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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

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Linfoma - Anvisa poderá vir a proibir implante mamário de silicone


Estudo indica que as próteses podem aumentar o risco de um câncer raro e grave
O uso de próteses de silicone nas mamas pode ser proibido no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma investigação realizada pela FDA (agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA) revelou que mulheres que fizeram esse tipo de cirurgia podem ter risco maior de desenvolver um tipo raro e grave de câncer: o linfoma de grandes células anaplástico, que ataca o sistema imunológico.
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ados revisados pela FDA sugerem que pacientes com implantes nos seios têm um risco muito pequeno, mas significativo, de desenvolver o linfoma na cicatriz em volta da prótese. O estudo, ainda sem conclusão, está sendo acompanhado pela Anvisa. Segundo o órgão brasileiro, se o risco de câncer for comprovado, a agência tomará as devidas providências para restringir o uso da prótese, proibir a substância causadora do mal ou proibir o implante.

Segundo a médica responsável pelo grupo de linfoma do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Maria Cristina de Almeida Macedo, a associação entre o silicone e o tumor pode ser explicada pela presença da prótese na região da mama.
“O sistema imunológico fica sendo estimulado de forma crônica pela prótese, o que pode levar à formação de células anormais. Mas isso é só uma teoria”, ponderou. “Ainda não há relação clara entre a ocorrência do linfoma e a prótese. Ainda não há motivos para que haja modificação nas indicações de colocação de silicone”, concluiu.
A investigação da FDA ainda não tem prazo para ser concluída. A Anvisa, entretanto, já informou que, dependendo das conclusões do órgão americano, vai avaliar se deve ou não recomendar a retirada das próteses de quem já fez o implante. Essa recomendação, no entanto, vai depender também do risco cirúrgico para cada paciente.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, só em 2008 foram realizadas 151 mil implantes de silicone no País.
Para quem pensa que este tipo de cirurgia atende apenas a satisfação da vaidade pessoal – o que por si só já seria válido, quando se valoriza a autoestima adquirida de se estar bem com a própria aparência), considere-se que o implante de silicone tem sido, na maioria dos casos, a única alternativa viável para milhares de mulheres pelo mundo afora que passaram por uma mastectomia radical.
FDA aprova Rituxan (Mabthera, Rituximab) como terapia de manutenção para linfoma
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 Roche e a Biogen anunciaram que a FDA (Food & Drug Administration) aprovou o Rituxan (Rituximab, Mabthera) como terapia de manutenção no tratamento de doentes com linfoma folicular avançado, naqueles que responderam ao tratamento inicial com quimioterapia e Rituxan. Segundo informação do site FirstWord, a aprovação surge após uma decisão similar desta indicação na Europa, em Outubro passado,
A última aprovação foi baseada nos dados de fase final do ensaio PRIMA, aleatorizado, com 1018 pacientes com linfoma folicular avançado que responderam ao tratamento inicial com o Rituxan, em combinação com quimioterapia, e receberam o Rituxan, uma vez a cada dois meses durante dois anos, ou interromperam o tratamento.
Os dados mostraram que a terapêutica posterior com o fármaco quase que duplicou a probabilidade de sobrevida livre de progressão, em comparação com os doentes no grupo de observação.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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Saúde do brasileiro – quem paga a conta?


O IBGEInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística - divulgou em dezembro de 2009 os dados referentes à composição dos custos da saúde pública no Brasil. De acordo com os dados, as despesas da família brasileira neste item chegaram a 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2007. E isso corresponde apenas a consultas e exames realizados em ambientes clínicos e ambulatoriais, não incluídas aí as despesas com remédios. Os planos privados de saúde custaram 0,4 % do PIB daquele ano e os gastos com atendimentos hospitalares e médicos alcançaram 1% do PIB.
Aplicando uma aritmética simples sobre os dados revelados pelo IBGE, pra nossa perplexidade, constatamos que a cada R$ 100,00 gastos em saúde no País, o poder público, o Estado Brasileiro arca com apenas R$ 41,59 e os Planos de Saúde Privados com R$ 1,02, cabendo ao cidadão brasileiro o maior ônus, ou seja, R$ 57,39 em despesas com tratamentos de saúde. Se não fosse dramático eu cantaria a velha canção de Ari Barroso “Brasiiil, meu Brasil brasileeeiro, vou cantar-te nos meus veeeersos”.
Os resultados de uma pesquisa feita pela GfK Brasil para mensurar a satisfação da população em relação aos serviços públicos de saúde, em fevereiro de 2010, apontam que 68% dos usuários deste serviço público deram notas de 0 a 5, numa escala de 0 a 10. A média geral alcançada pelo serviço foi 4,22, o que demonstra a grande insatisfação por parte dos usuários. Cerca de 21% desta fatia dos entrevistados deram nota zero ao serviço público.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE - organização internacional que congrega os países mais desenvolvidos economicamente e com um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), nestes países esses números são muito diferentes, pois lá o estado responde em média por 72% dos gastos com saúde e as famílias com apenas 28%.
Quem não tem um seguro saúde particular e não pode esperar pelo atendimento demorado do SUS, depara-se com outra realidade: apenas com os serviços de médicos particulares as famílias gastaram 1,7 % do PIB, algo como 10 vezes o valor que o governo pagou pelos remédios que distribuiu gratuitamente.
A distribuição gratuita de medicamentos pelo SUS limita-se aos remédios básicos, utilizados nas Unidades Básicas de Saúde no tratamento das doenças de uso contínuo e de alto custo. No tratamento do diabetes estão excluídos os análogos de Insulina e medicamentos orais, mais eficazes e mais modernos.
E o que causa maior indignação ainda é que sabemos que estes cerca de 2,5 bilhões de reais pagos à indústria farmacêutica saíram dos nossos bolsos, pois são provenientes dos impostos que pagamos e que estão embutidos também no preço dos medicamentos. Alias, apenas sobre os medicamentos foram arrecadados ano passado algo em torno de 9 bilhões.
A insuficiência da rede pública leva o Estado a conveniar a rede privada, custeando o atendimento privado com verbas do SUS. Proliferam os hospitais e casas de saúde criadas tão somente para abocanhar as verbas públicas. Seus profissionais nem sempre têm formação e tem sido comum a contratação de indivíduos que jamais ingressaram numa faculdade de medicina.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – é um órgão de controle sobre os medicamentos com centenas de outras atribuições. Drogas de tecnologia de ponta, da biotecnologia, modernas, que já foram aprovadas e estão em uso por vezes há anos na Europa, no Japão e nos EUA tem sua aprovação emperrada no Brasil, pela burocracia e pela inépcia.
A situação, historicamente já esteve pior. Mas os dados revelados pelo IBGE, quando analisados e comparados com outras realidades, de outros países, não dão margens a dúvidas de que falta planejamento e racionalidade quando se trata de gastar recurso público com saúde no Brasil, impondo-se, assim, ao cidadão, um custo muito elevado, um custo que não é apenas econômico-financeiro, mas, sobretudo, social.
Fonte: IBGE
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A indústria farmacêutica vai bater de frente com o governo para evitar a adoção, a partir de janeiro de 2011, do selo de segurança nos remédios, cujo custo será de R$ 400 milhões ao ano. Este aumento, estimado entre 6% e 10%, deverá ser repassado para a conta do consumidor brasileiro. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) vai ingressar até semana que vem com uma ação judicial para tentar barrar a Instrução Normativa 11, da Anvisa, de 3 de novembro, que formaliza a adoção "etiqueta auto-adesiva de segurança" em mais de 4 bilhões de embalagens.
Leia toda a matéria aqui

terça-feira, 24 de agosto de 2010

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Justiça condena Plano de Saúde a fornecer remédio à paciente com câncer


O desembargador Teixeira Leite, da 4ª Câmara de Direito Privado, também decidiu, em abril deste ano, na Apelação 994.061.335.812, que a droga oxaliplatina poderá ser usada. Ele afirma que como a droga já foi liberada pela Anvisa, não se trata de tratamento experimental. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais também já autorizou o uso do medicamento, em outra apelação. Na decisão, há a informação de que o medicamento já foi testado em seres humanos. Drogas com oxaliplatina na composição: Eloxatin, Evoxali, Ezulen, O-plat, Uxalun.

Um idoso portador de linfoma, tipo de câncer do sistema linfático, conseguiu na justiça autorização para fazer sessões de quimioterapia com uma substância chamada oxaliplatina. O plano de saúde alegava que a droga, já registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), era experimental e não poderia ser fornecida. O médico entendeu que a substância é a mais adequada para o paciente, diante da sua frágil condição física. Com base na avaliação médica, o juiz Décio Luiz José Rodrigues, da 6ª Vara Cível de São Paulo, aceitou pedido de Tutela Antecipada contra a Medial Saúde, sob pena de multa diária de R$ 10 mil caso não cumpra a decisão.
                                  Preços (clique na imagem para ampliar)
A recomendação do médico era de que o paciente precisava também de quatro dias de internação e demais procedimentos. A Medial liberou apenas um dia de internação. A família do enfermo entrou em contato com o plano para saber por que não houve autorização para a internação e a empresa não se manifestou. A situação do idoso se agravou depois da indicação de uso da oxaliplatina. De acordo com o processo, o plano se recusou a liberar as guias para o paciente fazer as sessões de quimioterapia. O próprio médico decidiu fazer um relatório explicando os motivos pelos quais optou por este tratamento. Segundo ele, a toxicidade da oxaliplatina é menor e por isso a droga é a mais adequada a um paciente nessas condições.

No pedido de Tutela Antecipada, o advogado explica que o contrato firmado pelo cliente e a empresa prevê o tratamento quimioterápico e cita também o Código de Defesa do Consumidor.

A demora em liberar as guias para internação e tratamento do paciente motivou a família a entrar com uma ação de obrigação de fazer contra a prestadora de serviços. Quando a ação foi impetrada já fazia uma semana que o médico tinha determinado o início das sessões de quimioterapia. O tratamento de câncer é feito em ciclos, portanto, como informa a ação, para efeito positivo do tratamento ele deve começar quando o médico determina.

Para o advogado, o paciente deveria ser indenizado pela Medial por danos morais. As negativas do plano de saúde em fornecer o tratamento deixam o doente angustiado, por não saber se poderá ou não ser atendido, o que pode causar até mesmo agravamento da doença.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

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Acreditem: doações de medula óssea são impedidas por medo e por falta de atualização de cadastro do doador.

Hospitais têm dificuldade de localizar doadores que não atualizam dados.
Muitos desistem por medo. Os médicos garantem que procedimento é seguro. Este ano em todo o país, 337 pessoas foram identificadas no cadastro com medula compatível para doação, mas 54 delas não puderam ser encontradas.transplante-de-medula
“Quem se cadastrar, quem quiser ser um doador, ajudar uma pessoa a se salvar de muitas doenças, como é o caso do transplante de medula óssea, tem que estar consciente de manter esse cadastro atualizado”, alertou o diretor do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Luís Fernando Bouzas.

Quase dois milhões de pessoas estão cadastradas como possíveis doadores de medula óssea no Brasil. Mas, muitas vezes, o problema na hora do transplante é encontrar quem se cadastrou e ajudar pacientes como Leonardo, de 13 anos.

O adolescente tem leucemia e há um ano procura um doador de medula – a única possibilidade de cura no caso dele. “Quero jogar bola, ir à praia, shopping... só", diz o menino, cheio de sonhos.

Entre irmãos, a chance de haver compatibilidade é de uma em cada quatro pessoas. Mas fora da família, o índice cai para um em cada 100 mil pessoas.

Depois de muita espera na fila, ao receber a notícia de que finalmente há um doador compatível, o paciente pode não conseguir realizar o transplante porque o doador mudou de endereço, não atualizou seu cadastro e, dessa forma, não pode ser localizado.

Há também uma parcela que desiste quando recebe o chamado, por medo. Mas os médicos garantem que o procedimento é seguro.

A medula, que parece uma gelatina, é retirada dos ossos da bacia com uma espécie de agulha. O doador não sente nada e, geralmente, é liberado do hospital no dia seguinte.

Já o paciente recebe a medula por um cateter, em um processo parecido ao de uma transfusão de sangue.

Nobel de Medicina critica preço de vacina contra HPV
vacina hpv O laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) anunciou no primeiro trimestre uma redução de 50% no preço da vacina que comercializa no Brasil, utilizada contra o HPV oncogênico, doença que pode levar ao câncer de colo do útero. A vacina passou a ser vendida, a partir do mês de março, a R$ 114,67, uma redução de 50% sobre o preço de fábrica, R$ 229,33. O novo preço já inclui os 18% do ICMS.
No entanto, nas clínicas de vacinação do País a venda final ao consumidor passou por um acréscimo referente a outros impostos, custos de conservação, aplicação e serviços médicos. Em nota à imprensa, a GSK justificou o reajuste como "reflexo da política de equilíbrio de preços dos produtos" e pelo "compromisso em disponibilizar vacinas de grande necessidade para a população, com valores mais acessíveis." Mesmo assim, considerando que são necessárias três doses, ainda custa muito caro.

Descobridor da ligação entre a infecção pelo vírus HPV e o câncer de colo uterino, o alemão Harald zur Hausen, de 74 anos, prêmio Nobel de Medicina em 2008, lamentou anteontem, em São Paulo, os altos preços das vacinas desenvolvidas a partir de suas pesquisas, iniciadas nos anos 70. “Eu lamento. É muito cara, especialmente para países como o Brasil”, afirmou o cientista, principal convidado da inauguração do Centro Internacional de Pesquisa e Ensino do Hospital do Câncer A. C. Camargo, que ocorreu ontem, na zona sul da capital paulista. "Espero que a produção do imunizante também por outras companhias farmacêuticas leve a maior competição e redução dos preços no futuro", afirmou ainda o especialista.

As vacinas contra o HPV, que protegem contra os dois tipos do vírus mais ligados ao câncer, têm dois produtores mundiais e chegam a custar hoje US$ 300, consideradas as três doses necessárias para a imunização, alertaram no mês passado pesquisadores da Universidade de Duke em artigo na revista Nature Biotechnology, em que defenderam a produção a baixo custo em países em desenvolvimento.

O sistema público brasileiro ainda não oferta o fármaco, disponível em clínicas privadas e o custo é um dos impedimentos. Aponta ainda que são necessários mais estudos e que o principal método de prevenção no País ainda é a camisinha, além da realização periódica do papanicolau. O câncer de colo de útero é o segundo mais freqüente entre as brasileiras, só perdendo para o câncer de mama. São esperados 18.430 casos anuais no País

Anvisa suspende a importação do medicamento Onicit

onicit_packRemédio é usado contra náuseas e vômitos durante quimioterapias.
Irregularidades detectadas na fábrica, em abril, motivaram a decisão. O grupo farmacêutico Merck Sharp & Dohme, fundido com a Schering-Plough, informou ter garantido outra fonte de suprimento para o Onicit, que estaria de acordo com as práticas recomendadas pela Anvisa. A fabricante francesa Pierre Fabrè fornecerá o medicamento ao mercado brasileiro.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou nesta terça-feira (10) a suspensão da importação e do comércio do medicamento Onicit, cloridrato de palonosetrona, agente antinauseante e antiemético recomendado contra enjôos e vômitos durante sessões de quimioterapia, no tratamento de tumores malignos.

Segundo o órgão, durante uma inspeção realizada em abril, foram encontradas irregularidades na unidade fabril da empresa OSO Biopharmaceuticals Manufacturing, nos EEU|U|. O produto vinha sendo importado no Brasil pela Schering-Plough, de São Paulo.

A decisão vale em todo o território nacional e deve ser acatada imediatamente, após a publicação no Diário Oficial da União. O recolhimento dos lotes é de responsabilidade do fabricante. Quem tiver adquirido o remédio, cujo número do lote está descrito na embalagem, deve interromper o uso.

terça-feira, 22 de junho de 2010

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Anvisa suspende fitoterápicos que prometem curar câncer.


Segundo resolução publicada no Diário Oficial do último dia 17, os medicamentos não tinham registro e eram vendidos como "indicações terapêuticas para tratamento de doenças de alta complexidade como câncer, Aids e doenças crônicas" e, o que é ainda mais grave, condenavam a uso das terapias tradicionais como incapazes de trazer benefícios ao paciente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou a suspensão das propagandas de um kit fitoterápico e de uma pomada anunciados como cura para o câncer.
Oferecido na internet por R$ 135 por uma instituição chamada "Grupo do Bem", o "Kit Aveloz" é um conjunto de fitoterápicos que contém copaíba, graviola, aveloz e ervas. Em seu site, o grupo desestimula as terapias tradicionais, que têm eficácia comprovada pela medicina. "A Graviola é 10.000 vezes mais forte do que quimioterapia por drogas, e sem efeitos colaterais", diz trecho de anúncio.
No mesmo site, a instituição vende por R$ 50 a "Pomada Aveloz", oferecida como cura para feridas geradas pelo câncer. Segundo nota da Anvisa, "as propagandas divulgam a errada idéia de que são indicados para fins terapêuticos."

Brócolis e couve-flor previnem o câncer de próstata. 

Ingerir grandes quantidades de brócolis e couve-flor pode ajudar a prevenir os riscos de se desenvolver um dos tipos de tumores mais temidos pelos homens: o câncer de próstata.
É o que mostra uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Os estudos foram realizados com cerca de 30.000 homens, em várias cidades americanas.

O resultado revela que aqueles que comiam mais de uma porção desses vegetais por semana tiveram uma queda de 50% do risco de desenvolver a forma mais agressiva deste tumor.

De acordo com os coordenadores da pesquisa, vegetais como brócolis e couve-flor são ricos em glucosinolatos, que podem gerar no organismo a formação de defesas anti-cancerígenas.
  http://veja.abril.com.br

sábado, 29 de maio de 2010

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Anvisa alerta para cuidados na hora de comprar medicamentos

thaislinda A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulga em sua página na internet uma série de cuidados que devem ser tomados na hora de comprar medicamentos. A automedicação e o uso inadequado de certas substâncias podem gerar graves complicações para a saúde. Por isso, é bom ficar atento e seguir as regras definidas pela Agência.

CUIDADOS AO COMPRAR MEDICAMENTOS

Para evitar a compra de medicamentos falsificados, alguns cuidados devem ser tomados:
Só tome medicamentos por receita do seu médico
Nada de seguir conselhos de vizinhos, de pessoas da família ou de balconistas de farmácia ou drogaria. Você pode ter surpresas com doses erradas, efeitos imprevistos ou até agravar uma doença por tomar um medicamento errado e sem efeito.
Nunca compre medicamentos em feiras e camelôs
Só compre medicamentos em farmácias e drogarias, de preferência aquelas que você já conhece. Muita atenção com promoções e liquidações: preços muito baixos podem indicar que o medicamento tem origem duvidosa, nenhuma garantia de qualidade ou até mesmo pode ser produto roubado.
Exija sempre a nota fiscal da farmácia ou drogaria.
Guarde com você a nota fiscal, a embalagem e a cartela ou frasco do medicamento que está sendo usado. Eles são seu comprovante, em caso de irregularidade, para você poder dar queixa.
Se o medicamento deixar de fazer efeito, procure imediatamente seu médico
Se o medicamento que sempre foi eficaz deixar de fazer efeito de repente ou se a pessoa que está usando o medicamento piorar, recorra ao médico. Ele vai corrigir o tratamento da doença e, se for o caso, passar o assunto para a Vigilância Sanitária investigar.
Na hora da compra, verifique sempre na embalagem do medicamento:
Se consta a data de validade do medicamento. Se o nome do medicamento está bem impresso e pode ser lido facilmente. Se não há rasgos, rasuras ou alguma informação que tenha sido apagada ou raspada.   

Se consta o nome do farmacêutico responsável pela fabricação e o número de sua inscrição no Conselho Regional de Farmácia. O registro do farmacêutico responsável deve ser do mesmo Estado em que a fábrica do medicamento está instalada.· Se consta o número do registro do medicamento no Ministério da Saúde. · Se o número do lote, que vem impresso na parte de fora, é igual ao que vem impresso no frasco ou na cartela interna.  

Não compre medicamentos com embalagens amassadas, lacres rompidos, rótulos que se soltam facilmente ou estejam apagados e borrados.
Se você costuma usar um medicamento e já o conhece bem, ao comprar uma nova caixa não deixe de verificar:
Se a embalagem que você está acostumado a ver mudou de cor, de formato ou se o tamanho das letras no nome do produto foi alterado;
Se o sabor, a cor ou a forma do produto mudou.
Soros e xaropes devem vir com lacre.
- Isso é obrigatório para todos os medicamentos líquidos. A bula não pode ser uma cópia xerox.
- Se a bula do medicamento não for original, não aceite o produto.   
Peça ajuda ao farmacêutico
Peça ajuda ao farmacêutico responsável pela farmácia ou drogaria para identificar os dados do medicamento (validade, etc). É possível que você tenha dificuldades, porque a posição das informações (validade, lote etc.) na embalagem varia, de um produto para outro: às vezes na tampa, às vezes no fundo ou na lateral das caixas. Verifique se o profissional que está lhe atendendo é o farmacêutico. O nome dele deve estar escrito em uma placa pregada em local visível na farmácia ou drogaria. Este profissional deve identificar-se.

Caso vá aplicar uma injeção na própria farmácia ou drogaria, compre primeiro a medicação e verifique tudo o que foi dito acima. Só depois disso peça para fazer sua aplicação, que deve ser supervisionada pelo farmacêutico.
Em caso de suspeita ou diferença encontrada, faça o seguinte:
- Entre em contato com a Secretaria de Saúde local - Centro de Vigilância Sanitária e conte o que aconteceu;
- Ligue para o serviço de atendimento ao cliente do laboratório que fabrica o medicamento suspeito.
Fonte: Anvisa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

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Medicamento fitoterápico será testado em mulheres com câncer de mama.


Pacientes poderão se inscrever para participar do tratamento, que será gratuito.
Institutos paulistas estão convocando mulheres com câncer de mama em estágio avançado para testar um novo tratamento à base de fitoterápicos. O tratamento é totalmente gratuito, com duração aproximada de seis meses.

De acordo com a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), os fitoterápicos são medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais, que são aquelas capazes de aliviar ou curar enfermidades.

O estudo é voltado para mulheres acima de 18 anos, com no máximo dois tratamentos quimioterápicos anteriores para câncer de mama em estágio avançado, ou seja, pacientes com diagnóstico de câncer metastático (que a doença tenha se espalhado para outra parte do corpo).

Os testes vão substituir as terapias convencionais, como a quimioterapia, por um medicamento fitoterápico, que neste período de desenvolvimento recebe o nome de AM 10. Trata-se de uma substância sintetizada no Brasil a partir da planta medicinal aveloz (Euphorbia tirucalli).

Cada paciente tomará um comprimido três vezes ao dia, o que permitirá verificar a atividade terapêutica da droga, avaliar a possibilidade de controle da doença, o perfil de toxicidade e a ocorrência de efeitos colaterais.

Esta é a segunda fase da pesquisa. A primeira fase (pré-clínica) foi concluída com resultados positivos, com a realização de análises em células e animais, explica Luiz Pianowski, coordenador da pesquisa.

– Descobrimos que o AM 10 tem uma ação citotóxica, ou seja, que mata as células, e outra apoptótica – que incentiva o suicídio delas. Mas observamos também uma ação seletiva da substância, focada em células modificadas (cancerígenas), ou seja, ela mata mais células tumorais do que células vivas.

Os testes clínicos serão realizados pelos seguintes institutos: Faculdade de Medicina do ABC, Hospital Albert Einstein, Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, Hospital Sírio Libanês e Centro Paulista de Oncologia. Os estudos são coordenados pela Pianowski & Pianowski, empresa de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacêutico, pela PHC - Pharma Consulting, consultoria especializada em indústria farmacêutica e pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein.

Para mais informações, os interessados devem contatar o PHC - Pharma Consulting pelo telefone (11) 3673-3763.