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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

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Linfoma é praticamente desconhecido no Amazonas


Atualmente, em Manaus, são 234 pacientes em tratamento de linfomas na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam). 
Aos 41 anos de idade, Iara Fernandez teve sua rotina completamente mudada. Em 2009, ela foi diagnosticada com um linfoma não-Hodgkin. A partir de então, a doença, que também afetou a presidente Dilma Rousseff e o ator Reynaldo Gianecchini, começava a transformar sua vida e de sua família.

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) registrou, em 2010, 151 casos de pacientes diagnosticados com o câncer. Hoje, aos 43 anos, Iara diz que demorou a procurar atendimento médico porque imaginava que os primeiros sinais da doença pareciam ser algo “simples”. “Apareceram três nódulos pequenos no pescoço e as pessoas sempre me alertavam para que eu fosse ao médico e eu não me importava tanto. Com o tempo eles foram crescendo e passaram a me incomodar. Foi quando resolvi procurar um especialista”, disse. O linfoma pode começar em qualquer local em que existam as células linfáticas: em nódulos no pescoço, axilas e região da virilha.

Mas de acordo com o hematologista Rodrigo Leitão, em alguns casos os nódulos são causados por infecções e nem sempre são linfomas. “Alguns caroços podem representar suspeita de linfomas, e diagnosticados como tuberculose ganglionar, por exemplo. É preciso fazer a biópsia para confirmar ou descartar o câncer”, explicou o hematologista. Há um ano e meio em tratamento por meio de sessões de quimioterapia, a ex-auxiliar de salão de beleza e mãe de três filhos, Iara Fernandez, relata ter ficado assustada quando foi diagnosticada com o câncer, foi quando buscou mais informações. “Nunca esperamos que isso venha a acontecer com a gente.

Quando descobrimos, minha família começou a se informar da doença. E hoje aconselho aos meus amigos e familiares a não adiarem aquilo que pode ser feito hoje”, frisou. Ela também demonstra estar confiante com a cura e em breve poder voltar a realizar suas atividades normalmente. “Por enquanto tenho que ficar mais tempo em casa e quando faço a quimio preciso evitar muitos lugares”, disse. Os linfomas do tipo não-Hodgkin, principalmente, são mais comuns em homens. De acordo com estimativas do Instituto Nacional Contra o Câncer (Inca), no último dado disponível, no ano de 2009, foram diagnosticados em todo o Brasil 4,9 mil casos em homens e 4,2 mil em mulheres.

Começa hoje campanha internacional de conscientização sobre linfomas

Drica Moraes, Mateus Solano e outros famosos se reuniram por uma boa causa. Os atores participam da Campanha Mundial de Conscientização sobre Linfomas, realizada pela organização internacional Lymphoma Coalition (Linfoma Coalizão). O movimento, que mobilizará mais de 20 países, começa hoje).
Fonte aqui. Ilustração do googleimages.

domingo, 19 de dezembro de 2010

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Meu umbigo e uma pequena pausa aqui no blog


Antes de falar de mim e de meu tratamento, tem-me sido bem mais fácil (e acho até que isso se tem traduzido em mais utilitarismo para aqueles que acompanham o blog) limitar-me a postar - antes mesmo que venham a ser publicadas nos principais portais eletrônicos de notícias do país - as matérias que pesquiso e traduzo dos sites de instituições reconhecidas como de excelência no desenvolvimento e na publicação de pesquisas na área da oncologia. E isso, sem o sensacionalismo irresponsável que muitas das vezes só desperta falsas esperanças em quem já está vulnerabilizado pela gravidade de uma enfermidade.
Mas hoje vou falar um pouco do andamento do meu tratamento contra o linfoma, uma forma de câncer do sistema linfático que descobriram em mim em agosto do ano passado.  Quem se interessar pelo histórico pode ver como tudo começou consultando os arquivos do blog.
Depois que recebi o 6º ciclo da quimioterapia R-chop no Hemoam, os exames de controle verificaram uma redução no tumor de 12 cm para algo em torno de 5,5 cm. Claro que eu preferia uma remissão total, mas só tenho que agradecer a Deus essa vitória parcial: e não poderia ter sido pior?
Passei a fazer exames de controle de 3 em 3 meses e a tomar o Mabthera (Rituximab, ou Rituxan) com a mesma periodicidade. O 2º exame e a 2ª aplicação foram no início do mês de outubro/10 e não indicou alteração consistente no tamanho do tumor. Devo continuar tomando o Mabthera como terapia de manutenção. O hematologista que me trata já me disse que se o tumor voltar a crescer, o mais indicado a fazer será o transplante autólogo de medula.
Voltei às minhas atividades normais em abril/10. Até hoje sinto uma ardência na planta do pé esquerdo e, às vezes, simplesmente deixo de senti-lo, como se ele não existisse, e há cerca de um mês voltei a sentir também coceiras nas pernas todas as noites, mas não com o mesmo frenesi do dia em que fiz a laparotomia exploratória, quando foram removidos pedaços do tumor para exame (biópsia) e cocei e esfreguei tanto minha bunda que quase arranco pedaços.
A doença mudou algumas coisas em mim, na minha vidinha, na minha percepção do mundo, umas pra melhor; outras, pra pior. Ela me trouxe, por exemplo, uma consciência mais concreta do fenômeno da morte material como uma experiência intrínseca à vida na face da terra, e sua implicância no afastamento definitivo de meus entes queridos. Trouxe-me também certa irritabilidade, uma ansiedade que às vezes não consigo controlar face minha inabilidade para lidar com coisas não-resolvidas, pendentes sobre minha cabeça. Mas me anima pensar que tudo vai dar certo, e isso deve ser importante em todo esse processo.
Quero desejar a todos os amigos e àqueles que acompanham o meu trabalho aqui no blog, mas, sobretudo e principalmente àqueles que estão nesse momento lutando bravamente pela vida contra esta doença infame em casa, junto da família ou internados em uma unidade de tratamento hospitalar, um Natal e um novo ano cheios de luz e de esperança, cheios de merecimento pela saúde e pela cura redentora.
Que Cristo, nosso exemplo maior cujo advento comemoramos nesta época (mesmo convencido que de fato seu nascimento se deu em setembro),  não seja apenas um nome, mas, sobretudo um princípio, um Estado de Consciência a buscarmos obstinadamente nesta aventura aqui no Planeta Azul de existência material.
Eu os abraço a todos, fraternalmente, e agradeço. Fiquem com Deus!
A partir de hoje estarei afastado aqui do blog, em viagem de férias com Sandrinha, até o dia 17/01/11. Espero encontrá-los na volta para juntos darmos continuidade a este modesto trabalho.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

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Rapaz com câncer cerebral será cobaia de novo remédio

Britânico de 21 anos ficou desesperado ao receber diagnóstico, há 2 meses, e agora está disposto a testar produto experimental. Calum Elliot, de 21 anos, será medicado com uma droga ainda em fase experimental chamada IMA950 e acredita que o seu tratamento poderá ajudar outros pacientes com câncer, como o garotinho da foto, Alessandro, que conheci no Hemoam, aqui em Manaus.
Ele será o primeiro paciente a testar o este novo medicamento contra o câncer no cérebro. Descobriu a doença há dois meses e receberá a droga, ainda em fase experimental e indicada para pessoas diagnosticadas há pouco tempo com Glioblastoma Multiforme, a forma mais agressiva desse tipo de tumor.
Elliot contou à imprensa que antes de ter o câncer diagnosticado passou um ano e meio tratando epilepsia, imaginem. Devido ao insucesso dos medicamentos, foi submetido a novos exames que diagnosticaram o glioblastoma. O remédio, que será administrado na forma de injeções, ajuda o corpo a se recuperar e treina o sistema imunológico para reconhecer e destruir as células malignas.
Segundo o chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Inca (Instituto Nacional do Câncer), Daniel Herchenhorn, o glioblastoma, embora mais comum em adultos de mais idade, pode atingir jovens e evoluir rápido. “O diagnóstico é quase uma surpresa e o paciente costuma ter quadros de dor de cabeça, paralisia, crise convulsiva e perda de força muscular”.
Para Allan James, oncologista que trata o britânico, a droga não pode ser considerada a cura, mas um avanço no tratamento deste câncer, que envolve cirurgia, quimioterapia e radioterapia, e ainda assim é de difícil solução. O câncer no cérebro não é muito comum, e o número de óbitos é proporcional à baixa incidência. De acordo com o Inca, no Rio, de 2003 a 2007, a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes foi 3,78 mulheres e 4,06 homens.
Edição de ilustração pelo autor. Condensado de http://odia.terra.com.br
Vacina extende sobrevida de pacientes de Gliobastoma Múltiforme em testes clínicos de fase II

Uma vacina que desperta o sistema imunológico para combater as células com a mutação genética que determina a forma mais agressiva de Glioblastoma Multiforme mostrou-se eficaz em ensaio clínico de fase II, aumentando a sobrevida dos pacientes desse tipo de tumor cerebral, segundo pesquisadores da Duke University e da University of Texas MD Anderson Cancer Center.

Dezoito pacientes recém-diagnosticados que foram vacinados após o tratamento padrão - cirurgia seguida de radioterapia e quimioterapia - tiveram sobrevida mediana de 26 meses contra 15 meses para os 17 pacientes que receberam tratamento padrão em um grupo de controle. Atualmente, a sobrevida média para pacientes recentemente diagnosticados com glioblastoma multiforme é de 14,6 meses.

Pacientes vacinados também experimentaram um longo período antes do agravamento da doença, 14,2 meses, comparado com 6,3 meses para o grupo controle. Os efeitos colaterais foram limitados principalmente à irritação no local da injeção.

No entanto, a dimensão limitada da amostra (número de pacientes envolvidos no estudo) requer interpretação cuidadosa destes resultados. O próximo passo para a vacina, chamada de CDX-110, é um grande Ensaio Clínico de Fase III, que está em fase de planejamento.

Os pesquisadores consideram a introdução de vacinas no tratamento do glioblastoma como mais uma maneira de converter os tumores mais letais da doença em doenças crônicas, tratáveis a longo prazo. A evolução do tratamento nos últimos anos, incluindo a aprovação da quimioterapia com temozolomida, têm aumentado a sobrevida esperada de cerca de sete meses a 14 anos.
Traduzido e condensado de cancernews, com editorial e edição de ilustração pelo autor. Leia matéria original aqui. 
A luta do pequeno Alessandro
Ele é um desses garotinhos arredios no primeiro contato. Quase não fala, ainda, mas agita. Depois vai se soltando, soltando, aos poucos, abrindo aquele sorriso inocente que só as crianças sabem e, depois de alguns minutos, já éramos como velhos amigos, apesar dele ter apenas 2 anos de idade. Nós nos conhecemos na semana passada, no Hemoam, enquanto esperávamos nossa vez de fazer a quimioterapia.
Quem o vê de longe, brincando e correndo como qualquer criança custa a acreditar nas dificuldades que ele já superou em tão pouco tempo de vida. Há 8 meses, com pouco mais de 1 ano de idade, Alessandro passou por uma cirurgia para extirpar um tumor cerebral que acabou comprometendo seu olho direito, e agora faz sessões de quimioterapia. Ele estava acompanhado de sua mãe, que nos contou sua incrível história.
Só nos resta torcer para que as novas drogas como estas que estão sendo testadas revelem sua efetividade e venham a ser aprovadas o mais breve possível pelos órgãos de controle, e que os custos não sejam proibitivos.
De qualquer maneira o pequeno Alessandro já é um vencedor!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

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Hora da verdade - segunda bateria de exames de controle

Já se passaram três meses desde que me submeti aos primeiros exames de controle depois que completei os seis ciclos de quimioterapia pelos quais passei, e que fizeram com que o tumor reduzisse de 12 cm para 5 cm.
Ontem pela manhã, com minha ida ao Hemoam para coletar sangue para análise, recomeço tudo novamente. Amanhã, quarta-feira, faço a tomografia e a radiografia do tórax.
Como o Pet-scan custa caro e não tem ainda aqui em Manaus, meu hematologista e eu decidimos, como estratégia, fazer uma sequência de três aplicações de Mabthera, uma a cada três meses. Assim, se o tumor aumentar ou reduzir mais ainda, saberemos que ele está ainda ativo e que não se trata apenas de uma massa residual.
Se verificarmos que a atividade tumoral persiste, vamos partir para o transplante autólogo de medula. Espero que isso não seja necessário.
Na próxima sexta-feira, dia 8 de outubro, estaremos em Belém com minha família e amigos, Sandrinha e eu, para comemorarmos os 90 anos de minha mãezinha, Dona Risoleta. Logo em seguida, no domingo, dia 10, começam, com a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, as festividades religiosas e profanas em homenagem a padroeira dos paraenses. Vou ter então a oportunidade de pedir a benção a minha mãe da Terra e a minha Mãe do Céu, que é também Mãe de todos nós.
Volto a Manaus no dia 17, um domingo. Logo na segunda-feira será a consulta médica e a comparação dos resultados dos últimos exames. Procuro não pensar muito nisso, mas o friozinho mórbido na “boca do estômago” parece inevitável.
Estejam sempre atentos aos seus Planos de Saúde. Eu, por exemplo, mesmo dispondo da opção de dois seguros de saúde corporativos, Unimed e Geap, no momento em que mais precisei não estava coberto, por culpa exclusivamente minha, por excesso de confiança. Torçam por mim

domingo, 4 de abril de 2010

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Estoque Crítico na Semana Santa

DESENHO DOANDO SANGUE
Hemocentro convida doadores para regularizar o estoque antes do feriado da Semana Santa
 

A Fundação HEMOAM está convidando doadores de sangue a comparecer aos postos de coleta antes do feriado prolongado da Semana Santa com o objetivo de regularizar o estoque. O convite é para todos os tipos sanguíneos, especialmente os tipos “O” com fator Rh positivo e negativo.
 

Para ajudar na regularização, haverá coleta com a unidade móvel, o Vampirão, na quarta-feira, dia 31, na Escola Superior de Ciências da Saúde, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), localizada na avenida Carvalho Leal, s/n, Cachoeirinha. O Vampirão visitou também as escolas estaduais Estelita Tapajós (30) e Alfredo Linhares (27).
 

Para doar sangue basta comparecer a um dos postos de coleta do HEMOAM, munido de carteira de identidade ou documento oficial com foto, além com boa saúde, é preciso ter entre 18 e 65 anos e pesar acima de 50 quilos. Não pode estar em jejum. O candidato deve, ainda, evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação. 

Além da unidade móvel, a doação de sangue também pode ser feita na sede do HEMOAM, na avenida Constantino Nery, 4397, ao lado do Vivaldão (sede do Hemocentro), e no posto avançado da maternidade Ana Braga (Bola do São José I).

quinta-feira, 11 de março de 2010

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Unip Cadastra Doadores de Medula Óssea em Manaus

doe vida A Universidade Paulista (UNIP) recebeu ontem, dia 10 de março, a equipe de captação de doadores da Fundação HEMOAM , de 18 às 21 horas, para campanha de Cadastro de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Os voluntários serão cadastrados no Redome, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. A atividade tem o apoio dos cursos de biomedicina e de enfermagem da UNIP.

Atualmente o HEMOAM tem cadastrados 44 pacientes na fila de espera para um doador compatível. Ações como esta visam aumentar o número de cadastrados no Redome. O HEMOAM já conseguiu cadastrar 13.311 voluntários. Estudos indicam que há uma chance a cada 100 mil candidatos de se achar alguém compatível fora da família.

Ao concordar em ser doador voluntário, o candidato preenche uma ficha de cadastro com todos os dados pessoais e de contato. Em seguida é feita a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para realização do exame de HLA, ou seja, histocompatibilidade. O exame determina as características genéticas do candidato.
Estas informações são disponibilizadas para todo o Brasil no registro nacional. 

Ao ser encontrado um doador compatível, o candidato à doação é convocado a fazer novos exames para confirmação. E se o perfil coincidir com o do paciente na fila de espera, o candidato decidirá se realmente quer doar. Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 55 anos, pode ser candidata a doar medula óssea.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

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HEMOAM realiza cadastro de voluntários a doador de medula óssea na BEMOL

18.01.2010 O HEMOAM estará nesta quinta-feira, dia 11, das 8h30 às 12 horas, realizando campanha de Cadastro de Doadores Voluntários de Medula Óssea na Bemol (Escritório Central), localizada na Rua Miranda Leão, nº 41, Centro. A meta é cadastrar 50 voluntários no Redome, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea.

As campanhas externas são estratégicas para aumentar o número de cadastrados no registro nacional. Até o momento o HEMOAM conseguiu cadastrar 13.311 voluntários. “É muito importante que possamos ter cada vez mais candidatos cadastrados pelo Amazonas”, destacou a gerente de captação de doadores do HEMOAM, Cristina Muniz. “As chances dos que estão na fila de espera do hemocentro, hoje com cerca de 40 pacientes, entre adultos e crianças, aumentam consideravelmente”, disse. Para os que estão na fila – portadores de leucemia e outras doenças do sangue – o transplante é a única chance de cura.

Ao participar da campanha e concordar em ser doador voluntário, o candidato preenche uma ficha de cadastro e coleta uma amostra de sangue de 5 ml para realização do exame de HLA, ou seja, histocompatibilidade. Ele determina as características genéticas do candidato. Estas informações são disponibilizadas para todo o Brasil no registro nacional. Ao ser encontrado um doador compatível, o candidato à doação é convocado a fazer novos exames para confirmação. E se o perfil coincidir com o do paciente na fila de espera, o candidato decidirá se realmente quer doar. Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 55 anos, pode ser candidata a doar medula óssea.

SERVIÇO:
CAMPANHA DE CADASTRO DE DOADORES DE MEDULA ÓSSEA
DATA:11/02/2010
LOCAL: BEMOL – ESCRITÓRIO CENTRAL.
HORÁRIO: 8H30 às 12 HORAS

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

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6a Quimioterapia (última?)

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Chegamos Sandrinha e eu  ao Hemocentro, nesta quinta-feira, por volta de 9:00. O mesmo corpo de enfermagem de sempre. A perfusão do Mabthera só começou às 10:20. Cabine 5. Dona Maria de Fátima estava lá prá fazer também o seu último ciclo. Nestes últimos ciclos, basta que eu entre lá no Hemoam prá que eu comece a enjoar.

Tudo correu melhor do que se poderia imaginar. Minha filha, Thati, conseguiu algumas horas pra ficar lá comigo, mesmo sendo fim de mês, quando as coisas complicam às vezes prá ela no trabalho. Levei o laptop e Sandra pode acompanhar os noticiários de que ela gosta com a ajuda de um pen drive que permite receber sinais digitais de TV no PC. 

Lá no Hemoam não tem rede wi-fi (aquela sem fio) e, se tivesse, certamente não seria aberta aos pacientes. A propósito, o custo de instalação de uma rede como essa - mão-de-obra e equipamento - é muito mais baixo do que o de uma rede daquelas com fio, já superadas, e de manutenção muito mais cara. E poderia, se não viesse a ser considerada como um “luxo” desnecessário, ser aberta ao paciente, sem ônus para o Serviço Público, como já acontece há muito tempo em muitos hospitais das redes públicas das grandes capitais.

Soubemos pela Rádio Peão que no dia anterior, quarta-feira, houve um “arrastão” lá no Hemoam: vários caras passaram pela segurança e entraram armados nas alas que prestam atendimento de plantão. Saíram pegando tudo o que viam de valor: bolsas, celulares, jóias, relógios, equipamentos do hospital, e por aí vai. Eu, que reclamara tanto quando tive que transferir de quarta para quinta-feira um compromisso inadiável marcado justamente praquele dia, acabei me sentindo salvo por obra da providência.

Pra encerrar o dia, por volta de 11:00, me apareceu uma auxiliar de enfermagem de outra ala, que eu nunca vira na vida, extremamente “zelosa”, que queria me afogar em soro glicosado. Explico: a planilha médica que tá no meu prontuário estipula a dosagem de duas bolsas de soro fisiológico para terem perfusão distribuída no antes, no durante e no depois da químio. Como a disponibilidade deste soro era limitada ontem, Léo, uma das técnicas, me perguntou se eu concordaria em tomar soro glicosado, já que não sou diabético e não tenho problema de pressão. Mesmo com 9 kg a mais, concordei. O soro serve para hidratação e também para “lavagem da veia” no intervalo entre certos quimioterápicos e no final do ciclo. Coisa de 15 a 20 minutos após a perfusão da última droga ou o término da 2ª bolsa.

Como a enfermeira Gilce tinha que se ausentar, e verificou que a 2ª bolsa de soro estava quase vazia e ainda restavam cerca de 200 ml de ciclofosfamida na perfusão da outra bolsa, trocou a de soro, por medida de segurança. Quando recebi a última gota da ciclofosfamida deixei passar 15 min e pedi à Thati que fosse chamar a tal enfermeira na outra ala. Ela certamente pensou que aquela era ainda a 2ª bolsa de soro e quis me convencer a tomá-la todinha. Como não queria me ouvir acabei me estressando e tive que gritar pra que ela me entendesse.

Permitam-me agradecer a todos os que contribuíram para que eu chegasse até aqui, parentes, amigos (virtuais ou reais), e equipe técnica que me atendeu ou acompanha desde o início de tudo isso, dentre os quais gostaria de destacar: Sandra, minha mulher e companheira de todas as horas; Thati, minha filha e cúmplice de traquinagens; meu irmão, Aldo Guimarães; Dra. Renata, que me deu a maior força desde o início; Dr. Jeancarlo, cirurgião da Fundação CECON; Dr. Nelson Fraiji, hematologista, e Auxiliar de Enfermagem Gilce.

Agora, semana que vem, vou marcar uma consulta particular com o Dr. Nelson (lá no Hemoam é o maior sufoco) e ver se assim ele consegue me dar atenção e tempo para enfim estabelecermos uma relação médico-paciente, atual, saudável, e conversarmos um pouco sobre a minha doença, os próximos passos, pois o que sei até agora sobre ela é genérico e foi pesquisando no Google. Mas o meu tratamento até aqui não poderia ter sido melhor.

Efeito colateral até agora só um pouco de náusea. Tô tirando de letra, rsrsrs.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

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Quinta quimioterapia – penúltima?


Hoje faz exatamente uma semana. Foi no último dia 30/12. Chegamos ao Hemoam às 08h30min, mas a perfusão do mabthera só foi começar às 10h30min. O enjôo bateu logo de cara. Estou aliviado porque até agora não me apareceram os desagradáveis transtornos gastrointestinais, que normalmente surgem com a supressão dos medicamentos coadjuvantes, o omeprazol e a prednizona. Desde o terceiro ciclo não tenho tido mais febre. Até esse domingo do último Dia dos Pais eu nunca tinha ouvido falar em linfoma. Dai a alguns dias eu passaria pela laparotomia exploratória.

O "efeito colateral" que me incomoda mais agora é o cansaço. Devo ter agora só dois glóbulos vermelhos, hehehe, o tico e o teco, hehehe. Basta que faça qualquer pequeno esforço que me parece que vou “botar os bofes pela boca”. As fotos que aparecem aqui mostram bem as mudanças que passei na aparência. E acho que elas foram grandes para apenas quatro meses. Aumentei oito quilos, parte por aumento de peso, parte pela ação das drogas, principalmente dos corticóides, que deformam. Fiquei espantado quando vi as fotos do Ano-novo. Pareço com uma baleia verde ecológica, hehehe, de tão redondo, hehehe. E as sobrancelhas, onde foram parar, hehehe? Venho perdendo os pelos do corpo todo, braços, pernas, peito,..

Espero que esta tenha sido realmente a penúltima sessão, de um total de seis previstas, e que no fim de janeiro eu possa fazer minha tomografia e ver que tudo até aqui valeu a pena  :=]
Natal e Ano-novo: 8 quilos mais gordo e inchado.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

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Impostômetro: O Ministério da Saúde adverte...



Já tinham visto esta geringonça? Aposto que não. Software criado pelo IBPT e pela Associação Comercial de São Paulo, também conhecida por "tira a mão do meu bolso!",ela mede em tempo real a arrecadação de impostos aqui nas terras tupiniquins e ontem bateu na casa do 1 trilhão desde o início do ano.
De arrepiar, né? Mas isso ainda não é nada. Precisas é ve-la em ação. Confira:
impostometro Horripilante!!!!

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Ontem, 6o dia pós químio, os efeitos colaterais recomeçaram e Sandrinha me levou até a "ürgência" do Hemoam  É sempre assim quando termino de tomar a dose cavalar de prednisona e do omeprazol. Cefaléia, pressão no peito, tosse, secreção, coriza, e toda uma síndrome de disturbios gastrintestinais de cujos detalhes escatológicos eu os pouparei.

Nossa ida ao Hemoam foi muito educativa, mas pouco útil como auxílio terapeutico para mim. Aprendemos que eles lá decidiram modificar o conceito da palavra urgência - de modo a atender sua ineficiência operacional -, e que os pacientes que chegam de urgência são triados para atendimento de acordo com um protocolo que leva em consideração a ordem de chegada.

Risível, se não fosse trágico! Depois de tentarmos argumenter fazendo de tudo para que a razão prevalecesse, o único médico da urgência (uma médica) apareceu finalmente. Estava tão impregnada de um  certo perfume, enjoativo e adocicado, já naquelas primeiras horas da manhã, imaginem, que nem parecia alí  estar para dispensar cuidados a enfermos, a pacientes submetidos a quimioterapia e portanto suscetíveis aos enjôos. 

Depois de mais de uma hora aguardando na "urgência" do Hemoam, Sandrinha ligou para uma das filhas, Renata, que é médica, e foi ela que nos ajudou a superar a crise. Exame clínico, radiografia medicação, tudo ok. Hoje estou melhor... :=]

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

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Quarta quimioterapia - Ufa!!!

Ontem passamos o dia todo no Hemoam, onde finalmente completei o 4º ciclo da quimioterapia. E quem leu os últimos posts sabe da no-ve-la! Uma se-ma-na de atraso porque duas das 4 enfermeiras da quimio contraíram gripe suína, e as outras duas também cairam doentes, não sei de que, e o principal motivo disso tudo certamente é a desobediência as normas básicas de segurança e higiene hospitalarares.
É inacreditável, inadmissível como grande parte dos profissionais de saúde aqui do Estado, pelo menos entre os que trabalham no Hemoam, são refratários no cumprimento as normas de segurança no que concerne ao uso obrigatório da roupa de proteção para eles mesmos e para evitar a infecção cruzada. Eles simplesmente não usam luvas, máscara, gorro, jaleco, nada. Uma das enfermeiras, questionada por minha mulher, chegou mesmo a afirmar, equivocadamente, que não estaria obrigada a usar tal equipamento e que o paciente, este sim, é que o estaria, “inclusive seu acompanhante” (!). O mais absurdo de tudo isso, pela contradição que envolve, se não fossem “enfermeiras” de formação, é que cartazes educativos que tratam do assunto foram afixados em locais estratégicos e visíveis nas paredes pela própria Gerência de Enfermagem da Instituição (!!).
Chegamos lá às 8:00, mas a perfusão do Mabthera só foi começar às 10:10 e só conseguimos deixar o Hemoam às 23:30, quando terminou a perfusão da Ciclofosfamida. Além da minha cabine mais duas estavam ocupadas: uma com um rapaz do município de Manacapuru, tratando um linfoma de Hodgkin, outra com uma garotinha de uns dois anos, tratando de uma leucemia. Mesmo tendo veias bem visíveis, logo de primeira a enfermeira errou a agulhada. Disse que sentia muito (hahaha). Estive a ponto de mandá-la tomar no tomate cru, como diria o Nelson, mas apenas ri.
Além disso, eu e os demais pacientes passamos várias horas da manhã sendo molestados, torturados mesmo pela tagarelice desenfreada, a mil decibéis, entre algumas enfermeiras e um paciente “alegre” que apareceu para se consultar e depois foi ficando para fofocar. Eu apenas espero, pela minha e pela saúde de todos os que precisam desses serviços, que o desleixo não se estenda às demais normas de higiene hospitalar e aos cuidados e precauções necessários quando da manipulação dos quimioterápicos na capela, onde se trabalha com valores críticos e precisos de temperatura, volume, dosagem, concentração e titulação de medicamentos geralmente caros e vitais para a cura dos enfermos e que podem se tornar até perigosos em caso de negligência.   
 Químio do Tadeu - São Paulo-SP
Pelo período da tarde apenas uma enfermeira permaneceu e ficou sobrecarregada. Teve que se dividir entre os cuidados aos pacientes de duas enfermarias, a da quimioterapia e a da transfusão, em alas diferentes. Como conseqüência, os pacientes passaram longos períodos abandonados, sem monitoramento, e os acompanhantes tiveram que ficar brincando de “Caça ao enfermeiro”. Naturalmente, neste caso a enfermeira é mais vítima do que outra coisa qualquer.
Este comentário, estas críticas não têm como propósito senão o de contribuir para o aprimoramento na prestação destes serviços de saúde pública, tão essenciais, tão vitais, os quais, em sua grande maioria, são procurados por pessoas humildes, simples, crédulas, confiantes no paternalismo do poder público, sem instrução, carentes de formação para o exercício crítico da cidadania e de informação necessária para reivindicar seus direitos constitucionais mais básicos - como o acesso à saúde com dignidade - e que por isso tendem a aceitar tudo o que vivenciam como se fosse normal.
No que me toca mais diretamente, meus exames de sangue, felizmente, têm apresentado resultados excelentes entre cada ciclo, com números de leucócitos, hemácias, plaquetas, etc, de acordo com os valores de referência. Meu médico, reservado por natureza e ossos do ofício, até abandonou brevemente seu habitual comedimento para comentar que estava otimista diante dos exames, na última consulta. Após este 4º ciclo de quimioterapia, percebo que a cada um deles os efeitos colaterais foram diferentes e progressivamente mais severos. Já estou colocando a barba (ou o que restou dela) de molho, pois hoje ainda é só o day after da 4ª e ainda me faltam dois ciclos completos !
 Minha químio - Hemoam, Manaus-AM
No 1º tive febre, calafrios e um apetite devorador, que me levou a ganhar um presente de grego: 5 kg, até aqui. Os cabelos da cabeça começaram a cair  ; No 2º, náusea moderada, febre baixa, calafrios, flatulência e diarréia por três dias (tendo como efeito co-colateral uma grande irritação nos canais competentes), além da perda da capacidade gustativa.No 3º, perda da capacidade gustativa, náusea, tonturas e cansaço.
Hoje a náusea bateu forte desde o início deste 4º ciclo com a perfusão do MabThera (Rituximabe). Isso nunca me tinha acontecido antes. Nos ciclos anteriores os efeitos colaterais só começaram a surgir a partir do 2º dia. Melhorou um pouco, mas nem o Zolfran, antiemético, conseguiu controlar o enjôo no hospital. Hoje já tomei dois comprimidos de Dramin, outro antiemético, mas nem assim consegui almoçar. Estou tomando bastante líquido para aumentar a diurese. Tenho tolerado bem os sucos e os sorvetes preparados com frutas ácidas, como os cítricos, o maracujá, o abacaxi, o taperebá e o cupuaçu, de preferência sem leite e com adoçante. Acho que ainda estou no lucro, pois, mesmo com muita náusea não cheguei a vomitar uma única vez, nem tive espasmos desde o início do tratamento.
Algumas pessoas me recomendaram tomar mingau de banana-da-terra, ainda verde, ou banana padova ou “pacovã”, como dizemos aqui (aquela bananona, parruda), pela manhã, antes da químio. Segundo elas a banana seria muito eficaz para evitar as náuseas. Experimentei no 3º ciclo e comigo não funcionou. Este mingau, bem preparado, é uma delícia, mas para mim é muito pesado e sua digestão não é fácil.
Bom, amigos, vou ficando por aqui. Ainda faltam dois ciclos. A luta continua. Obrigado a todos que tem participado dela, me animando com suas palavras de incentivo e de apoio. ;-] 
Os cabelos brancos estão crescendo bem mais rápido que os pretos, mais lisos e  mais macios que antes. Já estão com cerca de 1 cm e já posso até sentí-los ao vento (hehehe). Como sou otimista as vezes, até já comprei dois pentes novos (hehehe).