sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

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Refrigerante aumenta risco de câncer no pâncreas

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Um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, afirma que beber mais que duas latinhas de refrigerante por semana pode causar câncer de pâncreas. A pesquisa foi divulgada recentemente na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

De acordo com Mark Pereira, que liderou o estudo em Minnesota, os altos níveis de açúcar encontrados em refrigerantes podem aumentar o nível de insulina no organismo, o que, para ele, contribui para o crescimento de células de câncer no pâncreas. A insulina, que ajuda o organismo a metabolizar o açúcar, é produzida no pâncreas.

Alguns pesquisadores, como Pereira, acreditam que a ingestão de açúcar pode favorecer o aparecimento do câncer, embora já tenha sido provado que a tese é contraditória.

O estudo foi realizado com 60.524 homens e mulheres em Cingapura. Eles foram acompanhados por 14 anos. Durante esse período, 140 dos voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. Aqueles que bebiam duas ou mais refrigerantes por semana apresentaram um risco mais elevado (87%) de desenvolver a doença.

Pereira disse acreditar que as conclusões se aplicam a outros lugares do mundo. "Cingapura é um país com um sistema de saúde excelente. Os passatempos favoritos da população são comer e fazer compras. Dessa maneira, acredito que os resultados podem ser aplicáveis a outros países ocidentais", diz o pesquisador.

Para Susan Mayne, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, é preciso ter cautela com os resultados. "Embora esse estudo aponte esse risco, a conclusão foi baseada em um número relativamente pequeno de casos. Não fica claro se isso é uma associação causal ou não", diz.

“O consumo de refrigerantes em Cingapura foi associado a diversos outros comportamentos nocivos para a saúde, como o tabagismo e o consumo de carne vermelha", diz Susan. Outras pesquisas relacionaram o câncer de pâncreas à carne vermelha torrada.

O estudo também é questionado por Ang Peng Tiam, diretor médico do Parkway Cancer Center, em Cingapura. "Se, de fato, o açúcar é a causa de câncer de pâncreas, então esse risco deveria ser observado em muitas outras dietas, como, por exemplo, nas pessoas que comem uma grande quantidade de arroz ou doces”, diz. “Eu bebo mais que duas latas de refrigerante por semana e não vou mudar o meu hábito apenas por causa desse relatório”, afirmou Tiam.

O câncer de pâncreas é uma das formas mais mortais da doença. Estima-se que existam 230 mil casos no mundo todo. Somente nos Estados Unidos, 37.680 pessoas foram diagnosticadas com câncer de pâncreas no ano passado. 34.290 morreram da doença.

De acordo com a American Cancer Society, a taxa de cinco anos de sobrevida para pacientes com câncer de pâncreas é de cerca de 5 por cento.

Editado de matéria publicada em Época online

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

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Nanotecnologia: técnica cavalo de tróia combate o câncer

Imunolooleo_arnicagistas da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos, desenvolveram um cavalo de tróia para combater o câncer de ovário.

Usando nanopartículas, a equipe conseguiu reprogramar células de defesa do corpo que o câncer havia corrompido para alimentar seu próprio crescimento. Assim, os cientistas fizeram com que elas voltassem a ser inimigas do tumor, matando as células cancerígenas.

O estudo de Dartmouth, feito em camundongos, agora passa por novos testes com o objetivo de descobrir se o polímero utilizado pode ser aplicado a outros tumores. O foco da pesquisa inicial foram as células dendríticas, do sistema imunológico, particularmente abundantes no câncer de ovário. Por normalmente fazerem a fagocitose de corpos estranhos no organismo, essas células se mostraram bastantes ávidas por engolir as nanopartículas. Para os pesquisadores isso é uma ótima notícia: depois de cooptadas para agir em favor do tumor, elas recebem o tratamento e passam a atacar o problema de dentro, como cavalos de tróia instalados no próprio câncer de ovário.

A pesquisa foi publicada online em julho de 2009 para a edição de agosto do Journal of Clinical Investigation e pretende ser um complemento aos tratamentos já existentes no combate a uma doença bastante letal. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor maligno de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser percebido; por isso, cerca de 3/4 deles já estão em estágio avançado no momento do diagnóstico inicial.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

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Miss Amazonas inicia campanha ‘Beleza contra o câncer’

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A miss Amazonas 2010, Lilian Lopes, iniciou no dia 26 de janeiro a campanha ‘Beleza contra o câncer’, que tem como objetivo arrecadar donativos, lençóis e material de construção para a Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC) e para a Fundação e Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecom). Também participaram do lançamento da campanha as misses Terra, Beleza Latina e o representante do Amazonas no concurso Mister Brazil.

A campanha está sendo promovida pela coordenação geral do concurso Miss Amazonas 2010. Um dos coordenadores é o comunicador de televisão, Lucius Gonçalves, que é responsável pelos trâmites burocráticos da campanha. Segundo ele, a campanha vai ocorrer durante a permanência da Lilian Lopes como Miss Amazonas.

“Queremos incluir nas atividades da Miss Amazonas a ajuda às instituições beneficentes. A LACC (Liga Amazonense Contra o Câncer) é uma entidade que vive dos recursos da sociedade amazonense e ajuda pacientes de câncer em todo o nosso estado. É uma instituição que está precisando de recursos para terminar a construção de sua sede. Com essa campanha vamos também receber doações de materiais de construção para a conclusão da nova sede”, comentou Gonçalves.
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A Miss Amazonas 2010, Lilian Lopes, afirmou que quer retomar o trabalho das primeiras misses, que faziam ações beneficentes. Ela disse que vai conversar com diversos empresários para arrecadar o máximo de material de construção para terminar a construção da sede da LACC.

“Não estou nessa campanha (Beleza contra o câncer) para pedir dinheiro. Queremos mobilizar a sociedade em geral para arrecadar materiais de construção, donativos, lençóis e o que for preciso para amenizar o sofrimento dos pacientes de câncer”, declarou.

A diretora administrativa da LACC, Marília Martins, informou que os recursos arrecadados pela campanha serão encaminhados para a entidade que repassará para a FCecom. De acordo com ela, a FCecom faz em média 500 atendimentos diários. Ela afirmou que a LACC viabiliza recursos para ajudar no tratamento desses pacientes.

“A LACC é uma instituição beneficente que ajuda os pacientes que não possuem recursos para o tratamento de câncer. A gente ajuda de todas as formas, principalmente viabilizando um atendimento mais humanitário. O material de construção que for arrecadado, pela campanha será utilizado para finalizar a construção da nossa sede. Lá haverá um albergue para os pacientes do interior do Amazonas que fazem tratamento na capital. É importante enfatizar que não temos convênio com o Governo. Nossos recursos são todos provenientes de doações da sociedade em geral. A população em geral pode ajudar por meio do telefone, 2101-4900”.
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Desde 1955, a Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC) é uma instituição sem fins lucrativos que, em parceria com a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecom), procura atender aos pacientes com câncer no Amazonas e do norte do país, com uma infra-estrutura completa de combate a doença.

A instituição tem a missão de garantir às pessoas que têm câncer a possibilidade de tratamento e cura, qualidade de vida e apoio aos seus familiares, além de desenvolver programas, projetos e ações de prevenção, detecção precoce, tratamento e assistência na área da oncologia.
Texto: Up Comunicação Inteligente
Fotos: Jota Jota 27 de Janeiro de 2010
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Quando o câncer desaparece sem tratamento

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Elevado número de casos de pessoas com tumores pequenos que passaram por cirurgias e tratamentos desnecessários levam cientistas a questionarem a necessidade de exames preventivos e a freqüência com que eles são feitos.

Estudos mostram que exames preventivos de câncer de mama podem levar à ansiedade e a tratamentos desnecessários.

Diagnósticos de câncer costumam serem devastadores: para o paciente, vítima de uma doença hermética e de evolução pouco previsível, e familiares e amigos, que se sentem na iminência de um sofrimento prolongado e doloroso. Nunca sabem quando irá acabar, nem se acabará bem ou mal. Mas alguns cânceres podem sumir sem tratamento, milagrosamente. A visão de que eles só se agravam foi questionada num trabalho publicado no Journal of the American Medical Association.

A pesquisa teve como objeto de estudo 20 anos em que foram feitos exames de detecção de câncer de mama e próstata. Tais exames identificaram tumores malignos, que se não fossem tratados, seriam letais. Mas também descobriram tumores pequenos que poderiam conviver com seu dono pacificamente e despercebidos. Nestes casos, segundo reportagem do New York Times, estavam destinados a parar de crescer, encolher e até mesmo desaparecer, sem submeter o paciente a tratamentos ou cirurgias de grande impacto, na maioria das vezes, negativo.

De acordo com Thea Tlsty, da Universidade da Califórnia, autópsias de pessoas que morreram em idade avançada mostraram que várias delas possuíam células cancerosas ou pré-cancerosas. No entanto, não apresentavam tumores grandes ou qualquer sintoma de câncer. Esse tipo de célula é comum em idosos e nem por isso eles sofrem da doença. O mesmo pode acontecer aos mais jovens.

Antigamente, pensava-se que um câncer nascia apenas da rápida multiplicação de mutações celulares. Na visão de Barnett Kramer, do National Institutes of Health dos Estados Unidos, um tumor precisa mais do que mutações para crescer. Para se tornar um câncer agressivo, é preciso da cooperação do ambiente em que se desenvolve e, em certos casos, de todo o organismo da vítima e de um sistema imunológico pouco combativo. Sem isso, podem desaparecer sozinhos. O que não significa que todos hajam dessa maneira, muito menos que os casos avançados da doença possam retroceder sem intervenção médica. O que se debate agora é a necessidade e a freqüência de exames preventivos.

Na segunda-feira (16), o US Preventive Services Task Force, grupo ligado ao governo americano, publicou no Annals of Internal Medicine novas diretrizes para a prevenção de câncer de mama. As mulheres que não estão no grupo de risco (leia mais abaixo) devem começar a fazer mamografias periódicas aos 50 anos, e não mais aos 40, como era recomendado. A freqüência também foi diminuída de um para dois anos. Os autores do artigo pretendem evitar o excesso de exames e o número de resultados falsos positivos. Uma simples biópsia pode causar extrema ansiedade na paciente. Além disso, mamografias podem encontrar cânceres que crescem tão devagar que nunca seriam percebidos e, mesmo assim, podem resultar em tratamentos desnecessários.
 
De acordo com o estudo, a mamografia reduz a mortalidade por câncer de mama em 15%. Entre as mulheres de 40 a 49 anos, uma vida a cada 1.904 é salva. Quando se compara mulheres entre 50 e 74 anos, a prevenção é mais competente: uma a cada 1.339 mulheres são salvas. Na faixa de 60 a 69 anos, esse número avança para uma a cada 377. Para os pesquisadores, a mamografia torna-se desnecessária para mulheres abaixo dos 50 anos, e que não estão no grupo de risco. A incidência de câncer de mama no Brasil no ano passado foi de 59,71 casos a cada 100 mil mulheres.

Fatores de risco

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a história familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, principalmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram vítimas da doença antes dos 50 anos. Esse tipo de câncer corresponde a cerca de 10% dos casos. O avanço da idade também é importante. Menstruação precoce, menopausa tardia (depois dos 50 anos), primeira gravidez após os 30 e não ter tido filhos são outros fatores. A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Info

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

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Nanotecnologia na luta contra o câncer

Nanotecnologia
Pesquisas com a nanotecnologia podem, em um futuro próximo, permitir que o tratamento para câncer se torne mais simples e menos tóxico para os pacientes. Nanopartículas criadas na Universidade da Flórida Central pelo professor J. Manuel Perez e sua equipe podem um dia atacar e destruir tumores, evitando que pacientes com câncer sejam expostos à quimioterapia.

Uma droga chamada Taxol, muito comum em tratamentos quimioterápicos, foi utilizada em estudos com cultura de células. O Taxol costuma causar muitos danos ao corpo, pois prejudica tecidos saudáveis, e não apenas as células cancerígenas.

Nanopartículas associadas com Taxol, criadas em laboratório pela equipe de Perez, são modificadas para carregar o medicamento apenas para as células cancerosas, permitindo que tratamentos específicos para estas células não ataquem partes saudáveis do corpo. As nanopartículas carregam ácido fólico, uma vitamina consumida por células cancerosas, e assim se tornam “atraentes” para elas. Um pigmento fluorescente e óxido de ferro magnetizado também fazem parte das nanopartículas, o que permite que médicos acompanhem em imagens ópticas ou em imagens de ressonância magnética a evolução do tratamento no tumor.

A criação também pode ser utilizada para a identificação de câncer. Se o corpo não tem tumores, as nanopartículas não se ligam ao tecido doente e são eliminadas pelo fígado. “O que é único sobre o trabalho é que as nanopartículas têm um papel duplo, no diagnóstico e como agente terapêutico, em um veículo biodegradável e biocompatível”, afirma Perez. “Embora os resultados ainda sejam preliminares, eles são animadores”, diz o pesquisador.

Editado de matéria publicada em sapo.saúde