O linfedema, uma condição crônica de inchaço comum em sobreviventes de câncer
de mama, afeta três milhões de pessoas nos EUA. No passado, acreditava-se que o
exercício podia induzir ou piorar o problema. Após revisão da literatura, pesquisadores
da Universidade do Missouri afirmam que
os benefícios do exercício superam os riscos para os sobreviventes do câncer de
mama e que hoje são pacientes com linfedema. Jane Armer, professora da Escola
de Enfermagem Sinclair, diz que os pacientes com risco de linfedema podem se
exercitar com acompanhamento.
"O exercício pode ser benéfico e não prejudicial para os sobreviventes
do câncer de mama", diz Armer. "Cada pessoa deve equilibrar os prós e
os contras da atividade que escolher. Mas é bom ter em mente que a prática de exercícios
físicos oferece mais benefícios que o sedentarismo, incluindo, possivelmente, a
redução do risco de recorrência do câncer."
Linfedemas podem ocorrer a qualquer tempo após o tratamento do câncer e são
geralmente causados pela remoção ou radiação dos gânglios linfáticos, como
parte do processo de tratamento. Armer descobriu que os pacientes que se
exercitam não tem nenhum risco maior para o desenvolvimento de linfedema do que
aqueles que não praticam exercício físico. Além disso, pacientes com linfedema
não pioram a sua condição com o exercício. Ela diz que mais pesquisas são
necessárias para determinar se o exercício previne a doença.
Em outra revisão de literatura, Armer e seus colegas examinaram casos relativos
ao tratamento cirúrgico do linfedema e descobriram que, em sua maioria, a
cirurgia não elimina a necessidade de compressão com vestuário tradicional nestes
pacientes.
"Muita gente pensa que a cirurgia vai corrigir o problema linfático
subjacente, mas isso não é totalmente correto", disse Armer. "Existem várias
técnicas cirúrgicas que podem reduzir o inchaço associado ao linfedema. Mas, na
maioria dos casos, é recomendado que os pacientes sejam submetidos à terapia
tradicional, com massagem especializada e peças de compressão e bandagens para
reduzir o líquido e o inchaço, antes de considerar a cirurgia."
Traduzido e condensado pelo autor do blog de matéria publicada em ScienceDaily em 01/12/2011. Ilustração do
googleimages. Leia release aqui.
