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sábado, 15 de outubro de 2011

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De Manaus a Belém pelo Rio Amazonas em imagens (Cont.)

Depois de Santarém, inicio da travessia do "Estreito Breves"

"Esse Rio é minha rua..."
Dá para chamar isso de "estreito"?
N/M Santarém no trapiche da cidade de Breves. Eu estou sentado dentro do pneu.
Frente da cidade de Breves, onde compramos camarão e açaí.
Mais um por-do Sol e finalmente...
...Belém, com sua silhueta imersa na fumaça das queimadas criminosas de verão.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

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De Manaus a Belém pelo Rio Amazonas em imagens

Porto de Manaus no dia da partida, 28/09/2011


Os passageiros se aglomeram no convés do N/M Santarém para ver a cidade se distanciando na hora da largada, no por-do-Sol.

Quando o Sol se põe nas margens do Rio Amazonas o espetáculo é sempre grandioso e sublime.
O céu se transfigura segundo a segundo, mudando os tons da paleta de cores, enquanto o Astro-rei mergulha por trás das margens distantes. Tudo é grandioso, o rio, o espetáculo. O tempo tem outro sentido.
Venda de queijo de leite de búfala, no Porto da cidade de Almeirim.
O caboclo é o verdadeiro herói da ocupação desse imenso vazio demográfico que é a Amazônia, o verdadeiro Minossauro, o homem-peixe, na trilogia do escritor paraense Benedito Nunes.
Aqui, muitas vezes a água se confunde com a terra, e o caboclo vive em harmonia com todos os elementos da Naturaza.
Em Santarém/PA, a cidade banhada pelo rio Tapajós, de águas verdes, o reencontro com velhos e bons amigos...
... e também com algumas iguarias da culinária paraense, depois de passar dois dias comendo apenas o que havíamos levado como provisões. O cheiro da comida e a aparência da cozinha de bordo não eram muito...digamos...estimulantes. (Continua no Próximo post).

sábado, 10 de abril de 2010

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A vida por um fio (elétrico)

O bairro da Cidade velha é um dos maiores referenciais do patrimônio histórico e cultural do Pará, de Belém, e também da minha infância, já meio distante no tempo e no espaço.
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Suas ruas estreitas, sinuosas, outrora pavimentadas com pedras de granito apicoado (há tempos soterradas pelo asfalto da insensibilidade político-administrativa), sua vetusta e romântica arquitetura. (ou o que resta dela), onde os solares de fachadas em azulejo português, coroadas com pinhas em faiança finamente esmaltadas, as Igrejas e os palacetes em estilo imperial brasileiro e neoclássico nos falam do passado, dos esplendores do Ciclo da Borracha e guardam, ainda hoje, a memória dos índios, negros, mestiços e portugueses pioneiros no povoamento da cidade.

Guardam, também, a memória menos remota e mais pessoal das singelas brincadeiras a céu aberto dos jovens de minha geração, que ainda cresceram e se divertiram livremente nas ruas e nas praças antes da era do império da eletrônica, da informática, do Nintendo 64, do Playstation, dos condomínios fechados, dos celulares rastreadores, das balas perdidas, enfim, da paranóia da Aldeia Global.
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Nasceu com a construção do Forte do Presépio, hoje Forte do Castelo, erguido a mando da Coroa portuguesa no início do século XVI, um dos palcos das lutas travadas em 1835 pelos Cabanos. Mas também de inúmeros combates de faz-de-conta entre mocinhos e bandidos, e, um pouco mais tarde, em meados dos 70, de gloriosas e inesquecíveis tertúlias dançantes HI-FI embaladas por Cuba Libre, mistura de coca-cola, rum, limão e gelo.

No bairro estão localizadas várias belas igrejas, como a de N. Sra. Do Carmo – minha preferida, onde ia à missa aos domingos de manhã, com seu frontal neoclássico, interior barroco com púlpitos em madeira entalhada e laqueada e altar todo em prata - construída em 1627 para abrigar o primeiro convento dos Carmelitas Calçados, da Capitania do Grão Pará -, e a Catedral Metropolitana da Sé, do século XVII, projeto do arquiteto italiano Antônio Landi, com seu imponente frontão ladeado por pináculos piramidais neoclássicos e seu órgão belíssimo, monumental, construído na oficina do artífice francês Aristide Cavaillé-Coll e instalado em 1882, o maior da América do Sul. Possui telas, afrescos e painéis de grande valor.
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Nessa Catedral os ritos sagrados da Semana Santa assumiam contornos dramáticos para uma criança. Depois de percorrer todas as ruas do bairro, a imagem do Senhor Morto, com os olhos cerrados, durinho, coberto de cravos de defunto, ficava em exposição na Igreja, vestido de um tom lúgubre de púrpura em um caixão para ser beijado por homens, mulheres e crianças, num ritual da maior morbidez. No ar, um cheiro adocicado de flores fenecendo. Prá completar o clima, música fúnebre de fundo.

A Praça Dom Pedro II, ao lado da Praça do Relógio e do porto-mercado do Ver-o-Peso – onde despontam as torres azuladas do Mercado de Ferro, trazido desmontado da Inglaterra, em forma de decágono, com estrutura metálica de zinco veille-montaine em estilo neoclássico - é outra marca histórica do velho bairro. Considerada o "centro administrativo da Belém antiga", a praça abriga os prédios imponentes onde outrora funcionavam os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Mas prá molecada essa era simplesmente a Praça dos Leões, cujas esculturas cavalgávamos impunemente e donde, ainda menino, testemunhei, espantado e sem nada entender a invasão do Palácio do Governo, em frente à praça, pelos militares em 31 de março de 1964.

Os portugueses trouxeram para o Brasil toda uma experiência colonizatória anterior na zona tropical do globo, na África, e assim edificaram amplas habitações plenamente adaptadas ao clima da região. Casarões confortáveis, geminados, com assoalhos e forros em madeira, telhas de barro, pé direito alto, dotados de porões e sótãos por onde o ar circula livremente e areja o ambiente quente, úmido e abafado da foz do rio Amazonas.
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Foi onde vivi a maior parte dos anos inconseqüentes da transição da infância para a adolescência - e também os melhores da minha vida. Moramos sucessivamente em duas casas na mesma rua, Gurupá, entre as ruas Dr. Malcher e Dr. Assis, próximo ao Porto do Sal, onde meu pai trabalhava e onde eu nadava, pescava siris, mandiís e mandubés, no velho trapiche do rio Guamá, e onde também vivi as maiores aventuras exploratórias desta fase da vida. E onde escapei duas vezes de me afogar.

A gente andava de bicicleta, sem capacete, joelheira, cotoveleira ou qualquer outra proteção. Construíamos nossos próprios brinquedos, inclusive aqueles carrinhos de rolimã para descer as ladeiras, embalados, tendo como freio só a sola do sapato. Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar inteiro prá casa ao fim do dia. E, por obra e graça divina, voltávamos.

E não dependíamos de nenhum fio, cabo ou fonte de energia, a não ser da nossa. Hoje, se formos desligados da tomada, nossa civilização desaparece.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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Equipamentos quebrados atrapalham tratamento contra câncer

 No Norte e Nordeste, há fila para pacientes de radioterapia. Pará e Bahia prometem melhorias no atendimento.
Pacientes com câncer aguardam na fila por tratamento de radioterapia no Norte e Nordeste do país. É uma luta diária pela sobrevivência. Enquanto isso, há hospitais que têm equipamentos instalados há seis anos, mas que nunca foram usados.

Em Santarém (PA), há um equipamento novinho, que nunca funcionou. Segundo a direção do Hospital Regional, o serviço só deve ser inaugurado no segundo semestre, porque ainda falta a instalação de peças.

Na corrida contra o tempo para combater a doença, no interior do estado, pacientes enfrentam até quatro dias de viagem para chegar a Belém em busca de atendimento.

No único hospital em funcionamento para o tratamento contra o câncer na capital paraense, uma vistoria feita pela Justiça constatou que três equipamentos de radioterapia estavam parados. Entre eles, um que chegou em 2004, mas nunca foi usado.

A procuradora da Justiça Ana Carícia Teixeira diz que vários equipamentos continuam quebrados e o acelerador linear ainda não está em funcionamento, apesar do pedido oficial. O diretor da unidade disse que um dos equipamentos está em manutenção e que o acelerador ainda depende de licença para funcionar. O governo diz que ele deve entrar em ação em 45 dias.

Com a crise no tratamento de câncer, cerca de 180 pacientes do Pará tiveram que ser transferidos para outros estados. Mesmo assim, várias pessoas enfrentam dificuldades. O pagamento de ajuda de custo, feito pela Secretaria Estadual de Saúde, está atrasado. Com isso, alguns doentes estão sem dinheiro para se manter e até voltar para casa.

O agricultor Josué da Costa foi para o Piauí para tratar um câncer na garganta. Ele disse que já teve alta, mas não consegue voltar para o Pará, porque está devendo à pensão onde está hospedado.
Na Bahia, os problemas se repetem. A técnica em enfermagem Helineta Silva tem câncer de mama e precisa de sessões de radioterapia, com urgência. Mas ela não consegue fazer o tratamento. Ela mora em Feira de Santana e o aparelho da única clínica que oferece o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade está quebrado. O governo diz que já foram contratados profissionais para avaliarem o equipamento.

No interior, além de Feira de Santana, só Vitória da Conquista e Itabuna têm atendimento de radioterapia. A Secretaria de Saúde prevê para o ano que vem a implantação do serviço em outras duas cidades. Enquanto isso, muitos pacientes são obrigados a procurar tratamento na capital.

Em Salvador, quatro hospitais oferecem serviço de radioterapia para pacientes do SUS. Em um deles, 60% dos pacientes que fazem tratamento moram em outras cidades.

A Secretaria de Saúde já negocia a criação de turnos extras nos hospitais. A pasta garante que vai contratar novos médicos para aumentar o atendimento em todo o estado.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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Hemopa comemora oito anos de implantação do Redome no Pará

hemopa A entrega da parte física das obras do único Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) da Região Norte, ocorrida no último dia 20 de janeiro, marca as comemorações pelos oito anos de funcionamento, na Fundação Hemopa, do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

O BSCUP, que deverá ser totalmente inaugurado em março deste ano, aumentará as chances de pacientes encontrarem doadores compatíveis de medula óssea, com a disponibilidade de células tronco do cordão umbilical de bebês, recolhidas nas maternidades da Santa Casa de Misericórdia e no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Posteriormente, outras maternidades serão incluídas no programa.

De 2002 até hoje, o Hemopa já contribuiu com mais de 33 mil inscritos no Redome, que também conta com o apoio dos cinco BSCUP’s existentes no Brasil. Mais sete bancos serão implantados, incluindo o do Hemopa, que terá a capacidade de armazenamento de 3.600 amostras, uma média de 960 coletas de sangue de cordão umbilical/ano.

O BSCUP do Hemopa resulta do convênio firmado com a Fundação do Câncer, que coordena a implantação de BSCUP’s em todo o Brasil, e administra os recursos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No Pará, a obra representa um investimento superior a R$ 3 milhões, incluindo estrutura física, capacitação de profissionais, aquisição de equipamentos e tecnologia. O programa é do Ministério da Saúde, que criou a Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Brasilcord).

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que anualmente são realizados cerca de 1.800 transplantes de medula óssea no país. Destes, 1000 são autólogos (quando o material é retirado da medula do paciente), 650 transplantes aparentados e 150 não-aparentados. Hoje, 90% dos procedimentos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os transplantes de medula óssea são tratamentos indicados para pacientes com doenças como leucemia, linfomas e mielomas, que atacam a medula óssea e impedem a produção de sangue.

A diversidade genética do país é o maior entrave para encontrar doador compatível não aparentado, cujas chances variam de uma em 10 mil no Estado, uma em 100 mil no país, e uma em um milhão no mundo. Dentro da família as chances são melhores: oscilam entre 25% a 35%.

Para a secretária de saúde Sílvia Comaru, após a implantação do BSCUP no Pará o próximo desafio será a instalação do Centro de Transplante de Medula Óssea, que deverá funcionar no Hospital Ofir Loiola, cujo projeto já está pronto. "Isso vai qualificar o SUS e expandir a atuação da saúde pública no Pará", ressaltou.

A implantação de mais sete BSCUP’s nas cidades de Belém, Fortaleza (Ceará), Recife (Pernambuco), Brasília (Distrito Federal), Lagoa Santa (Minas Gerais), Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul) aumentará as chances de quem precisa encontrar doador compatível.

Exemplo de vida

O serviço do Redome salvou a vida de Vinícius Torres, 8 anos, que encontrou um doador compatível e não aparentado. O transplante, realizado no dia 27 de novembro do ano passado, foi um presente para toda a família. Segundo a mãe da criança, Michelle Torres, 29 anos, Vinícius lutava contra a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) há cinco anos. Como não ficou curado com o tratamento convencional, o transplante era sua única esperança.

Ele aguardou por um ano na lista de pacientes. "Foram nove meses de busca constante por um doador compatível", relembrou Michelle, acrescentando que após conseguir o doador, o desafio seguinte foi a busca por um leito, conseguido no INCA após quase dois meses. "Meu filho foi transplantado em novembro. No dia 21 de dezembro ele teve alta e agora faz acompanhamento intensivo, até completar 100 dias de pós-transplante", explicou.

Feliz com a recuperação do menino, Michelle não economiza agradecimentos e frisou que a doação de medula óssea significa "muito para quem sofre com a espera por dias melhores. O doador não salva apenas a vida de um paciente, mas de uma família inteira".
Condensado de texto original publicado no blog do Hemopa

sábado, 9 de janeiro de 2010

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Almoçaí




A Amazônia mostra o quanto a gastronomia brasileira é diversificada, rica e diferenciada.
(Chef francês Laurent Suaudeau, citado na revista Menu, edição 124, de março de 2009)

Aposto que ninguém até agora tinha ouvido falar em algo parecido: almoçaí. A palavra é nova, me ocorreu agora. Mas pode ser empregada para nomear um hábito antigo aqui na Amazônia, principalmente mais para o leste, nas cidades do estado do Pará.

Consiste em substituir uma refeição, geralmente o almoço, por uma combinação de açaí bem grosso onde se mistura, açucar, farinha de mandioca ou de tapioca (Chibé), acompanhado de algo salgado, como peixe seco ou carne de sol grelhados, ou camarão seco, obtendo-se uma rica e exótica mescla de sabores. É muito saudável e nutritiva. Esta papa de açaí, de tão densa, é mais para comer que para beber, e é rica em antioxidantes.

O peixe geralmente é o Pirarucu, maior peixe de água doce, conhecido como “bacalhau da Amazônia”, que tem suas mantas salgadas e levadas ao sol para secar. Depois de dessalgado e bem lavado com limão, é só assar, bem crocante, de preferência na brasa. O mesmo se faz com a carne de sol.

A farinha vai depender do gosto de cada um: do Uarini, de tapioca, d’água. Eu prefiro da branca, bem torradinha, com um gostinho de biscoito.

Depois é só adoçar o açaí a gosto, misturar a farinha e tá pronto um delicioso almoço.Esse açaí aí da foto foi uma presença feita pelo meu irmão, o Aldo, que mo mandou lá de Belém. Presentão. Que Deus o proteja e o mantenha sempre tão pródigo.

Outra prática centenária é a substituição, de vez em quando, principalmente nos dias chuvosos, do jantar por um suculento tacacá. E aí, o que vocês acham? Poderíamos chamar a isso de jantacacá? :=]



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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Vinho ou açaí? Depende ...


Publiquei recentemente dois posts falando de dois deliciosos produtos sobre os quais pesquisas científicas recentes revelaram efeitos potencializadores sobre a ação da quimioterapia neoplásica, e no combate às células cancerosas no organismo. O primeiro, um tipo de vinho varietal, o pinot noir; outro, sobre o nosso conhecido e amado açaí.

Dependendo do gosto, da preferência pessoal, da marca, da procedência, e, dentre outras coisas - como venho de constatar  – do preço, esse “tratamento” coadjuvante pode ficar bem caro.

Mas, contra todas as evidências prováveis, o vilão não é o vinho.

Acabei de comprar no DB da Paraíba um bom vinho tinto varietal que já havia comprado e experimentado antes, o DE LOS MAN, chileno, legítimo, safra 2007, a R$ 17,15 a garrafa de 750 ml. Isso tudo, compreende-se, com as despesas de todo o processo que envolve a produção desde o plantio até a vinificação, o controle de qualidade, o engarrafamento, a distribuição, taxas, impostos, importação, e por aí vai.

Já o tão nosso açaí, meus caros, aquele produto bem regional, que em algumas cidades da Amazônia é vendido em cada esquina e que tem todo um apelo sentimental de lembranças gustativas da infância, sorvete, bem gelado, com farinha disso ou daquilo, mamãe dizendo que só deixava a gente tomar de sobremesa se comesse todo o almoço - pois é, que absurdo, está se transformando em produto de exportação, pra grã-fino, pra quem pode dispor de R$ 15, 00 pra desembolsar em 1 litro dessa maravilha made in Pará. Made in Pará?! Sim, porque essa seria, segundo  a informação da balconista da casa Açaí &Cia, na Rua Acre - onde estão tendo a coragem de cobrar tal preço – a causa de um custo final tão absurdo. E cadê o açaí de Codajás, e de Tefé?

No varejo, o açaí do tipo grosso – mas grosso, mesmo - vem caindo de preço, em Belém. Em janeiro de 2009 foi comercializado em média a R$ 9,73; em setembro o litro já custava, em média, R$ 9,47 e, no mês passado, R$ 9,27. Com isso, o recuo de preço foi de 2,11% de outubro em relação a novembro.

No atacado, onde certamente os dois maiores comerciantes do Vieiralves que disputam a preferência dos consumidores manauaras devem se abastecer, o litro do açaí varia entre RS 4,20 e RS 4,50, este produzido na região das ilhas do Marajó.
Bem, se tem quem pague..... :=(
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Belém - Feira Pan-Amazônica do Livro é opção de entretenimento.


A 13ª edição da Feira Pan-amazônica do Livro foi aberta oficialmente nesta sexta-feira (6), às 18 horas. A Feira, que se fortalece como um dos mais importantes eventos de estímulo à literatura no país, este ano presta uma homenagem à França e tem como patrono o escritor paraense Dalcídio Jurandir.

(da Redação Agência Pará)
A cerimônia realizada no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia contou com a presença da Governadora do Estado, do secretário de Estado de Cultura,do Cônsul Honorário da França, homenageados e escritores e artistas convidados.
Após dar as boas vindas ao público, o secretário de Cultura, Edilson Moura, enfatizou o crescimento da Feira Pan-amazônica, hoje considerada a quarta maior feira literária do Brasil.
A Feira Pan-amazônica do Livro também marca as comemorações do Ano da França no Brasil. "É uma grande emoção e uma honra estar aqui para essa grande festa. Quero agradecer ao governo do Estado por este presente para a França", declarou Anne Layou, Comissária do Ano da França no Brasil.
Números - A expectativa dos coordenadores é de que 500 mil pessoas visitem a Feira do nos 10 dias de programação, superando o público de anos anteriores. O número de estandes também surpreende: este ano são 178, nos quais devem ser movimentados cerca de R$ 25 milhões em negócios.
Para o universitário Edney Monteiro, a Feira atrai "pela variedade de livros e editoras no mesmo espaço. Isso facilita muito". A professora Dayse Cunha, que havia visitado a Feira pela última vez em 2007, dois anos depois constatou que o evento "cresceu bastante". "Acho que as opções de lazer, a distribuição do espaço, tudo melhorou", disse ela, destacando que a Feira ajuda a valorizar cada vez mais a região.
Diversos escritores nacionais confirmaram presença na Feira Pan-amazônica, entre eles Ariano Suassuna, Emir Sader, Maurício de Souza e Zuenir Ventura, além do jornalista Zeca Camargo, que participarão de sessões de autógrafos. Entre as atrações musicais estão João Bosco, Flávio Venturini e Teatro Mágico. Um show do cantor Lenine abriu a programação da primeira noite.

Serviço: A XIII Feira Pan-amazônica do Livro acontece de 06 a 15 de novembro, no Hangar, com entrada franca. Horário de visitação: 10 às 22h. Shows no deck todas as noites a partir de 22h.