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quarta-feira, 20 de abril de 2011

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Biotecnologia – indústria genética - câncer


A Technology Catalysts International (TCI), líder global de consultoria para a indústria farmacêutica, anunciou que as investigações sobre as tendências do câncer identificaram o desenvolvimento das vacinas como uma opção viável de tratamento para uma variedade de tipos da doença que têm atualmente tratamentos ineficazes. O potencial do mercado desta vacina tem previsão de chegar a US$ 3 bilhões em 2015.

Com a recente recomendação da comissão consultiva da Medicare para apoiar a vacina Provenge® contra o câncer de próstata, o campo das vacinas contra o câncer recebeu um impulso sem precedentes. Como resultado, muitas empresas deverão entrar nesta área emergente e altamente rentável de prevenção, tratamento e, potencialmente, de cura do câncer. Vacinas profiláticas contra o câncer, como a Gardasil®, da Merck e Cervarix®, da GSK, já ganharam atenção mundial e adquiriram o status de grande sucesso/potencial.

Segundo especialistas da  Roth Capital Partners, conceituada empresa de assessoria de investimentos que avaliou recentemente a BiovaxID®,  tecnologia da Biovest International, essa vacina idiotípica, já testada com bons resultados em Estudos de Ensaios Clínicos de Fase III no tratamento de linfomas foliculares, será o próximo sucesso deste tipo de tratamento com base na imunologia. Dados críticos apresentados na reunião da última conferência de 2010 da ASH (American Society of Hematology) demonstraram a eficiência da vacina neste tipo de tratamento.

Objetivando aproximar esforços e otimizar recursos dos agentes interessados em pesquisar e desenvolver vacinas contra o câncer, a Technology Catalysts Intenational lançou recentemente um relatório com uma descrição detalhada de mais de 35 empresas que têm ativos no desenvolvimento de várias abordagens para vacinas contra o câncer e estão abertas a alianças estratégicas. O relatório também analisa a tecnologia atual e potencial do mercado para vacinas contra o câncer, apresentando ainda  descrições detalhadas das novas tecnologias projetadas para o desenvolvimento destas vacinas.

Um trecho de cortesia deste relatório está disponível para download aqui
Traduzido e condensado de PRNewswire. Leia o release completo aqui.

terça-feira, 12 de abril de 2011

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Vacinas contra o câncer


Tenho insistido muito aqui sobre o tema das vacinas no combate ao câncer. Acho que esta linha de pesquisa está na direção certa, principalmente porque tem como fundamento a ativação dos nossos próprios recursos biológicos, ou seja, nosso sistema imunológico.
As chamadas vacinas idiotípicas  não são vacinas no sentido tradicional, que usam formas atenuadas de um vírus, etc. São tentativas de se usar o sistema imune do paciente de maneira que ele reconheça as células cancerosas como inimigas, e passe a ataca-las e destruí-las. É uma área onde se tem investido muito tempo e recursos em pesquisas, que tem causado muitas frustrações e poucos resultados, mas encorajadores.
Todavia, o fato de ter conseguido produzir resultados pode indicar que a direção geral está certa, mas o caminho ainda não.

A charge acima ilustra a revolta da população do Rio de Janeiro contra Oswaldo Cruz, o personagem de bigodes, ao centro, montado em uma seringa. Ele sugeriu ao governo, em 1904, que tornasse obrigatório o uso de uma vacina contra a varíola, causando uma verdadeira rebelião que tomou conta das ruas, e que ficou conhecida como A Revolta da Vacina.

Contudo, a vacina contra o câncer não é como desenvolver uma vacina contra um vírus como a poliomielite ou a varíola. Ou uma pílula que pode ser fabricada em massa. As células cancerosas parecem muito com as células normais, por isso é difícil fazer com que o organismo “pense” nelas como estrangeiras.

O Dana-Farber Cancer Institute é um dos muitos centros que vem trabalhando há algum tempo no desenvolvimento deste tipo de vacina. Os resultados obtidos estão entre os melhores, até agora, em ensaios clínicos com pacientes com cânceres muito avançados, que já haviam tentado de tudo e tinham pouco a perder. Três anos depois, trinta por cento deles estavam vivos, em contraposição aos 17% do grupo controle, que tomaram apenas um placebo. De qualquer maneira, se considerarmos a idade desses pacientes, alguns meses de vida a mais podem significar um percentual razoável do que teriam a viver, com ou sem doença.

Agora, no início do ano, Cientistas da University of North Carolina, nos Estados Unidos, descobriram que a ausência da função de uma proteína chamada NLRP3 pode resultar em um aumento de quatro vezes na resposta de um tumor a uma vacina terapêutica contra o câncer. Se a descoberta provar ser consistente, pode ser uma chave para tornar estas vacinas uma opção de tratamento real e eficaz.  

Por serem personalizadas, estas vacinas contra o câncer são difíceis de ser desenvolvidas. Em uma primeira fase do processo de produção, uma biópsia é feita  no paciente para a retirada de uma amostra das células cancerosas para que sejam enviadas ao laboratório onde serão processadas para a produção da vacina, que terá efeito terapêutico exclusivamente sobre o paciente em questão. Como resultado, as vacinas são caras, pois não são como um princípio ativo de uso genérico que possa ser produzido industrialmente, em massa.

Essas vacinas, chamadas idiotípicas, não curam nem são úteis na prevenção do câncer, mas elas aumentam a sobrevivência. Até agora em alguns meses ou até semanas. Mas, em seu conjunto, demonstraram que há uma proof of concept, uma demonstração de que é por aí.  

Os pesquisadores esperam que as descobertas, as conclusões do estudo e a contribuição de trabalhos futuros nesta área permitam o desenvolvimento de vacinas mais eficazes contra muitos tipos de câncer.

Vamos apostar nessa!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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Biotecnologia e Imunoterapia: planta do tabaco para vacinas contra linfomas

Um ensaio clínico internacional, com a participação dos Estados Unidos, da Espanha e da Alemanha utiliza as folhas da planta do tabaco - a mesma que em outras circunstancias servem de base para a fabricação de fumo - na produção de vacinas personalizadas contra o linfoma folicular.
O linfoma folicular é um tipo freqüente de câncer que se caracteriza por um crescimento dos linfócitos B, que são células que fazem parte do sistema imunológico do organismo. A incidência desta patologia é elevada. Na Espanha, por exemplo, a cada ano se diagnosticam 5 mil novos casos em pessoas maiores de 40 anos.
O trabalho foi apresentado na 52ª reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia encerrado anteontem, em Orlando, EUA.
O
 novo ensaio, dirigido pelo investigador Maurizio Bendandi, especialista em hematologia do Centro de Investigación Médica Aplicada (CIMA) da Universidade de Navarra, na Espanha, tem como objetivo produzir, a partir de folhas de plantas de tabaco, vacinas idiotípicas, personalizadas contra o linfoma folicular.
O estudo está sendo financiado pela farmacêutica alemã Bayer e conta com a participação dos especialistas de Navarra, já que a empresa alemã os selecionou em função dos bons resultados obtidos desde 2006 com as primeiras vacinas idiotípicas.
O objetivo prioritário da Bayer com este ensaio é valorizar a eficácia das proteínas obtidas com a nova tecnologia, capaz de encurtar o prazo de produção destas vacinas para apenas 6 semanas. Para se ter uma idéia, atualmente o tempo de elaboração destes preparados personalizados leva cerca de 9 meses, dada a complexidade da produção de um medicamento individualizado para cada paciente.
Uma vacina idiotípica é um fármaco elaborado com as células tumorais do próprio paciente. Elas apresentam na superfície uma proteína, denominada imunoglobulina, que tem uma parte específica que é o idiotipo. Esta proteína de superfície, depois de manipulada adequadamente, pode ser utilizada como vacina terapêutica, já que representa um antígeno (substancia capaz de estimular o sistema imunológico) específico para esse tumor específico.
O objetivo da vacina é ativar o sistema imunológico para que reconheça e destrua as células tumorais. Este procedimento poderá vir a ser útil para a maioria dos linfomas não-Hodgkin, e não apenas para o linfoma folicular, já que nos linfomas sabe-se claramente qual é o antígeno contra o qual se deve dirigir a resposta.
A previsão é de que a investigação se desenvolva até 2012 com uma amostra de 20 pacientes. O recrutamento, a biópsia dos gânglios e posterior tratamento dos enfermos estão ao encargo do Southwestern Medical Center de Dallas, nos EUA. Uma metade do material obtido na biópsia é enviada aos laboratórios da Universidade de Navarra, a outra metade vai para Halle, Alemanha, onde os técnicos da Bayer isolarão o material genético que será utilizado na produção da vacina.
O processo de elaboração das vacinas na Alemanha começa com a extração da informação genética que codifica o antígeno das células tumorais do paciente. Esta informação é introduzida então em um vírus que, por sua vez, é inoculado em uma bactéria. Em seguida, a bactéria infetará a planta do tabaco, que assim assimila a informação genética e começa a fabricar a proteína do tumor humano (idiotipo). Posteriormente, esta proteína será submetida a um processo de purificação para, a partir dela, elaborar a vacina.
A vacina personalizada assim obtida na Alemanha será então enviada a Dallas, onde será ministrada ao paciente correspondente. Uma injeção subcutânea que se aplicará, em cada um dos casos, uma média de seis doses durante 6 meses.
Os especialistas da Universidade de Navarra são os responsáveis pela avaliação da resposta de cada um dos pacientes.
Traduzido e condensado de RNW. Leia texto original aqui.
Post relacionado: Tabaco ? Quem diria.