Dados do Ministério da Saúde indicam que 1,9% dos
brasileiros doa sangue regularmente. A taxa está dentro do parâmetro de 1% a 3%
definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas, de acordo com a pasta,
ainda precisa melhorar.
Para doar sangue é
preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e comparecer a um
Hemocentro com documento com foto e válido em todo território nacional. Hoje
(14) é lembrado o Dia Mundial do Doador de Sangue.
O ministério orienta
que o doador não esteja em jejum, tenha dormido pelo menos seis horas e não
tenha ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação. É
necessário também evitar o cigarro por pelo menos duas horas e o consumo de
alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.
Não podem doar sangue
pessoas que tiveram diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade; mulheres
grávidas ou amamentando; pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue
como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; e pessoas
que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso
de preservativos.
Ultimamente o transplante de medula óssea vem recebendo um apóio
inesperado em sua divulgação pela mídia. O caso da atriz Drica Moraes, diagnosticada
portadora de leucemia mielóide aguda no início do ano, tem contribuído
largamente para a divulgação desta prática médica tão importante para salvar
vidas. Na semana passada, a atriz passou pelo procedimento, no Hospital Albert
Einstein (SP).
Drica
recebeu a medula de um doador não aparentado, a partir de busca no REDOME (Registro
Nacional de Doadores de Medula Óssea) e segundo o boletim médico do Hospital
Albert Einstein, divulgado nesta quarta-feira, passa muito bem. Ela permanece
no leito para monitoramento da reconstituição da medula óssea, e não há sinais
de infecção ou outras complicações. O quadro dela, segundo os médicos, é
estável.
Porém, nem todos têm a mesma sorte. Embora
atualmente existam cerca de 1,5 milhão de cadastrados como doadores
voluntários, mais de 2.500 pacientes não encontraram um doador compatível na
família e estão à espera de um doador 100% compatível.
Inca inaugura banco de
sangue de cordão umbilical em Belém.
O Brasil tem hoje o terceiro maior banco de
doadores de medula óssea do mundo, ficando atrás dos Estados Unidos e da
Alemanha. O número de doadores voluntários passou de 12 mil para 1,6 milhão nos
últimos dez anos. Apesar do grande número de doadores no Brasil, 70% dos
pacientes não conseguem encontrar um doador compatível.
A Rede de Bancos Públicos de Sangue de
Cordão Umbilical (Rede BrasilCord), coordenada pelo Instituto Nacional do
Câncer (Inca), inaugurou no dia 24 de junho sua nona unidade na cidade de Belém
(PA). A partir de agora, todas as regiões do país contam com um banco de sangue
de cordão umbilical, segundo o Ministério da Saúde.
Os bancos têm o objetivo de aumentar as chances de
localização de células-tronco para pacientes que necessitam da cirurgia e não
encontram doadores compatíveis. O sangue umbilical é coletado após o parto, com
autorização da mãe, e fica armazenado em nitrogênio líquido á baixa
temperatura.
A unidade de Belém tem capacidade para receber até
3,6 mil bolsas de sangue de cordão, com custo médio de investimento de R$ 3,5
milhões. Os outros oito bancos em funcionamento estão em São Paulo (com quatro
unidades), no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e em Santa Catarina. A
meta do ministério é instalar mais cinco unidades até 2011.
Os bancos de sangue de cordão umbilical representam
uma alternativa para as pessoas que necessitam de transplante de medula. Isso porque
o sangue de cordão é cada vez mais utilizado como fonte para o transplante de
medula.