segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

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Pesquisadores recomendam exercícios físicos para sobreviventes do câncer de mama com linfedema


O linfedema, uma condição crônica de inchaço comum em sobreviventes de câncer de mama, afeta três milhões de pessoas nos EUA. No passado, acreditava-se que o exercício podia induzir ou piorar o problema. Após revisão da literatura, pesquisadores da Universidade do Missouri afirmam que os benefícios do exercício superam os riscos para os sobreviventes do câncer de mama e que hoje são pacientes com linfedema. Jane Armer, professora da Escola de Enfermagem Sinclair, diz que os pacientes com risco de linfedema podem se exercitar com acompanhamento.

"O exercício pode ser benéfico e não prejudicial para os sobreviventes do câncer de mama", diz Armer. "Cada pessoa deve equilibrar os prós e os contras da atividade que escolher. Mas é bom ter em mente que a prática de exercícios físicos oferece mais benefícios que o sedentarismo, incluindo, possivelmente, a redução do risco de recorrência do câncer."

Linfedemas podem ocorrer a qualquer tempo após o tratamento do câncer e são geralmente causados pela remoção ou radiação dos gânglios linfáticos, como parte do processo de tratamento. Armer descobriu que os pacientes que se exercitam não tem nenhum risco maior para o desenvolvimento de linfedema do que aqueles que não praticam exercício físico. Além disso, pacientes com linfedema não pioram a sua condição com o exercício. Ela diz que mais pesquisas são necessárias para determinar se o exercício previne a doença.

Em outra revisão de literatura, Armer e seus colegas examinaram casos relativos ao tratamento cirúrgico do linfedema e descobriram que, em sua maioria, a cirurgia não elimina a necessidade de compressão com vestuário tradicional nestes pacientes.

"Muita gente pensa que a cirurgia vai corrigir o problema linfático subjacente, mas isso não é totalmente correto", disse Armer. "Existem várias técnicas cirúrgicas que podem reduzir o inchaço associado ao linfedema. Mas, na maioria dos casos, é recomendado que os pacientes sejam submetidos à terapia tradicional, com massagem especializada e peças de compressão e bandagens para reduzir o líquido e o inchaço, antes de considerar a cirurgia."

Traduzido e condensado pelo autor do blog de matéria publicada em ScienceDaily em 01/12/2011. Ilustração do googleimages. Leia release aqui.

4 Comentários:

Tânia L. disse...

Então Dan,minha onco vem insistindo a tempos para que eu volte a atividade física.Depois de ler seu post...sem chance de adiar mais..rs
Um beijo grande

Solange disse...

Informção é tudo amigo Daniel, eu também estava precisando desse "empurrãozinho" rss, obrigada!
Beijos da Sol

Anitha disse...

Oi, Daniel!

Tenho lido todos os seus posts, sorrateira e silentemente, confesso-lhe!
Contudo, hoje, sua breve visita me tirou desse estado de inércia, no qual fiquei estacionada por uns tempos...
É bom ter amigos, mais ainda quando eles no silêncio, ou com poucas palavras, nos fazem felizes!
Então, obrigada, meu querido!
Beijo

Anônimo disse...

bacana sua postagem. Trato um ca mamário com masto do Sírio Libanês aqui em Sampa e ele sempre me incentivou a movimentar e exercitar o braço do lado do seio extirpado.

Já existem pesquisas que apontam o linfedema como uma predisposição da paciente ou ainda procedimentos cirúrgicos deveras invasivos. E pra quem tá se submetendo agora a uma mastectomia, a ordem é MEXER o braço, pq. também existem mulheres que desenvolvem lifendema por se "pouparem" demais.