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quarta-feira, 30 de junho de 2010

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Livro: “Anticâncer – Prevenir e Vencer Usando Nossas Defesas Naturais”.


(Ou, “Somos o que comemos”)
Um exame de ressonância magnética. Um tumor no cérebro, seis meses de sobrevida. Esse foi o diagnóstico e o prognóstico que o pesquisador e neuropsiquiatra francês David Servan-Schreiber recebeu, atônico, numa tarde ensolarada. Disposto a conhecer a fundo os processos da enfermidade para então derrotá-la, desenvolveu todo um trabalho de experimentação associando medicina tradicional a uma alimentação pensada e saudável. Após quinze anos e a superação de um segundo tumor, compartilha conosco sua experiência pessoal neste livro.
Muitos são os fatores de risco conhecidos para o câncer. O alcoolismo, o tabagismo, a exposição a radiação e a substâncias químicas presentes naturalmente no meio ambiente ou adicionadas pelo homem, e também presentes na alimentação. Aí estariam incluídos os alimentos ricos em gorduras – como a carne vermelha, o leite integral e seus derivados -, e os embutidos – presuntos, bacon, lingüiças, salsichas, entre outros, e as frituras.
Foi este diagnóstico devastador que fez com que o Dr. Schreber transferisse o foco de seus estudos para tentar descobrir formas de controlar o alastramento da doença pelo seu organismo. Assim percebeu, por exemplo, que o número de casos de câncer só tem aumentado no ocidente – palco da revolução industrial e dos costumes –, a partir da década de 40. E destaca três fatores, em suas pesquisas, como diretamente associados a esse processo: o aumento indiscriminado no consumo de açúcar refinado (açúcar candy), as transformações introduzidas nos processos de criação de animais de corte e a exposição humana a produtos químicos não existentes antes.
De fato, uma simples pesquisa na série histórica da produção e do consumo mundial de açúcar, revela que, realmente, os ocidentais (nós, né?), expandimos nosso consumo per capita de açúcar de 2 kg/ano, em 1870, para inacreditáveis 70 kg/ano, atualmente (!).
Após séries de ensaios com cobaias e de sua própria experiência pessoal, Schreber concluiu (o que já foi amplamente comprovado de outras maneiras por inúmeras experiências científicas), que o açúcar alimenta o crescimento desordenado das células neoplásicas, ou seja, que alimentos com índices glicêmicos elevados atuando em conjunto com a insulina produzida pelo organismo levam à produção de IGF, uma molécula que estimula o crescimento celular e que age também como uma espécie de anabolizador sobre as células cancerígenas, alimentando seu crescimento.
As conclusões são obvias: recomenda como de fundamental importância evitar o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, em todas as suas formas de apresentação, principalmente o industrializado (aquele onde os processos de refino deixaram só a sacarose, a parte branca), balas, guloseimas e doces em geral. Por outro lado, defende ardentemente a prática de exercícios físicos associados a uma alimentação o mais natural possível, composta predominantemente de frutas, legumes e fibras naturais, alem da boa gordura presente na semente de linhaça e no azeite de oliva.
Cita outros alimentos de origem vegetal como o gengibre, a soja, os cítricos, o tomate e o chá verde, entre outros, como tônicos das defesas de nosso organismo, capacitando-o a combater e a ficar mais imune aos riscos de desenvolver a doença e de melhor resistir a ela, com o auxílio dos tratamentos clínicos disponíveis pela moderna terapêutica.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

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Vacina contra câncer de mama deve ir a teste dentro de 1 ano


Uma vacina contra o câncer de mama deverá ir a teste dentro de 1 ano, segundo reportagem publicada neste domingo pelo diário britânico "Daily Telegraph". Uma droga que vem sendo testada tem dado mostras de impedir a aparição de tumores e também de atacar aqueles já presentes.

Pesquisadores dizem que, se bem-sucedida, ela poderia ser oferecida a mulheres antes de alcançarem meados de 40 anos, época em que o risco de câncer de mama começa a subir. De acordo com estudos, a droga poderia acabar com mais de 70% dos cânceres de mama, salvando mais de 8 mil vidas por ano somente no Reino Unido.

Segundo a reportagem do "Daily Telegraph", o criador da vacina, Vincent Tuohy, da Clínica Cleveland, de Ohio, nos Estados Unidos, fez o prognóstico de que a vacina pode erradicar a doença por completo. "Nós acreditamos que uma vacina preventiva de câncer de mama vai fazer com o câncer de mama o que a vacina contra a pólio fez com a pólio", disse ele. "Nossa visão é a de que o câncer de mama é uma doença que se pode prevenir por completo".

A vacina é baseada em uma proteína chamada alfalactalbumina, que age na maior parte dos tumores de câncer de mama. Segundo a revista Nature Medicine, testes com ratos criados em laboratório para desenvolver câncer de mama aos 10 meses de idade, mostraram que a droga deixou-os livres de tumores.

A vacina estimula o sistema imunológico, capacitando-o para destruir a alfalactalbumina quando ela aparece, e assim evitar que tumores se formem. A droga também aumentou o poder do sistema imunológico para encolher até a metade tumores pré-existentes, sugerindo que ela poderia ser usada também como tratamento, tanto quanto como vacina.

A necessidade de mais estudos em um número maior de mulheres significa que deve demorar pelo menos 10 anos antes que a vacina chegue ao mercado.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

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O Poder Terapeutico do Riso.


Desde crianças ouvimos a expressão 'rir é o melhor remédio'. Mas este conceito nunca foi tão levado a sério como nos últimos tempos. O riso agora é considerado terapia, comprovada por estudos médicos e com resultados surpreendentes.
O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional. Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades.

A risoterapia como método terapêutico existe desde a década de 60. Quem assistiu ao filme Patch Adams conhece bem a história. O americano hunter Adams, conhecido como Patch Adams, já implantava o método em hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço.

Cientificamente o riso é um grande estimulador, ele é responsável por mandar a ordem ao cérebro, através do hipotálamo, que sintetiza as endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e conseqüentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com potência cem vezes maior. 

O riso está associado não somente com o alívio de tensão induzido pelo perigo e sinalização não agressiva, mas também com a expressão de emoções positivas. Riso e humor diminuem estresse e ansiedade, reforçam a imunidade, relaxam a tensão muscular e diminuem a dor. O riso inicia uma cadeia de reações fisiológicas.

Primeiro, ele ativa o sistema cardiovascular, a freqüência cardíaca e pressão arterial aumentam. As artérias então se dilatam, levando, portanto, a uma queda da pressão. Contrações fortes e repetidas dos músculos da parede torácica, abdômen e diafragma aumentam o fluxo sanguíneo nos órgãos. A respiração forçada (o há!há!há! do riso) eleva o fluxo de oxigênio no sangue. A tensão muscular diminui e pode-se temporariamente, perder o controle dos nossos membros, como na expressão “ficar fraco de tanto rir”.

Pessoas que sofrem de raiva crônica têm alta incidência de pressão sanguínea elevada, níveis mais altos de colesterol e são mais vulneráveis a ataques cardíacos. Enquanto a raiva, a depressão e a frustração perturbam a função de muitos sistemas fisiológicos, incluindo o sistema imune, o riso ajuda estes sistemas a funcionarem melhor. Por exemplo, o riso ajuda o sistema a aumentar o número de células que auxiliam contra infecção, as células T, no sangue. O riso também pode promover mudanças hormonais benéficas.

"Após a primeira sessão de terapia do riso havia menos dores, nomeadamente nas articulações, e maiores sentimentos de felicidade e de auto-estima", explicou à Lusa Arlete Lourenço, 27 anos, enfermeira na Psiquiatria do Hospital de Faro, em Portugal e terapeuta do riso na Associação Oncológica do Algarve (AOA).

Dar umas boas gargalhadas aumenta também as defesas imunológicas e a capacidade de reagir às doenças, e promove a saúde mental evitando a sua degeneração, defende a enfermeira Arlete, que cita o ditado popular "rir faz bem à saúde" e critica aquele que diz: "muito riso é sinal de pouco siso".

Segundo a enfermeira Arlete, as sessões de terapia do riso baseiam-se em executar exercícios de riso que estimulem a auto-estima e são seguidos por uma fase de relaxamento, seguindo o método indiano "Madan Kataria", fundador do Clube Internacional do Riso e que defende que rir é "uma energia positiva que traz saúde, felicidade e bem estar".

domingo, 25 de abril de 2010

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Novos testes podem confirmar eficácia de vacina contra herpes usada contra câncer de pele.


Atualmente existem poucas alternativas de tratamento para pacientes com melanoma avançado, nenhuma delas satisfatórias. Pacientes com estágios avançados costumam ter um prognóstico ruim de sobrevivência. Por isso, os resultados foram considerados bons pelos cientistas.

Cientistas dos Estados Unidos estão iniciando novos testes com uma vacina normalmente utilizada para combater o herpes e que mostrou ter efeitos positivos no tratamento do melanoma, o tipo mais perigoso de câncer de pele. Vacina teria eficácia contra aquele que é apontado como o tipo mais perigoso de câncer de pele

Os especialistas do centro médico da Rush University, em Chicago, já realizaram duas fases de testes com a vacina, chamada OncoVEX. Na segunda fase, dos 50 pacientes submetidos ao tratamento, oito se recuperaram completamente do câncer, enquanto outros quatro tiveram uma reação positiva parcial e puderam se curar com uma cirurgia.

Cientistas descobriram acidentalmente que a OncoVEX tinha efeito sobre tecido canceroso quando a vacina foi acidentalmente aplicada em uma amostra de células de tumor.

A vacina inclui um vírus que foi modificado e convertido em um agente que atinge essas células sem afetar células saudáveis. A droga também possui agentes biológicos que ajudariam a resposta do sistema imunológico ao melanoma. Segundo a Rush University, a vacina é injetada diretamente nas lesões.

"O que nos surpreendeu e incentivou foi o fato de a vacina ter funcionado não somente nas células injetadas, mas também em lesões em outras partes do corpo que não poderíamos alcançar", afirmou Kaufman. "A vacina gerou uma resposta imunológica que circulou pela corrente sanguínea até locais remotos."

A terceira fase dos testes deve envolver 430 pacientes em todos os Estados Unidos. Cada um vai receber uma injeção nos tumores a cada duas semanas por até 24 sessões, e será acompanhado por dois anos.

O melanoma é o tipo mais raro, mas letal de câncer de pele, por causa da alta possibilidade de metástase. Segundo o Instituto Nacional do Câncer brasileiro, em 2008 houve uma média de aproximadamente 6 mil novos casos, entre homens e mulheres.
BBC Brasil 
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Cura para o câncer de pele? Vacina testada por britânicos funciona em certos casos de melanoma.
Um estudo com 50 pacientes que tinham não mais que nove meses de vida, segundo os médicos, revelou que 16% dos casos se recuperaram completamente após a vacina. Eles já estão livres da doença há quatro anos.

Uma vacina que está sendo testada no Reino Unido ajudou pacientes a se recuperarem completamente do câncer de pele, ainda que em estágios avançados. O tratamento ataca as células do turmo, deixando-as saudáveis, sem danos, dizem os cientistas.

O médico Howard Kaufman, do Chicago's Rush University Medical Center, disse que os estudos mostram uma "possível cura para alguns casos avançados de melanoma em pacientes" e com uma droga que traz reais benefícios.

A vacina deverá ser comercializada dentro dos próximos cinco anos.

O melanoma é o tipo mais comum de câncer entre jovens adultos de 15 a 34 anos no Reino Unido.
Telegraph