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quarta-feira, 23 de março de 2011

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Governo anuncia aqui em Manaus o aporte de R$ 4,5 bi em prevenção e tratamento do câncer de mama e de colo de útero

Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, neste ano, o país terá aproximadamente 18,5 mil novos casos de câncer de colo do útero (ou cervical) e 49,2 mil de câncer de mama. O orçamento do Ministério da Saúde deste ano destina R$ 261,679 milhões a ações de prevenção ao câncer, sendo R$ 176,26 milhões para o câncer de mama e R$ 85,4 milhões para o de colo de útero.
Os recursos, que compõem a Política Nacional de Atenção Oncológica, serão aplicados, até 2014, no fortalecimento da atenção primária e da rede ambulatorial e hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) e em campanhas de informação e conscientização à sociedade. Quando detectados precocemente, estes tipos de câncer apresentam elevados potenciais de sobrevida e possibilidade de cura.
A Presidente da República, acompanhada do ministro da Saúde, anunciou ontem, aqui em Manaus, ações de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do câncer de colo de útero, que receberão investimentos de R$ 4,5 bilhões ao longo dos próximos quatro anos.
Ela disse que o câncer é curável se for detectado no início, e que ela mesma foi beneficiada por uma ação pessoal preventiva, fazendo referência ao linfoma que descobriu e tratou meses antes das eleições e expressou seu desejo de que todas as mulheres tenham acesso às mesmas condições que ela teve.
Entrando em detalhes, o ministro disse que a meta do Ministério da Saúde, executor do programa, é ampliar com qualidade o acesso às medidas preventivas e de diagnóstico precoce do câncer de colo do útero e do câncer de mama, bem como ao tratamento dos casos identificados.
 “Entre um conjunto de ações que estamos planejando para melhorar a saúde da mulher, priorizamos a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama e de colo do útero. Com o plano, vamos garantir no SUS, na rede pública de saúde, serviços de qualidade para o atendimento de todas as mulheres”, declarou o ministro.
Livro: Comida que Cuida – Câncer
O laboratório farmacêutico Sanofi-Aventis lançou no dia primeiro deste mês a segunda edição do livro “Comida que cuida – Mais cor no prato e na vida durante o tratamento de câncer”.
Com visual repaginado e capítulos adicionais, traz 103 receitas de entradas, lanches e sobremesas estimulantes, baratas e fáceis de fazer, com o objetivo de despertar o apetite prejudicado dos pacientes oncológicos em tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia, orientando quem está com dificuldades para se alimentar nesta fase.
Para Tatiana de Oliveira, nutricionista do Centro de Combate ao Câncer e uma das consultoras da nova edição, o livro pode ser um guia para essa situação, indicando o que comer, mas também como preparar os alimentos, levando em conta os efeitos colaterais do tratamento, como alteração no paladar, olfato prejudicado ou gosto metálico permanente na boca.
O livro, com receitas testadas e selecionadas por pacientes, busca uma proposta inovadora, abordando o assunto de forma simples e bem-humorada, proporcionando informações que podem servir de base para uma alimentação saudável, balanceada e variada para a pessoa em tratamento, mas de nenhuma forma restritiva.
Em um capítulo especial dedicado à alimentação infantil no tratamento oncológico, pais e cuidadores encontram sugestões de refeições nutritivas e dicas para estimular o apetite das crianças durante o tratamento.
Um outro capítulo, voltado para as mulheres em tratamento do câncer de mama, enfatiza a importância do controle do peso.
Nos últimos quatro anos já foram distribuídos 25 mil livros do Comida que Cuida 1, de Macapá, no Amapá, a Bagé, no Rio Grande do Sul, beneficiando mais de 215 instituições de 20 estados brasileiros e 11 municípios. O livro faz parte de uma coleção que contempla em outros volumes também pacientes de diabetes e com problemas cardiovasculares
O livro é dirigido a pacientes em tratamento de câncer e pode fazer o download aqui.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

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Livro: “Anticâncer – Prevenir e Vencer Usando Nossas Defesas Naturais”.


(Ou, “Somos o que comemos”)
Um exame de ressonância magnética. Um tumor no cérebro, seis meses de sobrevida. Esse foi o diagnóstico e o prognóstico que o pesquisador e neuropsiquiatra francês David Servan-Schreiber recebeu, atônico, numa tarde ensolarada. Disposto a conhecer a fundo os processos da enfermidade para então derrotá-la, desenvolveu todo um trabalho de experimentação associando medicina tradicional a uma alimentação pensada e saudável. Após quinze anos e a superação de um segundo tumor, compartilha conosco sua experiência pessoal neste livro.
Muitos são os fatores de risco conhecidos para o câncer. O alcoolismo, o tabagismo, a exposição a radiação e a substâncias químicas presentes naturalmente no meio ambiente ou adicionadas pelo homem, e também presentes na alimentação. Aí estariam incluídos os alimentos ricos em gorduras – como a carne vermelha, o leite integral e seus derivados -, e os embutidos – presuntos, bacon, lingüiças, salsichas, entre outros, e as frituras.
Foi este diagnóstico devastador que fez com que o Dr. Schreber transferisse o foco de seus estudos para tentar descobrir formas de controlar o alastramento da doença pelo seu organismo. Assim percebeu, por exemplo, que o número de casos de câncer só tem aumentado no ocidente – palco da revolução industrial e dos costumes –, a partir da década de 40. E destaca três fatores, em suas pesquisas, como diretamente associados a esse processo: o aumento indiscriminado no consumo de açúcar refinado (açúcar candy), as transformações introduzidas nos processos de criação de animais de corte e a exposição humana a produtos químicos não existentes antes.
De fato, uma simples pesquisa na série histórica da produção e do consumo mundial de açúcar, revela que, realmente, os ocidentais (nós, né?), expandimos nosso consumo per capita de açúcar de 2 kg/ano, em 1870, para inacreditáveis 70 kg/ano, atualmente (!).
Após séries de ensaios com cobaias e de sua própria experiência pessoal, Schreber concluiu (o que já foi amplamente comprovado de outras maneiras por inúmeras experiências científicas), que o açúcar alimenta o crescimento desordenado das células neoplásicas, ou seja, que alimentos com índices glicêmicos elevados atuando em conjunto com a insulina produzida pelo organismo levam à produção de IGF, uma molécula que estimula o crescimento celular e que age também como uma espécie de anabolizador sobre as células cancerígenas, alimentando seu crescimento.
As conclusões são obvias: recomenda como de fundamental importância evitar o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, em todas as suas formas de apresentação, principalmente o industrializado (aquele onde os processos de refino deixaram só a sacarose, a parte branca), balas, guloseimas e doces em geral. Por outro lado, defende ardentemente a prática de exercícios físicos associados a uma alimentação o mais natural possível, composta predominantemente de frutas, legumes e fibras naturais, alem da boa gordura presente na semente de linhaça e no azeite de oliva.
Cita outros alimentos de origem vegetal como o gengibre, a soja, os cítricos, o tomate e o chá verde, entre outros, como tônicos das defesas de nosso organismo, capacitando-o a combater e a ficar mais imune aos riscos de desenvolver a doença e de melhor resistir a ela, com o auxílio dos tratamentos clínicos disponíveis pela moderna terapêutica.