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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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Dez vencedoras famosas do cancer de mama

Por que eu? Essa com certeza foi a pergunta crucial que cada uma delas se fez quando de seu diagnóstico. Eu também me fiz, logo no início. Espero que o rosto, a história, a luta, as palavras destas 10 mulheres tomadas entre milhares de pacientes de câncer de mama espalhadas pelo mundo sirvam para mostrar que ninguém, regido pelas leis cósmicas naturais tem o privilégio de estar a salvo das mazelas desse mundo material, e que força interior e superação pessoal são as grandes armas de batalha nessa luta.
Essas são todas mulheres de sucesso, celebridades e sobreviventes do câncer de mama. Hoje são ícones da conscientização, do incentivo e da pesquisa, do apoio e do tratamento. Dez fontes de inspiração de luta e de resistência contra o câncer, mulheres que viveram esse drama pessoal e que o superaram, cada uma a sua maneira, e que retomaram o curso de suas vidas.
1. Suzanne Somers
Três anos após seu diagnóstico, em 2000, a atriz esteve no ‘Larry King Live” (espécie de Jô Soares dos states) para falar sobre sua experiência com a doença. “Hoje eu vejo todo mundo de forma diferente. Eu olho para cada criança de forma diferente. Eu olho para cada flor diferente”, disse Somers. "Eu sou grata por cada dia. ... Uma vez que você teve (câncer), valoriza muito mais tudo.”
2. Christina Applegate
Para a atriz, diagnosticada com câncer de mama em julho de 2008 ,houve apenas uma maneira eficaz de lidar com seu medo do tratamento contra a doença: “ponham tudo para fora. Às vezes eu chorava, às vezes eu gritava. E ficava realmente irritada se me pegava chafurdando na auto-piedade, não me permitia. E acho que isso faz parte da cura.”
3. Maura Tierney
Muito conhecida por interpretar por quase 10 anos a personagem Abby Lockhart no seriado americano ER e na comédia NewsRadio, transmitidas pelo canal Sony. Também atuou ao lado de Ben Affleck e Sandra Bullock no filme Forças do Destino. Confirmou em Julho de 2009 que tinha um tumor na mama e que a cirurgia seria necessária. Os médicos continuam confiantes que o resultado de seu tratamento será positivo.
4. Carly Simon
A cantora e compositora ícone dos anos 70, que foi casada com o cantor James Taylor, com quem teve dois filhos, teve seu diagnóstico de câncer de mama em 1997, o que deu a vida dela um ponto focal. “Eu me sinto mais forte e mais vital do que nunca”, disse em entrevista. “Quando você tem realmente uma batalha, é melhor do que quando você não tem porquê lutar.”
5. Jaclyn Smith
Diagnosticada em 2002, a atriz, que fez muito sucesso na década de 70 ao lado de Kate Jackson e de Farrah Fawcett na série de TV “As Panteras”, dá este conselho para quem enfrenta o câncer de mama: “Não fique sozinha. Eu acredito que a família e os amigos podem fazer uma diferença profunda durante o tratamento.”
6. Hoda Kotb
A melhor maneira para a apresentadora de TV, diagnosticada em 2007, de lidar com a doença foi a de não lidar com ela. “Às vezes, quando as coisas são muito grandes e eu não posso controlar, faço uma espécie de check-out. É tudo uma questão de auto-preservação pra mim. Eu não poderia ler livros sobre o câncer, nem pesquisar no Google. Seria como se estivessem me explicando como saltar de um avião. Eu não queria saber como. Eu só queria saltar.”
7. Olivia Newton-John
 
Logo após seu diagnóstico, em 1992, ela abriu o jogo com amigos e familiares. Ficou famosa ao estrelar o filme que adaptava o musical da Broadway, “Grease, nos Tempos da Brilhantina”, em 1978, ao lado de John Travolta. Estrelou também o musical “Xanadu”, tendo como parceiro Gene Kelly, o lendário astro do gênero.
8.Kylie Minogue
Os médicos inicialmente se equivocaram no diagnostico de seu câncer de mama. A cantora pop australiana teve sua condição finalmente identificada corretamente em 2005. Passou por uma cirurgia para remover o nódulo, seguida de quimioterapia. Aos 40 anos de idade está atualmente em remissão. “É incrível como as pessoas são afetadas pelo câncer e é definitivamente algo que permanece com você. Hoje, depois de tudo, eu me sinto muito feliz.”
9. Sheryl Crow
Após seu diagnóstico, em 2006, uma das minhas cantoras preferidas de country-rock e ex-namorada do super ciclista Lance Armstrong, cercou-se do que ela descreveu como 'positividade edificante das pessoas'. “Eu acho que o incentivo sempre será importante para se percorrer um longo caminho”.
10. Peggy Fleming
O poder do pensamento positivo ajudou a campeã de patinação no gelo a ganhar sua batalha contra o câncer de mama, depois que foi diagnosticada em 1998. "Eu me lembro do lado escuro, mas eu tento não pensar nele".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

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Câncer: Sentença ou Renovação?

eliane_furtado Todos nós vencemos todos os dias. Já parou para pensar nisso? Vencemos problemas cotidianos, superamos nossas frustrações, encaramos o inimaginável. Não nos damos conta, na maioria das vezes, de como somos capazes.

Mas, há também os que não têm chance alguma. Não têm opção de vencer. Morrem em acidentes de carro, são vítimas de covardia e crueldades ou vítimas de diagnósticos errados e tardios. E assim têm a vida interrompida abruptamente pelo imprevisto, pelo inesperado. Sem nenhuma chance. Câncer: sentença ou renovação? Fala dos que ganham uma nova oportunidade de viver e não desperdiçam.

Agarra-se a esta única chance e persistem. Nesta obra, Eliane Furtado compartilha com os leitores sua trajetória de esperanças e angústias desde que recebeu a notícia de um diagnóstico arrebatador: neoplasia maligna no ceco e metástase no fígado. Entre cirurgias e tratamentos, Eliane começou a se dedicar ao registro, em forma de crônicas, de todo turbilhão de sentimentos em que mergulhou a partir deste encontro com o inesperado.

Longe de um discurso piegas, que qualquer doença crônica pode inspirar, ou da construção de uma heroína arrogante, a jornalista esclarece o que é a doença, fala sobre a decisão de enfrentá-la, de sua opção pela vida e sobre a cumplicidade com os profissionais, divide as sensações e fantasias despertadas com o tratamento, evidencia como reencontrar a fé e explora as relações humanas diante do trágico.

Com o apoio de sua equipe médica – composta pelo clínico e cardiologista Flávio Cure Palheiro, o cirurgião Eduardo Linhares e pelo oncologista Daniel Herchenhorn – e com o incentivo de sua psicoterapeuta Maria Teresa Lago, Eliane se lança em mais uma jornada. Decidiu expor sua experiência a fim de inspirar pacientes e familiares que passam por situações similares e talvez até ajudá-los a descartar a opção da Sentença e escolher o caminho da Renovação, da vida e da saúde que todos desejamos.
Nome: Câncer: Sentença ou Renovação?
Autor: Eliana Furtado
Editora: Hama Editora
Sinopse: Oncoguia

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Estou saindo para o Hemoam. Último ciclo de químio. Maior expectativa. Seis meses já se passaram desde o início disso tudo. Vamos a luta.

domingo, 20 de dezembro de 2009

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A Força da VIDA



Sim, felizmente existem pessoas que, como José Alencar e o blogueiro Nelson Sonntag conseguem aparentemente suportar todos, ou pelo menos a maioria dos problemas do dia-a-dia e adversidades sem reclamar, serenas, sempre com um sorriso característico nos lábios. Elas são realmente admiráveis e exemplares para todos nós.  
E não se trata apenas de conformismo. Não. Essas pessoas têm algo de superior dentro de si, algo que as impulsiona a lutar e, se for preciso, até em campos situados além dos limites do racional, do factível e do humano contra as fatalidades, os infortúnios, contra os prognósticos mais realistas e virtualmente incontornáveis da chamada ciência positivista. Algo, talvez,  como o que se convencionou chamar de FÉ

Eu, de meu lado, sempre fui um inconformista. Mais por princípios que por convicções adquiridas. Tenho me debatido anonimamente, intransigentemente, levando aos limites extremos do que a sociedade convencionou considerar como dentro do razoável as minhas batalhas quixotescas pessoais - as de foro íntimo e as da coletividade humana. Tenho lutado contra o que considero afrontoso ao mínimo necessário à dignidade humana, contra a exploração do homem pelo homem e contra a interferência exagerada do Estado autoritário sobre as liberdades individuais. Contra o superimposto, mas também contra o dado por consumado e acabado, sobretudo no que se refere ao que possa interferir no que considero como o “meu controle pessoal e intransferível sobre o curso natural da minha vida”, meus sonhos e projetos mediatos e imediatos. E também contra aqueles convencionalismos sociais consagrados pelo uso e que considero idiotas e sem fundamento na dinâmica da vida ou na lógica mais elementar.
E não tenho dúvidas, amigos, por mais que me esforce na temperança, jamais poderei ser citado - com este meu humor oscilante - como exemplo de estoicismo, de fortaleza de ânimo, de austeridade impassível, imperturbável, sorridente, de luta travada do jeito que Alencar e Sonntag o fazem. Desculpem, mas acho que sou demasiadamente humano, egoísta e consciente da minha mortalidade para conseguir esse nível de sublimação, de renúncia moral, de estabilidade emocional. De nobreza de espírito. Provavelmente meus defeitos superem em número minhas virtudes.

Para mim não foi nada fácil acordar num dia qualquer do já longínquo mês de agosto e descobrir perplexo, nauseado, estarrecido, que já não era mais um ser humano e, sim, que me havia absurdamente transformado em algo como um inseto frágil e repulsivo.. Numa barata, mais precisamente, como acontece com Gregor Sansa, o caixeiro-viajante, no romance A Metamorfose, de Franz Kafka. Só que, comigo, a metamorfose não seria na forma. Iria além e se manifestaria no âmbito das minhas necessidades físicas essenciais, minhas emoções, meus sentimentos e, como um terremoto, embaralharia tudo o que eu começara laboriosamente desde o despertar da consciência a edificar como minha – precária, mas essencial – concepção, visão de mundo, minha sustentação religiosa, filosófica, ética, dialética e conceitual.
Confesso que me tenho deixado dominar às vezes pela síndrome da barata, pelo desânimo e pela revolta, chegando ao ponto de ser até grosseiro e mal-educado nestes momentos, como aconteceu na sexta-feira passada. É quando me sinto vulnerável, vagueando solitário no vale das sombras e me rebelo diante do fatalismo das realidades consumadas, contra o estar doente, a falta de liberdade, contra todas as limitações que tenho hoje para simplesmente sair de casa, trabalhar, andar de moto, tomar sol, ir às compras em qualquer lugar e sem preocupações com infecções, oportunistas ou não. Viver, enfim, a vida inocente que eu antes não valorizava muito, mas que agora gostaria de ter de volta.
Na obra A Força da Vida, do lendário desenhista Will Eisner, o personagem central Jacob Shtarkam, após ver ruírem todos os alicerces de sua vida e de seus sonhos, tentando manter-se vivo dentro de uma crise existencial, cruza com uma barata em seu caminho e pergunta-se qual seria a diferença entre um homem e um inseto como aquele. E conclui que, para uma barata, o viver já é o bastante. Mas para ele, além de viver, seria necessário também se perguntar por quê.

Tenho certeza que não teria dificuldade para responder a esta pergunta. 
Baixe aqui
A Força da Vida  e 
A Metamorfose
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Ontem, sábado, fomos almoçar na casa do João e da Preta. Tudo perfeito, como sempre. O papo, a música, as bebidas e as matrinchãs grelhadas ao molho vinagrete e a fraldinha também grelhada, com farofa que foram servidas no almoço.
Já não estava me sentindo muito bem quando voltei para casa. Os sintomas eram os mesmos que me levaram à “urgência” do Hemoam terça-feira passada. Febre, dor no peito, secreção, dor na garganta e nos gânglios em volta do pescoço, cansaço e mal-estar geral.
Como acordei pior hoje de manhã, resolvemos estrear o novo plano de saúde – Geap-Saúde, cujo período de carência já foi cumprido há mais de um mês. Fomos até a clínica Sto Alberto, na Cachoeirinha. Exame clínico, hemograma, nada de anormal. Mas me receitaram um antibiótico, Azitromicina, com posologia de 24 horas, tomei o 1º às 16:30 e agora, ãs 21:45 já estou me sentindo bem melhor. As coisas funcionam bem as vezes. :=]