sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

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Aspirina reduz risco de morte em vítimas de câncer de mama


Um estudo americano sugere que a aspirina pode reduzir pela metade as chances de uma mulher que completou o tratamento contra o câncer de mama voltar a desenvolver a doença ou de o mal se espalhar por outras partes do corpo.

Durante 26 anos, um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard monitorou a saúde de 4.164 enfermeiras que haviam sido diagnosticadas com câncer de mama e tomavam aspirina regularmente e comparou seus quadros clínicos com o de outras pacientes que não usavam o medicamento.

Segundo a pesquisa, comparadas às mulheres que não tomavam o medicamento, as que tomaram aspirina de duas a cinco vezes por semana reduziram em 60% as chances de metástase e em 71% o índice de fatalidades devido ao retorno da doença. Já as que tomavam semanalmente seis ou sete comprimidos reduziram em 43% a probabilidade de o câncer se espalhar e em 64% de morrer.

"Até onde sabemos, esse é o primeiro estudo que reporta um aumento na taxa de sobrevivência das mulheres com câncer de mama que tomam aspirina", escreveu Michelle Holmes, da escola de medicina de Harvard, em um artigo publicado no Journal of Clinical Oncology. O estudo, porém, não foi capaz de especificar porque a aspirina tem esse feito sobre as pacientes. Os médicos suspeitam que pode ser devido a habilidade do medicamento de reduzir a inflamação das células do corpo, mas ressaltam que mais estudos são necessários.

Holmes ressaltou que nenhuma paciente deveria substituir o tratamento normal contra a doença pelo uso de aspirina.

Os especialistas ressaltam também que não é recomendável ainda que portadoras da doença passem a tomar aspirina regularmente, porque a droga tem efeitos colaterais, como o estímulo de sangramentos.

Holmes explica que mais de 2 milhões de americanas portadoras da doença já tomam a aspirina regularmente para prevenir ataque cardíaco.

"Se uma mulher que teve câncer de mama já está tomando aspirina, ela pode se confortar sabendo que talvez ela esteja ajudando a prevenir a recorrência de sua doença", completou Holmes.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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Lance Armstrong: minha Jornada de volta à vida

Escrito em colaboração com a jornalista Sally Jenkins, o título original, “It´s not about the bike: my journey back to life” (Isto não é sobre bicicleta: minha jornada de volta à vida – expressa melhor a luta travada pelo ciclista Lance Armstrong contra o câncer diagnosticado em 1996, cujo objetivo principal parecia ser decretar o fim de sua carreira. Seguiu em frente com o esporte e, três anos depois, ganhou o primeiro dos 7 títulos que ganharia do Tour de France, a mais famosa prova de ciclismo no mundo. O norte-americano conseguiu enganar a morte

Durante o tratamento, ele criou a Lance Armstrong Foundation, para ajudar pessoas com câncer a obter as informações e os meios necessários para “viver forte”, ou Livestrong, em inglês. A idéia pegou e, com o patrocínio da Nike, surgiram os braceletes Livestrong, que viraram febre uns anos atrás, para arrecadar dinheiro para as pesquisas que auxiliam no tratamento e prevenção de doenças cancerígenas.

Anúncio do nascimento do filho no Twitter

Em junho do ano passado anunciou seu retorno às pistas e o nascimento de seu filho, Max,  pelo Twitter. No texto, Armstrong escreve como se fosse o filho: "Tudo bem, mundo? Meu nome é Max Armstrong e acabo de chegar. Minha mamãe está bem e eu também".
max
Quarto filho de Armstrong, Max é o primeiro com Anna Hansen, sua atual mulher. Ele nasceu com 3,310 quilos e 50,8 centímetros. É o único de seus 4 filhos a ser concebido da maneira, digamos, tradicional, depois que o ciclista superou o câncer nos testículos. Os outros três, tidos com a ex-mulher, Kristin, utilizaram a fertilização in vitro, com esperma recolhido e conservado antes de Lance iniciar a quimioterapia.
Lance Armstrong venceu o Tour de France entre 1999 e 2005.

“It´s not about the bike: my journey back to life”
Por: Lance Armstrong Sally Jenkins
ISBN-13: 9780425179611
Editora: Berkley Trade
Data Publicação: 09.01.2001
Preço: em torno de R$30,00
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Equipamentos quebrados atrapalham tratamento contra câncer

 No Norte e Nordeste, há fila para pacientes de radioterapia. Pará e Bahia prometem melhorias no atendimento.
Pacientes com câncer aguardam na fila por tratamento de radioterapia no Norte e Nordeste do país. É uma luta diária pela sobrevivência. Enquanto isso, há hospitais que têm equipamentos instalados há seis anos, mas que nunca foram usados.

Em Santarém (PA), há um equipamento novinho, que nunca funcionou. Segundo a direção do Hospital Regional, o serviço só deve ser inaugurado no segundo semestre, porque ainda falta a instalação de peças.

Na corrida contra o tempo para combater a doença, no interior do estado, pacientes enfrentam até quatro dias de viagem para chegar a Belém em busca de atendimento.

No único hospital em funcionamento para o tratamento contra o câncer na capital paraense, uma vistoria feita pela Justiça constatou que três equipamentos de radioterapia estavam parados. Entre eles, um que chegou em 2004, mas nunca foi usado.

A procuradora da Justiça Ana Carícia Teixeira diz que vários equipamentos continuam quebrados e o acelerador linear ainda não está em funcionamento, apesar do pedido oficial. O diretor da unidade disse que um dos equipamentos está em manutenção e que o acelerador ainda depende de licença para funcionar. O governo diz que ele deve entrar em ação em 45 dias.

Com a crise no tratamento de câncer, cerca de 180 pacientes do Pará tiveram que ser transferidos para outros estados. Mesmo assim, várias pessoas enfrentam dificuldades. O pagamento de ajuda de custo, feito pela Secretaria Estadual de Saúde, está atrasado. Com isso, alguns doentes estão sem dinheiro para se manter e até voltar para casa.

O agricultor Josué da Costa foi para o Piauí para tratar um câncer na garganta. Ele disse que já teve alta, mas não consegue voltar para o Pará, porque está devendo à pensão onde está hospedado.
Na Bahia, os problemas se repetem. A técnica em enfermagem Helineta Silva tem câncer de mama e precisa de sessões de radioterapia, com urgência. Mas ela não consegue fazer o tratamento. Ela mora em Feira de Santana e o aparelho da única clínica que oferece o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade está quebrado. O governo diz que já foram contratados profissionais para avaliarem o equipamento.

No interior, além de Feira de Santana, só Vitória da Conquista e Itabuna têm atendimento de radioterapia. A Secretaria de Saúde prevê para o ano que vem a implantação do serviço em outras duas cidades. Enquanto isso, muitos pacientes são obrigados a procurar tratamento na capital.

Em Salvador, quatro hospitais oferecem serviço de radioterapia para pacientes do SUS. Em um deles, 60% dos pacientes que fazem tratamento moram em outras cidades.

A Secretaria de Saúde já negocia a criação de turnos extras nos hospitais. A pasta garante que vai contratar novos médicos para aumentar o atendimento em todo o estado.
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Terapia de manutenção com MabThera aumenta significativamente sobrevivência de pacientes com linfoma. Risco de vida cai para metade.

Dois anos de terapia de manutenção com MabThera (rituximabe) aumentam significativamente as chances de sobrevivência de pacientes que sofrem de uma das formas de linfoma mais freqüentes, o linfoma não-Hodgkin (NHL) indolente. 

Este foi o resultado de um ensaio clínico apresentado na 47a reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia em Atlanta, EUA. O estudo comprovou a queda do risco de vida para a metade em pacientes que receberam terapia de manutenção com MabThera em comparação com os que não receberam nenhum tratamento de manutenção, independente da sua terapia inicial.

O professor Marinus van Oers M.D. do Centro Médico Acadêmico da Universidade de Amsterdã e investigador chefe do estudo, conclusivo, declarou: "Nosso estudo confirma que a terapia de manutenção com MabThera é altamente benéfica para todos os pacientes, inclusive os que já receberam MabThera como parte de sua terapia inicial. Nestes últimos trinta anos nunca vimos uma melhoria tão impressionante na sobrevivência total e sem evolução para NHL indolente. A terapia de manutenção com MabThera pode se tornar o novo padrão de tratamento destes pacientes".

Com base nestes dados, a Roche submeterá junto às autoridades européias pedido de extensão da marca para terapia de manutenção com MabThera para pacientes que sofrem de linfoma indolente."Temos consciência de que estes resultados inauguram uma nova era na administração desta doença insidiosa", disse William M. Burns, diretor-geral da Divisão de Produtos Farmacêuticos na Roche. "O linfoma não-Hodgkin (NHL) é um dos tipos de câncer de mais rápido crescimento de incidência e por isso estamos atuando em estreita colaboração com as autoridades sanitárias para assegurar a disponibilidade de MabThera como terapia de manutenção o mais breve possível".

Sobre o estudo

No estudo da Organização Européia para Pesquisa e Tratamento de Câncer, 465 pacientes com NHL indolente reincidente e refratário foram selecionados aleatoriamente para receber quimioterapia a cada 3 semanas com CHOP (ciclofosfamida, doxorubicina, vincristina e prednisona) ou terapia de indução com MabThera e CHOP.

Os pacientes que responderam ao tratamento foram randomizados de novo para manutenção com MabThera ou somente observação (sem tratamento adicional). Aplicou-se a terapia de manutenção com MabThera como uma única infusão de 375mg/m2 a cada três meses durante um período de dois anos. As conclusões principais foram taxas de resposta e sobrevivência sem evolução para a fase de tratamento inicial e para a fase de manutenção do estudo, respectivamente. Realizou-se o estudo em 130 centros no Canadá, Austrália, Países Baixos, Reino Unido, Noruega, Eslovênia, Eslováquia, Bélgica, Hungria, África do Sul, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca, Egito, França, Suíça, Itália e Polônia.

Resultados da fase de indução

Os resultados da fase de indução do estudo revelaram que os pacientes que receberam MabThera e CHOP (R-CHOP) apresentaram índices de remissão completa significativamente superiores aos pacientes que receberam quimioterapia exclusivamente com CHOP (29% versus 16%). Adicionalmente, a quimioterapia com CHOP e MabThera aumentou muito a sobrevivência sem evolução em comparação com a aplicação exclusiva de quimioterapia com CHOP (sobrevivência mediana sem evolução de 33 meses versus 20 meses).

Sobre o linfoma não-Hodgkin (NHL)

O linfoma não-Hodgkin (NHL) afeta 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo. O NHL indolente, representando aproximadamente 45% dos pacientes com NHL, é um tipo de câncer no sistema linfático de desenvolvimento lento, embora grave. Considera-se como incurável atualmente. O NHL é um dos tipos de câncer de crescimento mais rápido de incidência com um aumento de 80% desde o início da década de 1970.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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Hemopa comemora oito anos de implantação do Redome no Pará

hemopa A entrega da parte física das obras do único Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) da Região Norte, ocorrida no último dia 20 de janeiro, marca as comemorações pelos oito anos de funcionamento, na Fundação Hemopa, do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

O BSCUP, que deverá ser totalmente inaugurado em março deste ano, aumentará as chances de pacientes encontrarem doadores compatíveis de medula óssea, com a disponibilidade de células tronco do cordão umbilical de bebês, recolhidas nas maternidades da Santa Casa de Misericórdia e no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Posteriormente, outras maternidades serão incluídas no programa.

De 2002 até hoje, o Hemopa já contribuiu com mais de 33 mil inscritos no Redome, que também conta com o apoio dos cinco BSCUP’s existentes no Brasil. Mais sete bancos serão implantados, incluindo o do Hemopa, que terá a capacidade de armazenamento de 3.600 amostras, uma média de 960 coletas de sangue de cordão umbilical/ano.

O BSCUP do Hemopa resulta do convênio firmado com a Fundação do Câncer, que coordena a implantação de BSCUP’s em todo o Brasil, e administra os recursos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No Pará, a obra representa um investimento superior a R$ 3 milhões, incluindo estrutura física, capacitação de profissionais, aquisição de equipamentos e tecnologia. O programa é do Ministério da Saúde, que criou a Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Brasilcord).

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que anualmente são realizados cerca de 1.800 transplantes de medula óssea no país. Destes, 1000 são autólogos (quando o material é retirado da medula do paciente), 650 transplantes aparentados e 150 não-aparentados. Hoje, 90% dos procedimentos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os transplantes de medula óssea são tratamentos indicados para pacientes com doenças como leucemia, linfomas e mielomas, que atacam a medula óssea e impedem a produção de sangue.

A diversidade genética do país é o maior entrave para encontrar doador compatível não aparentado, cujas chances variam de uma em 10 mil no Estado, uma em 100 mil no país, e uma em um milhão no mundo. Dentro da família as chances são melhores: oscilam entre 25% a 35%.

Para a secretária de saúde Sílvia Comaru, após a implantação do BSCUP no Pará o próximo desafio será a instalação do Centro de Transplante de Medula Óssea, que deverá funcionar no Hospital Ofir Loiola, cujo projeto já está pronto. "Isso vai qualificar o SUS e expandir a atuação da saúde pública no Pará", ressaltou.

A implantação de mais sete BSCUP’s nas cidades de Belém, Fortaleza (Ceará), Recife (Pernambuco), Brasília (Distrito Federal), Lagoa Santa (Minas Gerais), Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul) aumentará as chances de quem precisa encontrar doador compatível.

Exemplo de vida

O serviço do Redome salvou a vida de Vinícius Torres, 8 anos, que encontrou um doador compatível e não aparentado. O transplante, realizado no dia 27 de novembro do ano passado, foi um presente para toda a família. Segundo a mãe da criança, Michelle Torres, 29 anos, Vinícius lutava contra a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) há cinco anos. Como não ficou curado com o tratamento convencional, o transplante era sua única esperança.

Ele aguardou por um ano na lista de pacientes. "Foram nove meses de busca constante por um doador compatível", relembrou Michelle, acrescentando que após conseguir o doador, o desafio seguinte foi a busca por um leito, conseguido no INCA após quase dois meses. "Meu filho foi transplantado em novembro. No dia 21 de dezembro ele teve alta e agora faz acompanhamento intensivo, até completar 100 dias de pós-transplante", explicou.

Feliz com a recuperação do menino, Michelle não economiza agradecimentos e frisou que a doação de medula óssea significa "muito para quem sofre com a espera por dias melhores. O doador não salva apenas a vida de um paciente, mas de uma família inteira".
Condensado de texto original publicado no blog do Hemopa