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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

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Anvisa autoriza fabricação de aparelho desenvolvido na USP para tratar câncer de pele


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a fabricação de um aparelho que faz o diagnóstico e o tratamento de um tipo de câncer de pele. O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos.

O aparelho custa cerca de R$ 13 mil. A empresa responsável pela fabricação fica em São Carlos e aposta na nova tecnologia. A expectativa para o primeiro ano é comercializar em média 40 equipamentos por mês, inclusive no exterior. “A procura é em todos os estados, tem uma demanda para esse equipamento, também interesse de estrangeiros. Empresas americanas e europeias já se interessaram pela tecnologia”, disse o dono da MM Optics, Fernando de Moraes Mendonça Ribeiro.

O método é considerado uma opção de tratamento antes da cirurgia. Com 90% de chances de cura, é indicado para o carcinoma, o tipo de câncer de pele mais comum no país e que atinge 120 mil pessoas por ano.

A terapia fotodinâmica, à base de laser, dura cerca de quatro horas e não tem efeitos colaterais. Com a aplicação de uma pomada, o equipamento ajuda a identificar os tumores na pele e depois também é usado no tratamento. A luz vermelha de alta potência mata a células cancerígenas. “Pela primeira vez a gente conseguiu colocar em um único sistema um aparelho que permite ao médico auxílio no diagnóstico e também no acompanhamento do tratamento em tempo real e do tratamento”, disse o pesquisador da USP Vanderlei Bagnato.

O equipamento chegará gratuitamente em 100 unidades de saúde no Brasil. Ao todo, 30 já foram entregues.

Fonte aqui

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

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Uso revolucionário da luz no combate ao câncer


Em um estudo com potencial para revolucionar os tratamentos de combate ao câncer, pesquisadores americanos conseguiram destruir tumores em ratos utilizando luz. De acordo com o estudo publicado na Nature Medicine, há grandes chances de o tratamento funcionar em humanos.
A grande vantagem da terapia fotodinâmica desenvolvida pelos cientistas do National Cancer Institute, nos Estados Unidos, é que ela não danifica células saudáveis. Por combinar anticorpos com moléculas “destruidoras” de tumores, ela ataca somente o tecido maligno, deixando o restante do corpo intacto.

Os anticorpos são os agentes do nosso sistema responsáveis pela defesa do organismo. No caso do câncer, embora nem sempre consigam combatê-lo, eles conseguem reconhecer algumas proteínas no exterior das células do tumor e se ligam a elas.

Os pesquisadores pegaram anticorpos específicos para câncer de mama, pulmão, pâncreas, cólon e próstata e os ligaram a uma molécula especial que, quando exposta à luz infravermelha, danifica as células. Essa molécula, chamada IR700, tem ainda a vantagem de ser fluorescente – de forma que os pesquisadores conseguiam acompanhar sua evolução dentro do organismo de um rato usado em testes.

Dois tumores foram implantados no roedor. Ele recebeu os anticorpos combinados às moléculas, e eles se ligaram às células cancerígenas. Um dos tumores estava coberto, de forma que a luz infravermelha não o atingiria, enquanto o outro permaneceu exposto. Um dia após o tratamento com a luz, o tumor não exposto estava significativamente menor (imagem ao lado: esquerda, antes do tratamento. À direita, dentro do círculo amarelo, o tumor não coberto). Isso significa que não apenas os anticorpos se ligaram às células cancerígenas, como as moléculas presas a eles foram ativadas pelas ondas infravermelhas e destruíram o tumor.

A pesquisa, liderada por Hisataka Kobayashi, ainda precisa ser aprimorada e testada em humanos, mas pode ser uma alternativa à quimioterapia e à cirurgia.
Fonte aqui.