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quarta-feira, 30 de maio de 2012

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Pesquisa sobre o Câncer: tudo se acelera



A pesquisa do câncer tem feito progressos consideráveis ​​com uma aceleração real na última década.

Este atualíssimo documentário web intitulado "Pesquisa sobre o Câncer: tudo se acelera", co-produzido pelo Instituto Nacional do Câncer da França, L’Inserm e pela  Associação para Pesquisa em Câncer (ARC), mostra em imagens explícitas estes avanços de uma forma inovadora e acessível a todos. O áudio é em francês.

Cedendo a palavra a dez pesquisadores de diferentes disciplinas, o documentário destaca os eixos mais promissores da pesquisa atual, com destaque para os avanços nos estudos que contribuem para o desenvolvimento da medicina oncológica personalizada. Sua originalidade consiste em associar os progressos no tratamento do câncer com a realidade da doença tal como ela é experimentada por aqueles por ela afetados. Depoimentos de ex-pacientes, desenvolvidos em forma de entrevista pelos pesquisadores no local de trabalho dos entrevistados, constituem os pontos de entrada aos capítulos sobre a pesquisa.

O conjunto está organizado em quatro partes que correspondem a grandes domínios de aplicação da pesquisa: compreender, cuidados, apoio e finalmente, prevenção e detecção.

  • Clique na imagem acima para assistir.


Até uma taça de vinho diária causa câncer, afirma instituto francês

Contrariando tudo o que já li sobre o assunto e o que já foi publicado aqui no blog. Este relatório vai despertar muita polêmica.

O mito de que uma taça diária de vinho não faz mal caiu por terra na França. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) no país, publicou um documento que orienta os profissionais de saúde a combater o hábito de beber diariamente, que concerne 13,7% da população. O motivo: em qualquer medida, bebidas alcoólicas podem causar câncer. O relatório se ampara nas conclusões de três institutos: o National Alimentation Cancer Research, o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer e o Instituto Americano para a Pesquisa sobre o Câncer. O Inca coordena na França os estudos, além de orientar médicos na luta contra a doença.

Segundo o texto, o consenso acadêmico sobre os riscos do álcool são suficientes para que campanhas de esclarecimento sejam realizadas. “O consumo de bebidas alcoólicas está associado ao aumento do risco de diversos cânceres: de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, colo-retal, do sangue e do fígado.” O documento alerta que o porcentual de aumento do risco está estimado tendo como base cada copo de álcool consumido por dia. O risco varia entre 9% e 168%.

“Em particular, o aumento do risco de cânceres de boca, de faringe e de laringe é estimado em 168% por copo de álcool consumido por dia.” O relatório descarta até a ingestão diária de pequenas doses, tradição no país. “O aumento do risco é significativo a partir do consumo médio de um copo por dia. O efeito depende do volume consumido, não da bebida alcoólica.”

Dominique Maraninchi, presidente do Inca, e Didier Houssin, diretor-geral de saúde, autores do texto, alertam que o etanol é metabolizado em acetaldeído (etanal), que pode gerar mutações no DNA. Na França, a recomendação tem peso de choque cultural. Desde 1960, o volume de consumo de bebidas alcoólicas vem caindo, mas o nível atual - de 12,9 litros por habitante por ano - é dos mais elevados. Em 2006, a Organização Mundial da Saúde indicou que 20,3% dos homens e 7,3% das mulheres com idades entre 12 e 75 anos bebem todos os dias no país.

Fonte aqui

quinta-feira, 10 de maio de 2012

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Câncer pode ter relação com ambiente de trabalho


Levantamento realizado pelo INCA apontou 19 tipos de tumores malignos que podem ter relação com as profissões. Entre eles, o câncer de pele, laringe, fígado, leucemias, câncer de mama e pulmão. Os principais grupos de agentes cancerígenos relacionados ao trabalho incluem os metais pesados, agrotóxicos, solventes orgânicos, formaldeído e poeiras (amianto e sílica). A via de absorção (respiratória, oral ou cutânea), a duração e a frequência da exposição aos agentes nocivos influenciam a toxidade, mas esses dois últimos fatores não são fundamentais para o desencadeamento do processo da carcinogênese.
Levantamento do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) revela que, pelo menos, 19 tipos de tumores malignos, entre eles os de pulmão, pele, fígado, laringe, bexiga e leucemias podem estar relacionados à atividade profissional e ao ambiente de trabalho do paciente. O dado consta da publicação “Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho”, lançada pelo instituto, nesta segunda-feira, dia 30. De acordo com as estatísticas, o Brasil registrará este ano 20 mil novos casos de câncer relacionados à ocupação dos pacientes. A publicação está disponível no site do INCA pelo endereço www.inca.gov.br.
O levantamento, que reuniu as últimas pesquisas mundiais sobre câncer relacionado ao trabalho, revela desde as substâncias mais comuns associadas ao desenvolvimento de tumores malignos, como o amianto (ou asbesto) - classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígenas - até produtos aparentemente inofensivos, como poeiras de madeira e de couro, além de medicamentos, como os antineoplásicos, por exemplo.
Trabalhadores de profissões como as de cabeleireiro, piloto de avião, comissário de bordo, farmacêutico, químico e enfermeiros são mais propensos ao desenvolvimento desses tumores, justamente pela exposição a estas substâncias.
“Raramente o médico pergunta ao paciente qual a ocupação dele. É importante que os profissionais da saúde questionem aos doentes diagnosticados com câncer qual foi a rotina laboral que exerceram por mais tempo em suas vidas. Só assim será possível identificar e registrar os casos de câncer relacionados ao trabalho no Sistema Nacional de Agravos do Ministério da Saúde (Sinan)”, alerta o epidemiologista Ubirani Otero, responsável pela área de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho e ao Ambiente do INCA.
CONTEXTO - No Brasil, a Previdência Social concedeu, em 2009, 113.801 benefícios de auxílio-doença por câncer (acidentário e previdenciário), sendo que apenas 0,66% deste total foram registrados com base na relação ocupacional do paciente.
O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, comenta que a publicação traz todo o conteúdo didático sobre os principais agentes cancerígenos, os tumores malignos por eles provocados e a associação com algumas ocupações específicas. “Os trabalhadores precisam de mais informações sobre os riscos no exercício de suas funções, porque as concentrações de substâncias cancerígenas, geralmente, são maiores nos ambientes de trabalho quando comparadas a outros locais”, explica. Santini informa ainda que, de acordo com as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 440 mil pessoas morreram no mundo em decorrência da exposição às substâncias perigosas. Desse total, 70% foram vítimas de algum tipo de câncer.
PREVENÇÃO - De acordo com as diretrizes do INCA, para reduzir o número de tumores malignos relacionados com exposições ocupacionais, a principal estratégia consiste na eliminação ou redução da exposição aos agentes causadores. Desse modo, o primeiro passo para prevenir o câncer deverá ser a identificação de agentes conhecidos por causarem aumento do risco para a doença. A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar nessa identificação, como a ficha de informação de produtos químicos, a catalogação das empresas com a atividade ou uso de agentes cancerígenos, o reconhecimento e a avaliação de risco nos ambientes de trabalho, além do controle da exposição aos fatores de risco.
 “A prioridade da prevenção é a remoção da substância cancerígena do processo das atividades exercidas pelos trabalhadores. Enquanto isso não acontece, as recomendações alternativas são: evitar a exposição e gradualmente eliminar o uso desses agentes, restringir o contato com cancerígenos a determinadas atividades, com a adoção de níveis mínimos de exposição, associado ao monitoramento ambiental cuidadoso, além da redução da jornada de trabalho diário”, completa Ubirani.
Da Agência Saúde, ASCOM/MS
Atendimento à imprensa
Assessoria do Inca – (21) 3207-1108
 Ilustração: imagens editadas do googleimages

terça-feira, 8 de novembro de 2011

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Livro: Cuidados Paliativos Oncologicos - Controle de Sintomas

Prefácio do livro, por Jacob Kligerman, do INCA
A Medicina paliativa, já reconhecida como especialidade em alguns países, visa a tratar pacientes com doença ativa e prognóstico reservado, desviando o foco de suas atenções da cura para a qualidade de vida. A assistência a pacientes com câncer avançado, que não encontram resposta curativa com os tratamentos tradicionais, iniciou o caminho da especialização há cerca de 40 anos. Historicamente o marco de transformação desta assistência se deu na Inglaterra, quando a Drª  Cecily Saunders , médica e uma das fundadoras do   St. Christopher Hospice, em 1967 passou a defender o cuidado a estes pacientes como atribuição de equipe. Equipe que deveria se empenhar em aumentar a qualidade de vida restante de pacientes e familiares que lutavam com uma doença mortal.  

Ao enfocar a diversidade das necessidades destes pacientes, contemplar os benefícios da multidisciplinaridade para o êxito dos objetivos e incluir os familiares na problemática da doença avançada, a Drª Cecily Saunders moldou o futuro do que conhecemos hoje por Cuidados Paliativos.  Os quais diferem da Medicina Paliativa pela interdisciplinaridade.

Para a Organização Mundial da Saúde, Cuidado Paliativo é: “O cuidado total e ativo de pacientes cuja doença não é mais responsiva ao tratamento curativo. São da maior importância: o controle da dor e outros sintomas, como também os psicológicos, espirituais e sociais” WHO 1990.

A magnitude dos termos “cuidado total e ativo” dá a exata dimensão da visão ideal sobre cuidados paliativos. Cuidado, no sentido mais amplo possível, considerando as necessidades destes pacientes em todos os seus aspectos e, ativo, no sentido do afastamento da passividade e conformismo em direção a investimentos pelo aprimoramento e qualificação da assistência.

A ênfase na importância dos sintomas psicológicos, espirituais e sociais amplia as responsabilidades desta assistência que deve atuar para além do controle de sintomas físicos, priorizando o alívio do sofrimento humano e considerando o impacto de suas ações segundo as considerações de qualidade de vida dos próprios pacientes.

A dor é uma das mais frequentes razões de incapacidade e sofrimento para pacientes com câncer em progressão. Em algum momento da evolução da doença, 80% dos pacientes experimentarão dor. Atualmente, 70% dos tumores malignos na infância são curáveis. No entanto, o maior medo enfrentado pelos pais é que sofram neste decurso. Devemos desenvolver e divulgar rotinas multidisciplinares para assegurar que o alívio da dor é possível na maioria dos casos.

O adequado preparo da equipe é estratégia fundamental para o controle da dor e sintomas prevalentes em pacientes com câncer avançado sob cuidados paliativos. É condição imprescindível que os profissionais de saúde saibam como controlar a dor de pacientes com câncer avançado, que reajam contra mitos e conceitos principalmente sobre as drogas disponíveis e que se mantenham atualizados. Para tanto, aborda as possibilidades de tratamento da dor adequado aos recursos disponíveis. Especialmente neste momento em que o Ministério da Saúde, disponibiliza um arsenal suficiente de medicamentos, conforme demonstrado na última parte desta publicação, facilitando às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde a viabilização de condições para que se possa assistir adequadamente os cidadãos brasileiros.
Baixe o livro aqui

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

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Seja um doador de medula óssea, multiplique essa idéia e as chances de salvar vidas

No próximo dia 12 de dezembro, será realizada na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, a 2ª Corrida e Caminhada Com Você, Pela Vida – Doe Medula Óssea, em um percurso de 6 quilômetros. O evento abrirá a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea. As campanhas têm apresentado resultados positivos. Nos últimos anos, foram cadastrados cerca de 350 mil a 380 mil doadores anualmente.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) alcançou ontem a marca de 1,8 milhão de doadores cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Isso torna o Redome o terceiro maior registro do mundo em número de doadores, segundo o seu coordenador, o hematologista e pediatra Luís Fernando Bouzas.
Criado em 1993, o Redome teve durante dez anos um pequeno número de doadores (35 mil). De acordo com Luís Bouzas, coordenador do registro, a partir de 2004, quando o Inca assumiu a responsabilidade das campanhas, foi grande a adesão da população, atendendo ao chamado dos hemocentros e laboratórios de todo o país.
Já o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) foi criado em 2000. Esse banco de dados totaliza 6,8 mil pacientes inscritos, dos quais 1,2 mil estão ativos este ano, na busca de um doador compatível. O coordenador dos dois bancos de dados de medula óssea do Inca revelou que, atualmente, entre 30% e 35% dos pacientes inscritos no Rereme encontram um doador compatível no Brasil e no exterior. O Redome procura doadores em potencial dentro e fora do país, porque em todo o mundo há 15 milhões de doadores cadastrados nos Estados Unidos, países da Europa e Japão, entre outros.
“Quando não encontramos um doador brasileiro no registro nacional, ao mesmo tempo acessamos os registros de outros países para buscar essa possibilidade. Não é comum encontrar um doador mas, às vezes, acontece”, disse o hematologista. Ele explicou que a razão para isso é que parte da população brasileira é originária de correntes migratórias, principalmente da Europa e África.
Para 2011, a meta é aumentar o percentual de possibilidades de encontrar um doador compatível para os pacientes inscritos no Rereme para 60% a 70%. Até o final do ano, a previsão é bater o recorde de transplantes no Brasil, proporcionados pelo Redome, atingindo até 160 transplantes, o que significará um avanço ante os 136 transplantes efetuados em 2009.
O Inca está trabalhando para direcionar as campanhas para regiões mais específicas e de menor representatividade no Redome, entre as quais o Nordeste, com destaque para a Bahia; o Norte, sobretudo a Amazônia; e o Centro-Oeste. Essa será a tônica das campanhas do Inca para a doação de medula óssea no ano que vem.
Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=9&id_noticia=349073

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

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Rapaz com câncer cerebral será cobaia de novo remédio

Britânico de 21 anos ficou desesperado ao receber diagnóstico, há 2 meses, e agora está disposto a testar produto experimental. Calum Elliot, de 21 anos, será medicado com uma droga ainda em fase experimental chamada IMA950 e acredita que o seu tratamento poderá ajudar outros pacientes com câncer, como o garotinho da foto, Alessandro, que conheci no Hemoam, aqui em Manaus.
Ele será o primeiro paciente a testar o este novo medicamento contra o câncer no cérebro. Descobriu a doença há dois meses e receberá a droga, ainda em fase experimental e indicada para pessoas diagnosticadas há pouco tempo com Glioblastoma Multiforme, a forma mais agressiva desse tipo de tumor.
Elliot contou à imprensa que antes de ter o câncer diagnosticado passou um ano e meio tratando epilepsia, imaginem. Devido ao insucesso dos medicamentos, foi submetido a novos exames que diagnosticaram o glioblastoma. O remédio, que será administrado na forma de injeções, ajuda o corpo a se recuperar e treina o sistema imunológico para reconhecer e destruir as células malignas.
Segundo o chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Inca (Instituto Nacional do Câncer), Daniel Herchenhorn, o glioblastoma, embora mais comum em adultos de mais idade, pode atingir jovens e evoluir rápido. “O diagnóstico é quase uma surpresa e o paciente costuma ter quadros de dor de cabeça, paralisia, crise convulsiva e perda de força muscular”.
Para Allan James, oncologista que trata o britânico, a droga não pode ser considerada a cura, mas um avanço no tratamento deste câncer, que envolve cirurgia, quimioterapia e radioterapia, e ainda assim é de difícil solução. O câncer no cérebro não é muito comum, e o número de óbitos é proporcional à baixa incidência. De acordo com o Inca, no Rio, de 2003 a 2007, a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes foi 3,78 mulheres e 4,06 homens.
Edição de ilustração pelo autor. Condensado de http://odia.terra.com.br
Vacina extende sobrevida de pacientes de Gliobastoma Múltiforme em testes clínicos de fase II

Uma vacina que desperta o sistema imunológico para combater as células com a mutação genética que determina a forma mais agressiva de Glioblastoma Multiforme mostrou-se eficaz em ensaio clínico de fase II, aumentando a sobrevida dos pacientes desse tipo de tumor cerebral, segundo pesquisadores da Duke University e da University of Texas MD Anderson Cancer Center.

Dezoito pacientes recém-diagnosticados que foram vacinados após o tratamento padrão - cirurgia seguida de radioterapia e quimioterapia - tiveram sobrevida mediana de 26 meses contra 15 meses para os 17 pacientes que receberam tratamento padrão em um grupo de controle. Atualmente, a sobrevida média para pacientes recentemente diagnosticados com glioblastoma multiforme é de 14,6 meses.

Pacientes vacinados também experimentaram um longo período antes do agravamento da doença, 14,2 meses, comparado com 6,3 meses para o grupo controle. Os efeitos colaterais foram limitados principalmente à irritação no local da injeção.

No entanto, a dimensão limitada da amostra (número de pacientes envolvidos no estudo) requer interpretação cuidadosa destes resultados. O próximo passo para a vacina, chamada de CDX-110, é um grande Ensaio Clínico de Fase III, que está em fase de planejamento.

Os pesquisadores consideram a introdução de vacinas no tratamento do glioblastoma como mais uma maneira de converter os tumores mais letais da doença em doenças crônicas, tratáveis a longo prazo. A evolução do tratamento nos últimos anos, incluindo a aprovação da quimioterapia com temozolomida, têm aumentado a sobrevida esperada de cerca de sete meses a 14 anos.
Traduzido e condensado de cancernews, com editorial e edição de ilustração pelo autor. Leia matéria original aqui. 
A luta do pequeno Alessandro
Ele é um desses garotinhos arredios no primeiro contato. Quase não fala, ainda, mas agita. Depois vai se soltando, soltando, aos poucos, abrindo aquele sorriso inocente que só as crianças sabem e, depois de alguns minutos, já éramos como velhos amigos, apesar dele ter apenas 2 anos de idade. Nós nos conhecemos na semana passada, no Hemoam, enquanto esperávamos nossa vez de fazer a quimioterapia.
Quem o vê de longe, brincando e correndo como qualquer criança custa a acreditar nas dificuldades que ele já superou em tão pouco tempo de vida. Há 8 meses, com pouco mais de 1 ano de idade, Alessandro passou por uma cirurgia para extirpar um tumor cerebral que acabou comprometendo seu olho direito, e agora faz sessões de quimioterapia. Ele estava acompanhado de sua mãe, que nos contou sua incrível história.
Só nos resta torcer para que as novas drogas como estas que estão sendo testadas revelem sua efetividade e venham a ser aprovadas o mais breve possível pelos órgãos de controle, e que os custos não sejam proibitivos.
De qualquer maneira o pequeno Alessandro já é um vencedor!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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Câncer de próstata: pesquisadores acham que identificaram a célula original

Por anos, os médicos trabalharam sob o pressuposto de que o câncer de próstata surgia a partir de células chamadas células luminais, que se alinham no interior de dutos minúsculos e secretam fluido da glândula da próstata. Mas, usando um novo método para cultivar tecidos humanos em ratos, eles descobriram uma nova origem para o câncer de próstata: um tipo de células chamadas células basais, que dão suporte às células luminais e regeneram o tecido da próstata.

Mais um passo foi dado na prevenção do câncer de próstata, doença que atinge cerca de 50 mil homens por ano no país e mata 10% deles. Agora, cientistas da Universidade da Califórnia afirmam ter encontrado a “célula de origem” da doença, um tipo específico de célula que dá origem ao câncer de próstata. Segundo eles, a identificação de tal célula é a chave para estudar qualquer tipo de câncer.

Especialistas em câncer dizem que a descoberta pode levar a melhores tratamentos no futuro, mas ressaltam que os estudos ainda estão apenas no início. “Quando você está lidando com um estudo em cobaias, que é o caso dessa pesquisa, você está muito, muito cedo no processo”, explica Anthony Smith, membro da Associação Americana de Urologia.

Apesar da cautela, os pesquisadores acreditam que os resultados alcançados e os métodos utilizados podem ser aplicados a mais doenças. “Estamos oferecendo amplamente as técnicas para que esta idéia de regeneração de tecidos seja aplicada como uma maneira de estudar outros tipos de câncer”.

Ministério da Saúde: exames de próstata triplicaram entre 2003 e 2009

Levantamento divulgado anteontem revela que o brasileiro está cada vez mais preocupado com o planejamento familiar, e em se prevenir do câncer de próstata. Entre 2003 e 2009, constatou-se que o número de testes para detectar eventuais tumores na próstata triplicou.

No mesmo período, houve um crescimento de 79% no número de vasectomias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2003 e 2009, o número dessas cirurgias saltou de 19.103 para 34.144. Há um ano, quando o governo federal lançou a Política Nacional de Saúde do Homem, foram aumentados em 148% os valores pagos por procedimentos em ambulatório (R$ 123,18 para R$ 306,47) e em 20% por operação feita com internação (R$ 255,39 para R$ 306,47).

Segundo o Ministério, até agora, 70 municípios aderiram ao Programa Nacional de Saúde do Homem. Para cada uma dessas cidades, o governo repassa R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem. Mais de 26 milhões de cartilhas sobre prevenção, diagnóstico, tratamento de câncer e promoção de hábitos saudáveis foram distribuídas. Indicadores do Ministério da Saúde mostram que os homens têm hábitos de vida menos saudáveis que as mulheres.

“Bombinhas” usadas por asmáticos favoreceriam surgimento de câncer

Asmáticos que utilizam regularmente um inalador de remédio - também conhecido como bombinha - para aliviar os sintomas da doença podem ter mais chance de desenvolver câncer de próstata, indica estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. A informação foi publicada no site do jornal britânico Telegraph.

Os pesquisadores descobriram que homens que sofrem de asma e utilizam inaladores têm até 40% mais probabilidade de desenvolver tumores do que os homens sem a doença. A simples existência de asma aumenta a probabilidade de um homem desenvolver câncer de próstata em 26%.

Os acadêmicos australianos que realizaram o estudo disseram que os resultados mostram a necessidade de mais pesquisas sobre a relação entre asma, inaladores e câncer de próstata. Eles inicialmente optaram por investigar uma possível ligação entre as duas condições, pois ambas envolvem uma inflamação do corpo.

Especialistas em câncer salientaram que as novas descobertas feitas a partir da análise do histórico médico de 1.179 homens diagnosticados com câncer de próstata são preliminares, e orientou os asmáticos a continuarem usando seus inaladores.

Estado do Mato Grosso aprova projeto

Projeto de um deputado, sancionado pelo Legislativo, garante a partir deste mês combate efetivo à doença. A maioria dos doentes da próstata tem idade superior a 50 anos. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. No mundo, ocupa a sexta colocação, representando 10% do total de cânceres.

As estatísticas contabilizam que mais de 52 mil brasileiros vão ser diagnosticados portadores de câncer de próstata este ano, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Na Região Centro-Oeste, esse tipo de câncer vai acometer 48 homens a cada cem mil habitantes. E a forma mais eficaz para minimizar o problema é oferecer informação. Entre as estratégias figura no projeto a consagração do dia 29 de agosto como o dia de combate e conscientização sobre a doença. A divulgação das informações será feita através da promoção de exames, seminários, palestras, workshops, teatro e exposições de painéis sobre a doença.

Uma das grandes preocupações do Inca é a detecção da doença, já que são necessárias em média quatro biópsias para o diagnóstico, sendo, inclusive, necessária a realização do exame de toque, em função de que 10 a 20% dos casos não são descobertos por meio apenas da dosagem do Antígeno Prostático Específico, o PSA.

O câncer da próstata, em sua fase inicial, tem uma evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade e freqüência urinária aumentada durante o dia ou à noite). No entanto, a fase avançada da doença apresenta dor óssea, sintomas urinários ou ainda, quando mais grave, infecções generalizadas ou insuficiência renal.