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terça-feira, 25 de maio de 2010

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Novo método promete detecção precoce de câncer de ovário


Um novo método de detecção precoce do câncer de ovário em mulheres na menopausa, que têm um risco médio de desenvolver a doença, se mostrou promissor, segundo um estudo clínico cujos resultados foram divulgados nesta quinta-feira.

A estratégia é baseada em um modelo matemático chamado ROCA (Risk of Ovarian Cancer Algorithm), que integra a evolução dos resultados das análises de sangue da CA-125 (proteína cuja taxa aumenta com a presença de câncer de ovário) a idade da paciente, a ecografia transvaginal e o exame do especialista.

"Mais de 70% dos casos de câncer no ovário são diagnosticados em estado avançado, o que faz de um método de detecção eficaz no início da doença uma espécie de Graal", explicou a doutora Karen Lu, professora do centro de câncer Anderson, da Universidade do Texas.

A doutora Lu apresentou o estudo em teleconferência organizada pela American Society of Clinical Oncology (ASCO). "Se os resultados forem confirmados em estudos mais amplos, este novo método de detecção pode se converter em uma ferramenta relativamente barata e útil para detectar câncer de ovário nas primeiras fases de desenvolvimento, quando a cura ainda é possível, mesmo com os mais agressivos".

O estudo envolveu 3.238 mulheres na menopausa, com entre 50 e 75 anos, sem antecedentes familiares particulares de câncer de ovário ou de mama. O grupo foi analisado durante oito anos.

Com base no teste ROCA, 99,7% dos tumores foram detectados nas primeiras fases, o que também permitiu identificar uma taxa muito baixa de falsos alertas. Um estudo com 200 mil mulheres para avaliar o ROCA está atualmente em curso na Grã-Bretanha e deve ser concluído em 2015

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Cientistas podem ter descoberto uma maneira de dizer quais fumantes desenvolverão câncer de pulmão.
Cientistas podem ter descoberto uma maneira de dizer quais fumantes  têm maiores riscos de desenvolver câncer de pulmão: medir uma mudança genética dentro de suas traquéias.
Um teste baseado na pesquisa está sendo desenvolvido na esperança de detectar este câncer letal mais cedo, quando ainda é mais tratável.

Se o trabalho der certo, a próxima grande pergunta é: será possível reverter essa reação em cadeia genética antes que ela termine em um câncer? Os pesquisadores descobriram algumas pistas entre as pessoas que receberam uma droga experimental. 
"Elas apontam para o câncer de pulmão, e podemos identificá-las com este teste genômico”, disse o Dr. Avrum Spira, da Escola de medicina da Universidade de Boston, que liderou o estudo publicado no início do mês na Science Translational Medicine.
Câncer de pulmão – que matou cerca de 160 mil americanos no ano passado – é o câncer mais letal, e fumar cigarros é, de longe, sua principal causa. Ainda assim, nem todos os fumantes desenvolvem câncer de pulmão; Spira estima que 10% a 20% irão.
O risco depende, em parte, do quanto as pessoas fumam, por quanto tempo e há quanto elas pararam – mas não há forma de prever quem escapará. Também não existe uma maneira de detectar tumores em estágio inicial. Conseqüentemente, a maioria das pessoas é diagnosticada tarde demais para que os tratamentos atuais façam efeito.
"Mesmo para aqueles que pararam de fumar, há um risco significativo de câncer, e seria bom identificar quais pacientes têm realmente risco”, disse o especialista em câncer de pulmão Dr. Neal Ready, da Universidade Duke, que não estava envolvido na pesquisa, mas a achou interessante.
"Ter algum tipo de teste molecular que identifique esses pacientes seria muito útil”, ele disse, porque eles poderiam receber monitoramento de perto com equipamentos que não são indicados a todo mundo.
Ao invés de focar no pulmão em si, a equipe de Spira teve uma abordagem diferente. Fumar enche todo o sistema respiratório de toxinas. Então ele caçou os primeiros sinais de possível câncer em diferentes genes, e notou como eles são ligados e desligados nos canais com a passagem do ar enquanto o corpo tenta se defender – e as defesas enfraquecem com o tempo.
Abril
 

quinta-feira, 29 de abril de 2010

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Análise de 26 tipos de câncer revela locais onde o DNA genômico está ausente.


Análise de 26 tipos de câncer revela locais onde o DNA genômico está ausente. A maioria das anormalidades genéticas não são exclusivas de uma única forma de câncer, e, sim, compartilhadas.
Uma equipe internacional de pesquisadores publicou na revista Nature uma análise do genoma de 26 tipos de câncer, revelando mais de 100 locais onde o DNA genômico dos tumores está ausente ou irregularmente repetido em relação aos tecidos normais.  
O estudo demonstrou que a maioria destas anormalidades genéticas não são exclusivas de uma única forma de câncer, e, sim, compartilhados por vários outros tipos da doença. Os cientistas se concentraram em uma mudança específica, onde segmentos de DNA de um tumor apresentavam cópias anormais, ou seja, em vez de dois exemplares, os tumores geralmente apresentavam ausência ou várias cópias de um pedaço de DNA. Segundo a pesquisa, estas anomalias genéticas são conhecidas como cópia somático-número de alterações, ou SCNAs.
Os pesquisadores entendem que novos tratamentos devem ser realizados com base no mesmo tipo de modificação genética. Liderado por cientistas dos institutos Dana-Farber e Broad, o estudo apresenta os dois genes, MCL1 e BCL2L1, que podem atuar na manutenção do crescimento do tumor em muitos casos da doença.
"Nossos resultados mostram que muitas alterações do genoma são universais através de diferentes tipos de câncer", explica Matthew Meyerson, autor sênior da pesquisa. "Embora soubéssemos das semelhanças entre alguns tipos de câncer, o grau em que tantas alterações são compartilhadas nos surpreendeu" conclui.
Eles coletaram amostras de mais de 2.500 tumores, representando mais de 20 tipos de câncer, incluindo o de pulmão, próstata, mama, ovário, cólon, esôfago, fígado, cérebro e do sangue. Utilizando um chip "genômico", os pesquisadores analisaram o DNA dessas amostras, e combinaram os resultados com os dados disponíveis a partir de 600 amostras de tumor.
Com isso foram capazes de montar um catálogo detalhado de SCNAs presentes em vários tipos de tumores. Uma das alterações mais frequentes tende a aparecer em dois tamanhos, um relativamente longo, sobre o comprimento de um cromossomo inteiro; ou curto, como um braço de cromossomo, compreendendo 0,03% do genoma humano.
Foram identificadas 150 anomalias que não eram anteriormente associadas ao crescimento celular do câncer. Durante a avaliação, os pesquisadores verificaram que elas atuavam em importantes funções biológicas do câncer, tal como a morte celular. "Esses dados significam um importante recurso para a descoberta do gene do câncer, mas eles são apenas um primeiro passo. Com a revolução tecnológica em curso, será possível decodificar o genoma de milhares de cânceres e revelar todas as alterações genômicas." disse Meyerson.
Os resultados da nova pesquisa sugerem que a terapia genética pode incrementar a abordagem contra o câncer, no futuro.
Isaude.net