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domingo, 6 de junho de 2010

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Paternidade tardia traz riscos às crianças.


Apesar dos riscos associados à paternidade tardia – válidos tantos para a mãe como para o pai –, a verdade é que ter um filho numa fase mais madura pode representar um renascimento, uma nova esperança numa fase da vida em que já são poucas as surpresas.

As crianças nascidas de homens mais velhos têm um risco maior de linfoma não-Hodgkin, segundo investigadores norte-americanos, avança o site UPI.com.

A investigação do City of Hope National Medical Center usou dados do estudo California Teachers, que monitoriza a saúde, o estilo de vida e a informação demográfica de cerca de 133.500 professoras e administradoras do sistema de reformas de escolas públicas da Califórnia. Os cientistas focaram-se em 110.999 mulheres, 819 com diagnóstico de doença maligna hematológica, ou cancro do sangue.

Risco 59% maior

O estudo, publicado online antes da versão impressa no dia 15 de Junho, no American Journal of Epidemiology, indica que as participantes do estudo, que nasceram de pais com 40 anos de idade e mais velhos, tiveram um risco 59% mais elevado de linfoma não-Hodgkin, em comparação com as mulheres nascidas de pais com 25 anos e mais jovens. Os filhos de pais mais velhos têm maior probabilidade de cancro da próstata e da mama na vida adulta, bem como alguns tipos de cancro do sangue durante a infância.

Além disso, homens que têm filhos mais tarde, têm filhos menos inteligentes. Pelo menos é isso que sugere um estudo australiano publicado pela revista científica PLoS (Public Library of Science Medicine). Por outro lado, bebês nascidos de mães mais velhas saíram-se melhor nos mesmos testes de inteligência voltados para a medição das habilidades de raciocínio. A explicação pode estar em mutações no esperma do pai ao longo dos anos.

"Um homem pode pensar ‘eu posso ter um bebê aos 50 ou 60 anos e viver o tempo suficiente para vê-lo na faculdade’", dizem os cientistas. "Mas pode haver outros riscos para o filho, e é preciso ter consciência desses riscos”, aconselham
UPI.com

domingo, 9 de maio de 2010

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Pesticidas são associados ao câncer de pele.


De acordo com novo estudo científico, trabalhadores que aplicam certos pesticidas em lavouras estão duas vezes mais propensos de contrair um melanoma, forma de câncer de pele fatal.
Os resultados somam a evidência que sugere que o uso freqüente de defensivos agrícolas pode aumentar o risco de melanoma. As taxas da doença triplicaram nos Estados Unidos nos últimos 30 anos, sendo a exposição ao sol a principal causa identificada.
Pesquisadores identificaram seis pesticidas que, com a exposição freqüente, duplica o risco de câncer de pele entre os fazendeiros e outros trabalhadores que aplicam essas químicas nas plantações.
Quatro das químicas – maneb, mancozeb, metil paration e carbaryl – são utilizadas nos Estados Unidos em diversas plantações, incluindo nozes, vegetais e frutas. Já o benomyl e o paration-etil foram voluntariamente cancelados pelos seus fabricantes em 2008.
“A maior parte da literatura sobre melanoma foca nos fatores individuais e exposição ao sol. Nossa pesquisa mostra uma associação entre diversos pesticidas e o melanoma, fornecendo evidências para a hipótese de que os pesticidas podem ser outra importante fonte de risco de melanoma”, conforme o relatório de epidemiologistas da University of Iowa, do National Institute of Environmental Health Sciences (Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental) e do National Cancer Institute.
As descobertas também podem ter implicações para os consumidores que utilizam pesticidas em suas casas ou jardins. Carbaryl, um dos pesticidas relacionados ao câncer de pele, é o ingrediente ativo no inseticida Sevin, que é amplamente utilizado por consumidores para eliminar pestes em jardins e gramados.

O estudo, publicado no mês passado pelo periódico Environmental Health Perspectives, examinou as taxas de câncer em 56.285 aplicadores nos estados de Iowa e Carolina do Norte como parte de um Estudo de Saúde Agrícola do governo federal, um grande estudo de longo prazo com aplicadores de pesticidas e seus cônjuges.
Os aplicadores de pesticidas foram questionados sobre a freqüência com que eram expostos a 50 tipos de pesticidas. Os pesquisadores então compararam suas taxas de câncer, descobrindo que aqueles que eram expostos a algumas dessas químicas tinham alto risco de melanoma cutâneo em comparação a seus colegas que lidavam com outros componentes químicos.
Um dos principais pontos fracos do estudo é que não há dados sobre a dosagem utilizada por esses trabalhadores. Em vez disso, os pesquisadores fizeram uma aproximação da quantidade de pesticida a que cada pessoa foi exposta, somando os dias de exposição e adicionando informações fornecidas pelos próprios aplicadores sobre como empregaram os componentes químicos e quais equipamentos de proteção utilizaram.
Os pesquisadores descobriram que mesmo que o melanoma não fosse frequente entre os trabalhadores estudados, a frequência era maior entre aqueles que eram mais expostos a vários dos pesticidas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

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Paciente de câncer morre nos EUA após cirurgia promissora.


A operação extraordinária, descrita em um artigo do “New York Times” em 15 de dezembro do ano passado, foi realizada pelo Dr. Tomoaki Kato, especialista em ressecção ex vivo – tirar órgãos e operá-los fora do corpo para eliminar tumores que não podem ser removidos de outra forma, depois costurar os órgãos de volta.

Nesse caso, o Dr. Kato teve de remover o fígado de Collison, depois reimplantá-lo. O tumor, um liposarcoma que pesava 4,5kg, tinha engolido outros órgãos importantes, e o Dr. Kato também tinha removido de forma permanente dois terços do estômago do paciente, assim como parte de seu pâncreas e intestino.

O paciente passou oito semanas no hospital. A conta, sem incluir os honorários dos cirurgiões e dos anestesistas, chegou a quase US$ 300 mil. Até agora, o seguro pagou US$ 156.477, segundo uma porta-voz do hospital.

Ele teve uma recuperação difícil, mas em fevereiro parecia estar melhorando. Collison foi para casa em Brookfield, Wisconsin, subúrbio de Milwaukee, esperando trabalhar em projetos em sua casa, viajar, voltar a trabalhar e ensinar seus netos a tocar trombeta, guitarra e piano.

Porém, sua mulher, Mary, disse em entrevista que ele só teve apenas algumas semanas boas depois de voltar para casa. Ele não conseguia digerir alimentos e estava cada vez mais fraco. Era um problema atrás do outro. Um abscesso se formou no fígado. Um sangramento no tórax comprimiu o coração e exigiu uma cirurgia de emergência. O fígado começou a não funcionar. Collison passou suas últimas semanas no hospital, ainda determinado a seguir vivendo, e só concordou em se submeter a cuidados paliativos bem no final da vida, quando ficou claro que já não havia mais esperanças, contou Mary Collison.

Não foi realizada autópsia. A causa exata de sua morte não está certa, nem se sabe se o câncer voltou a aparecer.

Dr. Kato, que estava no Japão, não conseguiu ser contactado para fazer comentários. O Dr. Jean C. Emond, diretor de transplantes, disse: “Todos nós ficamos muito tristes e chocados quando recebemos a notícia”. Ele afirmou que, em dezembro, se surpreendeu porque Collison tinha sobrevivido à cirurgia. No entanto, o Dr. Emond via Collison regularmente e começou a se sentir motivado por sua recuperação, embora ela ainda fosse dolorosamente lenta. Outros pacientes que se submeteram a longas operações ex vivo tiveram trajetórias difíceis, mas mesmo assim recuperaram a saúde, ele disse.

Ele contou que os médicos em Nova York deveriam ter tido um contato mais próximo com os que tratavam Collinson em Wisconsin. Mas acrescentou rapidamente que não há razão para crer que o resultado poderia ter sido diferente ou que os médicos de Wisconsin tenham feito algo errado.

Ele completou dizendo que a cirurgia ex vivo ainda está em estágio inicial, e que a equipe espera aperfeiçoá-la para ajudar pacientes como Collison. “Não somos o tipo de pessoa que para diante dos obstáculos”, disse o Dr. Emond.
© 2010 New York Times News Service