domingo, 25 de outubro de 2009

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Imunoterapia - Anticorpos monoclonais


Na luta contra o câncer, especialistas empregam atualmente, além das terapias já consagradas, a imunoterapia, processo que consiste em tratar o organismo com medicamentos que resgatem a natural eficiência do sistema imunológico para deter a multiplicação das células malignas.

Modo de ação dos anticorpos Monoclonais
Diferentemente da quimioterapia e da radioterapia, que atuam de maneira menos específica, o objetivo do tratamento com anticorpos monoclonais é o de destruir as células do linfoma não-Hodgkin de modo programado, sem causar dano aos outros tipos de células do corpo.

Os anticorpos monoclonais são a contribuição mais eficaz da biotecnologia e da engenharia genética no arsenal de terapias ja existentes para combater o
câncer.

Todas as células possuem marcadores de proteína em sua superfície, conhecidos como antígenos. Os anticorpos monoclonais são projetados em laboratório para reconhecer especificamente marcadores protéicos especiais na superfície de algumas células de câncer. A seguir, o anticorpo monoclonal “se fecha” sobre essa proteína. Essa ação ou desencadeia um processo de autodestruição da célula ou sinaliza o sistema imune do corpo para atacar e destruir a célula cancerosa.

Por exemplo, o rituximab (conhecido comercialmente como Mabthera), o anticorpo monoclonal usado no tratamento de linfoma não-Hodgkin, reconhece um marcador de proteína chamado de CD20, o qual é encontrado na superfície de células-B anormais existentes em algumas das formas mais comuns do linfoma não-Hodgkin.

Quando o rituximab se fecha sobre o CD20 na superfície de uma célula-B, a célula pode se autodestruir diretamente ou então alertar as defesas naturais do corpo. Rituximab é eficaz na identificação de células do linfoma para serem destruídas pelo sistema imune, permitindo assim que as células cancerosas sejam agora destruídas.

O CD20 também é encontrado na superfície de células-B normais, um dos tipos de glóbulos brancos do sangue em circulação no corpo. Isso significa que essas células-B normais também podem ser destruídas com o uso de rituximab. Entretanto, as células-tronco existentes na medula óssea e que evoluem para células-B não possuem o marcador CD20. em sua superfície.

Assim, as células-tronco não são afetadas pelo rituximab e podem suprir o corpo com células-B sadias. Embora a quantidade de células-B normais e maduras fique temporariamente reduzida pelo tratamento, o volume celular volta ao nível anterior após o tratamento.

O rituximab é utilizado numa politerapia muito eficiente na luta contra os linfomas não-Hodgkin,constituindo um protocolo denominado R-Chop, imunoterapia+quimioterapia.

Existem outras drogas da imunoterapia para outros tipos de câncer e donças e quem quiser se aprofundar na matéria poderá consultar os links disponíveis no blog.T+ =)

2 Comentários:

Aldo disse...

Daniel,estou sempre dando uma olhada no teu blog, e só não o não o tenho feito com mais constância, como não tenho postado comentários, devido ao grande número de atividades em que ando metido, o que me exaute o tempo e as energias. Eu bem que tento ficar quieto,mas aos poucos vou sendo assumindo tarefas das quais depois não dá pra sair. Assim é, que após estar em Manaus voltei a trabalhar e logo de saida passei a cumprir uma jornada com tempo integral (mais duas horas, o que dá uma jornada de 8 horas ininterruptas. Passei a fazer parte de uma comissão que elabora o novo Plano de Cargos e Salários do Tribunal, e também de um grupo que está fundando o Sindicato da nossa categoria, o Sindicontas. Ainda, passei a viajar para Brasília, para representar o Tribunal num grupo de trabalho da Secretaria do Tesouro Nacional que se dedida, permanentemente, a atualizar os manuais que são alí produzidos e, como se já não bastasse, me colocaram na equipe que analisa, anualmente as contas do governador. Na área particular, ainda atuo como consultor jurídico informal da família (questões da separação de um, da herança de outro). Isso é apenas um relato, não uma reclamação, pois no fundo me sinto bem com essas atuações, que me mantém em bom movimento e me fazem escapar do cão negro (the black dog) do tédio, na expressão de Churchill . No entanto, tenho sim frequentado o teu blog, do qual louvo o muito bom acabamento, o excelente conteudo, a preocupação com a leveza e o humor, pois é rindo que também se castigam os costumes (ridendo castigat mores).Acompanho as etapas e os percalços de tua terapia pelos precisos relatos que fazes,evidentemente na grande torcida para que tudo dê certo, acabe bem e acabe logo, só não acabe o blog, mesmo acabando o linfoma, pois àquele é muito bom e deve transcender a este, então que morra o linfoma e viva o blog. Em breve comentaremos assuntos mais pontuais, dentre aqueles que estão no blog, e também mandarei notícias (temos um novo e belo shopping)e fotos de Belém.
Um abração pra tí, outro pra Sandra, outro pra Tati.

Aldo disse...

Daniel,
Li no sábado o post sobre a sexta quimioterapia, a última, esperamos e torcemos, por não precisares de mais nenhuma, pela sobrevinda da cura. Tenho procurado imaginar o transe que vens atravessando nesses últimos cinco meses ou pouco mais, em que tens lutado a boa luta pela vida por ti, pelos que amas e que te amam. Agora, é ter esperança e confiança em que a avaliação pós terapia será retribuidoramente positiva, pela certeza de que tudo foi feito com presteza, precisão e eficiência em um paciente que encarou a prova com coragem e esclarecimento,enriquecido pelo carinho dos que o cercam e para quem é caro. Transcrevo a seguir trecho da coluna do Drauzio Varella (sai aos domingos no caderno Revista, do Estado do Pará), em que discorre sobre atividade física e câncer: “Diversos mecanismos biológicos podem ser evocados para explicar o efeito protetor do exercício na evolução dos tumores malignos. Os mais aceitos consideram que o trabalho muscular reduz os níveis sanguíneos de insulina e de certos fatores de crescimento liberados pelo tecido adiposo, capazes de estimular a multiplicação de células malignas. Reduzir em 50% a probabilidade de morrer de câncer de mama ou de intestino pela adoção de um estilo de vida mais ativo é um resultado inacreditável: nenhum tipo de radioterapia e de quimioterapia – por mais agressiva que seja – provoca esse impacto.
Vejo que também te viciaste no blog do Reinado Azevedo, incansável disposição para exercer o seu ofício, grande coragem e honestidade intelectual. Dele se pode discordar, e isto afinal é intrínseco no debate e circulação de idéias, mas não se lhe pode negar a precisão e o manejo da lógica para fincar posições de grande clareza e não raro pioneirismo.
Um grande abraço.