segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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Vitamina D aumenta sobrevivência de doentes com linfoma.

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Os níveis de vitamina D em doentes com um tipo específico de linfoma parecem estar relacionados com o avanço do estado do câncer e com a probabilidade de sobrevivência, revela um estudo da Mayo Clinic, em Rochester, EUA.

Os autores analisaram 374 pessoas diagnosticadas com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), a forma mais comum da doença. Os testes sugerem que metade dos doentes não apresentava níveis normais de vitamina D no organismo, sendo que, nestes doentes, foi observado um risco 1,5 vezes maior de progressão da doença.

Depois de os dados terem sido ajustados com outros fatores que poderiam desencadear a doença, foi observado que, durante o período de estudo, o risco de morte entre os doentes com deficiência de vitamina D foi o dobro do verificado para os pacientes que apresentavam níveis normais de vitamina D.

O líder da investigação, Matthew Drake, refere que se trata do estudo mais conclusivo sobre a relação entre vitamina D e o câncer.

«O papel exato que a vitamina D pode desempenhar no aparecimento ou progressão do câncer é desconhecido, mas sabemos que a vitamina desempenha um papel na regulação do crescimento celular, entre outros processos importantes na limitação dos tumores», explicou.

Embora os dados sejam surpreendentes, o investigador alerta, contudo, para o fato de serem preliminares e necessitarem de mais investigações para serem validados.
 
Para ter e manter os níveis ideais de vitamina D, o investigador recomenda a exposição ao sol no Verão durante 15 minutos, três vezes por semana, de modo a que a vitamina possa ser armazenada dentro da gordura corporal, um suplemento vitamínico «simples e barato».
Fonte: editado de artigo publicado em saúde.sapo

Fontes e alimentos ricos em vitamina D

A época do ano, latitude e cobertura de nuvens afetam a exposição aos raios solares e a síntese de vitamina D na pele. Desta forma, é importante para pessoas com limitação de exposição ao sol incluir boas fontes de vitamina D na dieta. Além dos alimentos fortificados com vitamina D, fontes naturais incluem óleo de fígado de peixe, peixes gordurosos (salmão, bagre, sardinha, atum, cavalinha), cogumelos e ovos.

Poucos alimentos são naturalmente ricos em vitamina D, e em muitos países a maior parte da ingestão dessa vitamina vem de produtos fortificados como leite, leite de soja e cereais. O ingestão recomendada pelo U.S. Dietary Reference Intake para crianças e adultos até 50 anos é de 5 microgramas por dia (200 UI/dia). A recomendação aumenta para 10 microgramas/dia (400 UI/dia) para pessoas entre 50-71 anos de idade e para 15 microgramas/dia para idosos acima dos 70 anos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

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Vacina destrói células cancerígenas residuais na leucemia.

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Uma equipe do Johns Hopkins Kimmel Câncer Center realizou testes preliminares que indicam que uma vacina feita com células leucémicas pode reduzir ou mesmo eliminar as células cancerígenas residuais, em alguns doentes com leucemia mielóide crónica  (LMC), que estejam tomando mesilato de omatinibe (Gleevec®), noticia o site ScienceDaily, citado pela Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas.

Num estudo piloto, publicado no Clinical Cancer Research, os investigadores usaram uma vacina feita a partir de células da LMC, irradiadas para travar o seu potencial cancerígeno e geneticamente alteradas, de modo a produzir um estimulador do sistema imunológico.

A vacina em estudo foi administrada a 19 doentes com LMC e com células cancerígenas residuais. Após 72 meses de acompanhamento, o número de células cancerígenas diminuiu em 13 doentes, 12 dos quais alcançaram os seus níveis mais reduzidos de sempre, de células cancerígenas residuais. Em sete desses doentes, a LMC tornou-se completamente indetectável.

A equipe adverte que os resultados do estudo são preliminares, pelo que não podem garantir que estas respostas tenham surgido como resultado da aplicação da vacina.

“É necessário mais investigação para confirmar e expandir os resultados obtidos”, diz Hyam Levitsky, M.D., e professor de Oncologia, Medicina e Urologia no Johns Hopkins Kimmel Câncer Center.

Os investigadores vão testar amostras de sangue de doentes que participaram no estudo, para identificar com precisão os antígenos que o sistema imunológico está reconhecendo. Com esta informação vão criar uma vacina “sob medida” para estudos adicionais, que possam monitorar a resposta imunológica com maior precisão.

Os pacientes experimentaram poucos efeitos secundários, que incluíam dor localizada e inchaço no local de aplicação da injeção, dores musculares ocasionais e febre ligeira.

De acordo com os especialistas, a maior parte dos doentes com LMC necessitará manter o tratamento com o Gleevec® para o resto da vida. Mais de 90% deles atingirá a remissão, mas cerca de 10 a 15% dos doentes não poderá tolerar a aplicação do medicamento a longo prazo.

Em última análise, se esta abordagem tiver sucesso, a possibilidade de retirar aos doentes o tratamento prolongado com o Gleevec® será um avanço significativo, conclui Levitsky.
Fonte: http://www.pop.eu.com/news/

sábado, 20 de fevereiro de 2010

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Desempenho fraco na venda de antineoplásicos afeta lucro da Roche em 2009

dolar A Roche, maior fabricante mundial de medicamentos contra o câncer, teve um lucro anual menor que o esperado devido a vendas decepcionantes de medicamentos antineoplásicos da empresa. A companhia também divulgou estimativas fracas de desempenho para o ano, sinalizando um desafio maior a ser enfrentado pelas farmacêuticas.

O lucro por ação da empresa subiu 10 por cento, para 12,19 francos suíços (11,52 dólares), pouco abaixo da previsão de 12,33 dólares de analistas. Os medicamentos Avastin, MabThera e Herceptin renderam menos que o esperado. 

A empresa tem se focado em desenvolver novos medicamentos em vez de cortar custos como forma de combater as perdas de patentes, mas ainda moedasenfrenta os mesmo problemas dos concorrentes, que também incluem o impacto da reforma no sistema de saúde norte-americano.

"Os resultados claramente desapontaram e o guidance de 2010 não é um incentivador para sentimentos positivos", disse o analista Martin Voegtli, da Kepler Capital Markets.

A maior fabricante mundial de medicamentos contra o câncer confirmou previsão para 2010 e disse que as vendas devem crescer por volta de 5 por cento, o que segundo analistas do Bernstein é decepcionante.

Os Preços de Fábrica e Preços Máximos ao Consumidor dos medicamentos Roche são definidos pela Roche e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A compra dos medicamentos deve ser feita somente se o valor do produto estiver entre a faixa do preço de fábrica e o preço máximo ao consumidor. Descontos e facilidades no pagamento podem ser oferecidos sob critério de cada estabelecimento que comercializa o medicamento.
mabt Se tiver dúvidas em relação aos preços praticados, a Roche disponibiliza o telefone 0800-7720289, ou o Atendimento On Line disponível no site www.roche.com.br ou ainda, se preferir, envie um e-mail para brasil.faleconosco@roche.com.
Editado de matéria publicada em Reuters/Brasil Online em 03/02/2010, com acréscimos adaptados do site da Roche Brasil.
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Convênio para revitalização do Complexo Turístico da Ponta Negra

mirante  Após vencer a disputa para figurar entre as 12 capitais brasileiras que sediarão a Copa Mundial de Futebol de 2014, Manaus tem a chance captar investimentos federais para se preparar.

Além do moderníssimo estádio (leia post publicado em Estádio "Vivaldo Lima" para a Copa 2014) que será construído no local hoje ocupado pelo velho Estádio Vivaldo Lima, o complexo da praia da Ponta Negra - entre outras obras de revitalização previstas para o centro da cidade - passará por um processo profundo de reforma, em atendimento às exigências da Fifa, como os Fan Parks – locais onde os torcedores sem chance de ver os jogos no estádio terão a comodidade para assisti-los em telões instalados em locais como a Ponta Negra.
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Neste sentido, foi firmado convênio no valor de R$ 22 milhões, em outubro de 2009, entre a Prefeitura de Manaus e o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo.

Aprecie a nova Ponta Negra, com torre mirante, terminal flutuante, área de praia expandida, teatro, restaurantes, praça de alimentação, área de esportes e estacionamento ampliado, obra da Prefeitura de Manaus que, no total, ficará em torno de R$ 80 milhões. É esperar pra ver!

O local é um dos pontos de Manaus onde a beleza natural da Amazônia é exuberante, o Rio Negro é belíssimo. Pena que a especulação imobiliária faz com que poucos poluam o visual em proveito próprio, como vem acontecendo há décadas em Camboriú, Fortaleza, Rio de Janeiro, entre outras cidades.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

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Antidepressivo reduz ação de remédio contra câncer de mama

Mulheres que tomam antidepreantidepressivos da classe da paroxetina em associação ao tamoxifeno - medicamento indicado para o tratamento contra o câncer de mama - têm 25% mais risco de sofrer recidiva (volta do tumor) e de morrer da doença. A conclusão é de um estudo da Universidade de Toronto (Canadá), publicado no British Medical Journal.

A paroxetina é um dos antidepressivos mais populares do mundo. Já o tamoxifeno é uma droga que está em uso há cerca de 30 anos e é amplamente prescrita para mulheres em tratamento de câncer de mama como complemento à cirurgia e à quimioterapia. Hoje, é considerada a terapia padrão.

Os pesquisadores analisaram os registros de saúde de 2.430 pacientes com câncer de mama que tomavam tamoxifeno entre 1993 e 2005. Cerca de 30% dessas mulheres também tomavam antidepressivos durante alguma fase do tratamento, e a paroxetina foi o mais comum.

Durante o período do estudo, 15% das pacientes morreram em consequência da doença. O mesmo risco não foi observado com outras classes disponíveis de antidepressivos.

O mecanismo

Segundo o mastologista Silvio Bromberg, do hospital Albert Einstein, tanto a paroxetina quanto o tamoxifeno utilizam a mesma enzima (citocromo P450, produzida pelo gene CYP2D6) para serem metabolizados pelo organismo e entrarem em sua forma ativa. Assim, os dois medicamentos juntos estariam "competindo" um com o outro - o que reduziria os resultados desejados.

"O tamoxifeno bloqueia a divisão celular [das células mamárias], o que reduz bastante o risco de a doença voltar. Já a paroxetina depende da mesma via do tamoxifeno para ser metabolizada. Assim, ela interfere no mecanismo de ação do medicamento, diminuindo seus resultados", explica. Para Bromberg, os resultados desse estudo reforçam as conclusões de trabalhos anteriores. Além disso, como se trata de uma droga muito usada em todo o mundo, esse alerta é muito importante", avalia Bromberg.

A psiquiatra Célia Lídia da Costa, diretora do Departamento de Psiquiatria do Hospital A.C.Camargo, em São Paulo, diz que a descoberta da interação entre os dois medicamentos é relativamente nova.

"O tamoxifeno é o medicamento mais barato - por ser genérico - e os resultados são muito satisfatórios. É mais fácil a paciente substituir o antidepressivo, afirma o mastologista Waldemir Rezende, do Hospital Santa Catarina.

Mulheres que estejam usando os dois medicamentos não devem interromper o uso por conta própria. "Nenhum medicamento pode ter o uso suspenso imediatamente. O ideal é procurar o psiquiatra para que ele encontre outras classes de drogas disponíveis. Hoje, o antidepressivo mais indicado é a venlafaxina", diz Costa.
Fonte: Editado de artigo publicado na Folha Online/CBJr. Em 16/02/2010