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segunda-feira, 26 de abril de 2010

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Leite materno: a cura para o câncer?


Pesquisadores suecos descobriram uma substância no leite, um tipo de ácido, capaz de matar células de 40 tipos de câncer.
Fatores culturais e conveniências sociais da modernidade têm contribuído para promover alterações comportamentais que tem feito com que o aleitamento materno deixe equivocadamente de ser uma opção natural e não atue como a manifestação de um padrão biológico instintivo, de preservação da espécie na sociedade humana.
O poder do leite materno vai além do que a ciência imagina. Pesquisadores da Universidade de Gothenburg e da Universidade de Lund, ambas na Suécia, descobriram que uma substância específica presente no leite da mãe – chamada de Hamlet (Human alfa-lactoalbumina Made Lethal to Tumour Cells) – é letal para células de tumores. Agora, cientistas se enchem de esperança: será a descoberta da cura do câncer?

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 substância, que é um tipo de ácido, foi testada em humanos, com sucesso. Pacientes com câncer de bexiga tratados com Hamlet conseguiram expelir as células cancerígenas do organismo através da urina. A substância conseguiu matar 40 tipos de câncer em testes realizados em laboratório, com uma vantagem importante: ela mata as células cancerígenas, mas mantém saudáveis as células normais do corpo.


Vários estudos têm demonstrado um efeito protetor do leite materno contra doenças que aparecem mais tarde na vida, tais como asma, diabetes tipo 1 e doenças auto-imunes. As mais comuns hoje são o câncer, artrite reumatóide, espondilite anquilosante, esclerose múltipla, e o lúpus.
As doenças auto-imunes ocorrem quando o Sistema Imunológico perde a capacidade de distinguir entre o que é próprio de nosso corpo ou não, os chamados antígenos, levando-o a produção de anticorpos para combatê-los.
Séculos de processo evolutivo criaram um mecanismo sofisticado de defesa. O primeiro trabalho consiste em identificar tudo o que é próprio, para mais tarde poder comparar, reconhecer e combater tudo o que é estranho. Algo parecido com o que os programas antivírus de computador fazem com as definições de vírus que guardam na memória virtual para proteger o sistema.
O útero materno é um ambiente estéril, ou seja, livre de agentes infecciosos. Assim que nascemos somos imediatamente expostos a um ambiente novo, com uma infinidade de antígenos. Então, desde o nascimento, o Sistema Imunológico começa a catalogar e a atacar tudo o que não é “original de fábrica”.
As crianças que não são amamentadas ao seio estão expostas a um risco maior de contrair uma grande diversidade de doenças como diarréia, eczemas, cólicas, infecção respiratória aguda, otite média aguda, bacteremia e alguns tipos de meningite, entre outras.
A descoberta aconteceu casualmente. Os integrantes da equipe de pesquisadores estavam investigando as propriedades bacteriológicas do leite materno. Na semana passada, cientistas britânicos descobriram que o ácido láurico, também presente no leite materno, tem poder de tratar acnes, podendo vir a ser a base de novos tratamentos dermatológicos que evitam efeitos colaterais fortes, como os dos medicamentos disponíveis hoje no mercado.
A partir dessa descoberta, pesquisadores pretendem estudar seu efeito sobre o câncer de pele, os tumores nas membranas mucosas e sobre os tumores cerebrais.
http://gazetaweb.globo.com  e isaude.net/pt-BR
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Câncer de mama - Exames integrados.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que em 2010 devem surgir quase 50 mil novos casos de câncer de mama. A doença poderá ser fatal para mais de 11 mil mulheres. Na opinião da doutora Maria Luiza Pedrosa, as campanhas de esclarecimento devem ser mais abrangentes e atingir pacientes cada vez mais jovens.
 A revista Radiology deste mês traz um novo estudo comprovando que pacientes de alto risco para câncer de mama se beneficiam com a realização anual da mamografia combinada com a ressonância magnética. 
De acordo com a doutora Jane M. Lee, radiologista do Massachusetts General Hospital, em Boston (EUA), a iniciativa é mais viável economicamente e, além disso, contribui para que a paciente viva mais e com melhor qualidade de vida.  
Segundo a doutora Maria Luiza Pedrosa, radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), a integração de exames é recomendada em casos bastante específicos. "O padrão standard para a detecção do câncer de mama continua sendo a mamografia, que é bastante eficiente e deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos", diz Pedrosa.
Diagnóstico precoce
A médica lembra que, apesar de a doença ter um bom prognóstico quando detectada logo no início, "a taxa de mortalidade continua alta no Brasil justamente porque muitas mulheres buscam ajuda médica quando o câncer se encontra em estágio avançado".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

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Câncer de pele: 1º Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual do Brasil já está funcionando.

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Segundo o coordenador do Centro, o tratamento de câncer de pele com fármacos fotoativados já está consolidado em projetos de pesquisa em parceria com cinco centros ambulatoriais no País.
O primeiro centro de nanotecnologia e engenharia tecidual do Brasil aplicado especificamente à saúde já está em funcionamento na cidade de  Ribeirão Preto (interior de São Paulo).  Coordenado pelo professor Antonio Claudio Tedesco, do Departamento de Química, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, o espaço de 200 metros quadrados vai ampliar a produção de medicamentos nanoestruturados para o tratamento de câncer de pele com a aplicação com laser (fármacos fotoativados), além da produção em escala da pele artificial, usada para recuperação de queimados e tratar problemas cicatriciais em geral.

Centro abrigará produção de fármacos nanoestruturados e pele artificial

Segundo o coordenador do Centro, o tratamento de câncer de pele com fármacos fotoativados já está consolidado em projetos de pesquisa em parceria com cinco centros ambulatoriais no País: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de Brasília (UnB-HRAN), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Centro de Excelência do Tratamento de Câncer de Belém-do-Pará. “Queremos chegar a 12 centros ambulatoriais parceiros até o final do ano”, diz.

Além de medicamentos para uso envolvendo fotoativação luminosa, o grupo coordenado pelo professor Tedesco também produz medicamentos com outros princípios ativos, não fotoativados. Ele diz que as moléculas ativas dos medicamentos são algumas vezes as mesmos usadas em outras formulações. O diferencial é o veículo nanoestruturado pelo qual esse remédio é introduzido no organismo. “É uma nova roupagem para velhos fármacos, que atingem alvos específicos, por isso a resposta tem sido melhor com redução de efeitos colaterais indesejáveis”, comemora. No tratamento do câncer não melanômico, por exemplo, ele diz que já foram atendidos mais de 600 pacientes e o índice de cura chega a 98% na primeira aplicação e 100% após uma segunda aplicação.

Tratamento

O know how adquirido pelo grupo da FFCLRP permitiu que a parceria com a Unifesp avançasse para estudos em outras áreas da medicina, como ortopedia e neurologia, além da própria dermatologia. No câncer de pele, por exemplo, o próximo passo é tratar com fármacos nanoestruturados pacientes renais transplantados. “Esses pacientes têm maior incidência de câncer de pele, em função das medicações para evitar rejeição do novo órgão, o que leva a baixa imunidade”, diz o coordenador da pesquisa professor Mauro Inokihara, do setor de tumores cutâneos da Unifesp.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

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Câncer de pele dobra o risco de outros tumores

O câncer de pele é o que mais acomete o brasileiro. Só para este ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) projeta 119.780 novos casos, sendo 5.930 do tipo mais agressivo, chamado de melanoma. Novas pesquisas alertam ainda que estar entre este número faz dobrar o risco de desenvolver outros tipos de câncer, em especial de intestino e cérebro.
A woman's body with a bad case of sunburn. Isolated on white background and includes clipping path.

No dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado neste 8 de abril, os dermatologistas e oncologistas querem chamar atenção para o risco duplo oferecido pelo câncer de pele. O antigo hábito - predominantemente feminino de se expor ao sol por longos períodos - ainda é bem disseminado no País tropical e o bronzeado excessivo, afirmam os especialistas, não pode ser “a cor de saúde”. 

Passado o verão, a pele ressacada não é o único prejuízo dos raios solares e das altas temperaturas. É preciso atenção especial às novas pintas e manchas. Elas podem indicar que alguma coisa está errada.

“Percebemos um aumento muito importante de casos de câncer de pele na população brasileira”, afirma o médico dermatologista do Hospital A.C Camargo – referência no tratamento -, Alexandre Leon. “Um dos motivos é que antes as pessoas muito branquinhas (grupo de maior risco) não iam à praia ou piscina porque não existia o protetor solar. Hoje existe e as pessoas acham que se protegem, mas não passam o produto direito. Além disso, esquecem de reforçar quando saem da água, acabam mais expostas e os casos só aumentam.”

Relação com outros tumores
protetor solar

Em 2008, uma pesquisa o Instituto do Câncer da Inglaterra mostrou que em dez anos o câncer de pele aumentou 43,8% e a população feminina foi a mais afetada. Em janeiro deste ano, pesquisadores da Universidade de Queen (também do Reino Unido) concluíram que ter o melanoma (aquele tipo mais agressivo) faz com que a pessoa tenha duas vezes mais risco de aparecer nas estatísticas de outros tipos de câncer. Os resultados foram publicados no British Journal of Cancer, uma das mais importantes publicações de saúde nesta área.

A relação entre o de pele e outros tipos de câncer não é evidente e a hipótese é que esteja associada a outros fatores de risco que também podem estar presentes na vida das pessoas com melanoma, como tabagismo, idade avançada e obesidade.

Ainda que a genética seja importante nos casos, os fatores externos também o são. O tabagismo pode influenciar o câncer de pele, assim como as câmaras de bronzeamento artificial, diz a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).