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sábado, 16 de junho de 2012

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Biotecnologia, a arma da vez contra o câncer.


Avastin, Humira, Rituxan, Enbrel, Lantus, Herceptin e Remicade. Esses são os nomes de sete medicamentos que até 2014 devem estar no ranking dos dez maiores do mundo em termos de receita, segundo a EvaluatePharma, uma das principais consultorias do setor.
Todos são fruto de uma frente de pesquisas promissora, a biotecnologia. Em vez de componentes químicos, a técnica usa células e outros organismos vivos para tratar doenças. Em 2000, havia apenas um biotecnológico na lista das dez drogas que geravam mais receitas para as farmacêuticas. Mas o futuro parece claro: a fronteira estará cada vez mais ligada à biotecnologia. É nela, também, que reside a esperança dos 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer todos os anos.
Hoje eles são cinco — indicados para tratar doenças que vão de artrite a diabetes. Esse crescimento se deu em parte por razões científicas. A evolução da engenharia genética e o mapeamento do genoma humano, concluído em 2003, permitiram aos cientistas desenvolver pesquisas para tratamentos mais eficazes.
Na lista das drogas que mais faturam hoje, duas são biotecnológicas indicadas para o tratamento de câncer — número que deve crescer nos próximos anos. 

Como as substâncias dos biotecnológicos caem na circulação sanguínea e só atacam as células que se combinam com seu antídoto, esses remédios causam menos efeitos colaterais e são considerados ideais para pacientes com tumores. Nesse sentido, diferem de tratamentos como a quimioterapia, que combate qualquer célula que se reproduza rapidamente, mesmo saudável.

O interesse dos laboratórios pelos remédios feitos de células e organismos vivos tem também uma razão mercadológica. Recentemente, as patentes de alguns dos mais lucrativos medicamentos químicos começaram a expirar.
 
A fórmula do Lipitor, indicado para o tratamento do colesterol e, até o ano passado, detentor do título de remédio com maior faturamento do mundo, passou a ser compartilhada com os fabricantes de genéricos em março de 2010. Neste ano, o mesmo vai acontecer com outros 12 remédios de Roche, Novartis e outras companhias, que terão perda anual de 27 bilhões de dólares de receita até 2015.

“As corporações estão investindo em biotecnologia numa tentativa de recuperar uma parcela das fontes de receita perdidas”, diz Michael Rosen, vice-presidente do ForestCity, grupo que controla o parque tecnológico do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Para os grandes laboratórios, as pesquisas em biotecnologia representam um vasto campo a ser explorado — uma realidade diferente das investigações com drogas químicas, há décadas o foco do setor. 

Uma das peculiaridades dos biotecnológicos é que a pesquisa e o desenvolvimento nessa área são mais caros do que a produção de remédios químicos. Por ser personalizados, é difícil testá-los em grande escala. Habituados às pesquisas químicas, alguns laboratórios deixaram o novo campo de lado por vários anos.

Numa tentativa de recuperar o tempo perdido, partiram para a aquisição de grandes empresas de biotecnologia — foi o que fez a Pfizer ao comprar a Wyeth por quase 70 bilhões de dólares. Recentemente, o setor vem seguindo a lógica do mercado de internet, em que grandes corporações pagam bilhões por pequenas empresas que desenvolvem uma tecnologia considerada promissora.

Em abril, a inglesa AstraZeneca comprou por 1,2 bilhão de dólares a americana Ardea Biosciences, que estuda medicamentos para alguns tipos de câncer com menos de 100 funcionários. De certa forma, foi como a aquisição do aplicativo de fotografia Instagram pelo Facebook.

O que tem atraído a atenção das farmacêuticas em especial são as empresas dedicadas à pesquisa de um ou mais dos cerca de 200 tipos de câncer catalogados. Ao comprá-las, ganham alguns anos de pesquisa — em outras palavras, usam as aquisições como estratégia para atalhar o caminho até o lançamento de um remédio.    

No Brasil, a biotecnologia, embora nu­ma escala menor, também tem atraí­do investimentos. Após receber 50 milhões de reais de vários fundos, a Recep­ta Biopharma, de São Paulo, passou a desenvolver uma droga para combater o câncer de ovário batizada de RebmAb.

Baseado no que foi feito até agora, o Food and Drug Administration, órgão regulador americano, deu recentemente uma validação preliminar à fase final de testes.

Em março, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou investimentos em duas empresas: a Bionovis, formada pelos laboratórios Aché, EMS, Hypermarcas e União Química, e outra empresa ainda sem nome, dos laboratórios Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs.

Cada uma recebeu 500 milhões de reais. Mesmo os maiores entusiastas da biotecnologia concordam que os remédios químicos vão continuar sendo a grande fonte de receitas do setor — acima de 70% do faturamento global pelo menos até 2016.
Fonte aqui.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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FDA aprova em caráter de urgência nova pílula contra câncer de pele

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a aprovação da pílula Zelboraf para pacientes com melanoma em fase avançada ou inoperável, em particular nos casos que apresentem uma mutação genética. Zelboraf (vemurafenib) será lançado no mercado nas próximas semanas - junto com um kit de teste de diagnóstico - destinado ao tratamento de pacientes com tumores cancerosos que expressem uma mutação genética chamada BRAF V600E - proteína regularizadora do crescimento das células do corpo, que sofre mutações em cerca da metade dos pacientes com melanoma avançado.

Fabricado pela empresa Genentech do Grupo Roche, Zelboraf é capaz de bloquear a função da proteína BRAF afetada pela mutação. As autoridades não realizaram provas sobre a eficácia desta droga em pacientes que não apresentam essa mutação genética.

Esse é o segundo recurso para o melanoma avançado, depois que em março, a FDA aprovou também o Yervoy (ipilimumab), que demonstrou que os pacientes vivem mais tempo ao receber a pílula, de acordo com o diretor do escritório que investiga medicamentos contra o câncer, Richard Pazdur.

Segurança e eficácia

A agência federal disse ter aprovado a pílula e o teste de forma acelerada, antes das datas previstas para o último trimestre do ano. As autoridades estabeleceram a segurança e a eficácia do Zelboraf mediante uma prova clínica internacional em 675 pacientes com melanoma em estágio avançado que apresentava mutação, mas que não tinham recebido tratamento algum.

Um grupo recebeu Zelboraf e outro recebeu dacarbazina, mais um remédio contra o câncer. Dos pacientes que tomaram Zelboraf, 77% continuam vivos, em comparação com 64% dos pacientes que receberam dacarbazina.

Os efeitos colaterais mais comuns do Zelboraf incluíram dor nas articulações, brotoeja, perda de cabelo, fadiga, náusea e sensibilidade da pele exposta ao sol.

O melanoma é a principal causa de morte por doenças de pele. O Instituto Nacional do Câncer assinala que em 2010 foram diagnosticados 68.130 novos casos de melanoma nos Estados Unidos e 8,7 mil mortes só este ano.

Ainda não se tem nenhuma referência de preços ao consumidor. Mas, como se trata de drogas da nova geração de anticorpos monoclonais, produtos da moderna biotecnologia, e a julgar pelo preço de outras já existentes no mercado, certamente terão custo proibitivo para a grande maioria dos pacientes.

Falta saber também o tempo que a Anvisa vai levar para aprovar estas drogas no Brasil.
Fonte aqui

terça-feira, 1 de março de 2011

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Necessidade de mais dados para avaliar o tratamento de manutenção com Rituxan para o linfoma folicular não-Hodgkin

"O uso do rituximab como um tratamento de manutenção após a quimioterapia inicial de linfoma folicular não-Hodgkin pode ser uma opção valiosa para os doentes, porque nenhum tratamento de manutenção tem sido até agora disponível, nesta fase da doença. Até aqui sabe-se que a droga poderia manter o câncer de um paciente em remissão após a quimioterapia, mas ainda não está claro como, exatamente, e por quanto tempo o efeito dura, e se também pode melhorar a sobrevida dos pacientes” (professor Peter Littlejohns, diretor do setor de Clínicas e Saúde Pública, do Nice).

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 Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido (NICE, na sigla em inglês) está atualmente avaliando o uso do rituximabe (MabThera, produto Roche) como um tratamento de manutenção de primeira linha para pacientes com linfoma folicular avançado não-Hodgkin. Na orientação de esboço divulgado hoje (01 de março), o Nice está solicitando ao fabricante o fornecimento de análises mais apuradas para resolver as incertezas nos dados relativos ao benefício de sobrevivência do tratamento.

O Comitê de Avaliação emitiu uma recomendação preliminar para o tratamento no primeiro esboço de orientação produzido no final do ano passado, mas pediu mais informações ao fabricante para resolver as incertezas, especialmente as relativas ao custo-eficácia do rituximab.

Na sua decisão de solicitar informações complementares, a Comissão de Análise considerou os comentários recebidos durante a consulta às partes interessadas, que discordaram fortemente dos pareceres preliminares que recomendaram o tratamento de manutenção com rituximab, porque consideraram que não havia muita certeza em torno do efeito do tratamento sobre a sobrevivência e a melhoria da qualidade de vida. A comissão fora, portanto, motivada a não recomendar o rituximab como um tratamento de manutenção de primeira linha, a menos que novos dados fossem apresentados para responder a estas incertezas.

O fabricante tem até 22 de março de 2011 para fornecer essas informaçõs ao Nice. Outras entidades consultadas, incluindo o público, também têm até essa data para comentar sobre este projeto de orientação, e pode fazê-lo através do site da NICE. Quaisquer comentários recebidos durante a fase de consulta serão considerados pela comissão e, após esta reunião, a próxima versão do projeto de orientação será emitida.

A publicação da orientação definitiva para o uso do rituximab no tratamento de manutenção de primeira linha de linfoma folicular não-Hodgkin é esperada para ainda este ano. Até então, cada organismo deve tomar decisões localmente no financiamento de tratamentos específicos.

Notas

De acordo com a orientação do esboço, o Comitê de Avaliação está disposto a não recomendar o rituximabe para tratamento de primeira linha de manutenção das pessoas com linfoma folicular avançado não-Hodgkin, que responderam à terapia de primeira linha de indução com rituximab em associação com quimioterapia. A Comissão de Avaliação recomenda uma análise de custo-efetividade revista pelo fabricante, que incorpore todas as seguintes hipóteses, simultaneamente:

- Idade na primeira linha de indução (pacientes com idade média de 62,5 anos no início do tratamento)

- Efeito do tratamento: qual a duração do benefício clínico do tratamento de manutenção com rituximab.

- Sobrevivência de modelagem: medida percentual que traduz o benefício de sobrevida livre de progressão para ganhar sobrevida global ( 70%, 80% ou 90%)

- O fabricante deve apresentar ainda os seus custos, ganhos e fornecer um modelo totalmente revisto, executável económicamente.

Na orientação de esboço anterior, publicada em Dezembro de 2010, a Comissão de Análise havia recomendado rituximab para esta indicação, mas afirmou que esperava que o fabricante pudesse resolver as incertezas em seus estudos e apresentar uma análise de custo-efetividade revista.

A prática clínica atual para o gerenciamento de um linfoma não-Hodgkin, que respondeu ao tratamento de primeira linha de indução com quimioterapia, envolve "observação" ou "espera vigilante". Isto é quando os médicos esperam até que o câncer comece a crescer novamente antes de aplicar ao paciente um novo tratamento.

O Rituximab age objetivando uma proteína denominada CD-20 que é encontrada em linfócitos B-pilha. É administrado por via intravenosa através de um sistema de gotejamento, uma vez a cada dois meses.

Uma terapia de manutenção é um tratamento aplicado após a quimioterapia inicial visando impedir que um tumor volte a crescer.

A data prevista pelo NICE para uma decisão é o mes de julho próximo.

Traduzido daqui

FDA aprova mamógrafo 3-D

A
utoridades de saúde dos EUA aprovaram o sistema de mamografia em 3-D da empresa Hologic Inc,  na esperança de que ele possa ajudar os médicos a detectar e diagnosticar o câncer de mama, embora as mulheres possam estar mais expostos a radiação.

Segundo funcionarios da FDA, o dispositivo, uma atualização do sistema 2-D já aprovado da empresa, oferece aos médicos uma visão mais detalhada da mama para ver todas as anomalias possíveis. A mamografia tradicional ainda é considerada a melhor maneira para identificar câncer de mama, mas a tecnologia limitada exige que algumas mulheres passem por exames adicionais.

No entanto, os exames adicionais em 3-D expõem o paciente ao dobro da quantidade de radiação normalmente emitida numa mamografia tradicional. Ainda assim, os exames mais detalhados em 3-D melhoram a precisão com que os radiologistas detectam esse tipo de tumor, ajudando a diminuir o número de mulheres que recebem um “falso negativo” no resultado dos exames preventivos.

Traduzido daqui

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

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Linfoma - Anvisa poderá vir a proibir implante mamário de silicone


Estudo indica que as próteses podem aumentar o risco de um câncer raro e grave
O uso de próteses de silicone nas mamas pode ser proibido no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma investigação realizada pela FDA (agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA) revelou que mulheres que fizeram esse tipo de cirurgia podem ter risco maior de desenvolver um tipo raro e grave de câncer: o linfoma de grandes células anaplástico, que ataca o sistema imunológico.
D
ados revisados pela FDA sugerem que pacientes com implantes nos seios têm um risco muito pequeno, mas significativo, de desenvolver o linfoma na cicatriz em volta da prótese. O estudo, ainda sem conclusão, está sendo acompanhado pela Anvisa. Segundo o órgão brasileiro, se o risco de câncer for comprovado, a agência tomará as devidas providências para restringir o uso da prótese, proibir a substância causadora do mal ou proibir o implante.

Segundo a médica responsável pelo grupo de linfoma do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Maria Cristina de Almeida Macedo, a associação entre o silicone e o tumor pode ser explicada pela presença da prótese na região da mama.
“O sistema imunológico fica sendo estimulado de forma crônica pela prótese, o que pode levar à formação de células anormais. Mas isso é só uma teoria”, ponderou. “Ainda não há relação clara entre a ocorrência do linfoma e a prótese. Ainda não há motivos para que haja modificação nas indicações de colocação de silicone”, concluiu.
A investigação da FDA ainda não tem prazo para ser concluída. A Anvisa, entretanto, já informou que, dependendo das conclusões do órgão americano, vai avaliar se deve ou não recomendar a retirada das próteses de quem já fez o implante. Essa recomendação, no entanto, vai depender também do risco cirúrgico para cada paciente.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, só em 2008 foram realizadas 151 mil implantes de silicone no País.
Para quem pensa que este tipo de cirurgia atende apenas a satisfação da vaidade pessoal – o que por si só já seria válido, quando se valoriza a autoestima adquirida de se estar bem com a própria aparência), considere-se que o implante de silicone tem sido, na maioria dos casos, a única alternativa viável para milhares de mulheres pelo mundo afora que passaram por uma mastectomia radical.
FDA aprova Rituxan (Mabthera, Rituximab) como terapia de manutenção para linfoma
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 Roche e a Biogen anunciaram que a FDA (Food & Drug Administration) aprovou o Rituxan (Rituximab, Mabthera) como terapia de manutenção no tratamento de doentes com linfoma folicular avançado, naqueles que responderam ao tratamento inicial com quimioterapia e Rituxan. Segundo informação do site FirstWord, a aprovação surge após uma decisão similar desta indicação na Europa, em Outubro passado,
A última aprovação foi baseada nos dados de fase final do ensaio PRIMA, aleatorizado, com 1018 pacientes com linfoma folicular avançado que responderam ao tratamento inicial com o Rituxan, em combinação com quimioterapia, e receberam o Rituxan, uma vez a cada dois meses durante dois anos, ou interromperam o tratamento.
Os dados mostraram que a terapêutica posterior com o fármaco quase que duplicou a probabilidade de sobrevida livre de progressão, em comparação com os doentes no grupo de observação.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

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EUA aprovam vacina terapêutica contra câncer de próstata.


A vacina Provenge, da Dendreon Corp., prepara o sistema imunológico para lutar contra os tumores. O remédio é chamado de "vacina", embora trate a doença em vez de preveni-la. Os médicos vêm tentando desenvolver esse tipo de terapia há décadas e a Provenge é a primeira a conseguir a aprovação da agência que regula alimentos e remédios no país, o FDA.
O primeiro tratamento contra o câncer de próstata que usa o sistema imunológico para combater a doença recebeu hoje aprovação do governo norte-americano, oferecendo uma importante alternativa para tratamentos mais intensivos como a quimioterapia.

"A grande notícia é que é o primeiro tratamento de imunoterapia a conseguir aprovação, e eu acho que dentro de cinco a dez anos imunoterapias serão uma grande parte do tratamento contra o câncer", disse o doutor Phil Kantoff, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber, que ajudou a realizar os estudos para a Provenge.

Vacinas experimentais para tratar outros tipos de câncer - incluindo o câncer de pele. melanoma e o neuroblastoma, que atinge crianças - já estão no último estágio de desenvolvimento.

Atualmente, os médicos tratam câncer com a remoção cirúrgica dos tumores, com quimioterapia ou com radiação. A Provenge oferece uma quarta opção, ao fazer com que o próprio mecanismo de defesa do corpo aja contra a doença. A droga será usada para tratar câncer de próstata que se espalhou por outras partes do corpo e que não responde à terapia hormonal.

Especialistas médicos saudaram a aprovação como um marco importante, mas destacaram que o remédio será um acréscimo às práticas atuais, não uma substituição. "Este é apenas um passo num novo caminho para tratar os pacientes", afirmou o doutor Simon Hall, chefe de urologia do Hospital Mt. Sinai. "Temos de fazê-los entender que esta não é a cura, que é muito variável."

Estudos da empresa mostraram que a administração da Provenge acrescenta quatro meses de vida a homens com estágio avançado de câncer de próstata. Isso pode parecer pouco, mais é mais do que os três meses conquistados pelo Taxotere, o único quimioterápico aprovado para homens nesta situação. Os médicos esperam que o benefício seja ainda maior se o medicamento for ministrado quando a doença estiver menos avançada.
Agencia Estado
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Iniciativa da Universidade Guarulhos oferece exames e orientações gratuitas.

A Clínica de Enfermagem da Universidade Guarulhos (UnG) continua com as inscrições abertas para atendimentos e orientações gratuitas sobre o câncer do colo do útero. As ações fazem parte da Campanha da Instituição sobre o tema.

As interessadas em participar da iniciativa devem fazer agendamento prévio através do telefone (11) 2464-1188. O atendimento é gratuito e acontece nos períodos da manhã, tarde e noite. Não é necessário ter pedido médico ou mesmo encaminhamento de outro serviço. Entretanto, é imprescindível seguir as seguintes recomendações para o exame de papanicolaou:

• não pode estar menstruada. Preferencialmente aguardar o 5.° dia após o término da menstruação;
• não poderá usar creme vaginal nem se submeter a exames intravaginais (ultrassonografia) nos dias que antecedem ao exame;
• estar em abstinência sexual de 48 horas.

A detecção da doença em fase precoce aumenta as chances de cura e sobrevivência da paciente. Segundo o INCA, o exame de papanicolaou, quando feito com freqüência, pode reduzir em até 80% a mortalidade, especialmente em mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos. 

segunda-feira, 12 de abril de 2010

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3º Concurso Nacional de Fotografia da ABRALE

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Estão abertas desde o último dia 8 (dia mundial de combate ao câncer) e vão até 12 de junho as inscrições para o 3º Concurso Nacional de Fotografia, promovido pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia – ABRALE –, pela Associação Brasileira de Talassemia – ABRASTA e pelo SENAC de São Paulo.

A iniciativa destas instituições, sem fins lucrativos, objetiva disseminar conhecimentos e promover um maior envolvimento da sociedade nas ações e nas questões relacionadas com essas enfermidades onco-hematológicas.

Nesta edição o tema escolhido é Retratos do Amor. A inscrição é gratuita e os trabalhos podem ser enviados pelos correios (Rua Pamplona, 518 – 5º andar – São Paulo) ou pela internet clique e faça sua inscrição.

As categorias são as mesmas dos anos anteriores: “Profissionais de Fotografia”, “Profissionais de Saúde”, “Familiares e Pacientes” e “Público em Geral”. O júri estará composto por João Kúlcsar, fotógrafo e docente do Senac, Merula Steagall, presidente da ABRALE e da ABRASTA, Chico Audi, Heródoto Barbeiro, Fanny Feigenson, Roberto Muylaert entre outros profissionais das áreas de artes e comunicação.

O resultado será divulgado no dia 29 de outubro e os primeiros colocados em cada categoria farão jus à bolsas de estudos para cursos livres, no SENAC, no valor de R$ 1.000,00 cada. Os demais colocados receberão livros da editora do SENAC, iPod e iPhone. Além disso, os 12 finalistas de cada grupo farão parte de exposição itinerante em estações predefinidas do metrô de São Paulo e no Conjunto Nacional, a partir do mês de setembro, e as imagens ilustrarão material institucional da ABRALE.
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FDA não aprova fármaco para tratar linfoma agressivo
cats A Cell Therapeutics anunciou que a FDA (Food & Drug Administration) emitiu uma resposta completa sobre o seu pedido de aprovação do Pixuvri® (pixantrone) como tratamento de pacientes com linfoma não-Hodgkin agressivo reincidente ou refratário, noticia o site FirstWord.

Na carta, a agência refere-se às preocupações levantadas na reunião consultiva realizada em Março, e recomenda que a empresa realize um ensaio clínico adicional para demonstrar a segurança e a eficácia do medicamento.

A companhia disse que planeja reunir-se com a FDA para discutir o estudo de seguimento, e que espera apresentar um pedido de aprovação para o Pixuvri® na Europa no terceiro trimestre de 2010.

O analista David Miller da Biotech Stock Research observou que obter a aprovação nos EUA é uma "possibilidade remota". Um novo ensaio custaria 30 a 50 milhões de dólares, um valor que a empresa não consegue suportar com as reservas atuais.

Em outras notícias, a Cell Therapeutics afirmou que "não tem nenhum comentário sobre os relatos de uma possível aquisição" por parte da Novartis, mas confirmou que as empresas estão em conversações sobre o desenvolvimento e a comercialização do Pixuvri®.
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