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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

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San Antonio Breast Cancer Symposium/2011: pertuzumabe - nova droga associada às já existentes aumenta sobrevida


Aproximadamente 20% de todos os cânceres de mama têm amplificação ou superexpressão (ou ambos) do receptor do fator de crescimento epidérmico humano chamado HER2, resultando em um fenótipo de tumor mais agressivo e um prognóstico pobre.
Um novo fármaco, um anticorpo monoclonal chamado pertuzumabe, a ser administrado em combinação com duas drogas já empregadas no tratamento, trastuzumab e docetaxel, estende a sobrevida de pacientes com este tipo agressivo de câncer de mama. A novidade foi apresentada nesta semana em um dos maiores congressos sobre o tema, o San Antonio Breast Cancer Symposium, que começou no último dia 6 e encerra no próximo dia 10, nos Estados Unidos.

Um estudo clínico de fase II, denominado Estudo Cleópatra, com a participação de 808 pacientes de 24 países, inclusive do Brasil, foi conduzido com a administração da droga em portadoras de câncer de mama em que o tumor já se havia espalhado para outras partes do corpo, estágio da doença conhecido como metástase, considerado grave. Os dados dos testes foram primeiramente apresentados na edição eletrônica do New England Journal of Medicine, uma das principais publicações médicas do mundo.

No estudo clínico, pacientes que nunca haviam feito quimioterapia antes foram divididos em dois grupos: metade recebeu trastuzumabe e docetaxel. O restante tomou uma droga a mais: a pertuzumabe. As participantes foram monitoradas durante 20 meses.

Os condutores do estudo concluíram que, administrando apenas o trastuzumabe, conseguiram controlar o avanço da doença durante um período aproximado de 12 meses. Período este que foi estendido para cerca de 18 meses nas pacientes que, além do trastuzumabe, receberam também o pertuzumabe.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

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Câncer de mama, quimioterapia e função cerebral


Sobreviventes do câncer sabem há muito tempo que um dos mais incômodos e persistentes efeitos colaterais da quimioterapia é uma nebulosidade mental que interfere com a capacidade de pensar claramente, de se lembrar de detalhes e de concentrar a atenção sobre algo. Há até mesmo um apelido, "cérebro químico", que alguns médicos e pacientes utilizam para se referir a essa condição. Eu, que nunca tive uma memória boa, tenho sentido, depois da quimioterapia, uma dificuldade ainda maior para lembrar nomes e de coisas óbvias. Mas, do que era mesmo que estávamos falando?

Pesquisadores da Stanford University School of Medicine desenvolveram estudo, publicado na edição de novembro de 2011 da revista Archives of Neurology, sobre o comportamento de um grupo de mulheres para descobrir como o câncer de mama e a quimioterapia afetam a função cerebral. Eles examinaram 3 grupos de mulheres classificadas por idade, nível educacional e status menopausal, sendo: 25 com câncer de mama que haviam recebido quimioterapia, 19 com câncer de mama que não haviam recebido quimioterapia, e 18 mulheres sem câncer de mama. Eles usaram ressonância magnética para medir o arquivo de mudanças no cérebro, e analisaram o desempenho das mulheres em tarefas simples.

Eles descobriram que, quando comparadas com as mulheres que nunca haviam tido câncer de mama, as que eram sobreviventes da doença, tanto no grupo da quimioterapia como no grupo sem quimioterapia, demonstraram algumas funcionalidades do cerebro reduzidas, e observaram ainda que esta redução foi maior no grupo que havia recebido quimioterapia. Elas cometeram mais erros na execução das tarefas e levaram mais tempo para concluí-las. Os pesquisadores também descobriram que os efeitos negativos da quimioterapia eram piores entre os membros do grupo que eram mais velhos, e com nível mais baixo de escolaridade.

A Pesquisadora-chefe, Shelli R. Kesler, PhD, disse que o próprio câncer de mama provavelmente causa, ele mesmo, algum nível de comprometimento, e que a quimioterapia, por sua vez, causa danos adicionais que, quando combinados resultam em perda de memória, déficit de atenção e dificuldade de raciocínio.

Kesler e equipe planejam conduzir um estudo de longo termo para acompanhar pacientes de câncer de mama ao longo de todo o tratamento seguido por eles. “No passado, a existência destes transtornos foi um tanto controversa, e este estudo agora vem validar nossas suspeitas”, disse Kesler. “E os seus resultados poderão nos ajudar a prevenir e a tratar o problema”, concluiu.

A American Cancer Society recomenda aos pacientes em tratamento com quimioterapia e aos sobreviventes de câncer que falem com seus médicos se perceberem mudanças na capacidade cognitiva. Mudanças na função cerebral em consequência do câncer e da quimioterapia são normalmente temporários, mas podem causar problemas em casa e no trabalho.

Traduzido pelo autor do blog de matéria publicada no jornal da American Cancer Society. Leia release aqui. Ilustração do GoogleImages.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

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Rita Lee: "Prefiro ficar sem peitos a ficar paranoica”


Em setembro do ano passado a cantora e compositora deu esta entrevista cheia de bom humor e irreverencia a revista Istoé, da qual retirei alguns trechos que achei interessantes. Coerente e talentosa na sua deliciosa loucura, Rita, aos 62 anos é a artista brasileira que ao lado do já falecido cantor Raul Seixas melhor personifica o espírito debochado e libertário da cultura do Rock’n Roll do início dos anos 60.
“Eu mijava dentro dos sapatos das meninas na hora da educação física, ficava de tocaia no barzinho para enfiar nhá benta na cara de quem comprasse.”

M
ãe de 3 filhos, uma neta, mora com o companheiro (34 anos de namoro) há algum tempo em um sítio, cercada de vegetação, cuidando da horta e dos animais, aquela coisa “eu quero uma casa no campo”, onde deu a entrevista em que fala sem rodeios, como é de sua natureza, de assuntos como câncer de mama, velhice, relacionamento humano e morte.

Nesta ocasião ela ainda se recuperava de uma cirurgia de retirada dos seios, preventiva de câncer de mama, e declarou que decidiu simplesmente não reconstituí-los com próteses: “Não faz muita diferença. As minhas (mamas) já eram pequenas.” (!)

Como se preparou psicologicamente para remover um símbolo de feminilidade?Eu estava mesmo looouca para tomar anestesia (risos). Estava para fazer a cirurgia de mamas fazia tempo, mas com a agenda de shows apertada nunca dava para marcar. Acompanhei a saga da minha mãe com câncer e não quero nunca passar por aquilo. Minha ginecologista aconselhou a retirada das mamas, algo que não fez muita diferença, uma vez que as minhas já eram pequenas. Tive três filhos, dei de mamar, prefiro ficar sem peitos e tranquila a ficar com eles e paranoica.

Qual seu conceito de velhice?
A velhice tem um lado cruel, quando pensamos ainda ter 17 anos: toca o telefone, a gente pula do sofá, serelepe, para atender e as costas reclamam, o fígado xinga, as pernas não respondem...e o telefone tocando... Por outro lado me sinto menos burrinha do que quando era jovem.

Qual a diferença do seu relacionamento com o Roberto (marido) hoje e há 20 anos?
Vinte anos atrás Roberto e eu íamos para a estrada feito ciganos, com caminhões de som, luz, cenário... Ficávamos 15, 20 dias sem voltar para casa, as drogas rolavam soltas, os filhos estavam longe, matávamos a saudade trabalhando feito loucos. Hoje, o casal está na santa paz, fazemos um ou dois shows por mês, os meninos já saíram de casa, vivemos no mato felizes da vida. Nada piorou, não tenho a menor vontade de voltar no tempo.

Em turnê, dormem em quartos separados. E em casa?
Dormimos em quartos separados desde sempre. Não sobra espaço para o romance quando o casal divide tudo o tempo todo. Hay que tener mistérios, segredos... Não se trata de uma receita de bolo (para a relação durar). Tem a ver com cumplicidade no crime, respeito pela loucura do outro, sorte, capacidade para o autodeboche, saber pedir perdão e ter admiração mútua. 

Qual legado o presidente Lula deixará para o País?
Lula deixou a impressão para os gringos de que o Brasil hoje é um país sério. Mas fiquei desapontada com as bandidalhas que ele teimou em dizer que não sabia de nada. (mensalão e outros escândalos)

Do que sente saudade de sua juventude?
Da época do ginásio. Eu mijava dentro dos sapatos das meninas na hora da educação física, ficava de tocaia no barzinho para enfiar nhá benta na cara de quem comprasse. Tasquei fogo no cenário do teatro porque não me deram o papel de Julieta. Certa vez, fiquei em cima da árvore durante toda a manhã, igual àquele louco do Fellini que gritava “voglio una donna”... em vez de gritar eu lia um livro de Monteiro Lobato.

Tem medo da morte?
Penso na morte como o grande gozo da vida. Gosto de velórios, mas tenho pavor de enterros. Sou a favor da eutanásia se estiver naquela situação vegetal/terminal.

Tem alguma religiosidade?
Apesar de não acreditar em vida após a morte, às vezes me pego pedindo proteção aos antepassados e aos descendentes que ainda não nasceram. Tenho coleção de santinhos de todas as religiões, sou uma iconoclasta ateia.

Você mente? 
Minto bem pra caramba! Faço o papel de cantora há 45 anos e até hoje ninguém duvida, pelo menos na minha frente.

Qual sonho de consumo realizou?
Na época do “Lança Perfume” ganhei muita grana, mas, como já disse, fumei, bebi e cheirei tudo. Faz quatro anos que moro no mato cercada de verde e bichos: este foi meu sonho de consumo.

Qual a maior burrada que cometeu?
Ter participado do primeiro Rock in Rio (1985) foi a minha maior burrada. Primeiro porque os brasileiros foram tratados feito lixo. Os gringos receberam os melhores horários de ensaios e apresentações. Segundo porque minha guitarra Telecaster vintage foi roubada. E terceiro porque eu poderia ter cobrado um cachê maior e marquei mó touca!

terça-feira, 5 de abril de 2011

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Combinação de drogas já conhecidas surpreende no combate às células cancerosas


Pesquisadores da Universidade da Pennsylvania School of Medicine podem ter encontrado uma maneira de transformar uma resposta adaptativa celular em uma vulnerabilidade para derrotar células cancerosas. Quando as células normais sofrem privação de nutrientes, elas digerem as proteínas existentes e membranas para permanecerem vivas. As células cancerosas têm recorrido a esse processo, chamado autofagia, para sobreviver quando se esgotam os nutrientes e para escapar da morte após os danos da quimioterapia e de outras fontes. Quando os investigadores trataram um grupo de pacientes portadores de diversos tipos de câncer avançado com temsirolimus, um medicamento-alvo molecular contra o câncer, que bloqueia a absorção de nutrientes, combinado com a hidroxicloroquina, uma droga antimalária que inibe a autofagia, viram que os tumores pararam de crescer em dois terços dos pacientes.

“Os resultados são muito encorajadores - impressionante, mesmo”, diz o autor sênior Ravi Amaravadi, MD, professor assistente de Medicina no Abramson Cancer Center, vinculado à Pennsylvania School of Medicine “O temsirolimus, isoladamente, tem pouco efeito nesta população de pacientes. Os tumores riem dele, com percentuais de resposta de zero a 5 por cento. Mas, combinando-o com a hidroxicloroquina, descobrimos que 14 dos 21 pacientes mantiveram a doença estável após o tratamento, incluindo cinco dos seis pacientes com melanoma.”

Além de melanoma, outros dos pacientes envolvidos no estudo apresentavam câncer de cabeça, colo e pescoço, mama, gastro-esofágico, próstata, pâncreas, pulmão e câncer renal. 

Além dos pacientes apresentarem taxas substanciais de estabilização da doença com a combinação destas duas drogas, os investigadores relatam que os efeitos colaterais observados foram relativamente limitados, mais comumente restritos a feridas na boca, perda de peso, náuseas e fadiga.

O grupo de pesquisadores foi capaz de ver a evidência da inibição da autofagia em células do sangue periférico em pacientes tratados com esta combinação, e verificaram que a inibição aumentou com doses crescentes de hidroxicloroquina.

Dada a grande proporção de pacientes com melanoma que se beneficiaram desta combinação no grupo inicial de pacientes, os pesquisadores estão registrando atualmente um adicional de mais 12 pacientes em um grupo de expansão, com a dose de 1200 mg de hidroxicloroquina. Eles também estão esperançosos de que esta combinação de drogas também seja útil em pacientes com câncer de cabeça, pescoço e mama.
Traduzido e condensado de sciencedaily.com. Leia original aqui.

Derivado da vitamina A pode inibir formas iniciais do câncer de mama

Uma substância encontrada na cenoura e na batata-doce pode revelar-se fundamental para combater o câncer de mama em estágios iniciais, segundo um novo estudo realizado por investigadores do Fox Chase Cancer Center. Sandra Fernandez, PhD, professora assistente de pesquisa desta instituição, estará apresentando os resultados deste trabalho na 102a reunião anual da American Association Cancer for Reserch-AACR, nesta terça-feira, 5 de abril. Este encontro, aberto no último sábado no Centro de Convenções Orange County, em Orlando, Flórida, com encerramento previsto para amanhã, reúne anualmente há mais de um século toda a comunidade científica, políticos, entidades, empresas, envolvidos na luta contra o câncer.

O ácido retinóico, um derivado da vitamina A, poderá ser uma terapia promissora contra o câncer, pois afeta o crescimento, a proliferação e a sobrevivência celular. Neste momento, sua eficácia está sendo testada em vários ensaios clínicos. Neste estudo, Sandra Fernandes e seus colegas apontam os aspectos críticos do modo de ação do ácido retinóico - o que pode representar um avanço potencialmente importante no desenvolvimento de tratamentos eficazes para os pacientes.

Para identificar as condições específicas em que o ácido retinóico inibe e até reverte o crescimento de massas anormais na mama, os pesquisadores desenvolveram um sistema de cultura composto de quatro linhagens de células que representam diferentes fases do câncer: a) células normais, como as células da mama humana, b) células transformadas (que dão origem a massas sólidas em função da exposição a agentes cancerígenos), c) células invasoras (que são capazes de quebrar as barreiras do tecido do peito e se espalhar para outras partes do corpo) e d) células tumorais (que se formam quando as células invasoras são injetadas na gordura mamária de camundongos e apresentam todas as características das células cancerosas totalmente malignas da mama).

Os resultados sugerem que o ácido retinóico pode deter a progressão do tumor no início, mas não em estágios mais adiantados. "Não parece haver nenhuma maneira de reverter os tumores com ácido retinóico, quando eles se tornam muito avançados", diz Fernandez.
Traduzido e condensado de sciencedaily.com. Leia original aqui.

Contestada eficácia do controle médico contra câncer de próstata

O controle médico reduz de maneira pouco significativa as mortes por câncer de próstata, segundo um estudo do Instituto Karolinska, de Estocolmo, que foi publicado pelo British Medical Journal em sua última edição. A pesquisa, que se estendeu durante um período de 20 anos, destaca também que "há um risco considerável de excesso de tratamento" no caso de homens sem problemas médicos.

O câncer de próstata é um dos mais comuns entre pessoas do sexo masculino no mundo todo, e as revisões médicas são a prática rotineira para a detenção adiantada da doença. As conclusões do estudo se baseiam em um teste clínico que começou na Suécia em 1987 com 9.026 homens de 50 e 69 anos, dos quais 1.494 foram escolhidos ao acaso para serem submetidos a um controle médico com consultas a cada três anos entre 1987 e 1996.

Os outros 7.532 não receberam um atendimento preventivo específico e fizeram as vezes de "grupo de controle", com o qual posteriormente se compararam os resultados do teste. Em 1987 e em 1990, as consultas consistiram unicamente em um exame de toque retal, mas a partir de 1993 foi combinada com um teste antigênico específico da próstata (PSA).

Em 31 de dezembro de 1999, foi feito um acompanhamento específico dos homens que tinham sido diagnosticados com câncer, e em 31 de dezembro de 2008 foi determinada sua taxa de sobrevivência. No caso do grupo de acompanhamento, foram diagnosticados 85 casos (5,7%) de câncer de próstata, enquanto no grupo de controle, 292 (3,9%).

Os tumores no primeiro grupo eram menores e mais localizados, mas o estudo não mostrou que houve uma diferença significativa na taxa de sobrevivência entre um grupo e o outro. 

"Após 20 anos, a taxa de mortes por câncer de próstata não diferiu de maneira significativa entre homens no grupo de acompanhamento e homens do grupo de controle", afirma o texto publicado no BMJ.

Os autores acreditam que, embora as revisões e o tratamento de homens com tumores detectados possam reduzir até em um terço as mortes no caso específico do câncer de próstata, existe também o risco que uma excessiva preocupação por um diagnóstico rápido se traduza em tratamentos "excessivos ou prejudiciais".

Os pesquisadores também defendem que o próximo desafio nesse campo deveria ser encontrar a maneira de distinguir os "tumores indolentes" (de crescimento lento) dos de crescimento rápido, e desenvolver tratamentos menos invasivos para os primeiros.

quinta-feira, 31 de março de 2011

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Câncer de mama: uso prolongado de tamoxifeno reduz recidiva. Droga é mais eficaz se usada por ao menos cinco anos


Pacientes que enfrentaram o câncer de mama e foram tratados com a droga genérica tamoxifeno durante cinco anos têm menos chances de sofrer uma recidiva da doença do que aqueles medicados por apenas dois anos, concluiu estudo realizado por cientistas do Instituto do Câncer da Universidade Global de Londres. A pesquisa, publicada no Journal of Clinical Oncology, acompanhou 3.500 pacientes durante dez anos. Foi registrada reincidência do câncer em cerca de 40% dos pacientes que usaram o medicamento por cinco anos, ante o reaparecimento de 46% entre os que não usaram.

"Mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial recebem a prescrição do medicamento por cinco anos, mas sabemos que muitas suspendem a medicação depois de dois ou três anos", diz o pesquisador Allan Hackshaw. "Infelizmente nossos resultados sugerem que, ao fazer isso, elas aumentam as chances de voltar a ter a doença."

Utilizado há cerca de 30 anos, o tamoxifeno é amplamente indicado por especialistas como complemento à cirurgia e à quimioterapia. A droga é responsável por reduzir as chances de uma mulher desenvolver câncer de mama ao interferir na atividade do estrogênio no corpo.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o medicamento tem efeitos colaterais, como o aumento de risco de coágulos no sangue, do desenvolvimento de câncer uterino e de catarata. No entanto, os especialistas defendem que os benefícios da droga superam seus eventuais danos.

O câncer de mama mata por ano cerca de 500.00 pessoas em todo o mundo. Anualmente também são diagnosticados 1,3 milhão de casos da doença.

Além de diminuir as chances do retorno do câncer, o tamoxifeno, quando tomado durante cinco anos, também reduziu as chances de problemas cardíacos. Esse efeito foi mais forte em mulheres que enfrentaram o tumor entre 50 e 59 anos de idade. Nesse grupo, os riscos de doenças cardíacas caíram 35%.
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O uso desta droga deve ser avaliado muito seriamente, considerando a relação custo-benefício. É verdade que o tamoxifeno pode apresentar efeitos colaterais, alguns deles bastante sérios.
Entre mil mulheres de 52 anos, o medicamento poderia causar 21 casos adicionais de câncer endometrial - um câncer no revestimento uterino que é tipicamente tratável quando descoberto bem cedo.
Além disso, 21 mulheres desenvolveriam coágulos sanguineos, 31 teriam catarata e 12 desenvolveriam problemas sexuais.
Mais da metade das mulheres desenvolveria ainda sintomas hormonais, como ondas de calor, alterações na descarga vaginal ou menstruação irregular.

Isso é que é solidariedade!
Ann Cross, de 60 anos de idade, foi diagnosticada com a doença em 2000 e se submeteu a um extenso tratamento desde então. No ano passado, seu marido, Paul Cross, de 64 anos de idade, também foi diagnosticado como tendo câncer de mama depois de descobrir um caroço no peito.
Ela conta que foi um ''forte choque'' quando descobriu que seu marido também sofria de câncer de mama, ainda maior do que quando ela foi diagnosticada com a doença. ''Foi um choque. Provavelmente um choque maior, de certa forma, porque pareceu totalmente inesperado.''
Paul Cross afirma que quando descobriu ter um caroço no peito suspeitou que pudesse ser câncer, porque conhecera outro homem que tivera a mesma doença. ''Eu estava no chuveiro num certo dia e achei que havia um pequeno caroço no meu peito. Apalpei e vi que era do tamanho de uma ervilha.''
Algumas semanas após ter sido diagnosticado, ele se submeteu a uma mastectomia. Sua mulher, afirma, lhe deu forte apoio, após ter sido submetida à mesma operação,  ajudando-o no processo de recuperação. ''Depois da operação, Ann foi capaz de me contar algumas coisas sobre como eu iria me sentir.''
O casal tem participado de ações e eventos em prol de uma maior consciência sobre a doença, apoiando entidades que lutam contra o câncer de mama, na cidade britânica de Newcastle. Eles contam que participam desta maneira porque querem dar algo de volta, agora que os dois já superaram a doença.

domingo, 6 de março de 2011

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Sheryl Crow - "Tudo o que eu quero fazer é viver"

S
ua música oscila entre o rock, o folk e o pop. Começou a carreira como backing vocal em bandas como as de Eric Clapton (com quem chegou a namorar), Michael Jackson e Rod Stewart.
Vencedora de nove Grammys, já vendeu mais de 40 milhões de cópias de seus discos em todo o mundo, com sucessos como “All I Wanna Do” e “Run Baby Run”, e já se exibiu ao lado de astros como Elton John, Willie Nelson, Rolling Stones e Johnny Cash.

Duas vezes se apresentou no Brasil: a primeira, como atração de abertura do show de Elton John, em 1995; a segunda, já em 2001, como atração da terceira edição do Rock in Rio.

A cantora, que vai completar 49 anos no próximo dia 11 de fevereiro, teve um câncer de mama diagnosticado em fevereiro de 2006 e revelou recentemente que a batalha que travou e venceu contra a doença transformou toda sua vida, levando-a a rever conceitos e a valorizar o que é essencial para o ser humano.

quarta-feira, 2 de março de 2011

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Estudos demonstram que entinostat pode ser nova esperança para breve contra câncer de mama

A Syndax Pharmaceuticals, empresa de oncologia epigenética (terapia com abordagem destinada a controlar a expressão de genes bons e maus que influenciam o desenvolvimento de resistência a terapias específicas) em estágio clínico, anuncia que o National Cancer Institute (NCI) patrocinará estudo de fase 2 multicêntrico de seu produto principal, o entinostat, um novo inibidor de histonas desacetilases (HDAC) que é administrado por via oral, e do anastrozol, inibidor de aromatase, em mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama triplo negativo operável, para avaliar biomarcadores e substitutos para resposta.
O
 estudo, a ser conduzido sob Cooperative Research and Development Agreement (CRADA) – um acordo de cooperação de desenvolvimento e pesquisa celebrado entre uma agência governamental e uma empresa privada - assinado entre o NCI e a Syndax, pesquisará se os tumores das pacientes podem ser reprogramados para expressar receptor de estrogênio e torná-los sensíveis a agentes hormonais.

Resultados promissores já obtidos em modelos animais preditivos fornecem informações importantes sobre os mecanismos moleculares pelos quais o entinostat pode direcionar os caminhos da resistência do câncer de mama", disse Joanna Horobin, chefa-executiva da Syndax.
Ensaios clínicos tipo ENCORE 303, de fase 2, apresentados na ASCO (sigla em inglês para Sociedade Americana de Oncologia Clínica), mostraram que a combinação de entinostat com todos os inibidores de aromatase disponíveis comercialmente poderia parar a progressão emergente da doença.

Espera-se que este estudo forneça mais provas apoiando o benefício clínico e a tolerabilidade do entinostat em mulheres pós-menopáusicas com progressão metastática do câncer avançado de mama. Os resultados são esperados já para o primeiro semestre deste ano."

A maioria das mortes por câncer acontece quando a doença já se espalhou por todo o corpo 
A
 mortalidade do câncer deve-se em grande parte à capacidade da doença de se espalhar por todo o corpo. Agora, uma equipe de cientistas conseguiu travar este processo bloqueando uma enzima em cobaias. A descoberta foi publicada esta semana na revista Cancer research.

Sabe-se que a dada altura, durante o desenvolvimento do câncer, as células cancerígenas conseguem libertar-se do tumor onde nasceram, entram na corrente sanguínea e viajam até se implantarem noutros locais, criando uma nova região cancerígena. Quando se dá este processo a cura torna-se muito difícil.

A equipe de cientistas responsável por esta investigação, do Instituto de Investigação do câncer, no Reino Unido, explica que 90% das mortes por câncer devem-se a esta migração.

Os cientistas estudaram o efeito da enzima LOXL2 neste processo. No câncer de mama, uma grande concentração desta enzima está associada com a migração do câncer. Os cientistas conseguiram diminuir esta migração, bloqueando esta enzima em cobaias. Esta enzima ajuda as células cancerígenas a libertarem-se do tumor e a entrar na corrente sanguínea.

Nas experiências, os cientistas utilizaram químicos e anticorpos para bloquear a atividade da LOXL2, o que impediu o câncer de se espalhar para outros tecidos.

“A LOXL2 é um alvo de tratamento fantástico, e é altamente provável que venha a ser utilizada em testes clínicos”, disse Janine Erler, líder da equipe. A cientista defende ainda que a enzima pode ser utilizada para detectar o estado de avanço do câncer e ajudar a determinar a previsão clínica dos pacientes.
Traduzido daqui

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

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Estudo confirma que terapia poderia conter a disseminação do câncer de mama

Cientistas do Institute of Cancer Reserch  - ICR, demonstraram pela primeira vez que o bloqueio de uma enzima pode ser a chave para conter a metástase do câncer de mama para órgãos distantes, de acordo com a pesquisa pré-clínica publicada ontem na revista Cancer Research.
Eles descobriram que a enzima lisil-oxidase 2 (LOXL2) é necessária para que as células tumorais possam escapar da mama e invadir os tecidos circundantes, deslocando-se para órgãos distantes. E demostraram que esta enzima é que regula este processo, controlando a quantidade de moléculas chamadas TIMP1 e MMP9, que, como já era sabido, desempenham papel importante na propagação da doença para outras partes do corpo.
O
 mais interessante é que, por meio de modelos de laboratório, a equipe mostrou que o bloqueio da função da LOXL2 diminuiu a propagação do câncer de mama para o pulmão, fígado e ossos. Esses achados confirmam que uma droga projetada para bloquear a LOXL2 poderia ser usada para tratar mulheres com câncer de mama avançado.
A pesquisadora chefe, Janine Erler, do ICR, diz: "Cerca de 12.000 mulheres morrem de câncer de mama no Reino Unido a cada ano, porque o câncer se espalhou para outras partes do seu corpo. Nosso estudo mostra que inibir a ação da LOXL2 pode reduzir significativamente a propagação do câncer de mama, sugerindo que as drogas que bloqueiam esta enzima podem ser eficazes na prevenção da propagação do câncer dos pacientes.”
A disseminação do câncer é conhecida como metástase. Câncer de mama metastático é um processo de várias etapas complexas que envolvem a expansão de células cancerosas da mama para outras áreas do corpo. Uma vez que as metástases são detectadas em um paciente com câncer de mama, a sobrevida média é inferior a dois anos. Assim, é imperativo desenvolver novas terapias para tratar pacientes com câncer de mama altamente agressivos.

Além disso, a equipe descobriu que a LOXL2 poderá ainda ser usada para prever se um câncer virá a ser agressivo. Usando amostras de tecido de pacientes com câncer de mama, eles mostraram pela primeira vez que altos níveis de LOXL2 estão associados à propagação do câncer."
Isso levanta a possibilidade de que se poderá desenvolver um teste para medir os níveis de LOXL2 e predizer os pacientes que irão desenvolver a doença agressiva. Este conhecimento poderia ajudar os oncologistas clínicos na escolha do tipo de tratamento sob medida para cada paciente.
Atualmente pode-se tratar o câncer de mama que se tenha disseminado, mas não se pode ainda cura-lo. Ao utilizar a LOXL2 para prever qual câncer se espalhará e drogas que bloqueiem a enzima para impedir que isso aconteça, muito mais vidas poderiam ser salvas. Esta investigação laboratorial representa uma grande promessa e a ansiedade é imensa para ver como isso se traduzirá nos pacientes."
Traduzido e condensado de ICR. Leia texto original aqui.
Gene defeituoso responsável pelo câncer de pele também aciona metástase
As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.
Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

C
ientistas do ICR - Institute of Cancer Reserch descobriram que o câncer de pele pode se espalhar para os pulmões quando um gene em uma importante via de comunicação celular é bloqueado.
O professor Richard Marais e sua equipe mostraram que, em células cancerosas humanas e de camundongos, um gene chamado BRAF - que está danificado em cerca de metade dos casos de câncer de pele - desencadeia uma via de sinalização celular que, finalmente, bloqueia as instruções de um segundo gene conhecido como PDE5A.
Em células saudáveis o PDE5A age como um freio para parar o movimento da célula. Mas nas células cancerosas, o gene BRAF transforma sinais do gene PDE5A de fora, afetando sua capacidade de bloquear a propagação do câncer.
Ao bloquear a atividade de PDE5A, unidades de genes BRAF orientam as células do câncer de pele a invadir os tecidos saudáveis e a se propagarem em todo o corpo, transformando o câncer de pele em uma doença mais agressiva.
A equipe mostrou que, quando defeituoso, ocorre esta mutação no gene BRAF, implicando em genes PDE5A bloqueados, e consequentemente as células de câncer de pele se espalham mais facilmente para os pulmões.
"Esta pesquisa ainda coloca o foco no gene BRAF como um importante alvo na terapia para evitar a propagação do câncer de pele.", disse o Professor Marais.

Traduzido de Institute of Cancer Reserch. Leia texto original aqui.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

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Vacina personalizada para pacientes com linfoma estende a sobrevivência livre de doença por quase 2 anos

A vacina personalizada é uma terapia poderosa para impedir a recidiva entre certos pacientes com linfoma folicular, segundo os últimos resultados da investigação em estudo liderado pela University of Pennsylvania School of Medicine. As novas descobertas mostram que quando esses pacientes - cujos tumores são marcados por uma proteína específica que pode estar presente em até metade das pessoas com este tipo de câncer - recebem uma vacina feita a partir de suas próprias células do tumor, a sobrevida livre de doença melhorou em quase dois anos, em comparação com pacientes que receberam um placebo. Com base na nova análise, a equipe pensa que pode explicar porque os resultados de estudos anteriores, utilizando vacinas terapêuticas semelhantes para o câncer não era tão forte como o esperado.
S
egundo Stephen J. Schuster, professor associado da Divisão de Hematologia-Oncologia e diretor do Programa de linfoma do Abramson Penn Cancer Center, o efeito do tratamento com a vacina personalizada é impressionante nesse estudo. Schuster apresentou dados de um estudo randomizado, ensaio clínico de fase III, na reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia (ASH). "Nosso trabalho está revolucionando a abordagem ao desenvolvimento de uma vacina personalizada em linfoma, e trazendo uma nova esperança aos pacientes que são diagnosticados com todos os tipos da doença. Esta é uma mudança de paradigma", diz Schuster.
A maioria dos pacientes com linfoma folicular - que representam cerca de 30% dos 66.000 pacientes diagnosticados com linfoma não-Hodgkin a cada ano - inicialmente respondem à terapia com anticorpos monoclonais e quimioterapia, mas depois sofrem uma recaída. Eles podem ser ajudados por rodadas subseqüentes de quimioterapia, mas, eventualmente, a doença torna-se resistente a essas drogas.
O tumor de cada paciente de linfoma leva uma proteína única na superfície da célula, chamada de proteína idiotipica. Esta proteína é parte de uma grande proteína da superfície da célula cancerígena. Somente as células do tumor - e não as células saudáveis - carregam a proteína idiotipica, tornando-se assim um alvo ideal para a vacina anti-tumoral. Os pesquisadores utilizaram uma variedade de técnicas para fabricar estas vacinas.
No estudo atual, os indivíduos que responderam à quimioterapia inicial e permaneceram em remissão por pelo menos seis meses eram elegíveis para prosseguir no estudo, e receberam uma vacina personalizada idiotipica, mais um agente imuno-estimulante chamado GM-CSF, ou a vacina placebo, mais GM-CSF. Quando os investigadores analisaram os pacientes que receberam pelo menos uma dose da vacina personalizada, viram uma melhora de 14 meses na sobrevida livre de doença, em comparação àqueles que receberam o placebo. Os 76 pacientes tratados com a vacina tiveram uma sobrevida mediana livre de doença de 44,2 meses, contra os 30,6 meses para os 41 pacientes tratados com placebo.
Seguindo um palpite e algumas observações feitas anteriormente na literatura, Schuster e colegas decidiram reanalisar os dados, após dividir os pacientes com base no tipo de proteína do isotipo na superfície de suas células do tumor. Ele descobriu que os pacientes cujos tumores tinham uma proteína idiotipica IgM tiveram uma forte resposta à vacina, com um aumento médio na sobrevida livre de doença de 28,7 meses, em pacientes tratados com placebo, para 52,9 meses em pacientes tratados com a vacina. Em contrapartida, o impacto da vacina em pacientes cuja proteína idiotipica fazia parte de um anticorpo do tipo IgG foi desprezível, com um aumento não significativo de 32,4 meses para 35,1 meses.
Na verdade, a nova análise pode revelar a razão pela qual as tentativas anteriores de se fazer uma vacina idiotipica eficaz não tiveram resultados animadores. Para Schuster, o que este estudo está revelando é que existem outras formas possíveis de fazer melhores vacinas.
Para confirmar os resultados de suas pesquisas, a equipe de Schuster planeja lançar um novo estudo no próximo ano, utilizando uma abordagem com a mesma vacina, mas desta vez eles vão dividir os pacientes, no início, consoante a sua proteína idiotipica ser do tipo IgM ou IgG.
Traduzido e condensado de Science Daily. Leia matéria original aqui.
Transexuais têm direito a retirada de útero e de mama pelo SUS
A Secretaria da Saúde de São Paulo passou a oferecer, a partir do final do mês de janeiro, cirurgias para remoção de útero de homens transexuais (mulheres que se sentem homem) atendidos no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento em Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS (CRT-DST/AIDS), na capital.
Após processo de triagem no CRT, os pacientes serão encaminhados para o Hospital Estadual Pérola Byington para avaliação e realização de histerectomia.
N
o Pérola haverá capacidade para realizar até 100 cirurgias de retirada de útero. Os transexuais terão atendimento personalizado, com quartos individuais e equipe treinada para lidar com as demandas específicas desta população. No ambulatório do CRT já há cinco transexuais a serem encaminhados ao Pérola para avaliação de histerectomia.
A Secretaria também deverá encaminhar os homens transexuais para cirurgia de retirada de mama. O hospital de referência, na capital, será definido nos próximos meses. “Trata-se, sem dúvida, de uma grande vitória contra a discriminação e a legitimação dos direitos desta população”, diz a coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP, Maria Clara Gianna.
Em setembro de 2010, o Conselho Federal de Medicina (CFM) baixou nova resolução sobre a assistência à transexual no Brasil. A partir daquela data, o CFM passou a considerar que os procedimentos de retiradas de mamas, ovários e útero no caso de homens transexuais (aqueles que se identificam com o gênero masculino, embora tenham nascido com sexo biológico feminino) deixam de ser experimentais e podem ser feitos em qualquer hospital público e/ou privado que sigam as recomendações do Conselho. O tratamento de neofaloplastia (construção do pênis) ainda não foi liberado e permanece em caráter experimental.
Fonte: Redenoticia
Estudo identifica gene que dificultaria tratamento de câncer
P
esquisadores espanhóis identificaram um gene, a ciclina E, que é responsável pela resistência ao tratamento do câncer de mama do subtipo HER2 (abreviatura de "Human Epidermal growth factor Receptor-type 2") positivo, segundo os cientistas anunciaram nesta segunda-feira em comunicado.
O estudo, liderado por Josep Baselga, do centro hospitalar Vall d'Hebron-Instituto de Oncologia (VHIO), em Barcelona, e em colaboração com o Massachusetts General Hospital Cancer Center (MGH-CC) de Boston, poderia ser traduzido em um tratamento aprimorado capaz de evitar que as pacientes com este subtipo de câncer desenvolvam resistência ao tratamento médico atual.
O centro hospitalar espanhol indicou nesta segunda-feira que o gene ciclina E é a razão pela qual algumas mulheres com esse tipo de câncer desenvolvem resistência ao tratamento com o medicamento "trastuzumab".
Segundo os pesquisadores, esta descoberta abre agora uma via para buscar algum inibidor ou bloqueador da ciclina E. Atualmente, o remédio mais estudado e utilizado na prática clínica contra este subtipo de tumor é o trastuzumab, um anticorpo criado para agir especificamente em uma região extracelular do receptor HER2.
Este anticorpo aumenta as chances de sobrevivência das pacientes com câncer de mama HER2 positivo, mas seu benefício clínico está limitado pela resistência de algumas mulheres. As mesmas fontes explicaram que pessoas que apresentam HER2 e ciclina E, o tratamento com trastuzumab só é efetivo em 33,3% das pacientes, contra 87,5% de resposta no grupo HER2 positivo, mas sem detecção de ciclina.
Na última década, o diagnóstico precoce do câncer, um acompanhamento mais exaustivo das pacientes e, sobretudo, a tipificação do tumor em três grandes subtipos segundo padrões moleculares - os receptores hormonais positivos, HER2 positivos ou ausência de ambos - aumentaram a sobrevivência a esta patologia.
A classificação dos tumores em subtipos permitiu o desenvolvimento clínico de tratamentos específicos para cada um deles, mas apesar destes avanços, ainda há pacientes que não respondem da forma esperada.
Fonte: terra
Sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e bebida, diz pesquisa

O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas sempre foram apontados como um dos principais fatores para o desenvolvimento de câncer na região da garganta. Pois agora cientistas afirmam que o sexo oral ocupa o topo da lista entre os comportamentos de risco.
Pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O papiloma vírus humano pode provocar lesões de pele ou em mucosas. Existem mais de 200 variações com menores e maiores graus de perigo. Um deles é o causador de verrugas e de câncer do colo do útero, consideradas lesões pré-cancerosas.
H
omens com mais de 50 anos costumavam ser as principais vítimas do câncer de garganta. Principalmente aqueles com histórico de fumo e consumo de bebida alcoólica. Mas o problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos em homens com menos de 50 anos devido ao vírus.
Outros países como Inglaterra e Suécia também identificaram aumento da doença devido ao HPV. Na Suécia, apenas 25% dos casos tinham relação com o vírus na década de 1970 e, agora, o índice chega a 90%, de acordo com uma das pesquisadoras, a professora Maura Gillison.
Segundo ela, alguém infectado com o tipo de vírus associado ao câncer de garganta tem 14 vezes mais chances de desenvolver a doença. "O fator de risco aumenta de acordo com o número de parceiros sexuais e especialmente com aqueles com quem se praticou sexo oral", afirmou a pesquisadora.
Os resultados do levantamento vão ao encontro de outros já feitos sobre o mesmo tema, como o realizado pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos. Realizado no ano passado, o estudo apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia para 32 vezes.
Os médicos que realizaram o levantamento sugeriram que homens também sejam vacinados contra o vírus, como é recomendado para as mulheres. Em países como Inglaterra, meninas de 12 e 13 anos recebem a vacina contra HPV e, segundo dados, previne até 90% dos casos de infecções.
No Brasil, há dois tipos de vacinas disponíveis, contra os tipos mais comuns de câncer do colo do útero, mas o governo alerta que não há evidência suficiente da eficácia da vacina, o que só poderá ser observado depois de décadas de acompanhamento. O governo também recomenda a prática de sexo seguro como a melhor maneira de se prevenir.
Fonte: terra