quinta-feira, 11 de novembro de 2010

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Framboesas pretas inibem o desenvolvimento do câncer restaurando genes alterados

Uma nova pesquisa sugere fortemente que uma mistura de agentes preventivos, tais como aqueles encontrados em concentrados de framboesas pretas, pode inibir com maior eficácia o desenvolvimento do câncer do que agentes individuais que visam desligar um gene específico. Pesquisadores da Ohio State Comprehensive Cancer Center descobriram que as antocianinas, uma classe de flavonóides presentes nas framboesas pretas, inibiram o crescimento e estimularam a apoptose de células cancerosas no esôfago de ratos tratados com uma substância cancerígena.


Os pesquisadores examinaram o efeito de framboesas pretas desidratadas em genes alterados por um carcinógeno químico em um modelo animal de câncer de esôfago.

O carcinógeno afetou a atividade de cerca de 2.200 genes no esôfago dos animais em apenas uma semana, porém 460 destes genes foram restaurados à atividade normal nos animais que consumiram framboesa preta desidratada em pó como parte de sua dieta durante a exposição.

Estes resultados, publicados em edição recente da revista Cancer Research, também ajudaram a identificar 53 genes que podem desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do diagnóstico precoce do câncer e podem, portanto, ser alvos importantes para os agentes quimiopreventivos.

Como as framboesas pretas têm vitaminas, minerais, fenóis e fitoesteróis, muitos dos quais, individualmente, são conhecidos por prevenir o câncer em animais, a liofilização (desidratação a frio) das bagas concentra estes elementos em cerca de dez vezes, amplificando seu poder de agir como agentes quimiopreventivos que podem influenciar as diferentes vias de sinalização que estão desreguladas pelo câncer.

Para conduzir o estudo, dois grupos de ratos foram alimentados com uma dieta normal ou uma dieta contendo 5% de pó de framboesa preta. Metade dos animais de cada grupo da dieta foi injetada com um carcinógeno químico, N nitrosomethylbenzylamine. Os animais continuaram consumindo as dietas durante a semana de tratamento cancerígeno. Após a terceira semana, os investigadores examinaram o tecido esofágico dos animais, de modo a captar as alterações genéticas que ocorrem durante a exposição cancerígena.

Suas análises incluíram a medição da atividade, ou níveis de expressão, de 41.000 genes. Nos animais tratados com a substância cancerígena, 2.261 destes genes mostraram alterações de 50% ou superior. Estas mudanças na expressão gênica correlacionada com alterações no tecido que incluía a maior proliferação de células, indica inflamação e aumento da apoptose, segundo os pesquiisadores. Nos animais alimentados com o pó da baga, no entanto, um quinto dos genes afetados - exatamente 462 deles - apresentaram níveis quase normais de atividade quando comparados com os controles.
Traduzido e condensado de  ScienceDaily de 08/01/2010

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