quinta-feira, 3 de março de 2011

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Ceará também faz transplante de medula

Na manhã desta terça-feira, 1º de março, mais um paciente foi operado pela equipe do hemocentro de Fortaleza (Hemoce) e do Hospital Universitário Walter Cantídio,  onde foi realizado o 26º transplante autólogo de medula óssea no Ceará - aquele em que a pessoa recebe células-tronco sadias da própria medula como forma de tratamento para alguns tipos de câncer.
A beneficiada, uma mulher de 22 anos, portadora de linfoma de Hodgkin, está internada em um leito isolado no Hospital das Clínicas, onde  deve permanecer pelas próximas duas semanas antes de receber alta.

O
 procedimento é simples: primeiro, o sangue do paciente passa por uma máquina de aférese, que separa e concentra as células-tronco, que são congeladas em nitrogênio líquido. Em seguida o paciente é submetido a uma quimioterapia especial para eliminar todas as células cancerosas. Por último, as células-tronco são descongeladas e reinfundidas (como se fosse uma transfusão de sangue) no paciente e passarão a recolonizar o sangue, diferenciando-se em todos os tipos de células. que o compõem. 

Até hoje, todas as outras 25 cirurgias foram consideradas um sucesso pela equipe médica. O primeiro transplante autólogo do Sistema Único de Saúde no Ceará aconteceu no dia 26 de setembro de 2008 e a maioria dos pacientes já retornou às suas atividades normais, tendo alcançado a cura para o câncer através do procedimento. O resultado incentiva ainda mais a continuidade deste trabalho, que tem ajudado a salvar vidas.

A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro do "tutano" de alguns ossos do nosso corpo e que tem como função produzir as células do sangue. Quando um paciente tem algum tipo de doença no sangue (leucemias, linfomas, alguns tipos de anemias e outras doenças congênitas) e precisa de um transplante de medula, ele pode se submeter a dois tipos de transplante: o autólogo, quando ele recebe células sadias retiradas da própria medula; ou o homólogo, quando precisa receber células da medula de outra pessoa. Para isso, ele pode recorrer:

·       à compatibilidade entre familiares, especialmente irmãos;
·       à rede de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário,  a BrasilCord;
·       ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, o Redome.

Esse último é a forma mais fácil de qualquer pessoa poder ajudar os pacientes que precisam de um transplante. Hoje, o Estado do Ceará reúne mais de 85 mil cearenses cadastrados no Redome.

O cadastro de doadores de medula óssea é uma listagem feita em todos os hemocentros do país e reúne as pessoas dispostas a doar. Para participar, basta que o voluntário compareça ao hemocentro de sua região. Ele precisa estar saudável, ter entre 18 e 55 anos e apresentar documento de identificação com foto, como carteira de identidade, de motoristas ou de trabalho. O candidato preenche uma ficha com seus dados pessoais e colhe uma amostra de 10 ml de sangue, como aquelas amostras que se colhe em laboratório para exames de sangue. A partir daí, o voluntário já está cadastrado!

As informações armazenadas no Redome são pesquisadas na necessidade de um transplante. Os dados do paciente que precisa receber a medula são cruzados com os dos doadores que estão no Redome, para tentar identificar compatibilidade entre eles. A chance de encontrar uma medula compatível é de apenas 1 em 100 mil. Por isso, quanto mais doadores cadastrados no registro, mais chances essas pessoas têm de sobreviver.

Clique aqui para acessar uma relação completa dos hemocentros do Brasil.

Fonte:  Governo do Ceará  

1 Comentário:

Solange disse...

daniel meu blog é ninguem me segue mesegue