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sábado, 22 de outubro de 2011

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Jobs só aceitou fazer cirurgia quando era tarde demais, diz biógrafo

Steve Jobs só aceitou fazer uma cirurgia que poderia salvar sua vida quando era tarde demais, disse seu biógrafo Walter Isaacson, em uma entrevista ao programa “60 Minutes”, da rede norte-americana CBS.

Segundo Isaacson, Jobs tinha um tipo raro, porém curável, de câncer pancreático e precisava fazer uma cirurgia. “Eles ficaram felizes quando viram a biópsia. Era um tipo pancreático de câncer que cresce devagar e pode ser curado”, disse, na entrevista.

Mas Jobs não quis fazer a operação imediatamente. “Ele tentou tratar o câncer com uma mudança de dieta, ele foi a espiritualistas”, diz Isaacson. “Ele me disse que não queria que seu corpo fosse aberto, não queria ser violado daquela maneira.”

Ainda de acordo com Isaacson, aos poucos, todos ao redor dele lhe disseram que ele deveria fazer a cirurgia. “Ele fez a cirurgia nove meses depois e, quando operaram, viram que o câncer já havia se espalhado pelos tecidos ao redor do pâncreas.”
 
“Como pode um homem tão inteligente fazer algo assim?”, questiona o jornalista da CBS. “Eu acho que ele sentiu que, se ignorasse aquilo, ia conseguir fazer aquilo desaparecer de algum jeito.”
Fonte aqui

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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Terapia de Steve Jobs é experimental e tem risco

Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria fazer o que vou fazer hoje? E se a resposta fosse ‘Não’ muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar algo.”
 É difícil acreditar que um único homem tenha revolucionado a informática nos anos 1970 e 1980 (com o Apple II e o Mac), o cinema de animação nos anos 1990 (com a Pixar)e, mais recentemente, a música digital (com o iPod e o iTunes). Foi o que fez Steve Jobs, cofundador e presidente da Apple. Não é à toa que conquistou milhares de fãs no mundo inteiro. (Leander Kahney, no livro biográfico “A cabeça de Steve Jobs”)

Pacientes com o tipo raro de câncer de Steve Jobs, da Apple, enfrentam uma luta mais dura se a doença se torna recorrente por causa dos métodos usados no tratamento.

Jobs disse, na quarta-feira (24), que não poderia mais ser o presidente-executivo da empresa da qual era cofundador. Ele saiu de licença médica em janeiro depois de anos lutando contra um raro tipo de câncer no pâncreas e outros problemas de saúde. Ele não deu detalhes sobre sua saúde em seu último anúncio.

O tipo de câncer pancreático é causado por um tumor neuroendócrino de células da ilhota. Jobs teria se submetido a um transplante de fígado em 2009 para combater a disseminação do tumor neuroendócrino. O procedimento é experimental e propício a complicações.

Jobs nunca divulgou publicamente o motivo para seu transplante de fígado. O médico Simon Lo, diretor de doenças biliares e pancreáticas no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, disse que a complicação grave mais provável depois do transplante de fígado de Jobs seria a metástase do câncer, o que obrigaria Jobs a deixar o seu cargo permanentemente.

Cerca de 80 por cento dos pacientes que fazem transplantes de fígado para tratar esse tipo de câncer vivem pelo menos cinco anos, segundo a Universidade da Califórnia em San Francisco. Lo disse que um estudo recente havia mostrado que cerca de três quartos dos pacientes que fazem um transplante de fígado por causa de câncer veem a doença voltar dentro de dois a cinco anos. O câncer pode voltar ao fígado ou para outros órgãos. As drogas imunossupressoras necessárias para um transplante de fígado também dificultam a luta do organismo contra o retorno da doença.

Jobs pode estar "se confrontando com problemas hepáticos relacionados ao transplante de fígado ou ao próprio câncer", disse Lo. "Quando você coloca os pacientes sob medicação imunossupressora, há sempre o risco de que elas retirem a resistência natural, então o câncer consegue crescer mais rápido."

UP (2009), da PIXAR: um velho ranzinza, um jovem escoteiro ansioso e um monte de balões são as estrelas de um filme emocionalmente rico o suficiente para receber uma indicação ao Oscar de Melhor Filme.
Embora esse câncer seja confundido com o câncer de pâncreas, tumores neuroendócrinos têm uma natureza diferente da maior parte dos tumores pancreáticos, que são muito letais e costumam matar 95 por cento dos pacientes em cinco anos. Os tumores neuroendócrinos são mais fáceis de tratar e menos agressivos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, há apenas de 200 a mil novos casos por ano.

Jobs retirou um tumor neuroendócrino em 2004 e disse, depois que todo o câncer fora retirado, que não precisou de quimioterapia nem de radioterapia.

Reuters, com ilustrações editadas do Googleimages

domingo, 4 de julho de 2010

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Teste com saliva detecta com rapidez certos tipos de câncer.

Esta nova tecnologia permite a identificação de até 500 substâncias diferentes presentes na saliva ao mesmo tempo, afirmou o professor Tomoyoshi Soga, da Keio University, e enfatizou que, assim, será  possível se diagnosticar com muito mais facilidade e precocemente os cânceres de pâncreas e de boca.

Uma universidade japonesa e outra americana desenvolveram uma técnica que consegue detectar com rapidez certos tipos de câncer realizando um teste de saliva, informaram os pesquisadores  terça-feira passada.

Esta tecnologia, desenvolvida pela universidade japonesa de Keio e a Universidade da Califórnia permite detectar altas probabilidades de câncer de pâncreas, de mama ou de boca.

Os pesquisadores analisaram amostras de saliva de 215 pessoas diferentes, entre as quais havia pacientes com câncer, e identificaram 54 substâncias cuja presença permite detectar a doença.

Depois de proceder a outros exames, conseguiu-se detectar 99% dos casos de câncer de pâncreas existentes, 95% dos de mama e 80% dos de boca, acrescentou. A realização deste teste levaria, no máximo, meio dia, segundo os pesquisadores.

As taxas de sobrevivência do câncer de pâncreas e de boca são particularmente baixas porque os sintomas não são muito claros na fase inicial, e por isso se demora mais em descobrir a enfermidade.  

"A saliva é mais fácil de examinar que o sangue ou as matérias fecais", indicou o chefe da equipe de pesquisas de Keio, Masaru Tomita, segundo o comunicado. "Gostaríamos de usar essa tecnologia para tentar detectar outras enfermidades também", acrescentou.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

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Gordura abdominal pode aumentar os riscos de câncer pancreático entre as mulheres.


As mulheres que apresentam excesso de gordura abdominal podem ter um maior risco de desenvolver câncer no pâncreas, segundo estudo publicado nesta semana na revista científica Archives of Internal Medicine. De acordo com especialistas da Universidade de Nova York, os resultados confirmam a relação entre a obesidade - indicada pelo índice de massa corporal (IMC) - e o risco do desenvolvimento de tumores nesse órgão.

Avaliando dados do Instituto Nacional do Câncer, incluindo mais de 2 mil pessoas com câncer pancreático e 2,2 mil sem a doença, os pesquisadores descobriram que, para todos os participantes, havia uma relação entre o aumento do IMC e um maior risco de desenvolver a doença. De forma geral, a quarta parte do grupo de participantes que apresentava maior IMC tinha 33% mais chances ter o câncer, comparados àqueles de menor índice corporal.

De acordo com os autores, porém, a circunferência da cintura - que indica obesidade abdominal - teria uma relação ainda mais forte com a doença, principalmente entre as mulheres. Os resultados mostraram que aquelas que tinham sobrepeso eram 31% mais propensas ao câncer, comparadas às mulheres com peso normal, e o risco era 61% maior entre as obesas; as mulheres com maior circunferência da cintura em relação ao quadril, por sua vez, tinham 87% maior risco de desenvolver câncer pancreático.

"Esses resultados, juntamente com aqueles de estudos anteriores, apoiam fortemente o papel da obesidade no desenvolvimento do câncer pancreático", concluíram os autores em artigo publicado na revista científica.
Suplementos podem reduzir risco de câncer de mama.

O câncer de mama preocupa as mulheres. É o segundo tipo da doença mais frequente no mundo e são esperados para o Brasil, em 2010, 49.240 novos casos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Pois uma descoberta pode ajudar a amenizar os números alarmantes. Suplementos de vitaminas e de cálcio parecem reduzir o risco de ter o problema.
O estudo apresentado no 101° Encontro Anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, realizado entre 17 e 21 de abril, em Washington, Estados Unidos, contou com 268 pessoas do sexo feminino com a patologia e 457 saudáveis. Os suplementos vitamínicos mostraram diminuir a chance de desenvolver câncer de mama em cerca de 30% e, os de cálcio, em 40%.
Jaime Matta, professor da Faculdade de Medicina de Ponce, em Porto Rico, disse ao site Science Daily que a pesquisa sugere que os suplementos de cálcio estão ligados ao aumento da capacidade de reparo do DNA, um processo biológico complexo que, se interrompido, pode levar à enfermidade.
Caso tenha pensado em correr para a farmácia e comprar um monte de suplementos, trate de deixar a ideia de lado. Não foi estabelecida a dosagem ideal para tal feito e o excesso sempre é prejudicial. O Inca informa que amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a uma menor probabilidade de adquirir a doença. 
http://saude.terra.com.br

segunda-feira, 5 de abril de 2010

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Dois refrigerantes por semana dobram risco de câncer de pâncreas

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Pesquisadores descobriram que há uma relação entre tomar bebidas açucaradas e câncer. Eles acreditam que a quantidade de açúcar aumenta a produção de insulina do pâncreas e que isso pode aumentar as chances do órgão desenvolver a doença que matou o ator Patrick Swayze em 2009.

De acordo com os especialistas, pessoas que tomam muito refrigerante normalmente têm uma dieta mais pobre, mas parece que a bebida realmente tem um efeito maior.

Mesmo que seja raro o câncer no pâncreas é um dos mais mortais. Somente 5% das pessoas diagnosticadas com a doença ficam vivas por cinco anos após o diagnóstico.

O estudo analisou mais de 60 mil pessoas durante 14 anos. Dessas pessoas, cerca de 150 tinham câncer de pâncreas. Aqueles que consumiam dois ou mais refrigerantes por dia tinham 82% a mais de chance de desenvolver o câncer.

No entanto os especialistas dizem que mais estudo é necessário. Apenas 140 casos foram analisados e o câncer pode se desenvolver em outras condições. Por exemplo, em pessoas fumantes.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

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Refrigerante aumenta risco de câncer no pâncreas

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Um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, afirma que beber mais que duas latinhas de refrigerante por semana pode causar câncer de pâncreas. A pesquisa foi divulgada recentemente na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

De acordo com Mark Pereira, que liderou o estudo em Minnesota, os altos níveis de açúcar encontrados em refrigerantes podem aumentar o nível de insulina no organismo, o que, para ele, contribui para o crescimento de células de câncer no pâncreas. A insulina, que ajuda o organismo a metabolizar o açúcar, é produzida no pâncreas.

Alguns pesquisadores, como Pereira, acreditam que a ingestão de açúcar pode favorecer o aparecimento do câncer, embora já tenha sido provado que a tese é contraditória.

O estudo foi realizado com 60.524 homens e mulheres em Cingapura. Eles foram acompanhados por 14 anos. Durante esse período, 140 dos voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. Aqueles que bebiam duas ou mais refrigerantes por semana apresentaram um risco mais elevado (87%) de desenvolver a doença.

Pereira disse acreditar que as conclusões se aplicam a outros lugares do mundo. "Cingapura é um país com um sistema de saúde excelente. Os passatempos favoritos da população são comer e fazer compras. Dessa maneira, acredito que os resultados podem ser aplicáveis a outros países ocidentais", diz o pesquisador.

Para Susan Mayne, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, é preciso ter cautela com os resultados. "Embora esse estudo aponte esse risco, a conclusão foi baseada em um número relativamente pequeno de casos. Não fica claro se isso é uma associação causal ou não", diz.

“O consumo de refrigerantes em Cingapura foi associado a diversos outros comportamentos nocivos para a saúde, como o tabagismo e o consumo de carne vermelha", diz Susan. Outras pesquisas relacionaram o câncer de pâncreas à carne vermelha torrada.

O estudo também é questionado por Ang Peng Tiam, diretor médico do Parkway Cancer Center, em Cingapura. "Se, de fato, o açúcar é a causa de câncer de pâncreas, então esse risco deveria ser observado em muitas outras dietas, como, por exemplo, nas pessoas que comem uma grande quantidade de arroz ou doces”, diz. “Eu bebo mais que duas latas de refrigerante por semana e não vou mudar o meu hábito apenas por causa desse relatório”, afirmou Tiam.

O câncer de pâncreas é uma das formas mais mortais da doença. Estima-se que existam 230 mil casos no mundo todo. Somente nos Estados Unidos, 37.680 pessoas foram diagnosticadas com câncer de pâncreas no ano passado. 34.290 morreram da doença.

De acordo com a American Cancer Society, a taxa de cinco anos de sobrevida para pacientes com câncer de pâncreas é de cerca de 5 por cento.

Editado de matéria publicada em Época online