terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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Novo tratamento padrão para câncer de mama em estágio inicial

A oncologia espanhola estabeleceu um novo padrão de tratamento para o câncer de mama em fase inicial, graças aos resultados de um novo estudo, cujos resultados sugeriram que a introdução de uma droga chamada docetaxel, na quimioterapia, reduz o risco de recorrência em 32 por cento das mulheres com alto risco, mas com nódulo negativo, em câncer de mama em estágio inicial, quando o câncer ainda não se espalhou para os linfonodos.

O objetivo da pesquisa foi testar a eficiência entre uma combinação de drogas de docetaxel e ciclofosfamida (TAC) em comparação com o tratamento tradicional com doxorrubicina, fluorouracil e ciclofosfamida (FAC).

1.060 mulheres participantes do estudo foram aleatoriamente designadas para receber TAC ou FAC, após o tratamento cirurgico. Elas receberam um dia de tratamento a cada três semanas, durante seis ciclos.

Os critérios científicos avaliados foram: sobrevida livre de doença, sobrevida global, os níveis de segurança do tratamento e a qualidade de vida.

Os resultados, após seis anos, têm demonstrado que a terapia adjuvante com base no TAC reduz o risco de recorrência em 32 por cento e melhora a sobrevida livre de doença. Quase 90 por cento das pacientes permaneceram livres da doença após esse período.

"É um passo para tratamentos personalizados deste tumor, uma vez que o objetivo é ministrar apenas as terapias voltadas a causar benefícios, evitando os efeitos secundários", disse Miguel Martinho do hospital Gregorio Maranon, em Madrid.

Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine.

Traduzido de matéria publicada em M&DINDIA em 05/12/2010. Leia original aqui.

sábado, 4 de dezembro de 2010

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Informatica: já disponível novo e poderoso banco de dados on-line sobre o câncer

O novo banco de dados, conhecido como canSAR (sigla em inglês para  The Cancer Research UK-funded database), foi desenvolvido por pesquisadores do Cancer Research UK's Centre, para o Cancer Therapeutics at The Institute of Cancer Research (ICR) para disponibilização fácil e rápida aos cientistas do mundo todo. Pela primeira vez, reúne todos os dados biológicos, químicos, farmacológicos e eventualmente clínicos relevantes sobre os genes e proteínas importantes em cada tipo de câncer, de uma forma que ajuda muito na descoberta de novas drogas.

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isponível gratuitamente desde 29/11/2010, o canSAR permitirá aos cientistas e clínicos pesquisar através de dados relacionados ao câncer e obter informações em todo o espectro da investigação - da Genômica aos Ensaios Clínicos - em uma fração do tempo que antes se levava para se obter essas informações.

"Com a quantidade sem precedentes de dados eletrônicos gerados pelas modernas técnicas de investigação molecular, a demanda por um recurso que reúna todas estas informações e faça com que estejam disponíveis em um formato claro e controlável é maior do que nunca. Anteriormente, a informação estava armazenada em vários locais e formatos diferentes, o que limitava a sua utilização efetiva pelos pesquisadores”, disse o Dr Bissan Al-Lazikani, que liderou a equipe de investigação que desenvolveu o canSAR.

"Os cientistas podem agora, com o clique de um botão e em um único local online, identificar rapidamente as características biológicas e estruturais de um alvo real ou potencial da droga, encontrar os genes e proteínas que interagem com ela, avaliar a sua eficacia e identificar eventuais inibidores de pequenas moléculas químicas. Os pesquisadores também podem encontrar informações sobre as linhas de células cancerosas que são mais adequadas para seus experimentos. Estas informações estão agora disponíveis em questão de minutos, o que antes levava semanas.

Para se ter uma ideia, pode-se rapidamente consultar os dados de 700 mil compostos químicos que atuam em 4.000 alvos moleculares. O banco contém um total de mais de oito milhões de pontos de dados experimentais. Os pacientes serão beneficiados, porque os pesquisadores, na prática clínica, serão capazes de se mover mais rapidamente a partir de uma descoberta da pesquisa básica de novas drogas.

O canSAR oferece também informações sobre o Proteoma humano inteiro, bem como links para informações sobre mais de 1.000 linhas de células cancerosas, usadas pelos pesquisadores para estudar o efeito de novas drogas no laboratório. O banco melhorou também  as informações sobre todos os produtos químicos dos compostos conhecidos como ativos em um determinado medicamento alvo - associando a biologia e a química de uma maneira nova.
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Traduzido e condensado de MedicalNewsToday. Leia o original aqui.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

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Câncer de próstata: cientistas desenvolvem ferramenta para rastreamento do metabolismo de compostos do tomate

Cientistas da Universidade de Illinois, que estabeleceram uma relação entre o consumo de tomate com o risco reduzido de desenvolver o câncer de próstata, desenvolveram uma ferramenta que irá ajudá-los a traçar o metabolismo no corpo humano dos carotenóides presentes na fruta.

Os cientistas acreditam que os carotenóides - pigmentos que dão as cores vermelha, amarela e laranja a algumas frutas e verduras – são os responsáveis pelos benefícios na prevenção do câncer de próstata proporcionados pelos tomates, mas não sabem exatamente como isso acontece.

Para tentar entender este processo, os investigadores pretendem utilizar a marcação isotópica de três carotenóides do tomate com átomos mais pesados de carbono, que são comumente encontrados na natureza, o que permitirá o rastreamento da absorção dos componentes do tomate pelo metabolismo do corpo.

Os pesquisadores destacam duas questões a serem respondidas. Primeira: os carotenóides são eles mesmos bioativos, ou os seus produtos metabólicos ou oxidativos é que seriam os responsáveis pelos benefícios? Segunda: o licopeno é o responsável isolado pelos benefícios do tomate, ou outros carotenóides seriam também importantes?

Estudos precedentes com animais têm mostrado que o tomate em pó inteiro, que contém todos os componentes nutricionais da fruta, é mais eficaz contra o câncer de próstata do que o licopeno isoladamente.

"O licopeno, que dá ao fruto a sua cor vermelha, tem recebido muita atenção - é o mesmo anunciado como ingrediente em suplementos multivitamínicos. Mas dois outros carotenóides incolores e pouco conhecidos, o fitoeno e o fitoflueno, provavelmente também oferecem beneficios", disse Nancy Engelmann, que ajudou a desenvolver o novo método. Engelmann aprendeu a otimizar a quantidade de carotenóides em culturas de células de tomate, tratando variedades de culturas da fruta com dois bloqueadores de enzimas de plantas.

As moléculas de carbono pesado são incorporadas aos carotenóides em culturas de células de tomate. O resultado é que os pesquisadores serão capazes de monitorar a atividade metabólica do licopeno, fitoeno e fitoflueno no corpo humano e verificar seus metabolitos.

Para os pesquisadores, este é um trabalho que deve nos mover em frente na luta contra o câncer de próstata.

Traduzido e condensado de ScienceDaily. Leia original aqui.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

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O misterioso (e comovente) poder da superação pessoal!!


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Terapia-alvo: Jim Martin, de Louisville, Kentucky é um dos primeiros pacientes de câncer que deve sua vida a uma nova linha de drogas guiadas por testes de DNA.

Em maio de 2007, Martin, agora com 44 anos, foi diagnosticado com um tumor quase do tamanho de uma bola de futebol americano, que comprimia tanto seu estomago que ele mal podia beber uma xícara de café. O câncer era tão obscuro que os especialistas de cinco hospitais não puderam concordar exatamente sobre sua origem, só em que era um tumor maligno e muito agressivo. Os cirurgiões o removeram e os médicos colocaram Martin em quimioterapia, mas não ajudou muito. No início de 2008, sete tumores do tamanho de uma bola de golfe já tinham crescido.
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esesperado, ele e sua mulher se debruçaram sobre os relatórios de patologia e descobriram que um dos hospitais, o Dana-Farber Cancer Institute, fizera um teste genético que revelara que seu tumor tinha um defeito em um gene no segundo cromossomo, chamado ALK. E, como ele teria sorte - pra variar - a Pfizer estava justamente começando um pequeno ensaio clínico no Dana-Farber com uma nova droga, uma pílula, crizotinib, e ele conseguiu ser incluído nos ensaios. 
Com um mês de tratamento os tumores de Martin começaram a encolher, e até o final do ano quatro deles haviam sumido. Os outros três foram removidos cirurgicamente. Hoje, Martin continua tomando a droga e não tem nenhum sinal visível do câncer. "Isso foi um milagre para nós", diz ele. "Eu sinto que nasci de novo." Ele está bem o suficiente para pedalar 100 quilômetros por semana e até competir.
Se os investigadores do câncer tiverem os meios necessários, cada vez mais pacientes no futuro serão tratados da forma como Jim Martin o foi. Eles não irão receber o tratamento padrão, com base no local onde começou o tumor no corpo. Em vez disso, seu tratamento será personalizado, dependendo de quais mutações genéticas terão sido encontradas dentro de seus tumores.
"Este é um mundo completamente novo da medicina genômica", diz George Demetri, oncologista do Dana-Farber. "Nesse novo tipo de ensaio clínico que estamos tentando desenvolver não importa se você tem câncer de ovário ou de pulmão ou de estômago. Se você tem o defeito genético alvo da droga, você se qualifica.”
Para a Pfizer, essa seria uma forma eficiente de se obter drogas mais rapidamente para o mercado, sem a necessidade de estudos gigantes em todos os cantos onde haja um alto risco de fracasso. O tipo mais comum de câncer com a alteração ALK é o câncer de pulmão. Aproximadamente 5% dos pacientes com câncer de pulmão têm alterações genéticas no gene ALK, ou seja, cerca de 9000 doentes americanos por ano.
Em outro estudo publicado também no New England Journal of Medicine, os médicos relatam que 57% dos 82 pacientes com câncer de pulmão com a alteração do gene ALK experimentaram um dramático encolhimento do tumor com a droga da Pfizer. A Pfizer já está em fase final de testes da droga e tem esperanças de poder solicitar sua aprovação no próximo ano para tratamento de câncer de pulmão. Ela será comercializada junto com um teste de diagnóstico para detectar quais os pacientes que têm a alteração genética.
O medicamento da Pfizer não é uma cura milagrosa para a maioria dos pacientes. No câncer do pulmão, ele mantém a doença sob controle por um período médio de nove meses. Tem efeitos colaterais, incluindo distúrbios da visão e inchaço nas pernas. Não foi comprovado o prolongamento da vida.
No entanto, no geral, inéditos 90% dos pacientes de câncer do pulmão parecem obter algum benefício com a droga, diz Ross Camidge, da Universidade do Colorado. Alguns pacientes podem se beneficiar do crizotinib até mesmo depois que alguns de seus tumores começam a regredir. Em um paciente cujo câncer se espalhou, os médicos foram capazes de tratar o tumor cerebral com radiação, enquanto o resto dos tumores permaneceu sob controle com o crizotinib.
Um problema com o câncer de pulmão agressivo é que ele pode surgir com novas mutações, mais rápido do que os pesquisadores podem chegar a novos medicamentos. Um terceiro artigo no New England Journal dá um exemplo do Japão, onde um paciente de 28 anos de idade, que inicialmente respondeu à droga da Pfizer, cinco meses depois, voltou a ter os tumores crescendo novamente. O tumor tinha desenvolvido as mutações que o tornaram resistente à droga.
"Com todas estas terapias-alvo, há uma resistência que se desenvolve", diz o oncologista Gregory Riely, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center. "Por mais que compreendamos o processo de desenvolvimento da resistência, o melhor que temos podido fazer tem sido contorná-la" E acrescenta: "É impressionante que estejamos publicando o mecanismo da resistência ao mesmo tempo em que estamos divulgando os dados experimentais."
Agora que um mecanismo de resistência já está conhecido, as empresas podem começar a trabalhar melhor as drogas de segunda geração para evitar o problema. Muitas outras empresas, como a Novartis, Ariad e Cephalon estão trabalhando no desenvolvimento de drogas para o bloqueio do gene ALK.
Traduzido e condensado de MGH Cancer Center. Leia matéria original aqui.
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