoas que morreram em idade avançada mostraram que várias delas possuíam células cancerosas ou pré-cancerosas. No entanto, não apresentavam tumores grandes ou qualquer sintoma de câncer. Esse tipo de célula é comum em idosos e nem por isso eles sofrem da doença. O mesmo pode acontecer aos mais jovens.

Antigamente, pensava-se que um câncer nascia apenas da rápida multiplicação de mutações celulares. Na visão de Barnett Kramer, do National Institutes of Health dos Estados Unidos, um tumor precisa mais do que mutações para crescer. Para se tornar um câncer agressivo, é preciso da cooperação do ambiente em que se desenvolve e, em certos casos, de todo o organismo da vítima e de um sistema imunológico pouco combativo. Sem isso, podem desaparecer sozinhos. O que não significa que todos hajam dessa maneira, muito menos que os casos avançados da doença possam retroceder sem intervenção médica. O que se debate agora é a necessidade e a freqüência de exames preventivos.

Na segunda-feira (16), o US Preventive Services Task Force, grupo ligado ao governo americano, publicou no Annals of Internal Medicine novas diretrizes para a prevenção de câncer de mama. As mulheres que não estão no grupo de risco (leia mais abaixo) devem começar a fazer mamografias periódicas aos 50 anos, e não mais aos 40, como era recomendado. A freqüência também foi diminuída de um para dois anos. Os autores do artigo pretendem evitar o excesso de exames e o número de resultados falsos positivos. Uma simples biópsia pode causar extrema ansiedade na paciente. Além disso, mamografias podem encontrar cânceres que crescem tão devagar que nunca seriam percebidos e, mesmo assim, podem resultar em tratamentos desnecessários.
 
De acordo com o estudo, a mamografia reduz a mortalidade por câncer de mama em 15%. Entre as mulheres de 40 a 49 anos, uma vida a cada 1.904 é salva. Quando se compara mulheres entre 50 e 74 anos, a prevenção é mais competente: uma a cada 1.339 mulheres são salvas. Na faixa de 60 a 69 anos, esse número avança para uma a cada 377. Para os pesquisadores, a mamografia torna-se desnecessária para mulheres abaixo dos 50 anos, e que não estão no grupo de risco. A incidência de câncer de mama no Brasil no ano passado foi de 59,71 casos a cada 100 mil mulheres.

Fatores de risco

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a história familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, principalmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram vítimas da doença antes dos 50 anos. Esse tipo de câncer corresponde a cerca de 10% dos casos. O avanço da idade também é importante. Menstruação precoce, menopausa tardia (depois dos 50 anos), primeira gravidez após os 30 e não ter tido filhos são outros fatores. A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Info

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

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Nanotecnologia na luta contra o câncer

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Pesquisas com a nanotecnologia podem, em um futuro próximo, permitir que o tratamento para câncer se torne mais simples e menos tóxico para os pacientes. Nanopartículas criadas na Universidade da Flórida Central pelo professor J. Manuel Perez e sua equipe podem um dia atacar e destruir tumores, evitando que pacientes com câncer sejam expostos à quimioterapia.

Uma droga chamada Taxol, muito comum em tratamentos quimioterápicos, foi utilizada em estudos com cultura de células. O Taxol costuma causar muitos danos ao corpo, pois prejudica tecidos saudáveis, e não apenas as células cancerígenas.

Nanopartículas associadas com Taxol, criadas em laboratório pela equipe de Perez, são modificadas para carregar o medicamento apenas para as células cancerosas, permitindo que tratamentos específicos para estas células não ataquem partes saudáveis do corpo. As nanopartículas carregam ácido fólico, uma vitamina consumida por células cancerosas, e assim se tornam “atraentes” para elas. Um pigmento fluorescente e óxido de ferro magnetizado também fazem parte das nanopartículas, o que permite que médicos acompanhem em imagens ópticas ou em imagens de ressonância magnética a evolução do tratamento no tumor.

A criação também pode ser utilizada para a identificação de câncer. Se o corpo não tem tumores, as nanopartículas não se ligam ao tecido doente e são eliminadas pelo fígado. “O que é único sobre o trabalho é que as nanopartículas têm um papel duplo, no diagnóstico e como agente terapêutico, em um veículo biodegradável e biocompatível”, afirma Perez. “Embora os resultados ainda sejam preliminares, eles são animadores”, diz o pesquisador.

Editado de matéria publicada em sapo.saúde

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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Vitamina D aumenta sobrevivência de doentes com linfoma.

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Os níveis de vitamina D em doentes com um tipo específico de linfoma parecem estar relacionados com o avanço do estado do câncer e com a probabilidade de sobrevivência, revela um estudo da Mayo Clinic, em Rochester, EUA.

Os autores analisaram 374 pessoas diagnosticadas com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), a forma mais comum da doença. Os testes sugerem que metade dos doentes não apresentava níveis normais de vitamina D no organismo, sendo que, nestes doentes, foi observado um risco 1,5 vezes maior de progressão da doença.

Depois de os dados terem sido ajustados com outros fatores que poderiam desencadear a doença, foi observado que, durante o período de estudo, o risco de morte entre os doentes com deficiência de vitamina D foi o dobro do verificado para os pacientes que apresentavam níveis normais de vitamina D.

O líder da investigação, Matthew Drake, refere que se trata do estudo mais conclusivo sobre a relação entre vitamina D e o câncer.

«O papel exato que a vitamina D pode desempenhar no aparecimento ou progressão do câncer é desconhecido, mas sabemos que a vitamina desempenha um papel na regulação do crescimento celular, entre outros processos importantes na limitação dos tumores», explicou.

Embora os dados sejam surpreendentes, o investigador alerta, contudo, para o fato de serem preliminares e necessitarem de mais investigações para serem validados.
 
Para ter e manter os níveis ideais de vitamina D, o investigador recomenda a exposição ao sol no Verão durante 15 minutos, três vezes por semana, de modo a que a vitamina possa ser armazenada dentro da gordura corporal, um suplemento vitamínico «simples e barato».
Fonte: editado de artigo publicado em saúde.sapo

Fontes e alimentos ricos em vitamina D

A época do ano, latitude e cobertura de nuvens afetam a exposição aos raios solares e a síntese de vitamina D na pele. Desta forma, é importante para pessoas com limitação de exposição ao sol incluir boas fontes de vitamina D na dieta. Além dos alimentos fortificados com vitamina D, fontes naturais incluem óleo de fígado de peixe, peixes gordurosos (salmão, bagre, sardinha, atum, cavalinha), cogumelos e ovos.

Poucos alimentos são naturalmente ricos em vitamina D, e em muitos países a maior parte da ingestão dessa vitamina vem de produtos fortificados como leite, leite de soja e cereais. O ingestão recomendada pelo U.S. Dietary Reference Intake para crianças e adultos até 50 anos é de 5 microgramas por dia (200 UI/dia). A recomendação aumenta para 10 microgramas/dia (400 UI/dia) para pessoas entre 50-71 anos de idade e para 15 microgramas/dia para idosos acima dos 70 anos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

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Vacina destrói células cancerígenas residuais na leucemia.

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Uma equipe do Johns Hopkins Kimmel Câncer Center realizou testes preliminares que indicam que uma vacina feita com células leucémicas pode reduzir ou mesmo eliminar as células cancerígenas residuais, em alguns doentes com leucemia mielóide crónica  (LMC), que estejam tomando mesilato de omatinibe (Gleevec®), noticia o site ScienceDaily, citado pela Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas.

Num estudo piloto, publicado no Clinical Cancer Research, os investigadores usaram uma vacina feita a partir de células da LMC, irradiadas para travar o seu potencial cancerígeno e geneticamente alteradas, de modo a produzir um estimulador do sistema imunológico.

A vacina em estudo foi administrada a 19 doentes com LMC e com células cancerígenas residuais. Após 72 meses de acompanhamento, o número de células cancerígenas diminuiu em 13 doentes, 12 dos quais alcançaram os seus níveis mais reduzidos de sempre, de células cancerígenas residuais. Em sete desses doentes, a LMC tornou-se completamente indetectável.

A equipe adverte que os resultados do estudo são preliminares, pelo que não podem garantir que estas respostas tenham surgido como resultado da aplicação da vacina.

“É necessário mais investigação para confirmar e expandir os resultados obtidos”, diz Hyam Levitsky, M.D., e professor de Oncologia, Medicina e Urologia no Johns Hopkins Kimmel Câncer Center.

Os investigadores vão testar amostras de sangue de doentes que participaram no estudo, para identificar com precisão os antígenos que o sistema imunológico está reconhecendo. Com esta informação vão criar uma vacina “sob medida” para estudos adicionais, que possam monitorar a resposta imunológica com maior precisão.

Os pacientes experimentaram poucos efeitos secundários, que incluíam dor localizada e inchaço no local de aplicação da injeção, dores musculares ocasionais e febre ligeira.

De acordo com os especialistas, a maior parte dos doentes com LMC necessitará manter o tratamento com o Gleevec® para o resto da vida. Mais de 90% deles atingirá a remissão, mas cerca de 10 a 15% dos doentes não poderá tolerar a aplicação do medicamento a longo prazo.

Em última análise, se esta abordagem tiver sucesso, a possibilidade de retirar aos doentes o tratamento prolongado com o Gleevec® será um avanço significativo, conclui Levitsky.
Fonte: http://www.pop.eu.com/news/

sábado, 20 de fevereiro de 2010

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Desempenho fraco na venda de antineoplásicos afeta lucro da Roche em 2009

dolar A Roche, maior fabricante mundial de medicamentos contra o câncer, teve um lucro anual menor que o esperado devido a vendas decepcionantes de medicamentos antineoplásicos da empresa. A companhia também divulgou estimativas fracas de desempenho para o ano, sinalizando um desafio maior a ser enfrentado pelas farmacêuticas.

O lucro por ação da empresa subiu 10 por cento, para 12,19 francos suíços (11,52 dólares), pouco abaixo da previsão de 12,33 dólares de analistas. Os medicamentos Avastin, MabThera e Herceptin renderam menos que o esperado. 

A empresa tem se focado em desenvolver novos medicamentos em vez de cortar custos como forma de combater as perdas de patentes, mas ainda moedasenfrenta os mesmo problemas dos concorrentes, que também incluem o impacto da reforma no sistema de saúde norte-americano.

"Os resultados claramente desapontaram e o guidance de 2010 não é um incentivador para sentimentos positivos", disse o analista Martin Voegtli, da Kepler Capital Markets.

A maior fabricante mundial de medicamentos contra o câncer confirmou previsão para 2010 e disse que as vendas devem crescer por volta de 5 por cento, o que segundo analistas do Bernstein é decepcionante.

Os Preços de Fábrica e Preços Máximos ao Consumidor dos medicamentos Roche são definidos pela Roche e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A compra dos medicamentos deve ser feita somente se o valor do produto estiver entre a faixa do preço de fábrica e o preço máximo ao consumidor. Descontos e facilidades no pagamento podem ser oferecidos sob critério de cada estabelecimento que comercializa o medicamento.
mabt Se tiver dúvidas em relação aos preços praticados, a Roche disponibiliza o telefone 0800-7720289, ou o Atendimento On Line disponível no site www.roche.com.br ou ainda, se preferir, envie um e-mail para brasil.faleconosco@roche.com.
Editado de matéria publicada em Reuters/Brasil Online em 03/02/2010, com acréscimos adaptados do site da Roche Brasil.
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Convênio para revitalização do Complexo Turístico da Ponta Negra

mirante  Após vencer a disputa para figurar entre as 12 capitais brasileiras que sediarão a Copa Mundial de Futebol de 2014, Manaus tem a chance captar investimentos federais para se preparar.

Além do moderníssimo estádio (leia post publicado em Estádio "Vivaldo Lima" para a Copa 2014) que será construído no local hoje ocupado pelo velho Estádio Vivaldo Lima, o complexo da praia da Ponta Negra - entre outras obras de revitalização previstas para o centro da cidade - passará por um processo profundo de reforma, em atendimento às exigências da Fifa, como os Fan Parks – locais onde os torcedores sem chance de ver os jogos no estádio terão a comodidade para assisti-los em telões instalados em locais como a Ponta Negra.
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Neste sentido, foi firmado convênio no valor de R$ 22 milhões, em outubro de 2009, entre a Prefeitura de Manaus e o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo.

Aprecie a nova Ponta Negra, com torre mirante, terminal flutuante, área de praia expandida, teatro, restaurantes, praça de alimentação, área de esportes e estacionamento ampliado, obra da Prefeitura de Manaus que, no total, ficará em torno de R$ 80 milhões. É esperar pra ver!

O local é um dos pontos de Manaus onde a beleza natural da Amazônia é exuberante, o Rio Negro é belíssimo. Pena que a especulação imobiliária faz com que poucos poluam o visual em proveito próprio, como vem acontecendo há décadas em Camboriú, Fortaleza, Rio de Janeiro, entre outras cidades.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

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Antidepressivo reduz ação de remédio contra câncer de mama

Mulheres que tomam antidepreantidepressivos da classe da paroxetina em associação ao tamoxifeno - medicamento indicado para o tratamento contra o câncer de mama - têm 25% mais risco de sofrer recidiva (volta do tumor) e de morrer da doença. A conclusão é de um estudo da Universidade de Toronto (Canadá), publicado no British Medical Journal.

A paroxetina é um dos antidepressivos mais populares do mundo. Já o tamoxifeno é uma droga que está em uso há cerca de 30 anos e é amplamente prescrita para mulheres em tratamento de câncer de mama como complemento à cirurgia e à quimioterapia. Hoje, é considerada a terapia padrão.

Os pesquisadores analisaram os registros de saúde de 2.430 pacientes com câncer de mama que tomavam tamoxifeno entre 1993 e 2005. Cerca de 30% dessas mulheres também tomavam antidepressivos durante alguma fase do tratamento, e a paroxetina foi o mais comum.

Durante o período do estudo, 15% das pacientes morreram em consequência da doença. O mesmo risco não foi observado com outras classes disponíveis de antidepressivos.

O mecanismo

Segundo o mastologista Silvio Bromberg, do hospital Albert Einstein, tanto a paroxetina quanto o tamoxifeno utilizam a mesma enzima (citocromo P450, produzida pelo gene CYP2D6) para serem metabolizados pelo organismo e entrarem em sua forma ativa. Assim, os dois medicamentos juntos estariam "competindo" um com o outro - o que reduziria os resultados desejados.

"O tamoxifeno bloqueia a divisão celular [das células mamárias], o que reduz bastante o risco de a doença voltar. Já a paroxetina depende da mesma via do tamoxifeno para ser metabolizada. Assim, ela interfere no mecanismo de ação do medicamento, diminuindo seus resultados", explica. Para Bromberg, os resultados desse estudo reforçam as conclusões de trabalhos anteriores. Além disso, como se trata de uma droga muito usada em todo o mundo, esse alerta é muito importante", avalia Bromberg.

A psiquiatra Célia Lídia da Costa, diretora do Departamento de Psiquiatria do Hospital A.C.Camargo, em São Paulo, diz que a descoberta da interação entre os dois medicamentos é relativamente nova.

"O tamoxifeno é o medicamento mais barato - por ser genérico - e os resultados são muito satisfatórios. É mais fácil a paciente substituir o antidepressivo, afirma o mastologista Waldemir Rezende, do Hospital Santa Catarina.

Mulheres que estejam usando os dois medicamentos não devem interromper o uso por conta própria. "Nenhum medicamento pode ter o uso suspenso imediatamente. O ideal é procurar o psiquiatra para que ele encontre outras classes de drogas disponíveis. Hoje, o antidepressivo mais indicado é a venlafaxina", diz Costa.
Fonte: Editado de artigo publicado na Folha Online/CBJr. Em 16/02/2010
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Aspirina reduz risco de morte em vítimas de câncer de mama


Um estudo americano sugere que a aspirina pode reduzir pela metade as chances de uma mulher que completou o tratamento contra o câncer de mama voltar a desenvolver a doença ou de o mal se espalhar por outras partes do corpo.

Durante 26 anos, um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard monitorou a saúde de 4.164 enfermeiras que haviam sido diagnosticadas com câncer de mama e tomavam aspirina regularmente e comparou seus quadros clínicos com o de outras pacientes que não usavam o medicamento.

Segundo a pesquisa, comparadas às mulheres que não tomavam o medicamento, as que tomaram aspirina de duas a cinco vezes por semana reduziram em 60% as chances de metástase e em 71% o índice de fatalidades devido ao retorno da doença. Já as que tomavam semanalmente seis ou sete comprimidos reduziram em 43% a probabilidade de o câncer se espalhar e em 64% de morrer.

"Até onde sabemos, esse é o primeiro estudo que reporta um aumento na taxa de sobrevivência das mulheres com câncer de mama que tomam aspirina", escreveu Michelle Holmes, da escola de medicina de Harvard, em um artigo publicado no Journal of Clinical Oncology. O estudo, porém, não foi capaz de especificar porque a aspirina tem esse feito sobre as pacientes. Os médicos suspeitam que pode ser devido a habilidade do medicamento de reduzir a inflamação das células do corpo, mas ressaltam que mais estudos são necessários.

Holmes ressaltou que nenhuma paciente deveria substituir o tratamento normal contra a doença pelo uso de aspirina.

Os especialistas ressaltam também que não é recomendável ainda que portadoras da doença passem a tomar aspirina regularmente, porque a droga tem efeitos colaterais, como o estímulo de sangramentos.

Holmes explica que mais de 2 milhões de americanas portadoras da doença já tomam a aspirina regularmente para prevenir ataque cardíaco.

"Se uma mulher que teve câncer de mama já está tomando aspirina, ela pode se confortar sabendo que talvez ela esteja ajudando a prevenir a recorrência de sua doença", completou Holmes.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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Lance Armstrong: minha Jornada de volta à vida

Escrito em colaboração com a jornalista Sally Jenkins, o título original, “It´s not about the bike: my journey back to life” (Isto não é sobre bicicleta: minha jornada de volta à vida – expressa melhor a luta travada pelo ciclista Lance Armstrong contra o câncer diagnosticado em 1996, cujo objetivo principal parecia ser decretar o fim de sua carreira. Seguiu em frente com o esporte e, três anos depois, ganhou o primeiro dos 7 títulos que ganharia do Tour de France, a mais famosa prova de ciclismo no mundo. O norte-americano conseguiu enganar a morte

Durante o tratamento, ele criou a Lance Armstrong Foundation, para ajudar pessoas com câncer a obter as informações e os meios necessários para “viver forte”, ou Livestrong, em inglês. A idéia pegou e, com o patrocínio da Nike, surgiram os braceletes Livestrong, que viraram febre uns anos atrás, para arrecadar dinheiro para as pesquisas que auxiliam no tratamento e prevenção de doenças cancerígenas.

Anúncio do nascimento do filho no Twitter

Em junho do ano passado anunciou seu retorno às pistas e o nascimento de seu filho, Max,  pelo Twitter. No texto, Armstrong escreve como se fosse o filho: "Tudo bem, mundo? Meu nome é Max Armstrong e acabo de chegar. Minha mamãe está bem e eu também".
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Quarto filho de Armstrong, Max é o primeiro com Anna Hansen, sua atual mulher. Ele nasceu com 3,310 quilos e 50,8 centímetros. É o único de seus 4 filhos a ser concebido da maneira, digamos, tradicional, depois que o ciclista superou o câncer nos testículos. Os outros três, tidos com a ex-mulher, Kristin, utilizaram a fertilização in vitro, com esperma recolhido e conservado antes de Lance iniciar a quimioterapia.
Lance Armstrong venceu o Tour de France entre 1999 e 2005.

“It´s not about the bike: my journey back to life”
Por: Lance Armstrong Sally Jenkins
ISBN-13: 9780425179611
Editora: Berkley Trade
Data Publicação: 09.01.2001
Preço: em torno de R$30,00
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Equipamentos quebrados atrapalham tratamento contra câncer

 No Norte e Nordeste, há fila para pacientes de radioterapia. Pará e Bahia prometem melhorias no atendimento.
Pacientes com câncer aguardam na fila por tratamento de radioterapia no Norte e Nordeste do país. É uma luta diária pela sobrevivência. Enquanto isso, há hospitais que têm equipamentos instalados há seis anos, mas que nunca foram usados.

Em Santarém (PA), há um equipamento novinho, que nunca funcionou. Segundo a direção do Hospital Regional, o serviço só deve ser inaugurado no segundo semestre, porque ainda falta a instalação de peças.

Na corrida contra o tempo para combater a doença, no interior do estado, pacientes enfrentam até quatro dias de viagem para chegar a Belém em busca de atendimento.

No único hospital em funcionamento para o tratamento contra o câncer na capital paraense, uma vistoria feita pela Justiça constatou que três equipamentos de radioterapia estavam parados. Entre eles, um que chegou em 2004, mas nunca foi usado.

A procuradora da Justiça Ana Carícia Teixeira diz que vários equipamentos continuam quebrados e o acelerador linear ainda não está em funcionamento, apesar do pedido oficial. O diretor da unidade disse que um dos equipamentos está em manutenção e que o acelerador ainda depende de licença para funcionar. O governo diz que ele deve entrar em ação em 45 dias.

Com a crise no tratamento de câncer, cerca de 180 pacientes do Pará tiveram que ser transferidos para outros estados. Mesmo assim, várias pessoas enfrentam dificuldades. O pagamento de ajuda de custo, feito pela Secretaria Estadual de Saúde, está atrasado. Com isso, alguns doentes estão sem dinheiro para se manter e até voltar para casa.

O agricultor Josué da Costa foi para o Piauí para tratar um câncer na garganta. Ele disse que já teve alta, mas não consegue voltar para o Pará, porque está devendo à pensão onde está hospedado.
Na Bahia, os problemas se repetem. A técnica em enfermagem Helineta Silva tem câncer de mama e precisa de sessões de radioterapia, com urgência. Mas ela não consegue fazer o tratamento. Ela mora em Feira de Santana e o aparelho da única clínica que oferece o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade está quebrado. O governo diz que já foram contratados profissionais para avaliarem o equipamento.

No interior, além de Feira de Santana, só Vitória da Conquista e Itabuna têm atendimento de radioterapia. A Secretaria de Saúde prevê para o ano que vem a implantação do serviço em outras duas cidades. Enquanto isso, muitos pacientes são obrigados a procurar tratamento na capital.

Em Salvador, quatro hospitais oferecem serviço de radioterapia para pacientes do SUS. Em um deles, 60% dos pacientes que fazem tratamento moram em outras cidades.

A Secretaria de Saúde já negocia a criação de turnos extras nos hospitais. A pasta garante que vai contratar novos médicos para aumentar o atendimento em todo o estado.
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Terapia de manutenção com MabThera aumenta significativamente sobrevivência de pacientes com linfoma. Risco de vida cai para metade.

Dois anos de terapia de manutenção com MabThera (rituximabe) aumentam significativamente as chances de sobrevivência de pacientes que sofrem de uma das formas de linfoma mais freqüentes, o linfoma não-Hodgkin (NHL) indolente. 

Este foi o resultado de um ensaio clínico apresentado na 47a reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia em Atlanta, EUA. O estudo comprovou a queda do risco de vida para a metade em pacientes que receberam terapia de manutenção com MabThera em comparação com os que não receberam nenhum tratamento de manutenção, independente da sua terapia inicial.

O professor Marinus van Oers M.D. do Centro Médico Acadêmico da Universidade de Amsterdã e investigador chefe do estudo, conclusivo, declarou: "Nosso estudo confirma que a terapia de manutenção com MabThera é altamente benéfica para todos os pacientes, inclusive os que já receberam MabThera como parte de sua terapia inicial. Nestes últimos trinta anos nunca vimos uma melhoria tão impressionante na sobrevivência total e sem evolução para NHL indolente. A terapia de manutenção com MabThera pode se tornar o novo padrão de tratamento destes pacientes".

Com base nestes dados, a Roche submeterá junto às autoridades européias pedido de extensão da marca para terapia de manutenção com MabThera para pacientes que sofrem de linfoma indolente."Temos consciência de que estes resultados inauguram uma nova era na administração desta doença insidiosa", disse William M. Burns, diretor-geral da Divisão de Produtos Farmacêuticos na Roche. "O linfoma não-Hodgkin (NHL) é um dos tipos de câncer de mais rápido crescimento de incidência e por isso estamos atuando em estreita colaboração com as autoridades sanitárias para assegurar a disponibilidade de MabThera como terapia de manutenção o mais breve possível".

Sobre o estudo

No estudo da Organização Européia para Pesquisa e Tratamento de Câncer, 465 pacientes com NHL indolente reincidente e refratário foram selecionados aleatoriamente para receber quimioterapia a cada 3 semanas com CHOP (ciclofosfamida, doxorubicina, vincristina e prednisona) ou terapia de indução com MabThera e CHOP.

Os pacientes que responderam ao tratamento foram randomizados de novo para manutenção com MabThera ou somente observação (sem tratamento adicional). Aplicou-se a terapia de manutenção com MabThera como uma única infusão de 375mg/m2 a cada três meses durante um período de dois anos. As conclusões principais foram taxas de resposta e sobrevivência sem evolução para a fase de tratamento inicial e para a fase de manutenção do estudo, respectivamente. Realizou-se o estudo em 130 centros no Canadá, Austrália, Países Baixos, Reino Unido, Noruega, Eslovênia, Eslováquia, Bélgica, Hungria, África do Sul, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca, Egito, França, Suíça, Itália e Polônia.

Resultados da fase de indução

Os resultados da fase de indução do estudo revelaram que os pacientes que receberam MabThera e CHOP (R-CHOP) apresentaram índices de remissão completa significativamente superiores aos pacientes que receberam quimioterapia exclusivamente com CHOP (29% versus 16%). Adicionalmente, a quimioterapia com CHOP e MabThera aumentou muito a sobrevivência sem evolução em comparação com a aplicação exclusiva de quimioterapia com CHOP (sobrevivência mediana sem evolução de 33 meses versus 20 meses).

Sobre o linfoma não-Hodgkin (NHL)

O linfoma não-Hodgkin (NHL) afeta 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo. O NHL indolente, representando aproximadamente 45% dos pacientes com NHL, é um tipo de câncer no sistema linfático de desenvolvimento lento, embora grave. Considera-se como incurável atualmente. O NHL é um dos tipos de câncer de crescimento mais rápido de incidência com um aumento de 80% desde o início da década de 1970.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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Hemopa comemora oito anos de implantação do Redome no Pará

hemopa A entrega da parte física das obras do único Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) da Região Norte, ocorrida no último dia 20 de janeiro, marca as comemorações pelos oito anos de funcionamento, na Fundação Hemopa, do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

O BSCUP, que deverá ser totalmente inaugurado em março deste ano, aumentará as chances de pacientes encontrarem doadores compatíveis de medula óssea, com a disponibilidade de células tronco do cordão umbilical de bebês, recolhidas nas maternidades da Santa Casa de Misericórdia e no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Posteriormente, outras maternidades serão incluídas no programa.

De 2002 até hoje, o Hemopa já contribuiu com mais de 33 mil inscritos no Redome, que também conta com o apoio dos cinco BSCUP’s existentes no Brasil. Mais sete bancos serão implantados, incluindo o do Hemopa, que terá a capacidade de armazenamento de 3.600 amostras, uma média de 960 coletas de sangue de cordão umbilical/ano.

O BSCUP do Hemopa resulta do convênio firmado com a Fundação do Câncer, que coordena a implantação de BSCUP’s em todo o Brasil, e administra os recursos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No Pará, a obra representa um investimento superior a R$ 3 milhões, incluindo estrutura física, capacitação de profissionais, aquisição de equipamentos e tecnologia. O programa é do Ministério da Saúde, que criou a Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Brasilcord).

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que anualmente são realizados cerca de 1.800 transplantes de medula óssea no país. Destes, 1000 são autólogos (quando o material é retirado da medula do paciente), 650 transplantes aparentados e 150 não-aparentados. Hoje, 90% dos procedimentos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os transplantes de medula óssea são tratamentos indicados para pacientes com doenças como leucemia, linfomas e mielomas, que atacam a medula óssea e impedem a produção de sangue.

A diversidade genética do país é o maior entrave para encontrar doador compatível não aparentado, cujas chances variam de uma em 10 mil no Estado, uma em 100 mil no país, e uma em um milhão no mundo. Dentro da família as chances são melhores: oscilam entre 25% a 35%.

Para a secretária de saúde Sílvia Comaru, após a implantação do BSCUP no Pará o próximo desafio será a instalação do Centro de Transplante de Medula Óssea, que deverá funcionar no Hospital Ofir Loiola, cujo projeto já está pronto. "Isso vai qualificar o SUS e expandir a atuação da saúde pública no Pará", ressaltou.

A implantação de mais sete BSCUP’s nas cidades de Belém, Fortaleza (Ceará), Recife (Pernambuco), Brasília (Distrito Federal), Lagoa Santa (Minas Gerais), Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul) aumentará as chances de quem precisa encontrar doador compatível.

Exemplo de vida

O serviço do Redome salvou a vida de Vinícius Torres, 8 anos, que encontrou um doador compatível e não aparentado. O transplante, realizado no dia 27 de novembro do ano passado, foi um presente para toda a família. Segundo a mãe da criança, Michelle Torres, 29 anos, Vinícius lutava contra a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) há cinco anos. Como não ficou curado com o tratamento convencional, o transplante era sua única esperança.

Ele aguardou por um ano na lista de pacientes. "Foram nove meses de busca constante por um doador compatível", relembrou Michelle, acrescentando que após conseguir o doador, o desafio seguinte foi a busca por um leito, conseguido no INCA após quase dois meses. "Meu filho foi transplantado em novembro. No dia 21 de dezembro ele teve alta e agora faz acompanhamento intensivo, até completar 100 dias de pós-transplante", explicou.

Feliz com a recuperação do menino, Michelle não economiza agradecimentos e frisou que a doação de medula óssea significa "muito para quem sofre com a espera por dias melhores. O doador não salva apenas a vida de um paciente, mas de uma família inteira".
Condensado de texto original publicado no blog do Hemopa

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

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HEMOAM realiza cadastro de voluntários a doador de medula óssea na BEMOL

18.01.2010 O HEMOAM estará nesta quinta-feira, dia 11, das 8h30 às 12 horas, realizando campanha de Cadastro de Doadores Voluntários de Medula Óssea na Bemol (Escritório Central), localizada na Rua Miranda Leão, nº 41, Centro. A meta é cadastrar 50 voluntários no Redome, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea.

As campanhas externas são estratégicas para aumentar o número de cadastrados no registro nacional. Até o momento o HEMOAM conseguiu cadastrar 13.311 voluntários. “É muito importante que possamos ter cada vez mais candidatos cadastrados pelo Amazonas”, destacou a gerente de captação de doadores do HEMOAM, Cristina Muniz. “As chances dos que estão na fila de espera do hemocentro, hoje com cerca de 40 pacientes, entre adultos e crianças, aumentam consideravelmente”, disse. Para os que estão na fila – portadores de leucemia e outras doenças do sangue – o transplante é a única chance de cura.

Ao participar da campanha e concordar em ser doador voluntário, o candidato preenche uma ficha de cadastro e coleta uma amostra de sangue de 5 ml para realização do exame de HLA, ou seja, histocompatibilidade. Ele determina as características genéticas do candidato. Estas informações são disponibilizadas para todo o Brasil no registro nacional. Ao ser encontrado um doador compatível, o candidato à doação é convocado a fazer novos exames para confirmação. E se o perfil coincidir com o do paciente na fila de espera, o candidato decidirá se realmente quer doar. Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 55 anos, pode ser candidata a doar medula óssea.

SERVIÇO:
CAMPANHA DE CADASTRO DE DOADORES DE MEDULA ÓSSEA
DATA:11/02/2010
LOCAL: BEMOL – ESCRITÓRIO CENTRAL.
HORÁRIO: 8H30 às 12 HORAS

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

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Isso é que é pontaria!

nanobolhas-laser-podem-explodir-celulas-cancerigenas Usando lasers e nanopartículas, cientistas descobriram um meio de encontrar células doentes e destruí-las com pequenas explosões. Eles usaram nanobolhas, feitas com partículas de ouro e com lasers, para estourar as células cancerosas.

O fato de eles mirarem e conseguirem destruir uma única célula sem danificar suas vizinhas já torna essa descoberta um grande avanço na medicina. De acordo com os pesquisadores a idéia é destruir essas células doentes antes que o câncer se espalhe e comprometa o resto do organismo.


As nanobolhas são criadas quando as nanopartículas de ouro são bombardeadas com pequenos pulsos de laser. Dependendo da intensidade do laser, elas podem ser maiores ou menores. Outra descoberta foi que as nanobolhas são capazes de destruir possíveis bloqueios de gordura em nossas artérias.

No último teste, os cientistas colocaram anticorpos junto das nanobolhas, para que elas mirassem somente em células doentes – e as testaram em células com leucemia e em células de câncer cerebral. A técnica foi eficiente em encontrar as células doentes, mirar nelas e destruir somente elas e não suas vizinhas saudáveis.

Sendo assim, os cientistas acham que as nanobolhas podem fazer o diagnóstico, encontrando as células cancerosas, e o tratamento, destruindo-as, ao mesmo tempo. [Sciente Daily]

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

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Câncer pode ser evitado com a combinação de exercício físico e combate à obesidade

surfistas-idosos-abre
Os números não deixam dúvidas de que a dobradinha exercício físico e combate à obesidade é uma das melhores medidas para a saúde: 19% de todos os cânceres poderiam ser evitados com essa combinação. E ainda 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago e 52% dos casos em que a doença atinge o endométrio.

Os dados, específicos para o país, fazem parte do relatório Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil, Alimentação, Nutrição e Atividade Física lançada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF). O lançamento da publicação marca o Dia Mundial do Câncer, comemorado quinta-feira passada, 05/02/10.
O Globo, 04/02/2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

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Frases de efeito (colateral)

Tenho observado no cotidiano de alguns dos blogs que acompanho, onde seus autores passam ou passaram por situações difíceis diante de doenças graves, que a espontaneidade que brota dessas crônicas, independente dos recursos estilísticos do autor, é muito eficiente em produzir belos efeitos estéticos, abrangentes e duradouros. Soando como alertas, despertando emoções variadas e sentimentos de empatia que estabelecem uma relação de identidade entre quem lê e quem escreve, pode levar à formação de redes de solidariedade, de troca de informações úteis e de experiências. Figure ou não esse “efeito” de forma consciente entre os objetivos de quem escreve.

As palavras são promíscuas e mutantes poderosas. Salvo algumas poucas restrições de gênero, número e grau, elas podem se associar livre e inconseqüentemente para multiplicar seus efeitos. Tenho a presunção de figurar entre seus incontáveis e anônimos amantes traídos. E, como quase todo amante, bom ou não, preocupo-me com seu domínio, seu poder de transformação sobre mim, sobre a sociedade e sobre tudo o que se move. Frias, calculistas; espontâneas, simples, observo-lhes o comportamento individual e coletivo, quando se deixam manipular frivolamente por principiantes ou experientes para formar frases.

Tem também as questões formais, essas coisas de estilo, elegância e tal. Isso, evidentemente, importa para seres, como nós, que acumulamos milênios de civilização.

Mas esse arranjo milimétrico, de precisão quase cirúrgica, inspirado ou não seria preocupação mais afeta aos profissionais, aos estilistas, aos literatos, aos escribas e às suas motivações do espírito ou racionalismo utilitarista. Vargas Llosa, Dostoievsky, Suassuna, Garcia Márquez, Zola, e vai por aí...

Afinal, escrever e publicar posts em um blog de visibilidade mundial supõe a necessidade de relação, empatia, interação visando algum “efeito”, ou retorno, feedback sobre o compartilhar de experiências pessoais, sentimentos ou o que se pensa e se plasma em palavras num dado instante. Portanto, todas as frases, originais ou vulgares são de efeito ou tem potencial de produzir efeito, depende mais de quem as lê, do contexto sociológico, cultural e do efeito almejado. É principalmente por isso que os comentários são tão esperados.

blog_magaphoneDe resto, aos ingênuos que julgam deter alguma forma de exclusividade em sua relação com as palavras, diria que todas as frases são feitas, pois sua matéria prima, as palavras, apesar de todo o seu voluntariado original e significância implícita, ainda não desenvolveram a fantástica capacidade de livre auto-associação. Elas precisam sempre de alguém que as articule, manipule, conjugue.

E para constatarmos tudo isso, basta que leiamos mais, muito mais do que temos lido até aqui, e que, mesmo assim, continuemos a ser humildes ou, por causa disso, passemos a sê-lo.

De outra forma, palavras seriam palavras, nada mais que palavras (olha só que efeitão!) e escrever seria simplesmente um mero exercício solitário, masturbatório, infrutífero.

Tenho recebido dos blogueiros amigos uma carga poderosa de frases de efeitos colaterais, elas são sempre bem-vindas.

Ou então voltemos aos diários de debaixo de travesseiro das mocinhas do início do século passado.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

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Estudo nega relação entre celular e câncer

cel-cancer
O uso de celular não aumenta as chances de se desenvolver câncer, afirma um novo estudo japonês.
A descoberta soma-se às muitas evidências até o momento de que celulares não são prejudiciais à saúde.

Cientistas da Universidade Médica da Mulher de Tóquio compararam o uso de telefones em 322 pacientes com câncer cerebral com 683 pessoas saudáveis e descobriu que o uso regular do celular não afeta significativamente a probabilidade de se desenvolver câncer no cérebro.

Eles ainda estudaram a radiação emitida de diferentes tipos de aparelhos para avaliar o efeito em diferentes áreas do cérebro.

"Usando nossas novas técnicas recentemente desenvolvidas e mais precisas, não descobrimos associação entre telefones celulares e câncer, oferecendo mais evidências para sugerir que eles não causam câncer cerebral", afirmou Naohito Yamaguchi, que conduziu a pesquisa.

As descobertas de sua equipe foram publicadas no British Journal of Cancer.
Cientistas pelo mundo têm monitorado os efeitos de campos de radiofreqüência na saúde humana há cerca de 60 anos.

As preocupações públicas sobre a segurança dos telefones celulares têm aumentado conforme adultos e crianças os utilizam mais freqüentemente, embora todas as evidências até agora terem apontado que a tecnologia é segura.

Apesar do estouro no uso desses aparelhos pelo mundo desde os anos 1980, o número de casos de câncer cerebral pouco se alterou.

Poucos estudos têm mostrado uma ligação entre celulares e câncer, mas a maioria não encontrou associação. O maior estudo feito até agora, envolvendo 420 mil pessoas, não mostrou relação com qualquer tipo de câncer, mesmo após 10 anos de uso.

"Até hoje, os estudo não mostraram evidências de que o uso de celulares seja prejudicial, mas não podemos ter certeza absoluta sobre seus efeitos no longo prazo. As pesquisas ainda avançam", afirmou Lesley Walker, diretor de informação do câncer da Cancer Research, no Reino Unido.
Reuters

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

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Quem está na chuva deve se molhar?

essa
Falem-me da Renascença
E do Renascimento
Pesquisem na genética e no tabagismo
Na radiatividade, na nanotecnologia
E nos produtos químicos.
Busquem nos vírus e bactérias concorrentes.
Na antiangiologia
Falem-me palavras fáceis e vazias
Sobre Deus e o amor entre os homens
Que fariam Cristo corar com as heresias
Louvem na mídia os benefícios
Das frutas, ervas e legumes na dieta
E os exercícios físicos também.
Falem-me do Iluminismo
E do império do racionalismo
Da valorização do ser humano
Escrevam a laser na pedra ou no cristal
Sobre a evolução na cura
Do mal que já causaram
E capturem com as mãos o
Almoço selvagem no campo
Frutas (ou um pequeno mamífero)
Tudo muito natural
Mas é nas relações humanas
Onde predominam
O egoísmo e a rejeição
O desafeto e a tristeza infinita
O materialismo vazio e a insensibilidade
A maldade, pura e simples
A desinteligência e a desarmonia
A concorrência desleal e as humilhações
A sensação de impotência diante das injustiças
A solidão, o vazio e o medo
Tudo o que supera a capacidade
Anímica humana além do limite
Que se encontra a origem de todos os
Males do homem e da humanidade
Meu Deus!
Os Avatares precisam sair
Dos filmes de ficção.