sexta-feira, 17 de setembro de 2010

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Horário da propaganda eleitoral política enganosa

Para não ficar totalmente alheio ao período eleitoral que ora avassala culturalmente o País e dar ensejo a ser assim tachado – injustamente, é claro! - de alienado político, e considerando, ainda, que uma imagem vale bem mais que mil palavras, posto esta charge do bravo cartunista Fernando Gonsales que tão bem expressa, não sem alguma solenidade, os sentimentos e a ...digamos...postura do pessoal aqui da casa em relação ao quadro geral:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

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Ensaios clínicos oncológicos

As pesquisas científicas se multiplicam e se diversificam em todo o mundo com grande rapidez na última década. Muita informação é encontrada diariamente em todos os tipos de midia sobre os avanços na pesquisa de novas drogas e terapias contra o câncer. Vários artigos apresentam informações sobre cura de doenças como leucemia, linfoma, mielodisplasia e mieloma múltiplo. Há também muito interesse sobre pesquisas com células-tronco e sua utilidade nesses tipos de câncer.
Um ensaio clínico é um dos estágios finais de um longo e cuidadoso processo de investigação do câncer. Para receber a aprovação e o registro dos órgãos reguladores oficiais como a ANVISA, no Brasil, e a FDA, nos EUA, estudos são feitos com pacientes para descobrir se abordagens potencialmente promissoras para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença são seguros e eficazes. O médico pode recomendar um ensaio clínico para um paciente em algum momento de seu tratamento.
Para os pacientes, muitas vezes é difícil compreender e acompanhar todos esses passos, bem como se um certo  ensaio clínico pode ser de fato indicado para seu tipo de câncer.
Para viabilizar o acesso às informações, no fim deste post coloquei os links das principais entidades de pesquisa no mundo, para que pacientes, terapeutas e familiares possam ter acesso às pesquisas realizadas nas doenças onco-hematológicas. Caso tenha alguma dúvida, converse com o médico responsável pelo seu tratamento.
Como são realizados os ensaios clínicos?
A maior parte dos ensaios é patrocinada por agências oficiais de incentivo à pesquisa e por indústrias farmacêuticas. Com freqüência, o mesmo ensaio é oferecido em vários centros de tratamento de câncer, de maneira que os pacientes possam participar da mesma pesquisa em diferentes locais no Brasil ou em conjunto com outros países.
Fase I: Visa fundamentalmente reconhecer a toxicidade de uma nova droga e como ela deve ser administrada (via oral, injetada no sangue, ou injetada no músculo), quantas vezes, e qual a dose segura. Geralmente se registra apenas um pequeno número de pacientes, às vezes tão poucos como uma dúzia. Os efeitos benéficos que dele possam advir são mais do que bem-vindos, mas o que se deseja, fundamentalmente, é reconhecer sua toxicidade.
Fase II: Avalia-se a resposta do tratamento para um determinado tumor, no qual estudos fase I tenham sugerido alguma utilidade, em um grupo de pacientes. Assim, verifica-se a porcentagem de êxito do novo tratamento contra uma forma específica de câncer.
Fase III: Os médicos comparam a eficiência de êxito do novo tratamento com o que era utilizado anteriormente. Procura-se, dessa forma, definir qual o melhor tratamento a ser empregado em primeira instância. Muitas vezes se inscreve grande número de pessoas e podem ser realizadas nos escritórios de muitos médicos, clínicas e centros de câncer em todo o mundo.
Além disso, após a aprovação da droga e durante a sua comercialização o fabricante pode estudá-la mais em um ensaio de fase IV. O objetivo dos ensaios desta fase são avaliar os efeitos colaterais, riscos e benefícios de um medicamento durante um longo período de tempo e em um número maior de pessoas do que em ensaios clínicos de fase III. Milhares de pessoas estão envolvidas em um estudo de fase IV. 

Como proteger os participantes dos ensaios clínicos?
Existem possíveis riscos em qualquer ensaio clínico, sendo importante saber que eles somente são recomendados para seres humanos após exaustivos testes em animais para comprovar sua segurança. Antes de se iniciar um ensaio clínico, uma Junta Institucional de Revisão em cada local em que se fará o estudo deve revisar e aprovar o plano de tratamento. Essa junta é formada por profissionais qualificados em saúde, que não tenham nenhuma relação com o laboratório que desenvolveu a droga em estudo.
Quais as regras?
- Primeiro o paciente faz seu consentimento formalmente, após ter sido cuidadosamente informado de todos os aspectos relativos ao ensaio e todas as suas dúvidas devidamente esclarecidas.
- Durante todo o ensaio, os pacientes são vigiados minuciosamente em relação à resposta ao tratamento e à toxicidade. Efeitos adversos ou reconhecida ineficiência serão imediatamente informados, para que a devida substituição do esquema seja feita. Da mesma forma, os pacientes podem, em qualquer momento, abandonar o programa em estudo se o desejarem, sem que isso signifique qualquer prejuízo a seus cuidados.
- Um grupo de profissionais médicos revisa continuamente o ensaio para garantir que os pacientes sejam tratados com imparcialidade e segurança.
 

Como decidir se o ensaio clínico está indicado para o paciente?
Primeiramente, o paciente deve conversar com seu médico sobre isso. O paciente poderá estar acompanhado por uma pessoa que esteja familiarizada com seu estado de saúde, e esta pessoa poderá ajudá-lo a decidir se esse ensaio clínico é uma boa opção ou não. É importante e necessário que o paciente esteja informado sobre:
- As possibilidades, riscos e benefícios do ensaio, especialmente sobre qualquer potencial efeito colateral.
- Qual a diferença do tratamento que será estudado e o tratamento ao qual está sendo submetido para seu tipo de câncer.
- O tipo e a freqüência de todos os exames que serão feitos antes, durante e após o ensaio, duração, local e a forma como ele afetará sua rotina diária.

domingo, 12 de setembro de 2010

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Pacientes de câncer que pesquisam têm acesso a melhor tratamento

Pacientes de câncer que investigam por conta própria suas opções de tratamento têm três vezes mais chances de se atualizar - e mesmo ter acesso às mais novas drogas e terapias disponíveis - que aqueles que não se dedicam a pesquisas que levem a uma melhor compreensão sobre a sua condição, de acordo com um estudo efetivado pela Dana-Farber Cancer Institute, com a participação de 633 pessoas com tumores colorretais.
Pacientes que procuram informação pela Internet, jornais e revistas têm mais possibilidade, por exemplo, de já terem ouvido falar de “terapias-alvo”, “anticorpos monoclonais” e de drogas modernas como “Rituximab”, vendido como Mabthera, "cetuximab”, vendido como Erbitux, e “bevacizumab”, vendido como Avastin. Mas, dentre estes pacientes, aqueles que buscam uma segunda opinião médica como parte de suas pesquisas são os que mais provavelmente poderão se beneficiar pela prescrição destas drogas e terapias, diz o estudo conduzido em Boston e publicado recentemente.
Mas, como sempre, existem outros aspectos a serem considerados. A FDA, agência que controla a utilização dos fármacos nos EUA, aprovou o uso do Erbitux e do Avastin, em 2004, apenas para os casos de doença avançada, que se tenha espalhado. Estas drogas não curam o câncer, mas controlam o crescimento do tumor, aumentando assim a sobrevida. Uma a cada quatro pessoas que tomam estas drogas nos EUA estão com o câncer em estágio inicial, um uso não aprovado. Os autores apontam que o consumo de drogas off-label é comum no tratamento do câncer no mundo todo.
Os pacientes que procuram novas drogas contra o câncer podem se beneficiar, dizem os autores, mas também podem sofrer os efeitos secundários e colaterais. O Avastin aumenta o risco de derrames, ataques cardíacos e coágulos sanguíneos sérios (vide post anterior). O Erbitux pode causar erupções cutâneas desfigurantes.
A pesquisadora Lisa Schwartz, da Dartmouth Medical School, que não esteve envolvida no estudo, diz que as coberturas de seguro saúde também podem ter afetado a decisão e o acesso dos pacientes que recebem terapias-alvo, as quais custam milhares de dólares por mês.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

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Progressos na previsão de coágulos de sangue (TEV) em pacientes com câncer

Doentes de câncer têm um risco elevado de serem acometidos de tromboembolismo venoso, devido a uma maior predisposição para a coagulação do sangue hiperativo. O TEV desenvolve-se em até 20 por cento dos pacientes com câncer e é uma das principais causas de morte nessa população. Pacientes com doenças hematológicas malignas (câncer no sangue), particularmente aqueles com linfoma e mieloma múltiplo, têm índices relativamente altos de TEV.
Em estudo desenvolvido pela Sociedade Americana de Hematologia, cujos resultados foram publicados ontem em seu jornal, foi desenvolvido um modelo para prever as chances de um paciente desenvolver coágulos de sangue. Os Resultados deste estudo constataram que 7,2 por cento dos casos de linfoma e 7,4 por cento da população total do estudo desenvolveram TEV, em comparação com uma estimativa de taxa de incidência na população geral de 0,001 por cento.
Como este risco não é igual em todos os pacientes com câncer e a utilização indiscriminada de anticoagulantes resulta em um risco maior de complicações hemorrágicas, a classificação dos pacientes de câncer de acordo com o risco de TEV é de suma importância, segundo Ingrid Pabinger, MD, professora da Universidade de Medicina de Viena e principal autora do estudo. Pacientes de alto risco de TEV podem se beneficiar da trombo profilaxia de rotina, tratamento preventivo contra a coagulação do sangue, enquanto que os pacientes de baixo risco têm tendência elevada a apresentar episódios de sangramento e não podem ser os melhores candidatos para o tratamento de anticoagulação de rotina.
Neste estudo, os pesquisadores examinaram 819 pacientes com câncer, matriculados no Instituto do Câncer de Viena, entre outubro de 2003 e dezembro de 2008. Os tipos de câncer foram: cérebro, mama, pulmão, estômago, colo-retal, pâncreas, rins, próstata e doenças hematológicas malignas, como mielomas e linfomas. Este novo modelo pode ajudar os médicos a adequar a terapia anticoagulante e melhorar a prevenção de coagulação do sangue, que irá maximizar o benefício clínico e a relação custo-eficácia da prevenção da doença, além de minimizar o risco de complicações hemorrágicas.
Traduzido e condensado de: http://www.sciencedaily.com
Cogumelo alucinógeno pode diminuir ansiedade em pacientes com câncer avançado.
Pesquisadores americanos da Universidade da Califórnia provaram que uma substância encontrada em cogumelos alucinógenos é capaz de melhorar o nível de humor e reduzir a ansiedade de pacientes que sofrem de câncer avançado. Eles acompanharam doze pacientes com idades entre 36 e 58 anos. Todos tinham câncer em estágio avançado e alguns distúrbios psiquiátricos, como ansiedade. Eles foram testados em duas situações: em uma, receberam placebo (produto com uma substância “de mentira”, sem efeito), e, na outra, receberam uma dose moderada de psilocibina.
A pesquisa foi realizada com 12 pessoas com câncer em estágio avançado. Os voluntários receberam uma dose de psilocibina ou a vitamina niacina como placebo. Várias semanas depois, receberam outro tratamento.
A taxa cardíaca, a pressão arterial e a temperatura dos voluntários foram monitoradas ao longo de cada tratamento. Os investigadores também verificaram os níveis de depressão, ansiedade e humor em cada um deles.
Os resultados foram animadores. Os voluntários afirmaram sentirem-se menos deprimidos e ansiosos duas semanas após terem recebido a psilocibina, mas não duas semanas depois de tomar a niacina. Seis meses depois, o nível de depressão foi significativamente menor em todos os voluntários.
Porém, ainda não se conhecem possíveis efeitos adversos do cogumelo. Alguns voluntários relataram estados de consciência ligeiramente alterados após receber a psilocibina, mas os pesquisadores não notaram efeitos adversos fisiológicos.
Inclusive, os cientistas sugerem que em doses mais altas os efeitos benéficos da psilocibina podem se tornar mais pronunciados. Ainda assim, outros testes são necessários para examinar a segurança e a eficácia do cogumelo.
NewScientist   
Procedimentos pouco invasivos para tratar câncer chegam ao SUS
Para a maioria dos pacientes diagnosticados com câncer, as cirurgias são inevitáveis. Agora, imagine se, em vez de passar por um procedimento grande e complexo para tratar tumores de pequenas proporções, fosse possível realizar uma técnica minimamente invasiva, como uma punção. A novidade é que isso já é possível. Implantado no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, o novo Ambulatório de Intervenção Guiada por Imagem é uma realidade para pacientes do SUS.
Do total de pacientes que passaram pelo ambulatório, 62% eram mulheres - das quais 41% tinham câncer de mama. Além disso, a maioria dos pacientes (49%) tinha idade entre 51 e 69 anos; 31% tinham menos de 51 anos e 18%, mais de 70.
A alternativa permite que as pessoas permaneçam internadas por menos tempo, recebam anestesia local em vez da geral e retomem rapidamente as atividades rotineiras, além de obter os mesmos benefícios terapêuticos apresentados pela cirurgia convencional.
Pioneiro na rede pública de saúde do País, o setor já realizou, em três meses de funcionamento, mais de 380 procedimentos por imagem, como biópsias percutâneas, paracenteses, pleurocenteses, drenagens de coleções abdominais, pélvicas e torácicas, bloqueios nervosos, neurólises de plexos (controle de dor) e tratamentos ablativos de tumores.
O uso desse tipo de procedimento é algo novo em todo o mundo. No Brasil, ele vem sendo utilizado nos últimos cinco anos. Além de oferecer a técnica como uma alternativa terapêutica aos pacientes do SUS, o Icesp tem investido na formação dos profissionais que atuarão na área. Anualmente, são aceitos médicos residentes no programa de pós-graduação de Intervenção Guiada por Imagem.