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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

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Novo protocolo de tratamento para o linfoma para pacientes que têm um pior prognóstico

A terapia de altas doses seguida de transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas, após a primeira remissão completa ou parcial de linfoma folicular, poderia ajudar a aumentar a sobrevida dos pacientes. Esta é a conclusão de um estudo de fase II realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford Medical Center, na Califórnia, em 37 pacientes.

Os pacientes receberam irradiação corporal total e etoposide, assim como doses elevadas de ciclofosfamida seguidas por células-tronco autólogas de medula óssea.

Os resultados foram comparados com os de 188 pacientes com características similares tratados anteriormente com o protocolo clássico. Após um seguimento médio de 6,5 anos, o risco de morte em 10 anos foi estimado em 14%, ou seja, 38% menos do que o indicado na literatura. O risco de recorrência em 10 anos foi de 30% em comparação a 70% no grupo controle.

Segundo os autores, este regime tem um maior risco de efeitos secundários e deve ser reservado para pacientes que têm um pior prognóstico.
Traduzido de italiasalute. Leia original aqui.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

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Transplante de medula: estudo mostra redução na taxa de mortalidade após transplante alogênico de células progenitoras hematopoiéticas (TCPH)

Muitos avanços têm sido obtidos ao longo da última década nas técnicas e no tratamento de pacientes submetidos a transplantes alogênicos de medula. Para determinar o quanto esses avanços têm melhorado os resultados destes transplantes (o paciente recebe a medula de outra pessoa), pesquisadores da Universidade de Washington (UGW), Seattle, conduziram um estudo, financiado pelo National Institutes of Health, com resultados muito reconfortantes, publicados na edição de 25 de novembro do New England Journal of Medicine.

F
oram analisadas as taxas de mortalidade geral, de mortalidade não precedida por recaída, da recidiva de condições malignas, a freqüência e a gravidade de complicações do transplante, incluindo enxerto-versus-hospedeiro (GVHD), complicações hepáticas, renais, pulmonares e infecciosas entre 1.418 pacientes que receberam seu primeiro transplante alogênico no centro de Seattle, no período de 1993 a 1997, e entre 1148 pacientes que receberam seu primeiro transplante alogênico no período de 2003 a 2007. Componentes da Avaliação Pré-transplante de Mortalidade (PAM) da pontuação foram usados em modelos de regressão para ajustar à gravidade da doença no momento do transplante.

Verificou-se que no período 2003-2007, em comparação com o período 1993-1997, reduções significativas na mortalidade não precedida de recaídas, tanto após os primeiros 200 dias pós-transplante (redução de 60%) como no total (redução de 52%). A taxa de recidiva ou progressão de uma condição maligna reduziu em 21% e a taxa de mortalidade geral em 41%, após o ajuste para os componentes do escore de PAM. Os resultados foram similares quando a análise foi restrita aos pacientes que receberam a terapia de condicionamento mieloablativo. Encontrou-se também diminuição significativa no risco de GVHD grave, de doença causada por infecções virais, bacterianas e fúngicas, e de danos ao fígado, rins e pulmões.

O transplante alogênico é indicado nos casos de leucemia aguda, anemia aplástica, leucemia crônica, mielofibrose, mielodisplasia, linfomas que recaem após o transplante autólogo, em pacientes que não podem fazer o transplante autólogo por não se conseguir coletar sua medula, em pacientes nos quais a medula está tão contaminada pela doença que não vale a pena coletá-la. Os tipos de linfoma aonde este tratamento tem indicação são os foliculares, macroglobulinemia de Waldestrom, linfoma de Hodgkin e outros menos freqüentes.

Constatou-se uma redução substancial no risco de morte relacionada ao transplante alogênico de células hematopoiéticas, bem como um aumento na sobrevida em longo prazo, na última década. Melhores resultados parecem estar relacionados a reduções de dano aos órgãos, infecções e GVHD aguda grave.
Matéria traduzida e condensada da edição de 25/11/2010 de New England Journal of Medicine. Leia o texto original aqui.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

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Acreditem: doações de medula óssea são impedidas por medo e por falta de atualização de cadastro do doador.

Hospitais têm dificuldade de localizar doadores que não atualizam dados.
Muitos desistem por medo. Os médicos garantem que procedimento é seguro. Este ano em todo o país, 337 pessoas foram identificadas no cadastro com medula compatível para doação, mas 54 delas não puderam ser encontradas.transplante-de-medula
“Quem se cadastrar, quem quiser ser um doador, ajudar uma pessoa a se salvar de muitas doenças, como é o caso do transplante de medula óssea, tem que estar consciente de manter esse cadastro atualizado”, alertou o diretor do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Luís Fernando Bouzas.

Quase dois milhões de pessoas estão cadastradas como possíveis doadores de medula óssea no Brasil. Mas, muitas vezes, o problema na hora do transplante é encontrar quem se cadastrou e ajudar pacientes como Leonardo, de 13 anos.

O adolescente tem leucemia e há um ano procura um doador de medula – a única possibilidade de cura no caso dele. “Quero jogar bola, ir à praia, shopping... só", diz o menino, cheio de sonhos.

Entre irmãos, a chance de haver compatibilidade é de uma em cada quatro pessoas. Mas fora da família, o índice cai para um em cada 100 mil pessoas.

Depois de muita espera na fila, ao receber a notícia de que finalmente há um doador compatível, o paciente pode não conseguir realizar o transplante porque o doador mudou de endereço, não atualizou seu cadastro e, dessa forma, não pode ser localizado.

Há também uma parcela que desiste quando recebe o chamado, por medo. Mas os médicos garantem que o procedimento é seguro.

A medula, que parece uma gelatina, é retirada dos ossos da bacia com uma espécie de agulha. O doador não sente nada e, geralmente, é liberado do hospital no dia seguinte.

Já o paciente recebe a medula por um cateter, em um processo parecido ao de uma transfusão de sangue.

Nobel de Medicina critica preço de vacina contra HPV
vacina hpv O laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) anunciou no primeiro trimestre uma redução de 50% no preço da vacina que comercializa no Brasil, utilizada contra o HPV oncogênico, doença que pode levar ao câncer de colo do útero. A vacina passou a ser vendida, a partir do mês de março, a R$ 114,67, uma redução de 50% sobre o preço de fábrica, R$ 229,33. O novo preço já inclui os 18% do ICMS.
No entanto, nas clínicas de vacinação do País a venda final ao consumidor passou por um acréscimo referente a outros impostos, custos de conservação, aplicação e serviços médicos. Em nota à imprensa, a GSK justificou o reajuste como "reflexo da política de equilíbrio de preços dos produtos" e pelo "compromisso em disponibilizar vacinas de grande necessidade para a população, com valores mais acessíveis." Mesmo assim, considerando que são necessárias três doses, ainda custa muito caro.

Descobridor da ligação entre a infecção pelo vírus HPV e o câncer de colo uterino, o alemão Harald zur Hausen, de 74 anos, prêmio Nobel de Medicina em 2008, lamentou anteontem, em São Paulo, os altos preços das vacinas desenvolvidas a partir de suas pesquisas, iniciadas nos anos 70. “Eu lamento. É muito cara, especialmente para países como o Brasil”, afirmou o cientista, principal convidado da inauguração do Centro Internacional de Pesquisa e Ensino do Hospital do Câncer A. C. Camargo, que ocorreu ontem, na zona sul da capital paulista. "Espero que a produção do imunizante também por outras companhias farmacêuticas leve a maior competição e redução dos preços no futuro", afirmou ainda o especialista.

As vacinas contra o HPV, que protegem contra os dois tipos do vírus mais ligados ao câncer, têm dois produtores mundiais e chegam a custar hoje US$ 300, consideradas as três doses necessárias para a imunização, alertaram no mês passado pesquisadores da Universidade de Duke em artigo na revista Nature Biotechnology, em que defenderam a produção a baixo custo em países em desenvolvimento.

O sistema público brasileiro ainda não oferta o fármaco, disponível em clínicas privadas e o custo é um dos impedimentos. Aponta ainda que são necessários mais estudos e que o principal método de prevenção no País ainda é a camisinha, além da realização periódica do papanicolau. O câncer de colo de útero é o segundo mais freqüente entre as brasileiras, só perdendo para o câncer de mama. São esperados 18.430 casos anuais no País

Anvisa suspende a importação do medicamento Onicit

onicit_packRemédio é usado contra náuseas e vômitos durante quimioterapias.
Irregularidades detectadas na fábrica, em abril, motivaram a decisão. O grupo farmacêutico Merck Sharp & Dohme, fundido com a Schering-Plough, informou ter garantido outra fonte de suprimento para o Onicit, que estaria de acordo com as práticas recomendadas pela Anvisa. A fabricante francesa Pierre Fabrè fornecerá o medicamento ao mercado brasileiro.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou nesta terça-feira (10) a suspensão da importação e do comércio do medicamento Onicit, cloridrato de palonosetrona, agente antinauseante e antiemético recomendado contra enjôos e vômitos durante sessões de quimioterapia, no tratamento de tumores malignos.

Segundo o órgão, durante uma inspeção realizada em abril, foram encontradas irregularidades na unidade fabril da empresa OSO Biopharmaceuticals Manufacturing, nos EEU|U|. O produto vinha sendo importado no Brasil pela Schering-Plough, de São Paulo.

A decisão vale em todo o território nacional e deve ser acatada imediatamente, após a publicação no Diário Oficial da União. O recolhimento dos lotes é de responsabilidade do fabricante. Quem tiver adquirido o remédio, cujo número do lote está descrito na embalagem, deve interromper o uso.