Mostrando postagens com marcador vacina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vacina. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

0

Vacina contra o câncer pode combater 70% dos casos da doença e estar disponível em 3 anos


Recentemente foi noticiado que pesquisadores da Universidade da Geórgia (EUA), desenvolveram uma vacina para combater o câncer.
O fármaco foi concebido de forma a atuar como um sistema imunológico forte o bastante para que os tumores sejam destruídos. Os testes iniciais apontaram resultados positivos em 90% dos casos de câncer de mama.
A vacina atua da seguinte maneira: ela força os anticorpos a atacar o revestimento que envolve as células cancerígenas e as destrói. Com aplicações em ratos, os testes obtiveram sucesso mais particularmente em tumores de mama e pancreáticos.

De acordo com os cientistas, esta nova vacina é capaz de combater 1 a cada 10 casos de câncer considerados letais. O estudo também aponta que este novo medicamento também pode ser de grande ajuda no tratamento do câncer de pâncreas, próstata, ovário e intestino.
Alguns tumores que têm forte resistência aos mais avançados medicamentos, como, por exemplo, ao Herceptin (Droga Maravilha), em mais de 70% podem ser combatidos com esta nova vacina.

Os testes clínicos em seres humanos devem começar em 2013. De acordo com o líder do estudo, professor Geert-Jan Boons, a vacina provoca uma resposta imune muito forte  e ativa todos os três componentes do sistema imune para reduzir o tamanho do tumor. Caso tudo ocorra como o planejado, a vacina poderá estar disponível no mercado até 2020.

Fonte aqui

30.000 francesas devem retirar próteses mamárias defeituosas

As autoridades de saúde da França determinarão que 30.000 mulheres retirem os implantes de próteses mamárias da marca PIP, depois que foram registrados casos de câncer em oito pacientes, informa o jornal Libération.

"Urge que todas as mulheres que têm próteses da marca PIP voltem a consultar seus cirurgiões", declarou ao jornal a porta-voz do governo, Valerie Pecresse.

"As autoridades vão pedir a todas as mulheres que usam próteses mamárias da marca PIP que as retirem", destaca o jornal.

"As próteses podem romper e provocar cânceres, além de inflamações", afirma o jornal.

Oito casos de câncer foram registrados em pacientes com os implantes defeituosos, incluindo cinco de mama, um caso de linfoma raro de seio, um de linfoma de amígdala e outro de leucemia, segundo o médico Jean-Yves Grall.

De acordo com Grall, desde março de 2010 foram efetuadas 523 operações para retirada das próteses.

Fonte aqui

quarta-feira, 8 de junho de 2011

1

Câncer cervical: novos testes rastreiam a presença do HPV e antecipam o diagnóstico de câncer no colo do útero em vinte anos

Pela primeira vez desde o fim da década de 40, quando o Papanicolau entrou para a prática médica, surge uma tecnologia tão ou mais eficaz na prevenção ao câncer cervical, ou câncer de colo do útero. Todos os anos, 18.430 brasileiras recebem o diagnóstico da doença e 4.800 morrem em decorrência dela. Uma nova geração de testes tem conseguido reduzir a margem de erro para 1%. Por serem totalmente automatizados, eles praticamente eliminam o risco de erro humano e conseguem detectar a presença do HPV antes de qualquer modificação na arquitetura das células do colo do útero.

Transmitido principalmente nas relações sexuais, o HPV está associado a 99% dos casos de câncer de colo uterino. Além de indicarem a contaminação, os exames mais modernos são capazes de determinar o tipo de HPV responsável pela infecção (existem cerca de 140 deles) e, com isso, a probabilidade de a paciente vir a desenvolver o tumor maligno. Ao esquadrinharem o material genético do vírus, antecipam o diagnóstico da doença em vinte anos - o método tradicional só é capaz de identificá-la dez anos antes.

Desde 2009, o exame molecular automatizado do HPV já é usado no sistema público de saúde de vários países da Europa. Em alguns centros médicos da Inglaterra e da Holanda, ele substitui o Papanicolau como rotina para a detecção do câncer de colo do útero. Na Finlândia, a mulher pode escolher entre os dois tipos de exame. O primeiro teste a ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é fabricado pelo laboratório Roche e deve chegar ao mercado em maio. Por aqui, a nova tecnologia só estará disponível, a princípio, em clínicas particulares.

Seu custo nem é tão alto: 90 reais, o equivalente ao cobrado hoje pelo Papanicolau em laboratórios privados. Para os padrões do Sistema Único de Saúde (SUS), que paga 7 reais pelo exame tradicional, 90 reais representam uma fortuna. A expectativa é que, com a disseminação da técnica, seu preço caia para 10 reais, num processo semelhante ao ocorrido com o teste de HIV, que chegou ao país em 1996 pelo equivalente a 255 reais e hoje custa 20 reais.

De cada 100 mulheres submetidas ao Papanicolau, três apresentam alguma lesão celular. Essas pacientes passam então por uma colposcopia, que utiliza uma lente de aumento para localizar a região do colo do útero da qual deve ser retirado o material para biópsia. Em caso de câncer, a área doente é cauterizada ou removida cirurgicamente. Com os novos exames, a lógica de investigação é inversa. Primeiro, procura- se o vírus. O resultado positivo para os tipos mais perigosos de HPV, especialmente os de números 16 e 18 serve de alerta para o ginecologista.

"Na imensa maioria das vezes, o vírus é eliminado naturalmente pelo organismo feminino", diz o oncologista Glauco Baiocchi Neto, do Hospital A.C Camargo, em São Paulo. Se em um ano, o HPV ainda estiver presente, o especialista recorre ao Papanicolau para confirmar se as células uterinas foram ou não alteradas pela infecção. O Papanicolau, portanto, continua imprescindível para a manutenção da saúde feminina.

O exame antigo começou a ser desenvolvido na década de 20, pelo médico grego Georgios Papanikolaou. Pesquisador da Universidade de Cornell em Nova York, ele estudava a função do colo do útero no ciclo reprodutivo da mulher, quando notou que muitas pacientes apresentavam lesões nas células uterinas. Dez anos depois, Papanicolau associou aquelas alterações ao surgimento do câncer. A relação entre a doença e o HPV só viria a ser estabelecida na década de 70, pelo médico alemão Harald zur Hausen, que, em 2008, ganhou o Nobel de Medicina pela descoberta.

Até recentemente, a infecção pelo HPV era considerada um problema tipicamente feminino. Um artigo publicado em março na Revista Científica Lancet derrubou essa tese. Ao acompanhar 1.159 homens aparentemente sem nenhum problema de saúde, entre 18 e 70 anos, pesquisadores brasileiros, americanos e mexicanos constataram que 50% dos voluntários estavam contaminados pelo HPV - entre os pacientes masculinos, o risco é de câncer de pênis, um tumor raro.

=======================
O SUS mobiliza todo o país para vacinar crianças contra paralisia infantil e sarampo.
A campanha contra o pólio será em duas etapas, dias 18 de junho e 13 de agosto. Contra o sarampo, municípios de oito estados vão vacinar crianças em 18 de junho e os demais, em 13 de agosto.

Veja todos os detalhes aqui.

terça-feira, 12 de abril de 2011

1

Vacinas contra o câncer


Tenho insistido muito aqui sobre o tema das vacinas no combate ao câncer. Acho que esta linha de pesquisa está na direção certa, principalmente porque tem como fundamento a ativação dos nossos próprios recursos biológicos, ou seja, nosso sistema imunológico.
As chamadas vacinas idiotípicas  não são vacinas no sentido tradicional, que usam formas atenuadas de um vírus, etc. São tentativas de se usar o sistema imune do paciente de maneira que ele reconheça as células cancerosas como inimigas, e passe a ataca-las e destruí-las. É uma área onde se tem investido muito tempo e recursos em pesquisas, que tem causado muitas frustrações e poucos resultados, mas encorajadores.
Todavia, o fato de ter conseguido produzir resultados pode indicar que a direção geral está certa, mas o caminho ainda não.

A charge acima ilustra a revolta da população do Rio de Janeiro contra Oswaldo Cruz, o personagem de bigodes, ao centro, montado em uma seringa. Ele sugeriu ao governo, em 1904, que tornasse obrigatório o uso de uma vacina contra a varíola, causando uma verdadeira rebelião que tomou conta das ruas, e que ficou conhecida como A Revolta da Vacina.

Contudo, a vacina contra o câncer não é como desenvolver uma vacina contra um vírus como a poliomielite ou a varíola. Ou uma pílula que pode ser fabricada em massa. As células cancerosas parecem muito com as células normais, por isso é difícil fazer com que o organismo “pense” nelas como estrangeiras.

O Dana-Farber Cancer Institute é um dos muitos centros que vem trabalhando há algum tempo no desenvolvimento deste tipo de vacina. Os resultados obtidos estão entre os melhores, até agora, em ensaios clínicos com pacientes com cânceres muito avançados, que já haviam tentado de tudo e tinham pouco a perder. Três anos depois, trinta por cento deles estavam vivos, em contraposição aos 17% do grupo controle, que tomaram apenas um placebo. De qualquer maneira, se considerarmos a idade desses pacientes, alguns meses de vida a mais podem significar um percentual razoável do que teriam a viver, com ou sem doença.

Agora, no início do ano, Cientistas da University of North Carolina, nos Estados Unidos, descobriram que a ausência da função de uma proteína chamada NLRP3 pode resultar em um aumento de quatro vezes na resposta de um tumor a uma vacina terapêutica contra o câncer. Se a descoberta provar ser consistente, pode ser uma chave para tornar estas vacinas uma opção de tratamento real e eficaz.  

Por serem personalizadas, estas vacinas contra o câncer são difíceis de ser desenvolvidas. Em uma primeira fase do processo de produção, uma biópsia é feita  no paciente para a retirada de uma amostra das células cancerosas para que sejam enviadas ao laboratório onde serão processadas para a produção da vacina, que terá efeito terapêutico exclusivamente sobre o paciente em questão. Como resultado, as vacinas são caras, pois não são como um princípio ativo de uso genérico que possa ser produzido industrialmente, em massa.

Essas vacinas, chamadas idiotípicas, não curam nem são úteis na prevenção do câncer, mas elas aumentam a sobrevivência. Até agora em alguns meses ou até semanas. Mas, em seu conjunto, demonstraram que há uma proof of concept, uma demonstração de que é por aí.  

Os pesquisadores esperam que as descobertas, as conclusões do estudo e a contribuição de trabalhos futuros nesta área permitam o desenvolvimento de vacinas mais eficazes contra muitos tipos de câncer.

Vamos apostar nessa!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

1

Vacina contra o câncer: as pesquisas avançam

Eles ainda não descobriram uma vacina para o câncer, mas cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram uma das razões pelas quais as tentativas anteriores para aproveitar o sistema imunológico para o tratamento de tumores cancerosos falharam.
A nova pesquisa, publicada na revista Science, revela que um tipo de célula do estroma, que expressa a proteína alfa de ativação dos fibroblastos (FAP), desempenha um papel importante na supressão da resposta imunológica na presença dos tumores cancerosos.
Essas células, presentes em muitos tipos de câncer, restringem o uso de vacinas e outras terapias que dependem do sistema imunológico do corpo para contra-atacar o câncer.
As vacinas criadas para induzir o sistema imunológico a atacar as células cancerosas têm mostrado certa capacidade para ativar uma resposta imunológica no corpo, mas, inexplicavelmente, elas praticamente não afetam o crescimento dos tumores.
Imunologistas que se especializaram em tumores têm suspeitas de que, dentro do microambiente tumoral, a atividade de células do sistema imunológico é suprimida de alguma forma. Mas, até agora, eles têm sido incapazes de inverter essa supressão.
A nova pesquisa lança as primeiras luzes sobre por que a resposta imune é suprimida.
O estudo constatou que pelo menos um componente supressor está contido dentro de células de tecido normal (chamadas de células do estroma) que o câncer usa para sua própria sobrevivência.
A célula agora estudada expressa uma proteína única, muitas vezes associada com a cicatrização de ferimentos - a proteína alfa de ativação dos fibroblastos (FAP). As células que expressam a FAP são encontradas em muitos tipos de câncer, incluindo o câncer de mama e o câncer colorretal.
"Estes estudos foram feitos em camundongos e, embora haja muita sobreposição entre o sistema imunológico humano e dos camundongos, nós não sabemos a importância destas descobertas para os seres humanos até que sejamos capazes de interromper a função das células do estroma tumorais expressando FAP em pacientes com câncer," alerta o professor Fearon.
Condensado de diariodasaude.com.br. Leia matéria original aqui.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

7

Rapaz com câncer cerebral será cobaia de novo remédio

Britânico de 21 anos ficou desesperado ao receber diagnóstico, há 2 meses, e agora está disposto a testar produto experimental. Calum Elliot, de 21 anos, será medicado com uma droga ainda em fase experimental chamada IMA950 e acredita que o seu tratamento poderá ajudar outros pacientes com câncer, como o garotinho da foto, Alessandro, que conheci no Hemoam, aqui em Manaus.
Ele será o primeiro paciente a testar o este novo medicamento contra o câncer no cérebro. Descobriu a doença há dois meses e receberá a droga, ainda em fase experimental e indicada para pessoas diagnosticadas há pouco tempo com Glioblastoma Multiforme, a forma mais agressiva desse tipo de tumor.
Elliot contou à imprensa que antes de ter o câncer diagnosticado passou um ano e meio tratando epilepsia, imaginem. Devido ao insucesso dos medicamentos, foi submetido a novos exames que diagnosticaram o glioblastoma. O remédio, que será administrado na forma de injeções, ajuda o corpo a se recuperar e treina o sistema imunológico para reconhecer e destruir as células malignas.
Segundo o chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Inca (Instituto Nacional do Câncer), Daniel Herchenhorn, o glioblastoma, embora mais comum em adultos de mais idade, pode atingir jovens e evoluir rápido. “O diagnóstico é quase uma surpresa e o paciente costuma ter quadros de dor de cabeça, paralisia, crise convulsiva e perda de força muscular”.
Para Allan James, oncologista que trata o britânico, a droga não pode ser considerada a cura, mas um avanço no tratamento deste câncer, que envolve cirurgia, quimioterapia e radioterapia, e ainda assim é de difícil solução. O câncer no cérebro não é muito comum, e o número de óbitos é proporcional à baixa incidência. De acordo com o Inca, no Rio, de 2003 a 2007, a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes foi 3,78 mulheres e 4,06 homens.
Edição de ilustração pelo autor. Condensado de http://odia.terra.com.br
Vacina extende sobrevida de pacientes de Gliobastoma Múltiforme em testes clínicos de fase II

Uma vacina que desperta o sistema imunológico para combater as células com a mutação genética que determina a forma mais agressiva de Glioblastoma Multiforme mostrou-se eficaz em ensaio clínico de fase II, aumentando a sobrevida dos pacientes desse tipo de tumor cerebral, segundo pesquisadores da Duke University e da University of Texas MD Anderson Cancer Center.

Dezoito pacientes recém-diagnosticados que foram vacinados após o tratamento padrão - cirurgia seguida de radioterapia e quimioterapia - tiveram sobrevida mediana de 26 meses contra 15 meses para os 17 pacientes que receberam tratamento padrão em um grupo de controle. Atualmente, a sobrevida média para pacientes recentemente diagnosticados com glioblastoma multiforme é de 14,6 meses.

Pacientes vacinados também experimentaram um longo período antes do agravamento da doença, 14,2 meses, comparado com 6,3 meses para o grupo controle. Os efeitos colaterais foram limitados principalmente à irritação no local da injeção.

No entanto, a dimensão limitada da amostra (número de pacientes envolvidos no estudo) requer interpretação cuidadosa destes resultados. O próximo passo para a vacina, chamada de CDX-110, é um grande Ensaio Clínico de Fase III, que está em fase de planejamento.

Os pesquisadores consideram a introdução de vacinas no tratamento do glioblastoma como mais uma maneira de converter os tumores mais letais da doença em doenças crônicas, tratáveis a longo prazo. A evolução do tratamento nos últimos anos, incluindo a aprovação da quimioterapia com temozolomida, têm aumentado a sobrevida esperada de cerca de sete meses a 14 anos.
Traduzido e condensado de cancernews, com editorial e edição de ilustração pelo autor. Leia matéria original aqui. 
A luta do pequeno Alessandro
Ele é um desses garotinhos arredios no primeiro contato. Quase não fala, ainda, mas agita. Depois vai se soltando, soltando, aos poucos, abrindo aquele sorriso inocente que só as crianças sabem e, depois de alguns minutos, já éramos como velhos amigos, apesar dele ter apenas 2 anos de idade. Nós nos conhecemos na semana passada, no Hemoam, enquanto esperávamos nossa vez de fazer a quimioterapia.
Quem o vê de longe, brincando e correndo como qualquer criança custa a acreditar nas dificuldades que ele já superou em tão pouco tempo de vida. Há 8 meses, com pouco mais de 1 ano de idade, Alessandro passou por uma cirurgia para extirpar um tumor cerebral que acabou comprometendo seu olho direito, e agora faz sessões de quimioterapia. Ele estava acompanhado de sua mãe, que nos contou sua incrível história.
Só nos resta torcer para que as novas drogas como estas que estão sendo testadas revelem sua efetividade e venham a ser aprovadas o mais breve possível pelos órgãos de controle, e que os custos não sejam proibitivos.
De qualquer maneira o pequeno Alessandro já é um vencedor!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

0

Acreditem: doações de medula óssea são impedidas por medo e por falta de atualização de cadastro do doador.

Hospitais têm dificuldade de localizar doadores que não atualizam dados.
Muitos desistem por medo. Os médicos garantem que procedimento é seguro. Este ano em todo o país, 337 pessoas foram identificadas no cadastro com medula compatível para doação, mas 54 delas não puderam ser encontradas.transplante-de-medula
“Quem se cadastrar, quem quiser ser um doador, ajudar uma pessoa a se salvar de muitas doenças, como é o caso do transplante de medula óssea, tem que estar consciente de manter esse cadastro atualizado”, alertou o diretor do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Luís Fernando Bouzas.

Quase dois milhões de pessoas estão cadastradas como possíveis doadores de medula óssea no Brasil. Mas, muitas vezes, o problema na hora do transplante é encontrar quem se cadastrou e ajudar pacientes como Leonardo, de 13 anos.

O adolescente tem leucemia e há um ano procura um doador de medula – a única possibilidade de cura no caso dele. “Quero jogar bola, ir à praia, shopping... só", diz o menino, cheio de sonhos.

Entre irmãos, a chance de haver compatibilidade é de uma em cada quatro pessoas. Mas fora da família, o índice cai para um em cada 100 mil pessoas.

Depois de muita espera na fila, ao receber a notícia de que finalmente há um doador compatível, o paciente pode não conseguir realizar o transplante porque o doador mudou de endereço, não atualizou seu cadastro e, dessa forma, não pode ser localizado.

Há também uma parcela que desiste quando recebe o chamado, por medo. Mas os médicos garantem que o procedimento é seguro.

A medula, que parece uma gelatina, é retirada dos ossos da bacia com uma espécie de agulha. O doador não sente nada e, geralmente, é liberado do hospital no dia seguinte.

Já o paciente recebe a medula por um cateter, em um processo parecido ao de uma transfusão de sangue.

Nobel de Medicina critica preço de vacina contra HPV
vacina hpv O laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) anunciou no primeiro trimestre uma redução de 50% no preço da vacina que comercializa no Brasil, utilizada contra o HPV oncogênico, doença que pode levar ao câncer de colo do útero. A vacina passou a ser vendida, a partir do mês de março, a R$ 114,67, uma redução de 50% sobre o preço de fábrica, R$ 229,33. O novo preço já inclui os 18% do ICMS.
No entanto, nas clínicas de vacinação do País a venda final ao consumidor passou por um acréscimo referente a outros impostos, custos de conservação, aplicação e serviços médicos. Em nota à imprensa, a GSK justificou o reajuste como "reflexo da política de equilíbrio de preços dos produtos" e pelo "compromisso em disponibilizar vacinas de grande necessidade para a população, com valores mais acessíveis." Mesmo assim, considerando que são necessárias três doses, ainda custa muito caro.

Descobridor da ligação entre a infecção pelo vírus HPV e o câncer de colo uterino, o alemão Harald zur Hausen, de 74 anos, prêmio Nobel de Medicina em 2008, lamentou anteontem, em São Paulo, os altos preços das vacinas desenvolvidas a partir de suas pesquisas, iniciadas nos anos 70. “Eu lamento. É muito cara, especialmente para países como o Brasil”, afirmou o cientista, principal convidado da inauguração do Centro Internacional de Pesquisa e Ensino do Hospital do Câncer A. C. Camargo, que ocorreu ontem, na zona sul da capital paulista. "Espero que a produção do imunizante também por outras companhias farmacêuticas leve a maior competição e redução dos preços no futuro", afirmou ainda o especialista.

As vacinas contra o HPV, que protegem contra os dois tipos do vírus mais ligados ao câncer, têm dois produtores mundiais e chegam a custar hoje US$ 300, consideradas as três doses necessárias para a imunização, alertaram no mês passado pesquisadores da Universidade de Duke em artigo na revista Nature Biotechnology, em que defenderam a produção a baixo custo em países em desenvolvimento.

O sistema público brasileiro ainda não oferta o fármaco, disponível em clínicas privadas e o custo é um dos impedimentos. Aponta ainda que são necessários mais estudos e que o principal método de prevenção no País ainda é a camisinha, além da realização periódica do papanicolau. O câncer de colo de útero é o segundo mais freqüente entre as brasileiras, só perdendo para o câncer de mama. São esperados 18.430 casos anuais no País

Anvisa suspende a importação do medicamento Onicit

onicit_packRemédio é usado contra náuseas e vômitos durante quimioterapias.
Irregularidades detectadas na fábrica, em abril, motivaram a decisão. O grupo farmacêutico Merck Sharp & Dohme, fundido com a Schering-Plough, informou ter garantido outra fonte de suprimento para o Onicit, que estaria de acordo com as práticas recomendadas pela Anvisa. A fabricante francesa Pierre Fabrè fornecerá o medicamento ao mercado brasileiro.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou nesta terça-feira (10) a suspensão da importação e do comércio do medicamento Onicit, cloridrato de palonosetrona, agente antinauseante e antiemético recomendado contra enjôos e vômitos durante sessões de quimioterapia, no tratamento de tumores malignos.

Segundo o órgão, durante uma inspeção realizada em abril, foram encontradas irregularidades na unidade fabril da empresa OSO Biopharmaceuticals Manufacturing, nos EEU|U|. O produto vinha sendo importado no Brasil pela Schering-Plough, de São Paulo.

A decisão vale em todo o território nacional e deve ser acatada imediatamente, após a publicação no Diário Oficial da União. O recolhimento dos lotes é de responsabilidade do fabricante. Quem tiver adquirido o remédio, cujo número do lote está descrito na embalagem, deve interromper o uso.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

0

Vacina contra câncer de mama deve ir a teste dentro de 1 ano


Uma vacina contra o câncer de mama deverá ir a teste dentro de 1 ano, segundo reportagem publicada neste domingo pelo diário britânico "Daily Telegraph". Uma droga que vem sendo testada tem dado mostras de impedir a aparição de tumores e também de atacar aqueles já presentes.

Pesquisadores dizem que, se bem-sucedida, ela poderia ser oferecida a mulheres antes de alcançarem meados de 40 anos, época em que o risco de câncer de mama começa a subir. De acordo com estudos, a droga poderia acabar com mais de 70% dos cânceres de mama, salvando mais de 8 mil vidas por ano somente no Reino Unido.

Segundo a reportagem do "Daily Telegraph", o criador da vacina, Vincent Tuohy, da Clínica Cleveland, de Ohio, nos Estados Unidos, fez o prognóstico de que a vacina pode erradicar a doença por completo. "Nós acreditamos que uma vacina preventiva de câncer de mama vai fazer com o câncer de mama o que a vacina contra a pólio fez com a pólio", disse ele. "Nossa visão é a de que o câncer de mama é uma doença que se pode prevenir por completo".

A vacina é baseada em uma proteína chamada alfalactalbumina, que age na maior parte dos tumores de câncer de mama. Segundo a revista Nature Medicine, testes com ratos criados em laboratório para desenvolver câncer de mama aos 10 meses de idade, mostraram que a droga deixou-os livres de tumores.

A vacina estimula o sistema imunológico, capacitando-o para destruir a alfalactalbumina quando ela aparece, e assim evitar que tumores se formem. A droga também aumentou o poder do sistema imunológico para encolher até a metade tumores pré-existentes, sugerindo que ela poderia ser usada também como tratamento, tanto quanto como vacina.

A necessidade de mais estudos em um número maior de mulheres significa que deve demorar pelo menos 10 anos antes que a vacina chegue ao mercado.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

0

EUA aprovam vacina terapêutica contra câncer de próstata.


A vacina Provenge, da Dendreon Corp., prepara o sistema imunológico para lutar contra os tumores. O remédio é chamado de "vacina", embora trate a doença em vez de preveni-la. Os médicos vêm tentando desenvolver esse tipo de terapia há décadas e a Provenge é a primeira a conseguir a aprovação da agência que regula alimentos e remédios no país, o FDA.
O primeiro tratamento contra o câncer de próstata que usa o sistema imunológico para combater a doença recebeu hoje aprovação do governo norte-americano, oferecendo uma importante alternativa para tratamentos mais intensivos como a quimioterapia.

"A grande notícia é que é o primeiro tratamento de imunoterapia a conseguir aprovação, e eu acho que dentro de cinco a dez anos imunoterapias serão uma grande parte do tratamento contra o câncer", disse o doutor Phil Kantoff, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber, que ajudou a realizar os estudos para a Provenge.

Vacinas experimentais para tratar outros tipos de câncer - incluindo o câncer de pele. melanoma e o neuroblastoma, que atinge crianças - já estão no último estágio de desenvolvimento.

Atualmente, os médicos tratam câncer com a remoção cirúrgica dos tumores, com quimioterapia ou com radiação. A Provenge oferece uma quarta opção, ao fazer com que o próprio mecanismo de defesa do corpo aja contra a doença. A droga será usada para tratar câncer de próstata que se espalhou por outras partes do corpo e que não responde à terapia hormonal.

Especialistas médicos saudaram a aprovação como um marco importante, mas destacaram que o remédio será um acréscimo às práticas atuais, não uma substituição. "Este é apenas um passo num novo caminho para tratar os pacientes", afirmou o doutor Simon Hall, chefe de urologia do Hospital Mt. Sinai. "Temos de fazê-los entender que esta não é a cura, que é muito variável."

Estudos da empresa mostraram que a administração da Provenge acrescenta quatro meses de vida a homens com estágio avançado de câncer de próstata. Isso pode parecer pouco, mais é mais do que os três meses conquistados pelo Taxotere, o único quimioterápico aprovado para homens nesta situação. Os médicos esperam que o benefício seja ainda maior se o medicamento for ministrado quando a doença estiver menos avançada.
Agencia Estado
========================================

Iniciativa da Universidade Guarulhos oferece exames e orientações gratuitas.

A Clínica de Enfermagem da Universidade Guarulhos (UnG) continua com as inscrições abertas para atendimentos e orientações gratuitas sobre o câncer do colo do útero. As ações fazem parte da Campanha da Instituição sobre o tema.

As interessadas em participar da iniciativa devem fazer agendamento prévio através do telefone (11) 2464-1188. O atendimento é gratuito e acontece nos períodos da manhã, tarde e noite. Não é necessário ter pedido médico ou mesmo encaminhamento de outro serviço. Entretanto, é imprescindível seguir as seguintes recomendações para o exame de papanicolaou:

• não pode estar menstruada. Preferencialmente aguardar o 5.° dia após o término da menstruação;
• não poderá usar creme vaginal nem se submeter a exames intravaginais (ultrassonografia) nos dias que antecedem ao exame;
• estar em abstinência sexual de 48 horas.

A detecção da doença em fase precoce aumenta as chances de cura e sobrevivência da paciente. Segundo o INCA, o exame de papanicolaou, quando feito com freqüência, pode reduzir em até 80% a mortalidade, especialmente em mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos. 

domingo, 25 de abril de 2010

0

Novos testes podem confirmar eficácia de vacina contra herpes usada contra câncer de pele.


Atualmente existem poucas alternativas de tratamento para pacientes com melanoma avançado, nenhuma delas satisfatórias. Pacientes com estágios avançados costumam ter um prognóstico ruim de sobrevivência. Por isso, os resultados foram considerados bons pelos cientistas.

Cientistas dos Estados Unidos estão iniciando novos testes com uma vacina normalmente utilizada para combater o herpes e que mostrou ter efeitos positivos no tratamento do melanoma, o tipo mais perigoso de câncer de pele. Vacina teria eficácia contra aquele que é apontado como o tipo mais perigoso de câncer de pele

Os especialistas do centro médico da Rush University, em Chicago, já realizaram duas fases de testes com a vacina, chamada OncoVEX. Na segunda fase, dos 50 pacientes submetidos ao tratamento, oito se recuperaram completamente do câncer, enquanto outros quatro tiveram uma reação positiva parcial e puderam se curar com uma cirurgia.

Cientistas descobriram acidentalmente que a OncoVEX tinha efeito sobre tecido canceroso quando a vacina foi acidentalmente aplicada em uma amostra de células de tumor.

A vacina inclui um vírus que foi modificado e convertido em um agente que atinge essas células sem afetar células saudáveis. A droga também possui agentes biológicos que ajudariam a resposta do sistema imunológico ao melanoma. Segundo a Rush University, a vacina é injetada diretamente nas lesões.

"O que nos surpreendeu e incentivou foi o fato de a vacina ter funcionado não somente nas células injetadas, mas também em lesões em outras partes do corpo que não poderíamos alcançar", afirmou Kaufman. "A vacina gerou uma resposta imunológica que circulou pela corrente sanguínea até locais remotos."

A terceira fase dos testes deve envolver 430 pacientes em todos os Estados Unidos. Cada um vai receber uma injeção nos tumores a cada duas semanas por até 24 sessões, e será acompanhado por dois anos.

O melanoma é o tipo mais raro, mas letal de câncer de pele, por causa da alta possibilidade de metástase. Segundo o Instituto Nacional do Câncer brasileiro, em 2008 houve uma média de aproximadamente 6 mil novos casos, entre homens e mulheres.
BBC Brasil 
========================================

Cura para o câncer de pele? Vacina testada por britânicos funciona em certos casos de melanoma.
Um estudo com 50 pacientes que tinham não mais que nove meses de vida, segundo os médicos, revelou que 16% dos casos se recuperaram completamente após a vacina. Eles já estão livres da doença há quatro anos.

Uma vacina que está sendo testada no Reino Unido ajudou pacientes a se recuperarem completamente do câncer de pele, ainda que em estágios avançados. O tratamento ataca as células do turmo, deixando-as saudáveis, sem danos, dizem os cientistas.

O médico Howard Kaufman, do Chicago's Rush University Medical Center, disse que os estudos mostram uma "possível cura para alguns casos avançados de melanoma em pacientes" e com uma droga que traz reais benefícios.

A vacina deverá ser comercializada dentro dos próximos cinco anos.

O melanoma é o tipo mais comum de câncer entre jovens adultos de 15 a 34 anos no Reino Unido.
Telegraph