Pesquisadores criaram e testaram dispositivos em miniatura que são implantados
em tumores para gerar oxigênio, aumentando o poder letal da radiação e da quimioterapia.
A tecnologia é projetada
para tratar tumores sólidos que são hipóxicos no centro, ou seja, seus
núcleos contém baixos níveis de oxigênio, o que não é bom porque a terapia de
radiação precisa de oxigênio para ser eficaz. Assim, as áreas hipóxicas são
difíceis de matar. Os cânceres de pâncreas e cervical são notoriamente
hipóxicos. “Se você gerar oxigênio pode aumentar a eficácia da radioterapia e da
quimioterapia também”, disse Babak Ziaie, professor de engenharia biomédica.
Uma questão que se impõe
com a maior ingenuidade: - Depois de aprovada, quando esta tecnologia estará
disponível aos usuáios do SUS?
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O dispositivo (à direita) se encaixa dentro
de um tubo (à esquerda) que pode
ser inserido em um tumor com uma agulha de biópsia. (Crédito: Birck Nanotechnology Center, da Purdue University)
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O novo "microgerador de
oxigênio implantável" é um dispositivo eletrônico que recebe sinais de
ultra-som e usa a energia para gerar uma pequena voltagem para separar o
oxigênio e o hidrogênio da água numa operação
de produto químico chamado eletrólise
da água.
"Estamos colocando esses
dispositivos dentro dos tumores e, em seguida, expondo os tumores ao
ultra-som", disse Ziaie. "O ultra-som ativa o
funcionamento do dispositivo, gerando oxigênio.
O dispositivo foi desenvolvido no Birck Nanotechnology
Center, no Discovery Park da Purdue University. Pesquisadores da Purdue estão trabalhando com Song-Chu Ko, professor
assistente de oncologia da radiação clínica na Indiana
University School of Medicine.
Os pesquisadores testaram
dispositivos em tumores pancreáticos implantados em camundongos, mostrando que
eles geraram oxigênio e que, assim, encolheram mais rápido do que os tumores
sem os dispositivos, os quais têm um pouco menos de um
centímetro de comprimento e são inseridos nos tumores com uma agulha
hipodérmica das utilizadas em biópsia.
"A maioria de nós já fomos
tocados pelo câncer de uma maneira ou outra", disse Ziaie. "Meu pai é um sobrevivente do câncer e passou por muitas sessões
de quimioterapia muito dolorosa. Esta é uma nova tecnologia que tem potencial
para melhorar a eficácia da terapia."
Os resultados são detalhados em um
artigo de investigação que aparece este mês na edição on-line de Transactions on Biomedical Engineering.
O artigo foi escrito pelo professor assistente de pesquisa
Teimour Maleki e equipe de doutorandos.
Trabalhos futuros podem se
concentrar em redesenhar o dispositivo para torná-lo mais prático para os
ensaios de produção e aplicação na clínica.
Editorial,
links e tradução pelo autor do blog. Matéria publicada no sciencedaily ontem. Leia Release original aqui.








