sexta-feira, 20 de agosto de 2010

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Pesquisa revela a dimensão do medo do câncer


O vice-presidente da República, José Alencar, tem reafirmado que o brasileiro precisa aprender a "perder o medo de pronunciar a palavra câncer". Para ele, que há anos luta contra a doença, a população deve aprender a falar e a discutir o assunto e passar a realizar exames que permitam o diagnóstico precoce.
Muitas pessoas ainda têm um medo patológico do câncer. Muitas delas deixam de viver plenamente a vida por causa dessa fobia. Mesmo que de alguns anos para cá se tenha avançado muito no diagnóstico, na prevenção e nos tratamentos, e que a doença não signifique mais necessariamente uma sentença de morte com execução sumária. Os casos de cura se multiplicam e aumenta a sobrevida. Teme-se a dor, o sofrimento, a perda. O medo do câncer se confunde com o medo ancestral da morte.
Nos Estados Unidos, um país de obesos e que não tem sido um bom exemplo de praticas saudáveis de saúde e de hábitos de consumo, principalmente os alimentares, o fenômeno assume a dimensão de paranóia. É o que nos mostra a pesquisa abaixo. Acho que no Brasil a mentalidade não é muito diferente. Talvez isso seja resultado de uma falta de compreensão acerca das regras do jogo. Num certo sentido - é o que nos diz Montaigne - o exercício filosófico nos ensina o destemor da morte. O exercício, nesse caso, consiste em aprender a lidar com a condição humana e a ser feliz com ela.
A maioria dos norte-americanos tem muito mais medo do câncer do que de se envolver em acidentes de carro, ser vítima de um crime violento ou de um ataque terrorista. Mais de 75% também são a favor do aumento do investimento governamental na pesquisa do câncer e 63% têm a expectativa de que o orçamento federal sobre os gastos com a doença aumente.
Esses são alguns resultados de uma pesquisa nacional para medir a atitude e as opiniões da população norte-americana sobre os esforços para eliminar o câncer. A pesquisa foi encomendada pela Associação Americana de Pesquisa do Câncer (do inglês, AACR) e pela Fundação Lance Armstrong (LAF). Mil norte-americanos com 18 anos ou mais foram entrevistados. De acordo com 58% deles, a doença não recebe a devida atenção do governo federal e as verbas destinadas ao Instituto Nacional do Câncer (NCI), menos de 0,5% do orçamento federal, ou 4,6 milhões de dólares, é insuficiente.
Depois das doenças do coração, o câncer tem o segundo maior índice de letalidade nos Estados Unidos e é responsável por 1,5 mil mortes diariamente. Perto de 172 bilhões de dólares foram gastos em 2002 com o tratamento, perda de produtividade e mortes prematuras pela doença.

1 Comentário:

Salete Maria disse...

Queremos parabenizar a você pelo blog e convidá-lo a visitar o nosso Cordelirando e ler um cordel sobre a Lei Ficha Limpa.
Neste cordel, Salete Maria nos informa, de maneira clara, porém simples, a respeito deste assunto tão importante, principalmente nos dias de hoje!
Abraço fraterno,
Equipe Cordelirando