Já se passaram três
meses desde que me submeti aos primeiros exames de controle depois que
completei os seis ciclos de quimioterapia pelos quais passei, e que fizeram com
que o tumor reduzisse de 12 cm para 5 cm.
Ontem pela manhã, com
minha ida ao Hemoam para coletar sangue para análise, recomeço tudo novamente. Amanhã,
quarta-feira, faço a tomografia e a radiografia do tórax.
Como o Pet-scan custa
caro e não tem ainda aqui em Manaus, meu hematologista e eu decidimos, como
estratégia, fazer uma sequência de três aplicações de Mabthera, uma a cada três
meses. Assim, se o tumor aumentar ou reduzir mais ainda, saberemos que ele está
ainda ativo e que não se trata apenas de uma massa residual.
Se verificarmos que a
atividade tumoral persiste, vamos partir para o transplante autólogo de medula.
Espero que isso não seja necessário.
Na próxima sexta-feira, dia 8 de outubro, estaremos em Belém com minha família e amigos,
Sandrinha e eu, para comemorarmos os 90 anos de minha mãezinha, Dona Risoleta.
Logo em seguida, no domingo, dia 10, começam, com a procissão do Círio de Nossa
Senhora de Nazaré, as festividades religiosas e profanas em homenagem a
padroeira dos paraenses. Vou ter então a oportunidade de pedir a benção a minha
mãe da Terra e a minha Mãe do Céu, que é também Mãe de todos nós.
Volto a Manaus no dia
17, um domingo. Logo na segunda-feira será a consulta médica e a comparação dos
resultados dos últimos exames. Procuro não pensar muito nisso, mas o friozinho
mórbido na “boca do estômago” parece inevitável.
Estejam sempre
atentos aos seus Planos de Saúde. Eu, por exemplo, mesmo dispondo da opção de
dois seguros de saúde corporativos, Unimed e Geap, no momento em que mais
precisei não estava coberto, por culpa exclusivamente minha, por excesso de
confiança. Torçam por mim

