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quarta-feira, 8 de junho de 2011

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Câncer cervical: novos testes rastreiam a presença do HPV e antecipam o diagnóstico de câncer no colo do útero em vinte anos

Pela primeira vez desde o fim da década de 40, quando o Papanicolau entrou para a prática médica, surge uma tecnologia tão ou mais eficaz na prevenção ao câncer cervical, ou câncer de colo do útero. Todos os anos, 18.430 brasileiras recebem o diagnóstico da doença e 4.800 morrem em decorrência dela. Uma nova geração de testes tem conseguido reduzir a margem de erro para 1%. Por serem totalmente automatizados, eles praticamente eliminam o risco de erro humano e conseguem detectar a presença do HPV antes de qualquer modificação na arquitetura das células do colo do útero.

Transmitido principalmente nas relações sexuais, o HPV está associado a 99% dos casos de câncer de colo uterino. Além de indicarem a contaminação, os exames mais modernos são capazes de determinar o tipo de HPV responsável pela infecção (existem cerca de 140 deles) e, com isso, a probabilidade de a paciente vir a desenvolver o tumor maligno. Ao esquadrinharem o material genético do vírus, antecipam o diagnóstico da doença em vinte anos - o método tradicional só é capaz de identificá-la dez anos antes.

Desde 2009, o exame molecular automatizado do HPV já é usado no sistema público de saúde de vários países da Europa. Em alguns centros médicos da Inglaterra e da Holanda, ele substitui o Papanicolau como rotina para a detecção do câncer de colo do útero. Na Finlândia, a mulher pode escolher entre os dois tipos de exame. O primeiro teste a ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é fabricado pelo laboratório Roche e deve chegar ao mercado em maio. Por aqui, a nova tecnologia só estará disponível, a princípio, em clínicas particulares.

Seu custo nem é tão alto: 90 reais, o equivalente ao cobrado hoje pelo Papanicolau em laboratórios privados. Para os padrões do Sistema Único de Saúde (SUS), que paga 7 reais pelo exame tradicional, 90 reais representam uma fortuna. A expectativa é que, com a disseminação da técnica, seu preço caia para 10 reais, num processo semelhante ao ocorrido com o teste de HIV, que chegou ao país em 1996 pelo equivalente a 255 reais e hoje custa 20 reais.

De cada 100 mulheres submetidas ao Papanicolau, três apresentam alguma lesão celular. Essas pacientes passam então por uma colposcopia, que utiliza uma lente de aumento para localizar a região do colo do útero da qual deve ser retirado o material para biópsia. Em caso de câncer, a área doente é cauterizada ou removida cirurgicamente. Com os novos exames, a lógica de investigação é inversa. Primeiro, procura- se o vírus. O resultado positivo para os tipos mais perigosos de HPV, especialmente os de números 16 e 18 serve de alerta para o ginecologista.

"Na imensa maioria das vezes, o vírus é eliminado naturalmente pelo organismo feminino", diz o oncologista Glauco Baiocchi Neto, do Hospital A.C Camargo, em São Paulo. Se em um ano, o HPV ainda estiver presente, o especialista recorre ao Papanicolau para confirmar se as células uterinas foram ou não alteradas pela infecção. O Papanicolau, portanto, continua imprescindível para a manutenção da saúde feminina.

O exame antigo começou a ser desenvolvido na década de 20, pelo médico grego Georgios Papanikolaou. Pesquisador da Universidade de Cornell em Nova York, ele estudava a função do colo do útero no ciclo reprodutivo da mulher, quando notou que muitas pacientes apresentavam lesões nas células uterinas. Dez anos depois, Papanicolau associou aquelas alterações ao surgimento do câncer. A relação entre a doença e o HPV só viria a ser estabelecida na década de 70, pelo médico alemão Harald zur Hausen, que, em 2008, ganhou o Nobel de Medicina pela descoberta.

Até recentemente, a infecção pelo HPV era considerada um problema tipicamente feminino. Um artigo publicado em março na Revista Científica Lancet derrubou essa tese. Ao acompanhar 1.159 homens aparentemente sem nenhum problema de saúde, entre 18 e 70 anos, pesquisadores brasileiros, americanos e mexicanos constataram que 50% dos voluntários estavam contaminados pelo HPV - entre os pacientes masculinos, o risco é de câncer de pênis, um tumor raro.

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O SUS mobiliza todo o país para vacinar crianças contra paralisia infantil e sarampo.
A campanha contra o pólio será em duas etapas, dias 18 de junho e 13 de agosto. Contra o sarampo, municípios de oito estados vão vacinar crianças em 18 de junho e os demais, em 13 de agosto.

Veja todos os detalhes aqui.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

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EUA aprovam vacina terapêutica contra câncer de próstata.


A vacina Provenge, da Dendreon Corp., prepara o sistema imunológico para lutar contra os tumores. O remédio é chamado de "vacina", embora trate a doença em vez de preveni-la. Os médicos vêm tentando desenvolver esse tipo de terapia há décadas e a Provenge é a primeira a conseguir a aprovação da agência que regula alimentos e remédios no país, o FDA.
O primeiro tratamento contra o câncer de próstata que usa o sistema imunológico para combater a doença recebeu hoje aprovação do governo norte-americano, oferecendo uma importante alternativa para tratamentos mais intensivos como a quimioterapia.

"A grande notícia é que é o primeiro tratamento de imunoterapia a conseguir aprovação, e eu acho que dentro de cinco a dez anos imunoterapias serão uma grande parte do tratamento contra o câncer", disse o doutor Phil Kantoff, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber, que ajudou a realizar os estudos para a Provenge.

Vacinas experimentais para tratar outros tipos de câncer - incluindo o câncer de pele. melanoma e o neuroblastoma, que atinge crianças - já estão no último estágio de desenvolvimento.

Atualmente, os médicos tratam câncer com a remoção cirúrgica dos tumores, com quimioterapia ou com radiação. A Provenge oferece uma quarta opção, ao fazer com que o próprio mecanismo de defesa do corpo aja contra a doença. A droga será usada para tratar câncer de próstata que se espalhou por outras partes do corpo e que não responde à terapia hormonal.

Especialistas médicos saudaram a aprovação como um marco importante, mas destacaram que o remédio será um acréscimo às práticas atuais, não uma substituição. "Este é apenas um passo num novo caminho para tratar os pacientes", afirmou o doutor Simon Hall, chefe de urologia do Hospital Mt. Sinai. "Temos de fazê-los entender que esta não é a cura, que é muito variável."

Estudos da empresa mostraram que a administração da Provenge acrescenta quatro meses de vida a homens com estágio avançado de câncer de próstata. Isso pode parecer pouco, mais é mais do que os três meses conquistados pelo Taxotere, o único quimioterápico aprovado para homens nesta situação. Os médicos esperam que o benefício seja ainda maior se o medicamento for ministrado quando a doença estiver menos avançada.
Agencia Estado
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Iniciativa da Universidade Guarulhos oferece exames e orientações gratuitas.

A Clínica de Enfermagem da Universidade Guarulhos (UnG) continua com as inscrições abertas para atendimentos e orientações gratuitas sobre o câncer do colo do útero. As ações fazem parte da Campanha da Instituição sobre o tema.

As interessadas em participar da iniciativa devem fazer agendamento prévio através do telefone (11) 2464-1188. O atendimento é gratuito e acontece nos períodos da manhã, tarde e noite. Não é necessário ter pedido médico ou mesmo encaminhamento de outro serviço. Entretanto, é imprescindível seguir as seguintes recomendações para o exame de papanicolaou:

• não pode estar menstruada. Preferencialmente aguardar o 5.° dia após o término da menstruação;
• não poderá usar creme vaginal nem se submeter a exames intravaginais (ultrassonografia) nos dias que antecedem ao exame;
• estar em abstinência sexual de 48 horas.

A detecção da doença em fase precoce aumenta as chances de cura e sobrevivência da paciente. Segundo o INCA, o exame de papanicolaou, quando feito com freqüência, pode reduzir em até 80% a mortalidade, especialmente em mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos. 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

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Estudo liga atividade sexual a câncer de próstata

prostata Um novo estudo inglês sugere que homens que têm uma vida sexual intensa entre os 20 e 40 anos de idade têm mais chances de desenvolver câncer de próstata.

Os pesquisadores da Universidade de Nottingham observaram 840 homens - um grupo de 431 diagnosticados com câncer de próstata e 409 saudáveis.

Os voluntários responderam questionários sobre a frequência das relações sexuais e da masturbação, o número de parceiras e a saúde sexual.

De acordo com os resultados, publicados na edição de 21 de março da revista científica British Journal of Urology, 40% dos homens com câncer costumavam fazer sexo mais de 20 vezes por mês entre os 20 e 40 anos, comparados com 32% entre o grupo dos homens saudáveis.

Os homens diagnosticados com câncer de próstata também se masturbavam mais (34%) do que os saudáveis (24%) nesta faixa etária. A pesquisa indica ainda que o grupo dos homens diagnosticados com câncer registrou mais casos de doenças sexualmente transmissíveis.

"Descobrimos uma associação entre o câncer de próstata e atividade sexual e masturbação nos homens entre 20 e 40 anos", afirmou Polyxeni Dimitropoulou, principal autor do estudo. "Não há, no entanto, nenhuma relação entre a atividade sexual e o câncer em homens acima dos 40 anos", acrescentou o pesquisador.

Segundo os pesquisadores, é possível que o alto nível de hormônios seja responsável por um aumento na atividade sexual entre os 20 e 40 anos e também pelo desenvolvimento do câncer de próstata em idades mais avançadas.

"Os hormônios parecem ter um papel importante no desenvolvimento do câncer de próstata, e é muito comum fazer tratamentos para reduzir o nível de hormônios que estimulam as células cancerígenas", disse Dimitropoulou.

"Da mesma forma, o apetite sexual dos homens também é regulado pelos níveis de hormônio - portanto, o estudo examinou a teoria de que a vontade sexual afeta o risco de câncer de próstata", completou o pesquisador.

"O papel da atividade sexual vem ganhando cada vez mais atenção na pesquisa sobre o câncer de próstata", disse Neale. "Infelizmente, esse estudo oferece poucos conselhos práticos para homens que querem reduzir o risco da doença."
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Sexualidade precoce estaria relacionada com câncer do colo do útero.
A IMAGEM DO CASAL NAMORANDO NO BANCO Uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrou que existe relação entre altos índices de câncer do colo do útero e iniciação sexual precoce.

O objetivo da pesquisa, feita com 20 mil mulheres, era entender por que as mais pobres correm maior risco de desenvolver esse tipo de câncer. Os especialistas constataram que as menos favorecidas tendem a iniciar a vida sexual em média quatro anos antes do que as de classes sociais mais elevadas.

Por conta disso, elas entrariam em contato mais cedo com o vírus que leva ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, dando ao vírus mais tempo para produzir a longa cadeia de eventos que, anos mais tarde, levaria à doença. Anteriormente, acreditava-se que a disparidade era resultado de baixos índices de controle preventivo em regiões mais pobres. O estudo, feito pela International Agency for Research on Cancer, parte da OMS, foi publicado na revista científica British Journal of Cancer.

O levantamento indicou que exames preventivos, como o Papa Nicolau, exercem um certo efeito sobre o nível de risco. Já o número de parceiros sexuais e o hábito de fumar não pareceram interferir nos resultados.

Segundo a responsável pela pesquisa, Silvia Franceschi, os resultados não se aplicam apenas a jovens adolescentes. Por exemplo, o risco de desenvolver câncer do colo do útero também é maior em mulheres que tiveram a primeira relação sexual aos 20 em vez dos 25 anos. “No nosso estudo, mulheres mais pobres se tornaram sexualmente ativas em média quatro anos antes. Então, elas também podem ter sido infectadas pelo HPV mais cedo, dando ao vírus mais tempo para realizar a longa sequência de eventos que são necessários para o desenvolvimento do câncer”, explicou.

“Os resultados parecem reforçar a necessidade de vacinação contra o HPV em escolas, antes que (as meninas) comecem a ter relações sexuais, especialmente entre meninas de áreas mais pobres”, concluiu Lesley.
Com informações da BBC Brasil