quarta-feira, 2 de março de 2011

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Estudos demonstram que entinostat pode ser nova esperança para breve contra câncer de mama

A Syndax Pharmaceuticals, empresa de oncologia epigenética (terapia com abordagem destinada a controlar a expressão de genes bons e maus que influenciam o desenvolvimento de resistência a terapias específicas) em estágio clínico, anuncia que o National Cancer Institute (NCI) patrocinará estudo de fase 2 multicêntrico de seu produto principal, o entinostat, um novo inibidor de histonas desacetilases (HDAC) que é administrado por via oral, e do anastrozol, inibidor de aromatase, em mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama triplo negativo operável, para avaliar biomarcadores e substitutos para resposta.
O
 estudo, a ser conduzido sob Cooperative Research and Development Agreement (CRADA) – um acordo de cooperação de desenvolvimento e pesquisa celebrado entre uma agência governamental e uma empresa privada - assinado entre o NCI e a Syndax, pesquisará se os tumores das pacientes podem ser reprogramados para expressar receptor de estrogênio e torná-los sensíveis a agentes hormonais.

Resultados promissores já obtidos em modelos animais preditivos fornecem informações importantes sobre os mecanismos moleculares pelos quais o entinostat pode direcionar os caminhos da resistência do câncer de mama", disse Joanna Horobin, chefa-executiva da Syndax.
Ensaios clínicos tipo ENCORE 303, de fase 2, apresentados na ASCO (sigla em inglês para Sociedade Americana de Oncologia Clínica), mostraram que a combinação de entinostat com todos os inibidores de aromatase disponíveis comercialmente poderia parar a progressão emergente da doença.

Espera-se que este estudo forneça mais provas apoiando o benefício clínico e a tolerabilidade do entinostat em mulheres pós-menopáusicas com progressão metastática do câncer avançado de mama. Os resultados são esperados já para o primeiro semestre deste ano."

A maioria das mortes por câncer acontece quando a doença já se espalhou por todo o corpo 
A
 mortalidade do câncer deve-se em grande parte à capacidade da doença de se espalhar por todo o corpo. Agora, uma equipe de cientistas conseguiu travar este processo bloqueando uma enzima em cobaias. A descoberta foi publicada esta semana na revista Cancer research.

Sabe-se que a dada altura, durante o desenvolvimento do câncer, as células cancerígenas conseguem libertar-se do tumor onde nasceram, entram na corrente sanguínea e viajam até se implantarem noutros locais, criando uma nova região cancerígena. Quando se dá este processo a cura torna-se muito difícil.

A equipe de cientistas responsável por esta investigação, do Instituto de Investigação do câncer, no Reino Unido, explica que 90% das mortes por câncer devem-se a esta migração.

Os cientistas estudaram o efeito da enzima LOXL2 neste processo. No câncer de mama, uma grande concentração desta enzima está associada com a migração do câncer. Os cientistas conseguiram diminuir esta migração, bloqueando esta enzima em cobaias. Esta enzima ajuda as células cancerígenas a libertarem-se do tumor e a entrar na corrente sanguínea.

Nas experiências, os cientistas utilizaram químicos e anticorpos para bloquear a atividade da LOXL2, o que impediu o câncer de se espalhar para outros tecidos.

“A LOXL2 é um alvo de tratamento fantástico, e é altamente provável que venha a ser utilizada em testes clínicos”, disse Janine Erler, líder da equipe. A cientista defende ainda que a enzima pode ser utilizada para detectar o estado de avanço do câncer e ajudar a determinar a previsão clínica dos pacientes.
Traduzido daqui

1 Comentário:

Anitha disse...

Seu interesse em ajudar, levar informação, esclarecer, comunicar, dar esperança e alento é de uma grandeza ímpar...
Deus te abençõe abundamente!!!
Beijo