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sexta-feira, 3 de junho de 2011
sábado, 12 de março de 2011
1
Pesquisador critica postura das multinacionais da indústria farmacêutica na pesquisa da cura do câncer
O geneticista Garth Anderson, do Roswell Park Cancer Institute, tem uma teoria do porquê de os medicamentos contra o câncer terem uma
eficiência tão inconsistente. E se sua teoria estiver certa, porá em causa toda
a premissa por trás dos grandes laboratórios farmacêuticos de ponta para testar
drogas-alvo contra o câncer de tumores comuns, como o câncer de cólon, câncer de
mama e câncer de pulmão. Ele insinua que os investidores, em vez de despejarem
dinheiro no desenvolvimento de novas drogas contra o câncer, deveriam preferir
colocar suas apostas em empresas que desenvolvam uma melhor imagem do tumor e
técnicas de cirurgia minimamente invasivas, que poderiam ter um impacto e um
retorno maiores.
A
|
Pfizer, a Roche, a Gleevec, a AstraZeneca, a
Novartis e outras companhias
farmacêuticas multinacionais vem investindo polpudos recursos de seus
acionistas em novos medicamentos para combater o câncer, mas os resultados têm
sido medíocres. A droga mais promissora da Pfizer em ensaios clínicos, por
exemplo, consegue de fato ajudar apenas 5% dos pacientes com câncer de pulmão,
com mutação específica de tumor. A maioria dos novos medicamentos contra o
câncer não consegue impedir um lento progresso da doença, depois de poucos
meses.
A teoria
por trás das drogas-alvo contra o câncer é simples: encontrar as mutações-chave
do gene que impulsionam o crescimento dos tumores e, em seguida, elaborar medicamentos
que bloqueiem as proteínas mutantes. Esta teoria levou à descoberta de drogas
como o Gleevec, da Novartis, para leucemia
mielóide crônica e do Herceptin,
da Roche, para certos tipos de câncer de mama.
A falha
nesta lógica, diz Anderson, é que é comum que os tumores simplesmente não tenham
algumas mutações-chave que seriam o alvo das novas drogas desenvolvidas. Eles podem
ter tanto dano genético que pode ser impossível destruí-los com segurança usando
drogas que atinjam simplesmente um ou dois genes ruins. O problema é algo
chamado instabilidade genômica. Essencialmente, isso significa
que os tumores são loucamente mutantes.
A maioria
dos tumores comuns têm inúmeras mutações genéticas impulsionando o seu
crescimento, e estas mutações estão mudando o tempo todo. Um estudo feito em
1999 encontrou 11 mil alterações genéticas em tumores do cólon, indicando extensivos
danos ao DNA. Pior ainda: dentro de um
único tumor grande, células diferentes podem ter diferentes mutações genéticas
impulsionando o seu crescimento, diz Anderson. Uma droga que atinja uma das
mutações pode encolher parte do tumor, no início, mas está fadada ao fracasso a
longo prazo, pois o restante do tumor vai preencher a lacuna. "É como
pisar em uma água-viva: você pode bater em parte dela, mas ela esguicha sua
toxina em outro lugar", diz ele.
Anderson vem
trabalhando sobre a genética do câncer desde 1971, quando a idéia de genes
causadores de câncer era nova e hoje é mais otimista em relação às drogas que
alvejam o suprimento sanguíneo do tumor (antiangiogênicas),
como o Revlimid, da Celgene, as
quais não estão sujeitas aos problemas derivados do desenvolvimento de resistência
como as drogas específicas, desenvolvidas para atingirem diretamente os
tumores. A segmentação de genes ruins funcionará em muitos canceres menos
comuns, como a leucemia crónica, que não têm defeitos genéticos maciços e são controlados
por apenas algumas alterações genéticas. Drogas que estimulam e orientam o
sistema imunológico contra o câncer, como o Ipilimumab, droga da Bristol-Myers Squibb contra o melanoma, também
poderiam contornar o problema de muitas malformações genéticas.
Mas ele ainda
acha que muito mais atenção precisa ser deslocada para o desenvolvimento de
melhores métodos de cirurgia que permitirão com que os cirurgiões operem cada
vez mais pacientes. "A cirurgia tem sido muito negligenciada. Se você operar
o paciente a tempo, você pode curá-lo. Ela é bruta, mas eficaz". A
tecnologia que impulsionaria o número de casos operáveis se traduziria
diretamente em maiores taxas de cura.
Então por que
é que as empresas farmacêuticas continuam a despejar tanto dinheiro em
pesquisas e testes de medicamentos contra o câncer, se as chances são tão magras?
Há os avanços ocasionais como o do Gleevec, da Novartis, que se estendem por
anos de sobrevida. Mas a verdadeira razão é que com os preços nas alturas e com
os médicos e os pacientes desesperados, significa que mesmo uma droga que mal
funciona, às vezes pode fazer um pacote.
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daniel
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
1
Estudo confirma que terapia poderia conter a disseminação do câncer de mama
Cientistas do Institute
of Cancer Reserch - ICR, demonstraram
pela primeira vez que o bloqueio de uma enzima pode ser a chave para conter a
metástase do câncer de mama para órgãos distantes, de acordo com a pesquisa
pré-clínica publicada ontem na revista Cancer Research.
Eles descobriram que a enzima lisil-oxidase 2 (LOXL2)
é necessária para que as células tumorais possam escapar da mama e invadir os
tecidos circundantes, deslocando-se para órgãos distantes. E demostraram que esta
enzima é que regula este processo, controlando a quantidade de moléculas
chamadas TIMP1 e MMP9, que, como já era
sabido, desempenham papel importante na propagação da doença para outras partes
do corpo.
O
|
mais interessante é que, por meio de modelos
de laboratório, a equipe mostrou que o bloqueio da função da LOXL2 diminuiu a
propagação do câncer de mama para o pulmão, fígado e ossos. Esses achados
confirmam que uma droga projetada para bloquear a LOXL2 poderia ser usada para
tratar mulheres com câncer de mama avançado.
A pesquisadora chefe,
Janine Erler, do ICR, diz: "Cerca de 12.000 mulheres morrem de câncer de
mama no Reino Unido a cada ano, porque o câncer se espalhou para outras partes
do seu corpo. Nosso estudo mostra que inibir a ação da LOXL2 pode reduzir significativamente
a propagação do câncer de mama, sugerindo que as drogas que bloqueiam esta
enzima podem ser eficazes na prevenção da propagação do câncer dos pacientes.”
A disseminação do
câncer é conhecida como metástase. Câncer de mama metastático é um processo de
várias etapas complexas que envolvem a expansão de células cancerosas da mama
para outras áreas do corpo. Uma vez que as metástases são detectadas em um
paciente com câncer de mama, a sobrevida média é inferior a dois anos. Assim, é
imperativo desenvolver novas terapias para tratar pacientes com câncer de mama
altamente agressivos.
Além disso, a equipe descobriu que a LOXL2 poderá ainda ser usada para prever se um câncer virá a ser agressivo. Usando amostras de tecido de pacientes com câncer de mama, eles mostraram pela primeira vez que altos níveis de LOXL2 estão associados à propagação do câncer."
Além disso, a equipe descobriu que a LOXL2 poderá ainda ser usada para prever se um câncer virá a ser agressivo. Usando amostras de tecido de pacientes com câncer de mama, eles mostraram pela primeira vez que altos níveis de LOXL2 estão associados à propagação do câncer."
Isso levanta a
possibilidade de que se poderá desenvolver um teste para medir os níveis de LOXL2
e predizer os pacientes que irão desenvolver a doença agressiva. Este
conhecimento poderia ajudar os oncologistas clínicos na escolha do tipo de
tratamento sob medida para cada paciente.
Atualmente pode-se tratar
o câncer de mama que se tenha disseminado, mas não se pode ainda cura-lo. Ao
utilizar a LOXL2 para prever qual câncer se espalhará e drogas que bloqueiem a
enzima para impedir que isso aconteça, muito mais vidas poderiam ser salvas.
Esta investigação laboratorial representa uma grande promessa e a ansiedade é
imensa para ver como isso se traduzirá nos pacientes."
Gene
defeituoso responsável pelo câncer de pele também aciona metástase
As neoplasias
cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico
(arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de
Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à
exposição aos raios ultravioletas do sol.
Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.
Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.
C
|
ientistas do ICR - Institute of Cancer Reserch descobriram
que o câncer de pele pode se espalhar para os pulmões quando um gene em uma importante
via de comunicação celular é bloqueado.
O professor Richard Marais
e sua equipe mostraram que, em células cancerosas humanas e de camundongos, um gene
chamado BRAF - que está danificado
em cerca de metade dos casos de câncer de pele - desencadeia uma via de
sinalização celular que, finalmente, bloqueia as instruções de um segundo gene conhecido
como PDE5A.
Em células saudáveis o
PDE5A age como um freio para parar o movimento da célula. Mas nas células
cancerosas, o gene BRAF transforma sinais do gene PDE5A de fora, afetando sua
capacidade de bloquear a propagação do câncer.
Ao bloquear a
atividade de PDE5A, unidades de genes BRAF orientam as células do câncer de
pele a invadir os tecidos saudáveis e a se propagarem em todo o corpo,
transformando o câncer de pele em uma doença mais agressiva.
A equipe mostrou que,
quando defeituoso, ocorre esta mutação no gene BRAF, implicando em genes PDE5A bloqueados,
e consequentemente as células de câncer de pele se espalham mais facilmente para
os pulmões.
"Esta pesquisa ainda
coloca o foco no gene BRAF como um importante alvo na terapia para evitar a propagação
do câncer de pele.", disse o Professor Marais.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
0
Terapia-alvo: Jim Martin, de Louisville, Kentucky é um dos primeiros pacientes de câncer que deve sua vida a uma nova linha de drogas guiadas por testes de DNA.
Em maio de 2007,
Martin, agora com 44 anos, foi diagnosticado com um tumor quase do tamanho de
uma bola de futebol americano, que comprimia tanto seu estomago que ele mal
podia beber uma xícara de café. O câncer era tão obscuro que os especialistas de
cinco hospitais não puderam concordar exatamente sobre sua origem, só em que
era um tumor maligno e muito agressivo. Os cirurgiões o removeram e os médicos
colocaram Martin em quimioterapia, mas não ajudou muito. No início de 2008,
sete tumores do tamanho de uma bola de golfe já tinham crescido.
D
|
esesperado, ele e sua mulher se debruçaram sobre os
relatórios de patologia e descobriram que um dos hospitais, o Dana-Farber Cancer Institute, fizera um teste genético que revelara que seu tumor tinha
um defeito em um gene no segundo cromossomo, chamado ALK. E, como ele teria
sorte - pra variar - a Pfizer estava justamente começando um pequeno ensaio clínico
no Dana-Farber com uma nova droga,
uma pílula, crizotinib, e ele conseguiu ser incluído nos ensaios.
Com um mês de tratamento os tumores de Martin começaram a encolher,
e até o final do ano quatro deles haviam sumido. Os outros três foram removidos
cirurgicamente. Hoje, Martin continua tomando a droga e não tem nenhum sinal
visível do câncer. "Isso foi um milagre para
nós", diz ele. "Eu sinto que nasci de
novo." Ele está bem o suficiente para pedalar 100 quilômetros por semana e
até competir.
Se os investigadores do câncer tiverem os meios necessários,
cada vez mais pacientes no futuro serão tratados da forma como Jim Martin o foi.
Eles não irão receber o tratamento padrão, com base no local onde começou o
tumor no corpo. Em vez disso, seu tratamento será personalizado, dependendo de quais
mutações genéticas terão sido encontradas dentro de seus tumores.
"Este
é um mundo completamente novo da medicina genômica", diz George Demetri,
oncologista do Dana-Farber. "Nesse novo tipo de ensaio clínico que estamos
tentando desenvolver não importa se você tem câncer de ovário ou de pulmão ou
de estômago. Se você tem o defeito genético alvo da droga, você se qualifica.”
Para
a Pfizer,
essa seria uma forma eficiente de se obter drogas mais rapidamente para o
mercado, sem a necessidade de estudos gigantes em todos os cantos onde haja um
alto risco de fracasso. O tipo mais comum de câncer com a alteração ALK é o
câncer de pulmão. Aproximadamente 5% dos pacientes com câncer de pulmão têm
alterações genéticas no gene ALK, ou seja, cerca de 9000 doentes americanos por
ano.
Em
outro estudo publicado também no New England Journal
of Medicine, os médicos relatam que 57% dos 82 pacientes
com câncer de pulmão com a alteração do gene ALK experimentaram um dramático
encolhimento do tumor com a droga da Pfizer. A Pfizer já está em fase final de
testes da droga e tem esperanças de poder solicitar sua aprovação no próximo
ano para tratamento de câncer de pulmão. Ela será
comercializada junto com um teste de diagnóstico para detectar quais os pacientes
que têm a alteração genética.
O medicamento da Pfizer não é uma cura milagrosa para a
maioria dos pacientes. No câncer do pulmão, ele mantém a doença sob controle
por um período médio de nove meses. Tem efeitos colaterais, incluindo
distúrbios da visão e inchaço nas pernas. Não foi comprovado o prolongamento da
vida.
No entanto, no geral, inéditos 90% dos pacientes de câncer do
pulmão parecem obter algum benefício com a droga, diz Ross Camidge, da Universidade
do Colorado. Alguns pacientes podem se
beneficiar do crizotinib até mesmo depois que alguns de seus tumores começam a
regredir. Em um paciente cujo câncer se espalhou, os médicos foram capazes de
tratar o tumor cerebral com radiação, enquanto o resto dos tumores permaneceu
sob controle com o crizotinib.
Um problema com o câncer de pulmão agressivo é que ele pode
surgir com novas mutações, mais rápido do que os pesquisadores podem chegar a
novos medicamentos. Um terceiro artigo no New
England Journal dá um exemplo do Japão, onde um paciente de 28 anos de
idade, que inicialmente respondeu à droga da Pfizer, cinco
meses depois, voltou a ter os tumores crescendo novamente. O tumor tinha desenvolvido as mutações que o tornaram
resistente à droga.
"Com todas estas terapias-alvo, há uma resistência que
se desenvolve", diz o oncologista Gregory Riely, do Memorial Sloan Kettering
Cancer Center. "Por mais que
compreendamos o processo de desenvolvimento da resistência, o melhor que temos
podido fazer tem sido contorná-la" E acrescenta: "É impressionante
que estejamos publicando o mecanismo da resistência ao mesmo tempo em que estamos
divulgando os dados experimentais."
Agora que um mecanismo de resistência já está conhecido, as
empresas podem começar a trabalhar melhor as drogas de segunda geração para
evitar o problema. Muitas outras empresas, como a Novartis, Ariad e Cephalon
estão trabalhando no desenvolvimento de drogas para o bloqueio do gene ALK.
Posts
relacionados:
Análise de 26 tipos de câncer revela locais onde o DNA genômico está ausente.
Imunoterapia - Anticorpos monoclonais
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
1
Descoberta promete nova terapia para tratamento de Linfoma e Leucemia
A AID é uma
enzima dos linfócitos B que cria mutações deliberadas na codificação do DNA dos
anticorpos, ajudando a produzir uma resposta imune correta. Entretanto, uma
expressão inadequada desta enzima também pode ter efeitos nocivos e levar a
determinadas mutações oncogênicas (causadoras de câncer). Quando encontrada em
um tumor, os níveis descontrolados de AID podem aumentar a taxa de mutação do
gene e, por sua vez, acelerar a progressão da doença.
A recente descoberta científica feita por
pesquisadores do Institut de Recherches Cliniques de Montréal (IRCM), liderados
pelo Dr. Javier Marcelo Di Noia, diretor da Unidade de Pesquisa de Mecanismos e
Diversidade Genética, foi publicado hoje pelo The Journal
of Experimental Medicine. Sua equipe identificou um
mecanismo de regulação de ativação induzida da deaminase
(AID), que pode ser importante para a terapia de alguns tipos de linfoma e
leucemia.
“Ao estudar a regulação da AID, buscou-se
compreender o que restringe o seu acesso
ao núcleo da célula”, explica Alexandre Orthwein, primeiro autor do estudo.
"Se a gente pudesse controlar esse aspecto, poderíamos evitar os efeitos negativos
da AID mutante”. Em seguida, se descobriu que a Hsp90, uma das proteínas mais
abundantes e vitais encontradas nas células, estabiliza o equilíbrio dinâmico
da AID no citoplasma. Ao estabilizar a AID, a Hsp90 determina os níveis da expressão
geral da enzima que se correlacionam com a extensão de suas funções
fisiológicas.
Os pesquisadores descobriram que a inibição
Hsp90 desestabiliza a AID, resultando em uma redução proporcional na
diversificação de genes de anticorpos. Além disso, uma vez que os níveis de AID
também se correlacionam com os efeitos colaterais patológicos, a inibição da Hsp90
impede a mutação descontrolada pela AID.
A ação da Hsp90 pode ser inibida por as drogas
conhecidas, que já são usadas atualmente nos ensaios clínicos para o tratamento
de certos tipos de câncer, reduzindo significativamente a quantidade de AID e,
consequentemente, impedindo a atividade indesejavel desta enzima no DNA. Este
mecanismo regulador determina o nível funcional da AID em células B normais e nas
linhas de linfoma de célula B. Assim, a inibição da Hsp90 fornece os primeiros
meios farmacológicos para regular a expressão e a atividade da AID, que
poderiam ser relevantes para a terapia de alguns tipos de linfoma e leucemia
".
Segundo o The Leukemia & Lymphoma Society of Canada, uma pessoa é diagnosticada com
um câncer de sangue a cada quatro minutos, e alguém morre de câncer no sangue a
cada 10 minutos. Esta estatística representa mais de 54.000 pessoas por ano. Em
2010, cerca de 628.415 pessoas estão vivendo com linfoma ou em remissão.
Traduzido e condensado de sciencedaily, com edição de ilustração e editorial pelo autor. Leia
matéria original aqui.
terça-feira, 25 de maio de 2010
0
Novo método promete detecção precoce de câncer de ovário
Um novo método de
detecção precoce do câncer de ovário em mulheres na menopausa, que têm um risco
médio de desenvolver a doença, se mostrou promissor, segundo um estudo clínico
cujos resultados foram divulgados nesta quinta-feira.
A estratégia é baseada
em um modelo matemático chamado ROCA (Risk of Ovarian Cancer Algorithm), que
integra a evolução dos resultados das análises de sangue da CA-125 (proteína
cuja taxa aumenta com a presença de câncer de ovário) a idade da paciente, a
ecografia transvaginal e o exame do especialista.
"Mais de 70% dos casos de câncer no ovário são
diagnosticados em estado avançado, o que faz de um método de detecção eficaz no
início da doença uma espécie de Graal", explicou a doutora Karen Lu,
professora do centro de câncer Anderson, da Universidade do Texas.
A doutora Lu apresentou o estudo em teleconferência organizada
pela American Society of Clinical Oncology (ASCO). "Se os resultados forem
confirmados em estudos mais amplos, este novo método de detecção pode se
converter em uma ferramenta relativamente barata e útil para detectar câncer de
ovário nas primeiras fases de desenvolvimento, quando a cura ainda é possível,
mesmo com os mais agressivos".
O estudo envolveu 3.238 mulheres na menopausa, com entre 50 e 75
anos, sem antecedentes familiares particulares de câncer de ovário ou de mama.
O grupo foi analisado durante oito anos.
Com base no teste ROCA,
99,7% dos tumores foram detectados nas primeiras fases, o que também permitiu
identificar uma taxa muito baixa de falsos alertas. Um estudo com 200 mil
mulheres para avaliar o ROCA está atualmente em curso na Grã-Bretanha e deve
ser concluído em 2015
====================================================
Cientistas podem ter descoberto uma maneira de dizer quais fumantes desenvolverão câncer de pulmão.
Cientistas podem ter
descoberto uma maneira de dizer quais fumantes têm maiores riscos de
desenvolver câncer de pulmão: medir uma mudança genética dentro de suas
traquéias.
Um teste baseado na pesquisa está sendo
desenvolvido na esperança de detectar este câncer letal mais cedo, quando ainda
é mais tratável.
Se o trabalho der certo, a próxima grande pergunta é: será possível
reverter essa reação em cadeia genética antes que ela termine em um câncer? Os
pesquisadores descobriram algumas pistas entre as pessoas que receberam uma
droga experimental.
"Elas apontam para o câncer de pulmão, e podemos identificá-las com
este teste genômico”, disse o Dr. Avrum Spira, da Escola de medicina da
Universidade de Boston, que liderou o estudo publicado no início do mês na Science Translational Medicine.
Câncer de pulmão – que matou cerca de 160 mil
americanos no ano passado – é o câncer mais letal, e fumar cigarros é, de
longe, sua principal causa. Ainda assim, nem todos os fumantes desenvolvem
câncer de pulmão; Spira estima que 10% a 20% irão.
O risco depende, em parte, do quanto as pessoas
fumam, por quanto tempo e há quanto elas pararam – mas não há forma de prever
quem escapará. Também não existe uma maneira de detectar tumores em estágio
inicial. Conseqüentemente, a maioria das pessoas é diagnosticada tarde demais
para que os tratamentos atuais façam efeito.
"Mesmo para aqueles que pararam de fumar, há
um risco significativo de câncer, e seria bom identificar quais pacientes têm
realmente risco”, disse o especialista em câncer de pulmão Dr. Neal Ready, da
Universidade Duke, que não estava envolvido na pesquisa, mas a achou
interessante.
"Ter algum tipo de teste molecular que
identifique esses pacientes seria muito útil”, ele disse, porque eles poderiam
receber monitoramento de perto com equipamentos que não são indicados a todo
mundo.
Ao invés de focar no pulmão em si, a
equipe de Spira teve uma abordagem diferente. Fumar enche todo o sistema
respiratório de toxinas. Então ele caçou os primeiros sinais de possível câncer
em diferentes genes, e notou como eles são ligados e desligados nos canais com
a passagem do ar enquanto o corpo tenta se defender – e as defesas enfraquecem
com o tempo.
Abril
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daniel
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
0
Análise de 26 tipos de câncer revela locais onde o DNA genômico está ausente.
Análise de 26 tipos de câncer revela locais onde o DNA genômico está
ausente. A maioria
das anormalidades genéticas não são exclusivas de uma única forma de câncer, e,
sim, compartilhadas.
Uma equipe internacional de pesquisadores publicou
na revista Nature uma análise do genoma de 26 tipos de câncer, revelando mais
de 100 locais onde o DNA genômico dos tumores está ausente ou irregularmente
repetido em relação aos tecidos normais.
O estudo demonstrou que a maioria destas
anormalidades genéticas não são exclusivas de uma única forma de câncer, e,
sim, compartilhados por vários outros tipos da doença. Os cientistas se
concentraram em uma mudança específica, onde segmentos de DNA de um tumor
apresentavam cópias anormais, ou seja, em vez de dois exemplares, os tumores
geralmente apresentavam ausência ou várias cópias de um pedaço de DNA. Segundo
a pesquisa, estas anomalias genéticas são conhecidas como cópia somático-número
de alterações, ou SCNAs.
Os pesquisadores entendem que novos tratamentos
devem ser realizados com base no mesmo tipo de modificação genética. Liderado
por cientistas dos institutos Dana-Farber e Broad, o estudo apresenta os dois
genes, MCL1 e BCL2L1, que podem atuar na manutenção do crescimento do tumor em
muitos casos da doença.
"Nossos resultados mostram que muitas
alterações do genoma são universais através de diferentes tipos de câncer",
explica Matthew Meyerson, autor sênior da pesquisa. "Embora soubéssemos
das semelhanças entre alguns tipos de câncer, o grau em que tantas alterações
são compartilhadas nos surpreendeu" conclui.
Eles coletaram amostras de mais de 2.500 tumores,
representando mais de 20 tipos de câncer, incluindo o de pulmão, próstata,
mama, ovário, cólon, esôfago, fígado, cérebro e do sangue. Utilizando um chip
"genômico", os pesquisadores analisaram o DNA dessas amostras, e
combinaram os resultados com os dados disponíveis a partir de 600 amostras de
tumor.
Com isso foram capazes de montar um catálogo
detalhado de SCNAs presentes em vários tipos de tumores. Uma das alterações
mais frequentes tende a aparecer em dois tamanhos, um relativamente longo,
sobre o comprimento de um cromossomo inteiro; ou curto, como um braço de
cromossomo, compreendendo 0,03% do genoma humano.
Foram identificadas 150 anomalias que não eram
anteriormente associadas ao crescimento celular do câncer. Durante a avaliação,
os pesquisadores verificaram que elas atuavam em importantes funções biológicas
do câncer, tal como a morte celular. "Esses dados significam um importante
recurso para a descoberta do gene do câncer, mas eles são apenas um primeiro
passo. Com a revolução tecnológica em curso, será possível decodificar o genoma
de milhares de cânceres e revelar todas as alterações genômicas." disse
Meyerson.
Os resultados da nova pesquisa sugerem que a
terapia genética pode incrementar a abordagem contra o câncer, no futuro.
Isaude.net
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daniel
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terça-feira, 27 de abril de 2010
0
Exame de sangue personalizado monitora o câncer.
Cientistas desenvolveram um exame de sangue
personalizado que monitora o câncer no corpo, oferecendo a possibilidade de
elaborar tratamentos para cada paciente ao averiguar como um tumor respondeu à cirurgia
ou à terapia.
Um paciente que foi recentemente diagnosticado com
câncer terá altos níveis da impressão digital genética do tumor no seu sangue,
porque cânceres despejam células e DNA na corrente sanguínea. Quando um câncer
é operado ou tratado com rádio ou quimioterapia, os níveis da impressão digital
devem cair e desaparecer se o tumor foi erradicado.
Uma equipe liderada por Victor Velculescu,
professor de oncologia da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, desenvolveu
testes individuais para seis pacientes, dos quais quatro tiveram câncer de
intestino e dois tiveram câncer de mama.
Testes genéticos em um paciente com
câncer de intestino, por exemplo, revelaram que um pedaço de um cromossomo do
tumor havia se unido com outro cromossomo. Esse pequeno, mas considerável
defeito genético ou “marcador biológico” era boa parte da impressão digital
genética do tumor.
Os cientistas comparam a técnica à “procura pelo
rastro de migalhas de pão genéticas” deixadas por células cancerígenas
sobreviventes depois da cirurgia ou durante o tratamento com medicamentos. O
trabalho foi anunciado no encontro anual da Associação Americana para o
Progresso da Ciência em San Diego e aparece na revista Science Translational
Medicine.
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daniel
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
0
No dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado neste 8 de abril, os dermatologistas e oncologistas querem chamar atenção para o risco duplo oferecido pelo câncer de pele. O antigo hábito - predominantemente feminino de se expor ao sol por longos períodos - ainda é bem disseminado no País tropical e o bronzeado excessivo, afirmam os especialistas, não pode ser “a cor de saúde”.
Passado o verão, a pele ressacada não é o único prejuízo dos raios solares e das altas temperaturas. É preciso atenção especial às novas pintas e manchas. Elas podem indicar que alguma coisa está errada.
“Percebemos um aumento muito importante de casos de câncer de pele na população brasileira”, afirma o médico dermatologista do Hospital A.C Camargo – referência no tratamento -, Alexandre Leon. “Um dos motivos é que antes as pessoas muito branquinhas (grupo de maior risco) não iam à praia ou piscina porque não existia o protetor solar. Hoje existe e as pessoas acham que se protegem, mas não passam o produto direito. Além disso, esquecem de reforçar quando saem da água, acabam mais expostas e os casos só aumentam.”
Relação com outros tumores
Em 2008, uma pesquisa o Instituto do Câncer da Inglaterra mostrou que em dez anos o câncer de pele aumentou 43,8% e a população feminina foi a mais afetada. Em janeiro deste ano, pesquisadores da Universidade de Queen (também do Reino Unido) concluíram que ter o melanoma (aquele tipo mais agressivo) faz com que a pessoa tenha duas vezes mais risco de aparecer nas estatísticas de outros tipos de câncer. Os resultados foram publicados no British Journal of Cancer, uma das mais importantes publicações de saúde nesta área.
A relação entre o de pele e outros tipos de câncer não é evidente e a hipótese é que esteja associada a outros fatores de risco que também podem estar presentes na vida das pessoas com melanoma, como tabagismo, idade avançada e obesidade.
Ainda que a genética seja importante nos casos, os fatores externos também o são. O tabagismo pode influenciar o câncer de pele, assim como as câmaras de bronzeamento artificial, diz a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Câncer de pele dobra o risco de outros tumores
O câncer de pele é o que mais acomete o brasileiro. Só para este ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) projeta 119.780 novos casos, sendo 5.930 do tipo mais agressivo, chamado de melanoma. Novas pesquisas alertam ainda que estar entre este número faz dobrar o risco de desenvolver outros tipos de câncer, em especial de intestino e cérebro.
No dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado neste 8 de abril, os dermatologistas e oncologistas querem chamar atenção para o risco duplo oferecido pelo câncer de pele. O antigo hábito - predominantemente feminino de se expor ao sol por longos períodos - ainda é bem disseminado no País tropical e o bronzeado excessivo, afirmam os especialistas, não pode ser “a cor de saúde”.
Passado o verão, a pele ressacada não é o único prejuízo dos raios solares e das altas temperaturas. É preciso atenção especial às novas pintas e manchas. Elas podem indicar que alguma coisa está errada.
“Percebemos um aumento muito importante de casos de câncer de pele na população brasileira”, afirma o médico dermatologista do Hospital A.C Camargo – referência no tratamento -, Alexandre Leon. “Um dos motivos é que antes as pessoas muito branquinhas (grupo de maior risco) não iam à praia ou piscina porque não existia o protetor solar. Hoje existe e as pessoas acham que se protegem, mas não passam o produto direito. Além disso, esquecem de reforçar quando saem da água, acabam mais expostas e os casos só aumentam.”
Relação com outros tumores
Em 2008, uma pesquisa o Instituto do Câncer da Inglaterra mostrou que em dez anos o câncer de pele aumentou 43,8% e a população feminina foi a mais afetada. Em janeiro deste ano, pesquisadores da Universidade de Queen (também do Reino Unido) concluíram que ter o melanoma (aquele tipo mais agressivo) faz com que a pessoa tenha duas vezes mais risco de aparecer nas estatísticas de outros tipos de câncer. Os resultados foram publicados no British Journal of Cancer, uma das mais importantes publicações de saúde nesta área.
A relação entre o de pele e outros tipos de câncer não é evidente e a hipótese é que esteja associada a outros fatores de risco que também podem estar presentes na vida das pessoas com melanoma, como tabagismo, idade avançada e obesidade.
Ainda que a genética seja importante nos casos, os fatores externos também o são. O tabagismo pode influenciar o câncer de pele, assim como as câmaras de bronzeamento artificial, diz a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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daniel
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