sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

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Quem está na chuva deve se molhar?

essa
Falem-me da Renascença
E do Renascimento
Pesquisem na genética e no tabagismo
Na radiatividade, na nanotecnologia
E nos produtos químicos.
Busquem nos vírus e bactérias concorrentes.
Na antiangiologia
Falem-me palavras fáceis e vazias
Sobre Deus e o amor entre os homens
Que fariam Cristo corar com as heresias
Louvem na mídia os benefícios
Das frutas, ervas e legumes na dieta
E os exercícios físicos também.
Falem-me do Iluminismo
E do império do racionalismo
Da valorização do ser humano
Escrevam a laser na pedra ou no cristal
Sobre a evolução na cura
Do mal que já causaram
E capturem com as mãos o
Almoço selvagem no campo
Frutas (ou um pequeno mamífero)
Tudo muito natural
Mas é nas relações humanas
Onde predominam
O egoísmo e a rejeição
O desafeto e a tristeza infinita
O materialismo vazio e a insensibilidade
A maldade, pura e simples
A desinteligência e a desarmonia
A concorrência desleal e as humilhações
A sensação de impotência diante das injustiças
A solidão, o vazio e o medo
Tudo o que supera a capacidade
Anímica humana além do limite
Que se encontra a origem de todos os
Males do homem e da humanidade
Meu Deus!
Os Avatares precisam sair
Dos filmes de ficção.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

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A Dieta do Tipo Sanguíneo para a Prevenção e Tratamento do Câncer

A Dieta do Tipo Sanguíneo para a Prevenção e Tratamento do Câncer
Autor: Whitney, Catherine; D'adamo, Peter J.
Editora: Campus
Categoria: Medicina / Nutrição
O livro ensina como vencer a batalha contra o câncer com a Dieta do Tipo Sangüíneo. Mostra como as propriedades medicinais dos alimentos podem ajudar no combate ao câncer e suas complicações. Mostra ainda como os alimentos podem auxiliar o leitor na prevenção da doença e nos tratamentos, como a quimioterapia, radiação e cirurgia.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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Pesquisadores brasileiros descobrem que uma proteína encontrada na saliva do carrapato mata células cancerígenas.

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“A gente começou estudando a saliva de carrapato em busca de anticoagulantes”, explica Ana Marisa. “Como o carrapato é um hematófago, que suga sangue para viver, ele deve ter algo na saliva que impeça a coagulação – e era isso que estávamos buscando”, completa.

A equipe do Laboratório de Bioquímica do Instituto Butantan, em São Paulo, responsável pela descoberta foi coordenada pela Dra. Ana Marisa Chudzinski Tavassi. Mas, por incrível que pareça, encontrar um meio de eliminar tumores não era o foco inicial das pesquisas do grupo.

Como era de se imaginar, coletar a saliva de carrapato não é tarefa fácil. Depois de testes iniciais com a espécie Amblyomma cajennense, a pesquisadora decidiu fazer uma proteína recombinante a partir dos genes encontrados nas glândulas salivares do animal. “Baseado na literatura já conhecida, escolhemos uma sequência que poderia inibir um fator de coagulação”, diz.

Em outras palavras, Ana Marisa e sua equipe escolheram um gene e o reproduziram para que, em uma bactéria, ele passasse a expressar e proteína recombinante desejada. Ao estudar o que havia criado, eles não só constataram que a proteína realmente era capaz de inibir a coagulação, como descobriram referências de que ela interferia na proliferação celular.

O próximo passo foi testar essa proteína em células normais e células tumorais, e foi aí que as descobertas realmente surpreenderam os pesquisadores. “Nas células normais a proteína não induziu nada, em compensação, nas células tumorais, ela causou uma atividade tóxica que levava à morte”, diz a cientista.

Partindo para testes mais concretos, a equipe tratou camundongos com melanoma com a proteína desenvolvida. Após 42 dias, os tumores de pele foram completamente eliminados e as cobaias permaneceram sadias, vivendo normalmente no laboratório após o tratamento.

“Vimos que essa proteína tem um alvo celular: ela induz a célula a uma morte programada, pois tem uma série de sinalizações que inibem a transcrição para o núcleo”, explica Ana Marisa. Incapazes de se reproduzir ou realizar suas funções básicas, as células cancerígenas morrem.

Apesar das grandes implicações científicas, o estudo agora se encontra em um impasse. O que a equipe fez até agora se chama prova de conceito, e resume basicamente todos os testes possíveis realizados em laboratório.

No entanto, para descobrir se o tratamento funciona em humanos, é necessário passar por uma série de experimentações chamadas análises pré clinicas. “Aqui no Brasil, por uma questão histórica, a indústria farmacêutica não investem nesse tipo de tecnologia por um motivo simples: insegurança jurídica”, diz.

A pesquisadora explica que as descobertas feitas nas instituições públicas são amarradas por lei, o que torna difícil a relação entre público e privado no país. “Estamos trabalhando nisso há seis anos. Já teríamos tempo para dizer se essa técnica funciona ou não em humanos, pois há dinheiro e gente interessada. Não fizemos por conta da questão jurídica”, diz. 

“O Brasil teria que permitir, inicialmente, que alguém que tem dinheiro lá fora invista. Assim, não só a pesquisa seria beneficiada, como o país aprenderia para poder criar a tecnologia aqui”, conclui. 
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Uh-lá-lá! Voltar ao trabalho é voltar a trabalhar?

Claro! Mas as coisas não são assim tão evidentes. Em 25 anos de job eu nunca havia tirado uma licença, não que me lembre. Nem por uma semana. Nem sou viciado em trabalho. Mas tenho que me readaptar.

Fiquei desde agosto em uma órbita improdutiva, compulsória, esperando o próximo ciclo de químio e o tempo passar rápido para que eu pudesse retomar logo minha vidinha, aquela rotina que sempre achei medíocre, da qual eu reclamava tanto e que só comecei a valorizar depois que perdi.

Retornei segunda-feira ao trabalho. Cara, as pessoas (e seus olhos, claro) estão por todos os lugares! Elevador do prédio onde moro, recepção. Olhos nos carros que passam...

Reencontro de colegas, alguns amigos. Festa dos olhos interrogativos, curiosos, indiscretos, hesitantes. Simpáticos, negros, profundos, desdenhadores, frios, sorridentes. Os que encaram, penalizados, culpados, calorosos, pressurosos, piedosos. Os que se escondem indecisos. Surpresos, arregalados, brilhantes, úmidos, castanhos...
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Ah... Os olhos! Bem, é claro, tem todo o resto da anatomia humana... Mas os olhos, (puta merda!) os olhos são diferentes, têm vida própria, eles traem, avisam, apóiam, criticam, desprezam, fecham (simplesmente, às vezes prá sempre), indicam o caminho ou induzem ao erro por encantamento. Os melhores cúmplices que se pode ter!
“... desculpe-me a curiosidade, mas... só os da cabeça... caem...? – E eu, evitando os olhos - Ainda estou parece uma banana descascada, cai tudo, Chiquinha...

Entro na sala do escritório, ligo o PC e a loirinha no desktop continua me olhando nos olhos e dizendo, eternamente solícita, “I know how you must feel, Daniel...”, do seu balão de HQ. Parece até que tudo ficou parado no tempo, em suspensão, esperando por um novo ciclo de vida. Só parece, não se preocupem, eu sei... .
job

Diferente de voltar das férias,  aos poucos saio do estupor pós-inércia e tento reinicialisar o  cérebro, espiritualmente mais leve. Tomo um café. Sinto-me mais ligado. A vida tá aí. É como  sair de um transe.

Nunca antes pensei que perguntaria, mas, por gentileza, cadê a minha rotina?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

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Ginástica pode ajudar a combater efeitos do câncer.

exercícios físicos
Academias e centros de exercícios começaram a se esforçar por atender a pequena, mas crescente demanda de programas dirigidos a não só apressar a recuperação, mas combater a fadiga da quimioterapia, os inchaços dos linfedemas e a perda de tônus muscular.

Sempre houve pacientes de inclinações atléticas que se mantiveram ativos, e até mesmo competitivos, apesar do diagnóstico de câncer. 

Um exemplo notável recente é o de Eric Shanteau, um nadador da equipe olímpica norte-americana, que decidiu deixar de lado sua cirurgia de câncer testicular até depois de ter competido em Pequim.

Mas a maioria dos cerca de 10 milhões de pessoas que sobreviveram ao câncer nos Estados Unidos não são versões amadoras de Lance Armstrong. (http://meubloguezinhoLance Armstrong, o fenômeno)

Muitos, porém, se deixaram inspirar por celebridades como o ciclista, que eles vêem como modelos sobre como se recuperar dos efeitos muitas vezes debilitantes dos programas de tratamento de câncer.

Um novo programa da Associação Cristã de Moços, em parceria com a Fundação Lance Armstrong, oferece aulas de exercícios para pacientes de câncer em mais de uma dúzia de locais, em 10 Estados norte-americanos.

"Costumava existir esse entendimento de que, se você está sendo tratado, deve ficar na cama", disse Pam Whitehead, arquiteta que sobreviveu ao câncer uterino e criou o Triumph Fitness Program, em academias de Modesto e West Sacramento, na Califórnia.

Em alguns casos, os oncologistas estão prescrevendo exercícios, e gentilmente insistem junto aos pacientes para que estes realizem qualquer forma de atividade física que lhes pareça confortável: caminhadas, alongamento simples, exercícios com faixas elásticas.

"Comecei em 1992, e aquela era realmente uma época em que não muitos pacientes estavam se exercitando", disse a Dra. Alexandra Heerdt, cirurgiã especializada em câncer de mama no Sloan-Kettering que está conduzindo um programa-piloto que envolve exercícios.

"Caso um paciente me procurasse perguntando sobre exercícios, eu teria dito que não existiam informações disponíveis". Mas agora, ela afirma, "eles têm muitas escolhas".

Wendy Rahn, 46, professora associada de ciência política na Universidade deMinnesota, sabe bem disso. Depois de uma dupla mastectomia, seus ombros doíam tanto que ela muitas vezes andava encurvada de dor. Então, pesquisando sobre sua doença, descobriu um estudo sobre câncer e exercício físico, datado de 2005.

"Os efeitos benéficos eram enormes", ela afirmou. " Fiquei imaginando por que ninguém falava sobre isso”. Ela havia desistido de se exercitar uma década antes, mas o estudo a inspirou a retornar à academia.

"Comecei a me sentir muito melhor", ela disse. "E me ocorreu que, se estava me sentindo bem daquele jeito, então todo sobrevivente de câncer poderia sentir a mesma coisa".

Por isso, ela criou uma organização sem fins lucrativos chamada Survivors' Training, e em janeiro abriu uma academia de ginástica em White Bear Lake, Minnesota, na qual oferece ioga, exercícios com pesos, Pilates e Nia, uma técnica que combina dança e artes marciais. "Gosto de pensar no que faço como um grupo de apoio que se movimenta", ela disse.

Nos últimos oito anos, a escassez de pesquisas se transformou em um dilúvio de estudos. Entre eles está o patrocinado pelo Instituto Nacional do Câncer, em 2006, que considerava os efeitos de exercícios moderados sobre pacientes de cânceres de mama e próstata que estavam em radioterapia há seis semanas.

Os pacientes que faziam exercícios diariamente - caminhadas de distâncias cada vez mais longa e exercícios com faixas elásticas - apresentavam menos fadiga, mais força e melhor capacidade aeróbica do que aqueles que não se exercitavam. Essa constatação, e outras semelhantes, foram reproduzidas em diversos outros estudos.

Há também estudos segundo os quais exercícios moderados oferecem benefícios adicionais, como funções imunológicas reforçadas e menores índices de reincidência.

Os estudos do Dana-Farber apontaram que pacientes de câncer de cólon em estado pré-metastásico que realizavam exercícios em caráter rotineiro tinham índice de mortalidade 50% inferior durante o período de estudo do que seus colegas inativos, independentemente do grau de atividade apresentado por ambos os grupos antes do diagnóstico.

Condensado de The New York Times, edição de 18 de agosto de 2008.