Mostrando postagens com marcador PSA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de abril de 2011

0

Combinação de drogas já conhecidas surpreende no combate às células cancerosas


Pesquisadores da Universidade da Pennsylvania School of Medicine podem ter encontrado uma maneira de transformar uma resposta adaptativa celular em uma vulnerabilidade para derrotar células cancerosas. Quando as células normais sofrem privação de nutrientes, elas digerem as proteínas existentes e membranas para permanecerem vivas. As células cancerosas têm recorrido a esse processo, chamado autofagia, para sobreviver quando se esgotam os nutrientes e para escapar da morte após os danos da quimioterapia e de outras fontes. Quando os investigadores trataram um grupo de pacientes portadores de diversos tipos de câncer avançado com temsirolimus, um medicamento-alvo molecular contra o câncer, que bloqueia a absorção de nutrientes, combinado com a hidroxicloroquina, uma droga antimalária que inibe a autofagia, viram que os tumores pararam de crescer em dois terços dos pacientes.

Os resultados são muito encorajadores - impressionante, mesmo”, diz o autor sênior Ravi Amaravadi, MD, professor assistente de Medicina no Abramson Cancer Center, vinculado à Pennsylvania School of Medicine “O temsirolimus, isoladamente, tem pouco efeito nesta população de pacientes. Os tumores riem dele, com percentuais de resposta de zero a 5 por cento. Mas, combinando-o com a hidroxicloroquina, descobrimos que 14 dos 21 pacientes mantiveram a doença estável após o tratamento, incluindo cinco dos seis pacientes com melanoma.”

Além de melanoma, outros dos pacientes envolvidos no estudo apresentavam câncer de cabeça, colo e pescoço, mama, gastro-esofágico, próstata, pâncreas, pulmão e câncer renal. 

Além dos pacientes apresentarem taxas substanciais de estabilização da doença com a combinação destas duas drogas, os investigadores relatam que os efeitos colaterais observados foram relativamente limitados, mais comumente restritos a feridas na boca, perda de peso, náuseas e fadiga.

O grupo de pesquisadores foi capaz de ver a evidência da inibição da autofagia em células do sangue periférico em pacientes tratados com esta combinação, e verificaram que a inibição aumentou com doses crescentes de hidroxicloroquina.

Dada a grande proporção de pacientes com melanoma que se beneficiaram desta combinação no grupo inicial de pacientes, os pesquisadores estão registrando atualmente um adicional de mais 12 pacientes em um grupo de expansão, com a dose de 1200 mg de hidroxicloroquina. Eles também estão esperançosos de que esta combinação de drogas também seja útil em pacientes com câncer de cabeça, pescoço e mama.
Traduzido e condensado de sciencedaily.com. Leia original aqui.

Derivado da vitamina A pode inibir formas iniciais do câncer de mama

Uma substância encontrada na cenoura e na batata-doce pode revelar-se fundamental para combater o câncer de mama em estágios iniciais, segundo um novo estudo realizado por investigadores do Fox Chase Cancer Center. Sandra Fernandez, PhD, professora assistente de pesquisa desta instituição, estará apresentando os resultados deste trabalho na 102a reunião anual da American Association Cancer for Reserch-AACR, nesta terça-feira, 5 de abril. Este encontro, aberto no último sábado no Centro de Convenções Orange County, em Orlando, Flórida, com encerramento previsto para amanhã, reúne anualmente há mais de um século toda a comunidade científica, políticos, entidades, empresas, envolvidos na luta contra o câncer.

O ácido retinóico, um derivado da vitamina A, poderá ser uma terapia promissora contra o câncer, pois afeta o crescimento, a proliferação e a sobrevivência celular. Neste momento, sua eficácia está sendo testada em vários ensaios clínicos. Neste estudo, Sandra Fernandes e seus colegas apontam os aspectos críticos do modo de ação do ácido retinóico - o que pode representar um avanço potencialmente importante no desenvolvimento de tratamentos eficazes para os pacientes.

Para identificar as condições específicas em que o ácido retinóico inibe e até reverte o crescimento de massas anormais na mama, os pesquisadores desenvolveram um sistema de cultura composto de quatro linhagens de células que representam diferentes fases do câncer: a) células normais, como as células da mama humana, b) células transformadas (que dão origem a massas sólidas em função da exposição a agentes cancerígenos), c) células invasoras (que são capazes de quebrar as barreiras do tecido do peito e se espalhar para outras partes do corpo) e d) células tumorais (que se formam quando as células invasoras são injetadas na gordura mamária de camundongos e apresentam todas as características das células cancerosas totalmente malignas da mama).

Os resultados sugerem que o ácido retinóico pode deter a progressão do tumor no início, mas não em estágios mais adiantados. "Não parece haver nenhuma maneira de reverter os tumores com ácido retinóico, quando eles se tornam muito avançados", diz Fernandez.
Traduzido e condensado de sciencedaily.com. Leia original aqui.

Contestada eficácia do controle médico contra câncer de próstata

O controle médico reduz de maneira pouco significativa as mortes por câncer de próstata, segundo um estudo do Instituto Karolinska, de Estocolmo, que foi publicado pelo British Medical Journal em sua última edição. A pesquisa, que se estendeu durante um período de 20 anos, destaca também que "há um risco considerável de excesso de tratamento" no caso de homens sem problemas médicos.

O câncer de próstata é um dos mais comuns entre pessoas do sexo masculino no mundo todo, e as revisões médicas são a prática rotineira para a detenção adiantada da doença. As conclusões do estudo se baseiam em um teste clínico que começou na Suécia em 1987 com 9.026 homens de 50 e 69 anos, dos quais 1.494 foram escolhidos ao acaso para serem submetidos a um controle médico com consultas a cada três anos entre 1987 e 1996.

Os outros 7.532 não receberam um atendimento preventivo específico e fizeram as vezes de "grupo de controle", com o qual posteriormente se compararam os resultados do teste. Em 1987 e em 1990, as consultas consistiram unicamente em um exame de toque retal, mas a partir de 1993 foi combinada com um teste antigênico específico da próstata (PSA).

Em 31 de dezembro de 1999, foi feito um acompanhamento específico dos homens que tinham sido diagnosticados com câncer, e em 31 de dezembro de 2008 foi determinada sua taxa de sobrevivência. No caso do grupo de acompanhamento, foram diagnosticados 85 casos (5,7%) de câncer de próstata, enquanto no grupo de controle, 292 (3,9%).

Os tumores no primeiro grupo eram menores e mais localizados, mas o estudo não mostrou que houve uma diferença significativa na taxa de sobrevivência entre um grupo e o outro. 

"Após 20 anos, a taxa de mortes por câncer de próstata não diferiu de maneira significativa entre homens no grupo de acompanhamento e homens do grupo de controle", afirma o texto publicado no BMJ.

Os autores acreditam que, embora as revisões e o tratamento de homens com tumores detectados possam reduzir até em um terço as mortes no caso específico do câncer de próstata, existe também o risco que uma excessiva preocupação por um diagnóstico rápido se traduza em tratamentos "excessivos ou prejudiciais".

Os pesquisadores também defendem que o próximo desafio nesse campo deveria ser encontrar a maneira de distinguir os "tumores indolentes" (de crescimento lento) dos de crescimento rápido, e desenvolver tratamentos menos invasivos para os primeiros.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

4

Se médicos pensam que são deuses, alguns oncologistas têm certeza

A Medicina já foi considerada, assim como o Magistério, um tipo de sacerdócio. Mas no mundo mercantilizado de hoje esta máxima já não tem sentido. O médico como todo mundo precisa sobreviver e pagar suas contas, comer, morar dignamente e ter, na sua profissão, uma margem que lhe permita progredir e melhorar de vida. O lucro - no caso do médico, o honorário - é o anabolizante do desenvolvimento numa sociedade capitalista, como a nossa. O grande problema é, como sempre, a ganância que leva muitos médicos a uma preocupação demasiada com o pecuniário em prejuízo da saúde do paciente. Hipócrates, com seu juramento ético, se tivesse vivido em nossos dias seria talvez considerado um ingênuo, ou um subversivo.
Encontrei neste sábado um velho amigo que não via há cerca de 6 anos. Conversa vai, conversa vem, me contou que seu irmão mais novo, de 54 anos, foi submetido há cerca de 6 meses a uma prostatectomia radical (retirada de toda a próstata) devido a um tumor maligno. Como conseqüência imediata, ele perdeu a capacidade de ereção e agora o câncer começa a se espalhar em processo de metástase.
Tanto quanto sei, seu irmão sempre levou uma vida saudável, sem vícios e, como a maioria dos homens conscientes nesta faixa etária, consultava o urologista anualmente, submetendo-se aos exames de caráter preventivo, medição da quantidade de antígeno prostático, PSA  (componente do sêmen), ultrassom transretal e toque retal.
Ele me disse que o tumor foi diagnosticado precocemente, pois, segundo os médicos, surgiu exatamente no intervalo anual entre um exame e outro e então decidiram manter o paciente, por cerca de dois longos anos apenas em observação, medindo regularmente os índices de PSA, até finalmente chegarem à conclusão de fazer a cirurgia radical.
Um dos métodos mais revolucionários na luta contra esta doença é a Braquiterapia de Próstata (do grego (brachys = curto; terapia = tratamento), técnica que chegou ao Brasil na década de 1990 e envolve a participação de vários especialistas, numa operação multidisciplinar com resultados comprovadamente muito eficazes. Seu custo é alto e ainda não tem cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a justiça brasileira se tem pronunciado favoravelmente na grande maioria das demandas deste tipo.
Na maioria dos casos, a Braquiterapia é capaz de evitar a retirada da próstata. Consiste na introdução de “sementes radioativas” de Iodo-125 no interior da próstata, próximas ao tumor. O procedimento é feito pelo períneo, com o uso de finas agulhas, guiadas por uma ecografia transretal. As “sementes” são depositadas dentro da glândula e lá permanecem definitivamente liberando a dose de radiação necessária para conter o tumor. A aplicação é um procedimento muito pouco invasivo, não requer a internação do paciente, que pode ser admitido pela manhã e voltar para casa à tarde.
Pessoalmente, não tenho tido experiências muito boas com os médicos amazonenses, e freqüentemente ouço relatos escabrosos de amigos, parentes e colegas de trabalho insatisfeitos. Em 2002, após semanas de esforços repetitivos que me acarretaram uma séria inflamação no nervo sinovial e comprometeram temporariamente os movimentos da minha mão esquerda e dos dedos, tive um cruel e totalmente equivocado diagnostico de – pasmem! - hanseníase, corroborado por mais seis dermatologistas de Manaus (inclusive o presidente da Cooperativa dos Dermatologistas na época), após exames superficiais e pouco determinativos para um diagnóstico diferencial, e sem que nenhum desses profissionais, em nenhum momento, me tivesse pedido para tirar a camisa.
O curso superior de medicina foi implantado aqui com a colaboração de médicos de outros estados, apenas no ano de 1974, e ainda não transcorreu o tempo de exercício e de experiência acumulada para o desenvolvimento dialético de um, digamos, caldo substancial e consistente de cultura médica prática. Some-se a esse quadro todo um modelo equivocado de ensino superior que não estimula o desenvolvimento da cultura médica no profissional que, assim, poderia se atualizar e pesquisar em outras línguas, como em inglês, por exemplo. Na grande maioria, eles se limitam a utilizar e a reproduzir os conhecimentos muitas vezes mal adquiridos e já superados nos tempos de aprendizado. Há honrosas exceções, é claro, daqueles que buscam por seus próprios meios a fuga da mediocridade através da atualização, do aprimoramento e da especialização.
Até o ano passado, imaginem, em conversas com médicos aqui de Manaus, alguns sustentavam teimosamente que o Pet Scan não tinha aplicação na oncologia. Logo em seguida, em junho, a ANS incluiria sua aplicação no rol de procedimentos obrigatórios por parte dos Planos de Saúde nos casos de câncer de pulmão e de linfoma. Poderia me estender muito sobre isso tudo, mas prefiro ficar por aqui.
Apesar das características do caso do irmão desse meu amigo indicarem o contrário, espero sinceramente que este não tenha sido mais um irreparável e lamentável equívoco de timming e na escolha de uma terapia mais moderna e mais adequada, pois a braquiterapia, após duas décadas, não é algo propriamente novo em nosso país.

Post relacionado: Braquiterapia no tratamento do câncer de próstata – um depoimento, uma opção

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

5

Braquiterapia no tratamento do câncer de próstata – um depoimento, uma opção

O diagnóstico do câncer geralmente deixa as pessoas aturdidas e freqüentemente apavoradas, impedindo-as, na maioria das vezes, de adotar serenamente a melhor decisão terapêutica para o seu caso. O depoimento que recebí e publico hoje, pela sua relevância evidente, é um exemplo da importância de se ouvir uma segunda opinião antes de se optar por um tratamento que poderá implicar em seqüelas irreparáveis, sem necessidade.
A braquiterapia é um procedimento cirúrgico muito pouco invasivo, em que materiais radioativos são implantados no paciente nas proximidades do tumor. É utilizada para tratar tumores de pequenas dimensões e permite que uma maior dose de radiação atinja as células neoplásicas, poupando ao máximo os tecidos normais adjacentes.
M
eu nome é Paulo da Luz, tenho 55 anos de idade, sou Técnico de Segurança Sênior, lotado na Petrobrás/Engenharia/IEGA/LAQSMS, morando em Balneário Camboriu/SC e trabalhando no Rio de Janeiro/RJ.

Sempre levei uma vida saudável, sem vícios, praticando esportes e controlando a alimentação com muita salada, frutas, verduras, evitando frituras, gorduras, embutidos, conservantes, refrigerantes, etc.

O relato que se segue visa esclarecer e orientar sobre o procedimento Braquiterapia de Próstata com Implante de Sementes Radioativas para o tratamento efetivo do câncer de próstata:

A partir dos 50 anos de idade, durante a realização anual dos exames periódicos, também devemos medir o índice de PSA, realizar a ultrassonografia abdominal total e consultar o urologista, quando ocorre o toque retal.

Todos os meus exames de ultrassonografia e toque sempre tiveram resultados normais, embora os valores dos últimos PSA fossem um pouco elevados, a saber: 29/07/2008: 2,87 e 13/08/2009: 3,62.

A partir deste último índice, fui ainda mais rigoroso com a alimentação julgando que reduziria o índice do PSA ao consumir bastante tomate, beterraba, grãos, enfim tudo que diziam ser bom para a próstata. Infelizmente os conseguintes exames de PSA que realizei nos dias 23/10/2009: 3,40 e no dia 08/02/2010: 3,56 não foram muito otimistas, embora ainda posicionados dentro da faixa tolerável informada pelos laboratórios, que era de 4,00.

Levei os resultados ao urologista no Rio de Janeiro, que me examinou e embora constatando que a próstata estava normal, solicitou uma biópsia. E no dia 13 de julho de 2010 o médico urologista do RJ, com base no resultado da biópsia, me informou que eu tinha câncer de próstata e que devia me submeter à cirurgia o mais breve possível, dentro de um mês. E na cirurgia, não teria como preservar os feixes nervosos, impossibilitando definitivamente a ereção, de forma irreversível, e que talvez, com o tempo, a incontinência urinária poderia deixar de ocorrer. Enquanto falava, ele prescrevia e me passava diversas receitas de exames pré-operatórios.

Neste momento perdi totalmente o prumo. Estava em um local distante de casa, longe da família e sem saber o que fazer e/ou pra onde ir. Depois de tanta dedicação ao trabalho e próximo do momento de curtir a merecida aposentadoria, surge uma doença deste nível para mudar totalmente nossos planos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

0

Exame de sangue prevê com exatidão risco de morte por câncer de próstata com até 25 anos de antecedência


Um exame de sangue aos 60 anos pode prever com precisão o risco de que um homem possa vir a morrer de câncer de próstata nos próximos 25 anos, de acordo com os pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, e Universidade de Lund , na Suécia. Os resultados, publicados hoje no British Medical Journal, podem ter implicações importantes para determinar quais os homens deveriam ser examinados após 60 anos de idade e que não podem se beneficiar substancialmente do rastreio para a prevenção do câncer de próstata.

O estudo analisou amostras de sangue de 1.167 homens nascidos em 1921, coletadas entre 1981 e 1982 como parte do Projeto Preventivo Malmö, na Suécia. Todos os homens foram cuidadosamente seguidos, até atingir  os 85 anos ou tenha morrido. Depois de estudar diversos biomarcadores, os pesquisadores descobriram que o nível de PSA foi um preditor de risco de alta precisão a longo prazo. O teste de PSA tem sido recomendado para a detecção precoce do câncer de próstata há muitos anos, porém estes novos dados sugerem que um valor basal de PSA pode determinar quem deve ou não continuar a ser rastreado visando a prevenção  do câncer de próstata.

Os pesquisadores concluíram que homens com níveis de PSA acima de 2 ng / ml aos 60 anos de idade devem ser considerados com risco aumentado de câncer de próstata agressivo e devem continuar a ser examinados com regularidade.

Os homens com um nível de PSA abaixo de 1 ng / ml indicaram uma chance de 0,2 por cento de morte por câncer de próstata. Os pesquisadores concluíram que homens com níveis de PSA nesta faixa devem ser considerados de baixo risco de morte por câncer de próstata e não precisam ser monitorados no futuro. O estudo também indicou que alguns homens considerados de baixo risco podem, na verdade vir a ter câncer de próstata, porém, não é susceptível de causar sintomas ou encurtar a sua vida.

Traduzido de Memorial Sloan Kettering Cancer Center (September 14, 2010), com ilustração editada pelo autor.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

0

Em desenvolvimento teste de urina para detectar risco de câncer de próstata

O câncer de próstata matou cerca de 258.000 homens em todo o mundo em 2008 e é a segunda causa mais comum de morte por câncer nos Estados Unidos. No Reino Unido, cerca de 35.000 homens são diagnosticados com a condição e cerca de 10.000 morrem da doença. Uma proteína presente na urina pode ser um forte indicador de risco de câncer de próstata, de acordo com cientistas britânicos. Segundo eles, a descoberta pode ajudar a desenvolver um teste simples e rápido para detectar a doença no futuro.

Cientistas do Cancer Research UK Cambridge Research Institute e do ICR (Institute of Cancer Research) disseram que a proteína chamada microseminoprotein-beta ou MSMB, é encontrada em níveis reduzidos em homens diagnosticados com a doença e ainda são mais baixas em homens com formas mais agressivas do câncer.

A proteína é fácil detectar, pois ela é encontrada na urina. Potencialmente, seria um teste muito simples para identificar homens com maior risco de desenvolver a doença. Os pesquisadores esperam que os resultados possam ser convertidos em um teste para uso médico em cerca de cinco anos, e esperam que a descoberta também ajude a determinar quais pacientes têm tumores mais agressivos.

Os testes mais eficazes disponíveis atualmente são baseados em um único biomarcador chamado PSA (antígeno prostático específico). Mas esse teste é problemático, pois tem baixa especificidade, o que gera altas taxas de falsos positivos e pode levar a tratamentos cirúrgico e radioterápico desnecessários.

"No momento, o teste do PSA é a melhor maneira que temos para detectar o câncer de próstata, mas existem limitações importantes, por isso há uma necessidade urgente de encontrar novos biomarcadores, como a MSMB, que poderiam ser utilizados na triagem e diagnóstico", disse Rosalind Eeles do ICR e do Royal Marsden Hospital, que também trabalhou no estudo.

A proteína - que regula a morte das células da próstata - é produzida por células normais da próstata. Os cientistas analisaram tecidos e amostras de urina de cerca de 350 homens, com e sem câncer de próstata, para testar os níveis da MSMB.

Os resultados, publicados no "PLos" (Public Library of Science), mostraram que a MSMB encontra-se em níveis significativamente mais baixos na urina de homens diagnosticados com câncer de próstata em comparação àqueles sem a doença. Eles também mostraram que os homens com tumores agressivos estavam sujeitos a ter níveis mais baixos de proteína na urina.

Um teste de urina preciso e confiável para o câncer de próstata seria uma ferramenta valiosa, se for provado ser bem sucedido em grande escala.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

0

Câncer de próstata: pesquisadores acham que identificaram a célula original

Por anos, os médicos trabalharam sob o pressuposto de que o câncer de próstata surgia a partir de células chamadas células luminais, que se alinham no interior de dutos minúsculos e secretam fluido da glândula da próstata. Mas, usando um novo método para cultivar tecidos humanos em ratos, eles descobriram uma nova origem para o câncer de próstata: um tipo de células chamadas células basais, que dão suporte às células luminais e regeneram o tecido da próstata.

Mais um passo foi dado na prevenção do câncer de próstata, doença que atinge cerca de 50 mil homens por ano no país e mata 10% deles. Agora, cientistas da Universidade da Califórnia afirmam ter encontrado a “célula de origem” da doença, um tipo específico de célula que dá origem ao câncer de próstata. Segundo eles, a identificação de tal célula é a chave para estudar qualquer tipo de câncer.

Especialistas em câncer dizem que a descoberta pode levar a melhores tratamentos no futuro, mas ressaltam que os estudos ainda estão apenas no início. “Quando você está lidando com um estudo em cobaias, que é o caso dessa pesquisa, você está muito, muito cedo no processo”, explica Anthony Smith, membro da Associação Americana de Urologia.

Apesar da cautela, os pesquisadores acreditam que os resultados alcançados e os métodos utilizados podem ser aplicados a mais doenças. “Estamos oferecendo amplamente as técnicas para que esta idéia de regeneração de tecidos seja aplicada como uma maneira de estudar outros tipos de câncer”.

Ministério da Saúde: exames de próstata triplicaram entre 2003 e 2009

Levantamento divulgado anteontem revela que o brasileiro está cada vez mais preocupado com o planejamento familiar, e em se prevenir do câncer de próstata. Entre 2003 e 2009, constatou-se que o número de testes para detectar eventuais tumores na próstata triplicou.

No mesmo período, houve um crescimento de 79% no número de vasectomias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2003 e 2009, o número dessas cirurgias saltou de 19.103 para 34.144. Há um ano, quando o governo federal lançou a Política Nacional de Saúde do Homem, foram aumentados em 148% os valores pagos por procedimentos em ambulatório (R$ 123,18 para R$ 306,47) e em 20% por operação feita com internação (R$ 255,39 para R$ 306,47).

Segundo o Ministério, até agora, 70 municípios aderiram ao Programa Nacional de Saúde do Homem. Para cada uma dessas cidades, o governo repassa R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem. Mais de 26 milhões de cartilhas sobre prevenção, diagnóstico, tratamento de câncer e promoção de hábitos saudáveis foram distribuídas. Indicadores do Ministério da Saúde mostram que os homens têm hábitos de vida menos saudáveis que as mulheres.

“Bombinhas” usadas por asmáticos favoreceriam surgimento de câncer

Asmáticos que utilizam regularmente um inalador de remédio - também conhecido como bombinha - para aliviar os sintomas da doença podem ter mais chance de desenvolver câncer de próstata, indica estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. A informação foi publicada no site do jornal britânico Telegraph.

Os pesquisadores descobriram que homens que sofrem de asma e utilizam inaladores têm até 40% mais probabilidade de desenvolver tumores do que os homens sem a doença. A simples existência de asma aumenta a probabilidade de um homem desenvolver câncer de próstata em 26%.

Os acadêmicos australianos que realizaram o estudo disseram que os resultados mostram a necessidade de mais pesquisas sobre a relação entre asma, inaladores e câncer de próstata. Eles inicialmente optaram por investigar uma possível ligação entre as duas condições, pois ambas envolvem uma inflamação do corpo.

Especialistas em câncer salientaram que as novas descobertas feitas a partir da análise do histórico médico de 1.179 homens diagnosticados com câncer de próstata são preliminares, e orientou os asmáticos a continuarem usando seus inaladores.

Estado do Mato Grosso aprova projeto

Projeto de um deputado, sancionado pelo Legislativo, garante a partir deste mês combate efetivo à doença. A maioria dos doentes da próstata tem idade superior a 50 anos. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. No mundo, ocupa a sexta colocação, representando 10% do total de cânceres.

As estatísticas contabilizam que mais de 52 mil brasileiros vão ser diagnosticados portadores de câncer de próstata este ano, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Na Região Centro-Oeste, esse tipo de câncer vai acometer 48 homens a cada cem mil habitantes. E a forma mais eficaz para minimizar o problema é oferecer informação. Entre as estratégias figura no projeto a consagração do dia 29 de agosto como o dia de combate e conscientização sobre a doença. A divulgação das informações será feita através da promoção de exames, seminários, palestras, workshops, teatro e exposições de painéis sobre a doença.

Uma das grandes preocupações do Inca é a detecção da doença, já que são necessárias em média quatro biópsias para o diagnóstico, sendo, inclusive, necessária a realização do exame de toque, em função de que 10 a 20% dos casos não são descobertos por meio apenas da dosagem do Antígeno Prostático Específico, o PSA.

O câncer da próstata, em sua fase inicial, tem uma evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade e freqüência urinária aumentada durante o dia ou à noite). No entanto, a fase avançada da doença apresenta dor óssea, sintomas urinários ou ainda, quando mais grave, infecções generalizadas ou insuficiência renal.

sábado, 26 de junho de 2010

1

Cães podem detectar câncer de próstata pelo olfato.


Os cães são conhecidos como os melhores amigos do homem e acabam de dar mais uma prova de amizade. De acordo com pesquisadores do Hospital Tenon, de Paris, França, podem indicar quem tem câncer de próstata por meio do olfato, 100 mil vezes mais aguçado que o de um ser humano.
A equipe passou um ano treinando pastores belgas malinois com o intuito de que diferenciassem a urina de pessoas com e sem a doença. Quando identificavam a presença de câncer, sentando ou correndo para o treinador, recebiam recompensas. No final da preparação, os cachorros classificaram corretamente 63 das 66 amostras, sendo que metade delas era de pacientes que apresentavam o problema.

Anthony Smith, especialista em câncer de próstata da Associação Americana de Urologia, disse ao jornal Daily Mail que esses dados sugerem que tumores podem eliminar compostos orgânicos voláteis e que o odor pode ser específico, além de acrescentar que o uso dos cães poderia ter resultados melhores que a análise dos níveis de PSA (antígeno prostático específico) no sangue.

Henry Scowcroft, da entidade Cancer Research UK, do Reino Unido, afirmou que há motivos práticos para que os animais não sejam utilizados na detecção da doença, mas que, com a compreensão das moléculas desprendidas por ela, os cientistas seriam capazes de desenvolver melhores testes de laboratório.

Trabalhos anteriores indicaram que cães poderiam ser educados para apontar câncer de mama e de pulmão.