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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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Possível descoberta do que é que desencadeia a formação de tumores


Os avanços da ciência já permitem que médicos e pesquisadores estudem as células cancerígenas, permitindo, inclusive, que esses profissionais monitorem o seu comportamento, esmiúcem a sua composição química, acompanhem o seu crescimento e, até mesmo, mapeiem o seu genoma. Entretanto, nenhum estudo conseguiu identificar de maneira exata o que é que desencadeia a formação de tumores no organismo.

Contudo, de acordo com uma notícia divulgada pelo site Nature, pesquisadores de três estudos independentes conseguiram rastrear células tronco que seriam responsáveis pela formação dos cânceres. Isso significa que os tratamentos, em vez de atuarem sobre os tumores, talvez devam se concentrar em eliminar essas células primeiro.

Matando o mal pela raiz

Os pesquisadores conseguiram observar em modelos animais que o surgimento de tumores parece estar relacionado a células tronco específicas, e que a presença dessas células nos tumores é o que desencadeia o seu desenvolvimento.

E, embora as evidências de que determinadas células tronco possam ser as responsáveis pelo surgimento da doença sejam extremamente fortes, os pesquisadores ainda precisam identificar exatamente como esses organismos atuam.

Portanto, caso os pesquisadores consigam determinar que essas células específicas são mesmo as responsáveis pelo surgimento de diversos tipos de câncer — ou de todos eles —, tal descoberta tem o potencial de mudar completamente a forma como entendemos e tratamos essa terrível doença.
 
Fonte: Nature. Ilustração do googleimages

segunda-feira, 16 de julho de 2012

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Coca-Cola brasileira pode causar câncer


Um estudo divulgado nos Estados Unidos pelo Centro de Ciência de Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês), no final de junho, mostra que as latas do refrigerante Coca-Cola vendidas no Brasil têm a mais alta concentração da substância 4-metil imidazol (4-MI), que, em altas quantidades, poderia levar ao câncer.
As latinhas analisadas no país apresentaram 267 mcg (microgramas) de 4-MI por 355 ml de refrigerante. A substância é usada na fabricação do corante caramelo. Pelas normas brasileiras, estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seu uso é permitido, "desde que o teor de 4-metil imidazol não exceda no mesmo a 200 mg/kg".

O valor encontrado nas latinhas brasileiras está abaixo do limite da Anvisa, mas é o mais alto entre os países analisados. O Quênia fica em segundo lugar, com 177 mcg de 4-MI por 355 ml, seguido por Canadá (160 mcg), Emirados Árabes Unidos (155 mcg), México (147 mcg), Reino Unido (145 mcg), Estados Unidos (Washington - 144 mcg), Japão (72 mcg) e China (56 mcg).

A pesquisa foi feita pelo mesmo instituto de pesquisas que, em março fez o mesmo alerta para a substância em latinhas de refrigerante encontradas na Califórnia. Depois disso, a Coca-cola alterou sua fórmula e a taxa de 4-Mi local caiu para 4 mcg por 355 ml.

De acordo com a Coca-Cola, a quantidade da substância 4-MI presente no corante caramelo utilizado dos produtos é "absolutamente segura". A empresa afirma que "os índices do ingrediente apontados em amostra brasileira de Coca-Cola pela recente pesquisa do CSPI (Center for Science in the Public Interest) estão dentro dos padrões aprovados pela Anvisa".

A companhia informou que não vai alterar sua fórmula mundialmente conhecida. "Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta", informou a empresa, via nota.

Ainda segundo a Coca-Cola Brasil, seus produtos são fabricados dentro das normas de segurança e a empresa continuará a seguir orientações de "evidências científicas sólidas".

Valor encontrado ainda está abaixo do limite estabelecido pela Anvisa. Substância é usada no corante caramelo, usado na bebida
Toxicologista explica efeito

Em março, o toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (Ceatox), explicou ao G1 que a substância se mostrou tóxica para ratos e camundongos na concentração de 360 mg/kg, que é pouco menos que o dobro do limite legal no Brasil.

O especialista explicou que o órgão mais exposto ao câncer nesses animais foi o pulmão. O fígado também ficou sujeito a diversas alterações, incluindo câncer. Além disso, foram registradas mudanças neurológicas, como convulsões e excitabilidade.

Fonte aqui

quinta-feira, 21 de junho de 2012

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Amazonas: Atenção oncológica terá melhorias no segundo semestre de 2012


A elevação de cinco para nove no número de salas de cirurgia, possibilitando um aumento de 60% no quantitativo de procedimentos cirúrgicos é uma das melhorias previstas para ocorrerem ainda no segundo semestre de 2012 na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), informou o diretor-presidente da instituição, o pneumologista Edson de Oliveira Andrade. Outra grande novidade é a instalação do Acelerador Linear - aparelho de ponta, utilizado no tratamento radioterápico (radiação curativa) e que já está na Fundação Cecon. A previsão é que ele comece a ser utilizado em 2013.

Oliveira destacou que outras mudanças, tais como a ampliação dos leitos de UTI para adultos e a conclusão da UTI infantil – hoje em fase de implantação – também estão previstas para o mesmo período. A primeira delas já teve a expansão do número de leitos iniciada, passando de cinco para sete na última semana. Para tanto, houve também a ampliação dos contratos com cooperativas de médicos intensivistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. “Cerca de 70% das cirurgias realizadas no hospital demandam UTI, já que são de alta complexidade e duram entre 6 e 12 horas”, explica.

A instalação do Acelerador Linear - aparelho de ponta utilizado no tratamento radioterápico (radiação curativa) e que já está na Fundação Cecon tem previsão de início de operação em 2013, já que aguarda a construção da Casamata – sala com reforço de concreto que o abrigará e cuja licitação está em fase de conclusão. A obra terá a duração de seis meses e, em seguida, o aparelho passará pela fase de testes para ser incorporado ao Serviço de Radioterapia da FCecon.

O acelerador possibilitará, além do aumento de aproximadamente 80% na oferta de tratamento radioterápico, a adoção de novas técnicas de radioterapia, a exemplo da chamada “conformacional tridimensional”, necessária nos casos de câncer de próstata e que hoje é feita na rede particular por pacientes da rede pública, por meio de contrato firmado com o Estado.

Investimentos e agenda positiva

Entre 2010 e 2011 o orçamento autorizado para a FCecon aumentou em mais de R$ 3 milhões, passando de R$ 54 milhões para pouco mais de R$ 57 milhões, um acréscimo de 5,6%. O número de atendimentos também sofreu crescimento. Segundo mostram as estatísticas, em 2010 foram realizados 821.611 atendimentos e em 2011, 855.082, 4,1% a mais que no ano anterior.

Para este ano o orçamento total é de R$ 70 milhões, ou seja, R$ 13 milhões a mais que em 2011, um acréscimo programado de 22,8%. A partir dele, será possível realizar procedimentos tais como os previstos no cronograma denominado “Agenda Positiva”, a qual se resume em uma previsão de atendimentos a serem realizados em um período de 45 dias – a contar de 1º de junho -, os quais totalizam 111.833.

Entre eles estão 108.602 procedimentos ambulatoriais, 2.558 hospitalares, 17.042 consultas, 456 internações e 673 novos inscritos – novos pacientes.

Também fazem parte da agenda a realização de 4,4 mil procedimentos odontológicos, 9,9 mil na área de enfermagem, 55,1 mil exames, 1,7 mil atendimentos de urgência e emergência, 271 cirurgias e aproximadamente 7,3 mil em radioterapia e quimioterapia.

Os números são fruto de uma perspectiva baseada em estatísticas dos últimos dois anos e considerando um crescimento gradativo da demanda.

A “Agenda Positiva” atende a uma orientação da Secretaria de Saúde, Susam, e prevê uma série de atividades que, embora sejam rotineiras, mostram a importância regional do hospital que é referência no tratamento do câncer em toda a Amazônia Ocidental, tendo em vista os números significativos no atendimento.

Atenção oncológica

“O câncer exige uma atenção que não fica só no médico. É de caráter integral de uma equipe multidisciplinar”, explicou Edson Andrade. Assegurando que a equipe da fundação é extremamente qualificada para o trabalho que presta à população do Amazonas e estados e países vizinhos que procuram atendimento da unidade hospitalar. “Hoje, além de vários mestres, a FCecon possui cinco doutores, o que mostra que a equipe é altamente qualificada”.

Outra peculiaridade da fundação são as residências em oncologia clínica, oncologia cirúrgica e cirurgia de cabeça e pescoço, as quais tornam a instituição não só um centro de atenção, mas também de formação e qualificação de profissionais.

Fonte aqui

sábado, 16 de junho de 2012

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Biotecnologia, a arma da vez contra o câncer.


Avastin, Humira, Rituxan, Enbrel, Lantus, Herceptin e Remicade. Esses são os nomes de sete medicamentos que até 2014 devem estar no ranking dos dez maiores do mundo em termos de receita, segundo a EvaluatePharma, uma das principais consultorias do setor.
Todos são fruto de uma frente de pesquisas promissora, a biotecnologia. Em vez de componentes químicos, a técnica usa células e outros organismos vivos para tratar doenças. Em 2000, havia apenas um biotecnológico na lista das dez drogas que geravam mais receitas para as farmacêuticas. Mas o futuro parece claro: a fronteira estará cada vez mais ligada à biotecnologia. É nela, também, que reside a esperança dos 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer todos os anos.
Hoje eles são cinco — indicados para tratar doenças que vão de artrite a diabetes. Esse crescimento se deu em parte por razões científicas. A evolução da engenharia genética e o mapeamento do genoma humano, concluído em 2003, permitiram aos cientistas desenvolver pesquisas para tratamentos mais eficazes.
Na lista das drogas que mais faturam hoje, duas são biotecnológicas indicadas para o tratamento de câncer — número que deve crescer nos próximos anos. 

Como as substâncias dos biotecnológicos caem na circulação sanguínea e só atacam as células que se combinam com seu antídoto, esses remédios causam menos efeitos colaterais e são considerados ideais para pacientes com tumores. Nesse sentido, diferem de tratamentos como a quimioterapia, que combate qualquer célula que se reproduza rapidamente, mesmo saudável.

O interesse dos laboratórios pelos remédios feitos de células e organismos vivos tem também uma razão mercadológica. Recentemente, as patentes de alguns dos mais lucrativos medicamentos químicos começaram a expirar.
 
A fórmula do Lipitor, indicado para o tratamento do colesterol e, até o ano passado, detentor do título de remédio com maior faturamento do mundo, passou a ser compartilhada com os fabricantes de genéricos em março de 2010. Neste ano, o mesmo vai acontecer com outros 12 remédios de Roche, Novartis e outras companhias, que terão perda anual de 27 bilhões de dólares de receita até 2015.

“As corporações estão investindo em biotecnologia numa tentativa de recuperar uma parcela das fontes de receita perdidas”, diz Michael Rosen, vice-presidente do ForestCity, grupo que controla o parque tecnológico do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Para os grandes laboratórios, as pesquisas em biotecnologia representam um vasto campo a ser explorado — uma realidade diferente das investigações com drogas químicas, há décadas o foco do setor. 

Uma das peculiaridades dos biotecnológicos é que a pesquisa e o desenvolvimento nessa área são mais caros do que a produção de remédios químicos. Por ser personalizados, é difícil testá-los em grande escala. Habituados às pesquisas químicas, alguns laboratórios deixaram o novo campo de lado por vários anos.

Numa tentativa de recuperar o tempo perdido, partiram para a aquisição de grandes empresas de biotecnologia — foi o que fez a Pfizer ao comprar a Wyeth por quase 70 bilhões de dólares. Recentemente, o setor vem seguindo a lógica do mercado de internet, em que grandes corporações pagam bilhões por pequenas empresas que desenvolvem uma tecnologia considerada promissora.

Em abril, a inglesa AstraZeneca comprou por 1,2 bilhão de dólares a americana Ardea Biosciences, que estuda medicamentos para alguns tipos de câncer com menos de 100 funcionários. De certa forma, foi como a aquisição do aplicativo de fotografia Instagram pelo Facebook.

O que tem atraído a atenção das farmacêuticas em especial são as empresas dedicadas à pesquisa de um ou mais dos cerca de 200 tipos de câncer catalogados. Ao comprá-las, ganham alguns anos de pesquisa — em outras palavras, usam as aquisições como estratégia para atalhar o caminho até o lançamento de um remédio.    

No Brasil, a biotecnologia, embora nu­ma escala menor, também tem atraí­do investimentos. Após receber 50 milhões de reais de vários fundos, a Recep­ta Biopharma, de São Paulo, passou a desenvolver uma droga para combater o câncer de ovário batizada de RebmAb.

Baseado no que foi feito até agora, o Food and Drug Administration, órgão regulador americano, deu recentemente uma validação preliminar à fase final de testes.

Em março, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou investimentos em duas empresas: a Bionovis, formada pelos laboratórios Aché, EMS, Hypermarcas e União Química, e outra empresa ainda sem nome, dos laboratórios Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs.

Cada uma recebeu 500 milhões de reais. Mesmo os maiores entusiastas da biotecnologia concordam que os remédios químicos vão continuar sendo a grande fonte de receitas do setor — acima de 70% do faturamento global pelo menos até 2016.
Fonte aqui.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

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Câmara aprova lei que fixa prazo máximo para início de tratamento de câncer pelo SUS


Quando a nova Lei for definitivamente aprovada, o prazo para início do tratamento poderá ser ainda menor que os 60 dias nela previstos, conforme a necessidade terapêutica do caso. Esse prazo será considerado cumprido quando se iniciar efetivamente o primeiro procedimento (cirurgia, radioterapia ou quimioterapia). O objetivo da proposta é acelerar o início do tratamento. Só para exemplificar a insensibilidade do SUS, atualmente, uma paciente com câncer de mama pode levar até seis meses para começar a ser tratada. Nesse período, o que era um nódulo já terá vançado para uma fase mais grave, e a chance de cura cai de 80% para 10%", de acordo com as estatísticas disponíveis.
O Plenário aprovou proposta que estabelece o prazo máximo de 60 dias, contados do diagnóstico médico, para o paciente começar a receber o tratamento contra câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto aprovado é o de uma emenda do relator pela Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Darcísio Perondi, ao Projeto de Lei 3887/97, do Senado. Devido a mudanças no projeto, a matéria retorna ao Senado.
Perondi afirmou, no entanto, que a aprovação do projeto não garante bom atendimento no SUS. “Temos de lutar para que essa lei não fique no papel. Do jeito que está o financiamento da saúde, perdemos para os países africanos”, disse. A emenda de Perondi foi elaborada com base em outra emenda, de autoria das deputadas Carmen Zanotto e Flávia Morais.
Carmen Zanotto lembrou que o prazo de 60 dias foi um acordo possível com o governo para começar o procedimento necessário, mas afirmou que a intervenção poderá ocorrer em tempo menor, de acordo com o diagnóstico médico.
Para Flávia Morais, conforme o tipo de tratamento, nem a metade dos que procuram o SUS conseguem realizá-lo. “Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a média de espera pela radioterapia é de três meses”, afirmou. Segundo ela, os dados também revelaram que, dos que deveriam ter sido atendidos com cirurgia, apenas 46% conseguiram passar pelo procedimento.
Revisão periódica
De acordo com o texto aprovado, a padronização de terapias do câncer, cirúrgicas e clínicas deverá ser revista e atualizada sempre que necessário para se adequar ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos comprovados.
Medicamentos contra dor
O principal ponto em torno do qual versava o projeto original do Senado permaneceu no texto, mas de maneira mais simplificada, prevendo que os pacientes com dor provocada pelo câncer terão prioridade na prescrição e no acesso gratuito a analgésicos opiáceos ou correlatos. O texto do Senado especificava os medicamentos, registros para sua liberação ao paciente e penalidade para a venda irregular.

Unidades de tratamento
Outra novidade da emenda aprovada é a obrigatoriedade de os estados elaborarem planos regionais de instalação de serviços especializados em oncologia. O objetivo é contemplar áreas que não tenham acesso a esses serviços. “A partir desse projeto de lei, teremos outro olhar para os municípios nos quais não há acesso aos tratamentos contra o câncer”, afirmou a deputada Carmen Zanotto. O deputado João Ananias criticou, no entanto, a falta de definição dos meios para garantir a expansão das unidades de tratamento de câncer. "Quem vai prover isso nos municípios pobres?”, questionou.
Para o deputado Marcus, a melhoria no tratamento do câncer depende de investimentos do governo. Para ele, os recursos atuais têm sido insuficientes.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Em análise 121 novos fármacos para o câncer de pulmão, 117 para o linfoma e 111 para o câncer de mama, entre outros.


Empresas norte-americanas de investigação biofarmacêutica estão testando 981 medicamentos e vacinas para combater os diversos tipos de câncer que afetam milhões de doentes em todo o mundo, de acordo com um relatório divulgado pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA  – Investigadores e Produtores Farmacêuticos da América, em tradução livre). Estes potenciais medicamentos, que estão tanto em ensaios clínicos como sob avaliação pela FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA), incluem 121 fármacos para o câncer de pulmão, 117 para o linfoma e 111 para o câncer de mama.

"Apesar dos incríveis avanços na batalha contra o câncer, as muitas formas desta doença continuam a ser um desafio de saúde pública para os doentes, suas famílias e profissionais de saúde. Além disso, o câncer é um fardo sobre as economias dos EUA e  em todo o mundo", disse o presidente e CEO da PhRMA, John J. Castellani. "Os esforços incessantes de investigadores biofarmacêuticos nos EUA trouxeram tratamento novo e melhorado para os pacientes, oferecendo opções que não existiam antes. Este relatório reflete as histórias notáveis da ciência, perseverança individual e um compromisso inabalável com os pacientes".

Ao longo das últimas décadas, progressos significativos na investigação e desenvolvimento biofarmacêuticos têm levado a melhorias constantes nas taxas de sobrevivência do câncer nos EUA. De acordo com a American Cancer Society, a taxa de morte por câncer caiu 22% para homens e 14% para mulheres entre 1990 e 2007, o que se traduz em 898,000 menos mortes pela doença neste período.

Além dos benefícios para os doentes e suas famílias, as quedas nas taxas de mortalidade por câncer têm um tremendo impacto econômico. Os institutos nacionais de saúde dos EUA estimam que os custos totais com o câncer em 2007 atingiram os 226,8 mil milhões de dólares: 103,8 mil milhões de dólares para os custos médicos diretos (todos os gastos com saúde) e 123 mil milhões de dólares para os custos indiretos da mortalidade (custo da perda de produtividade devido à morte prematura). De acordo com uma pesquisa recente da Universidade de Chicago, a redução das taxas de morte por câncer em 10% equivaleria em cerca de 4,4 trilhões de dólares em valor econômico para as gerações atuais e futuras.

Investigadores biofarmacêuticos norte-americanos estão trabalhando em muitas novas abordagens de ponta para combater o câncer. Os exemplos incluem:
  • um medicamento que interfere com o metabolismo das células do câncer de pâncreas, privando-as da energia fornecida pela glicose;
  • um medicamento para leucemia mieloide aguda (LMA) que inibe as células cancerosas com uma mutação encontrada em cerca de um terço dos pacientes com LMA;
  • uma terapia que usa a nanotecnologia para atingir a entrega de medicamentos às células do câncer de próstata, potencialmente superando algumas limitações dos tratamentos existentes.
"Desde que a guerra contra o câncer foi declarada no início de 1970, as empresas de investigação biofarmacêutica iniciaram uma participação significativa, ajudando milhões de doentes em todo o mundo a gerir ou até mesmo vencer esta doença", disse Castellani. "Futuros avanços médicos são a nossa melhor esperança para diminuir a incidência do câncer para os pacientes, suas famílias e a sociedade", acrescentou.

Fonte aqui                 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

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Pesquisa sobre o Câncer: tudo se acelera



A pesquisa do câncer tem feito progressos consideráveis ​​com uma aceleração real na última década.

Este atualíssimo documentário web intitulado "Pesquisa sobre o Câncer: tudo se acelera", co-produzido pelo Instituto Nacional do Câncer da França, L’Inserm e pela  Associação para Pesquisa em Câncer (ARC), mostra em imagens explícitas estes avanços de uma forma inovadora e acessível a todos. O áudio é em francês.

Cedendo a palavra a dez pesquisadores de diferentes disciplinas, o documentário destaca os eixos mais promissores da pesquisa atual, com destaque para os avanços nos estudos que contribuem para o desenvolvimento da medicina oncológica personalizada. Sua originalidade consiste em associar os progressos no tratamento do câncer com a realidade da doença tal como ela é experimentada por aqueles por ela afetados. Depoimentos de ex-pacientes, desenvolvidos em forma de entrevista pelos pesquisadores no local de trabalho dos entrevistados, constituem os pontos de entrada aos capítulos sobre a pesquisa.

O conjunto está organizado em quatro partes que correspondem a grandes domínios de aplicação da pesquisa: compreender, cuidados, apoio e finalmente, prevenção e detecção.

  • Clique na imagem acima para assistir.


Até uma taça de vinho diária causa câncer, afirma instituto francês

Contrariando tudo o que já li sobre o assunto e o que já foi publicado aqui no blog. Este relatório vai despertar muita polêmica.

O mito de que uma taça diária de vinho não faz mal caiu por terra na França. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) no país, publicou um documento que orienta os profissionais de saúde a combater o hábito de beber diariamente, que concerne 13,7% da população. O motivo: em qualquer medida, bebidas alcoólicas podem causar câncer. O relatório se ampara nas conclusões de três institutos: o National Alimentation Cancer Research, o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer e o Instituto Americano para a Pesquisa sobre o Câncer. O Inca coordena na França os estudos, além de orientar médicos na luta contra a doença.

Segundo o texto, o consenso acadêmico sobre os riscos do álcool são suficientes para que campanhas de esclarecimento sejam realizadas. “O consumo de bebidas alcoólicas está associado ao aumento do risco de diversos cânceres: de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, colo-retal, do sangue e do fígado.” O documento alerta que o porcentual de aumento do risco está estimado tendo como base cada copo de álcool consumido por dia. O risco varia entre 9% e 168%.

“Em particular, o aumento do risco de cânceres de boca, de faringe e de laringe é estimado em 168% por copo de álcool consumido por dia.” O relatório descarta até a ingestão diária de pequenas doses, tradição no país. “O aumento do risco é significativo a partir do consumo médio de um copo por dia. O efeito depende do volume consumido, não da bebida alcoólica.”

Dominique Maraninchi, presidente do Inca, e Didier Houssin, diretor-geral de saúde, autores do texto, alertam que o etanol é metabolizado em acetaldeído (etanal), que pode gerar mutações no DNA. Na França, a recomendação tem peso de choque cultural. Desde 1960, o volume de consumo de bebidas alcoólicas vem caindo, mas o nível atual - de 12,9 litros por habitante por ano - é dos mais elevados. Em 2006, a Organização Mundial da Saúde indicou que 20,3% dos homens e 7,3% das mulheres com idades entre 12 e 75 anos bebem todos os dias no país.

Fonte aqui

segunda-feira, 21 de maio de 2012

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O Edson se foi...


Sim, minha carinha está lá, com muito orgulho, entre as demais do quadro de seguidores do blog de Edson Leite. E enquanto o blog persistir e ecoar as mensagens de confiança que ele transmitia com coragem irreverente, ela estará lá, testemunhando o belo trabalho que ele desenvolveu nesta blogosfera, e que continuará também na memória daqueles que o amavam e admiravam.

Li seu comentário lá no blog dele e faço minhas as suas palavras, Iza. Ele transmitia esperança, porque dela era um mensageiro fiel; infundia coragem, porque não se deixava abater diante da expectativa de uma prova ainda mais dura que a anterior, mais dolorosa. Sempre colocou a sua fé consciente como obstáculo para os pensamentos negativos. Não se deixava abater, pois não criava espectros insuperáveis. Parecia feito de aço inoxidável.

Ele nos acostumou a esperar pelas narrativas serenas e bem humoradas de suas vitórias, após cada uma das batalhas que travou em cada cirurgia, cada procedimento, cada expectativa de resultado de exame, sem triunfalismos nem sentimentalismos baratos, nesta guerra em que ele lutou exemplar, por vários anos contra um inimigo insidioso e traiçoeiro. Uma luta de superação, como ele muito bem definia.

Quinta-feira passada, confiante e cheio de otimismo, como sempre, o guerreiro, já hospitalizado para se submeter a mais uma cirurgia que ele sabia de alto risco e complexidade, em seu último post, cuja ilustração traz uma foto de suculentos bifes crus de fígado sobre folhas de alface como marca de sua irreverência e alusão ao seu câncer hepático, apenas pediu que rezássemos por ele e por sua recuperação, e que gravássemos aquela data como um marco de seu retorno, se Deus assim o quisesse. 

Ele achava que sua voz e seu teclado seriam calados por dois dias, enquanto durasse sua recuperação na UTI.

Sim, seu teclado pode ter-se calado para sempre, mas sua voz continuará reverberando com dignidade nas vibrações de esperança e de fé que ainda emanam de sua palavra escrita e na nossa mente, no nosso coração, assim como persiste em nossa memória olfativa a sensação agradável do mais delicado perfume de flores, as que florescem apenas no campo sagrado do amor universal.

Edson, obrigado! Gratidão é o sentimento que perpassa minha alma enquanto escrevo estas linhas pensando em ti, pela tua generosidade em compartilhar tudo o que tinhas de melhor. Mas, na nossa ignorância dos Desígnios Divinos e no nosso egoísmo de te querer ainda pelo menos mais um pouco entre nós - mesmo com tudo o que já nos havias presenteado - ainda ficaste nos devendo mais esta narrativa, irreverente e contagiante de esperança: o post vitorioso de mais uma batalha vencida, como tu nos acostumaste a aguardar.

Mas... amigo, só o post, pois de vitorioso é a imagem que deixaste.

Ilustração: fotomontagem do Googleimages