segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Em análise 121 novos fármacos para o câncer de pulmão, 117 para o linfoma e 111 para o câncer de mama, entre outros.


Empresas norte-americanas de investigação biofarmacêutica estão testando 981 medicamentos e vacinas para combater os diversos tipos de câncer que afetam milhões de doentes em todo o mundo, de acordo com um relatório divulgado pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA  – Investigadores e Produtores Farmacêuticos da América, em tradução livre). Estes potenciais medicamentos, que estão tanto em ensaios clínicos como sob avaliação pela FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA), incluem 121 fármacos para o câncer de pulmão, 117 para o linfoma e 111 para o câncer de mama.

"Apesar dos incríveis avanços na batalha contra o câncer, as muitas formas desta doença continuam a ser um desafio de saúde pública para os doentes, suas famílias e profissionais de saúde. Além disso, o câncer é um fardo sobre as economias dos EUA e  em todo o mundo", disse o presidente e CEO da PhRMA, John J. Castellani. "Os esforços incessantes de investigadores biofarmacêuticos nos EUA trouxeram tratamento novo e melhorado para os pacientes, oferecendo opções que não existiam antes. Este relatório reflete as histórias notáveis da ciência, perseverança individual e um compromisso inabalável com os pacientes".

Ao longo das últimas décadas, progressos significativos na investigação e desenvolvimento biofarmacêuticos têm levado a melhorias constantes nas taxas de sobrevivência do câncer nos EUA. De acordo com a American Cancer Society, a taxa de morte por câncer caiu 22% para homens e 14% para mulheres entre 1990 e 2007, o que se traduz em 898,000 menos mortes pela doença neste período.

Além dos benefícios para os doentes e suas famílias, as quedas nas taxas de mortalidade por câncer têm um tremendo impacto econômico. Os institutos nacionais de saúde dos EUA estimam que os custos totais com o câncer em 2007 atingiram os 226,8 mil milhões de dólares: 103,8 mil milhões de dólares para os custos médicos diretos (todos os gastos com saúde) e 123 mil milhões de dólares para os custos indiretos da mortalidade (custo da perda de produtividade devido à morte prematura). De acordo com uma pesquisa recente da Universidade de Chicago, a redução das taxas de morte por câncer em 10% equivaleria em cerca de 4,4 trilhões de dólares em valor econômico para as gerações atuais e futuras.

Investigadores biofarmacêuticos norte-americanos estão trabalhando em muitas novas abordagens de ponta para combater o câncer. Os exemplos incluem:
  • um medicamento que interfere com o metabolismo das células do câncer de pâncreas, privando-as da energia fornecida pela glicose;
  • um medicamento para leucemia mieloide aguda (LMA) que inibe as células cancerosas com uma mutação encontrada em cerca de um terço dos pacientes com LMA;
  • uma terapia que usa a nanotecnologia para atingir a entrega de medicamentos às células do câncer de próstata, potencialmente superando algumas limitações dos tratamentos existentes.
"Desde que a guerra contra o câncer foi declarada no início de 1970, as empresas de investigação biofarmacêutica iniciaram uma participação significativa, ajudando milhões de doentes em todo o mundo a gerir ou até mesmo vencer esta doença", disse Castellani. "Futuros avanços médicos são a nossa melhor esperança para diminuir a incidência do câncer para os pacientes, suas famílias e a sociedade", acrescentou.

Fonte aqui                 

3 Comentários:

Arco-Íris de Frida disse...

Daniel vou colocar seu blog no post do meu para que as pessoas possam vir aqui e ler esse post... se vc nao concordar me fale e eu tiro o post...
Boa semana para vc...fica com Deus...

daniel disse...

Frida, por favor divulgue, nem precisa perguntar. Bjao!

Cássia disse...

Tomara continuem as pesquisas e salvar vidas valha mais a pena que mante-las doentes!