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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

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Grande notícia para começar o ano: possível cura para a leucemia encontrada num composto de óleo de peixe


Eu e meus irmãos tomamos muito Óleo de Fígado de Bacalhau, a famigerada Emulsão de Scott, quando crianças, e em Portugal, até há pouco tempo, as escolas colocavam as crianças em fila e administravam-lhes diretamente na boca uma colher das de sopa desse óleo. Agora, com efeito, um composto produzido a partir de óleo de peixe, que ataca as células-tronco da leucemia, poderá levar a uma cura definitiva para a doença, segundo pesquisadores da Penn State. As pesquisas com camundongos revelaram-se muito animadoras. Os pesquisadores, que já registraram um pedido de patente, estão se preparando para testar o composto em humanos. Os tratamentos atuais são incapazes de matar as células-tronco da leucemia. A descoberta foi publicada na última edição da Revista Sangue

O composto - denominado delta-12 protaglandin-J3, ou D12-PGJ3 - atacou e matou as células-tronco da leucemia mielóide crônica, ou LMC em camundongos, disse Sandeep Prabhu, professor de Imunologia e Toxicologia Molecular do Departamento de Veterinária e Ciências Médicas. O composto é produzido a partir do ácido eicosapentaenóico - um ácido graxo Omega-3 encontrado nos peixes e no óleo de peixe.

"No passado, a pesquisa com ácidos graxos mostrou os benefícios à saúde destes compostos sobre o Sistema Cardiovascular e o desenvolvimento do cérebro, particularmente em crianças, mas nós estamos demonstrando que alguns metabólitos do Omega-3  têm a capacidade de matar seletivamente as células-tronco da leucemia em camundongos", disse Prabhu. "O importante é que os ratos ficaram completamente curados e sem recaídas."

Os pesquisadores disseram que o composto mata as células-tronco cancerígenas no baço dos camundongos e na medula óssea. Especificamente, ele ativa um gene - p53 – que atua como supressor do tumor, pois regula a resposta ao dano no DNA e mantém a estabilidade genômica.

Eliminar as células-tronco da leucemia, um câncer das células brancas do sangue, é importante porque elas podem se dividir e produzir mais células de câncer, bem como criar mais células-tronco defeituosas.

A terapia atual para LMC prolonga a vida do paciente, mantendo baixo o número de células de leucemia, mas as drogas não conseguem curar completamente porque não têm como alvo as células-tronco da doença, disse Robert Paulson, professor de Ciências veterinárias e biomédicas, coautor da pesquisa. "Os pacientes devem tomar estes medicamentos de forma contínua", disse Paulson. "Se eles pararem a doença voltará, porque as células-tronco da leucemia são resistentes às drogas atuais."

"Essas células-tronco podem se esconder do tratamento, e basta uma pequena população delas para dar origem a mais células de leucemia", disse Paulson. "Assim, ter como alvo as células-tronco é essencial se você quer curar a leucemia."

Durante os experimentos foram injetados em cada camundongo cerca de 600 nanogramas de D12-PGJ3 diariamente, por uma semana. Os testes mostraram que os camundongos ficaram completamente curados da doença. O baço voltou ao tamanho normal e o hemograma dentro de todos os parâmetros. A doença não apresentou recaída.

Os pesquisadores se concentraram sobre a D12-PGJ3 porque ela matou as células-tronco da leucemia e teve o menor número de efeitos colaterais. Eles estão agora trabalhando para determinar se o composto pode ser usado para tratar a fase terminal da LMC, conhecida como crise blástica. Atualmente não há medicamentos disponíveis que possam tratar a doença quando ela avança para esta fase.

Traduzido e condensado pelo autor do blog de matéria publicada em ScienseDaily em 22/12/2011. Leia release original aqui.

Óleo de Fígado de Bacalhau: Uma Tradição Que Faz Bem!

Por Dr. Alexandre Feldman
Antigamente, as mães e avós não deixavam faltar, na vida de seus filhos e netos, uma colher diária de óleo de fígado de bacalhau. Elas sabiam – aprenderam de suas próprias mães e avós – que ele faz bem. Essa sabedoria popular estende-se a várias civilizações muito antigas, cuja saúde, constituição física, agilidade mental, sobrevivência e prosperidade dependiam de ingredientes da sua alimentação. Nessas culturas, o óleo de fígado de bacalhau era reverenciado! Tomá-lo ou não, fazia toda a diferença. E como veremos, ainda pode fazer!
Se de um lado, a ciência contemporânea séria estuda e comprova, a cada dia, os importantes benefícios do óleo de fígado de bacalhau, de outro, infelizmente alguns profissionais de saúde acham que esse óleo não serve para nada. Claro, ninguém pode patentear o coitado do bacalhau, portanto a indústria farmacêutica não possui o menor interesse em divulgá-lo…

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

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Imunoterapia: tratamento experimental pode beneficiar crianças portadoras de leucemia e linfoma de células B


O Hospital Infantil da Filadélfia está recrutando crianças com câncer para um estudo clínico inovador denominado “Programa CART19”, que visa a ativação do sistema imunológico para potenciar o combate a vários tipos de leucemias (tumores que afetam o sangue), ou linfomas (sistema linfático), avança o PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, citando o Children's Hospital of Philadelphia.

As linhas gerais do Programa CART19 visam a alteração das células T (tipo de célula do sistema imunitário) de cada criança, impulsionando-as a atacar tipos específicos de câncer nas suas células-B (tipo de célula do sistema imunológico).

A nova Fase I do ensaio clínico pediátrico começa a registar um número muito pequeno de crianças com leucemia de células B e linfoma de células B que resistem ao tratamento padrão, motivo pelo qual se torna necessário recrutar novos doentes.

Ao aproveitar as próprias células do sistema imunológico da criança para combater o câncer, esta abordagem de imunoterapia tem potencial para garantir “um verdadeiro passo em frente no avanço de tratamentos para a leucemia infantil”, referem os investigadores.

Em estudos com animais, uma dose única de células T modificadas, apuradas para atacar as células de leucemia, conseguiu atingir o alvo num prazo máximo de 72 horas. O estudo CART19 atual é focado principalmente na segurança do tratamento, pelo que, segundo os investigadores, se essa abordagem se mostrar segura, ensaios futuros irão testar a sua eficácia.

Os candidatos para os novos testes são crianças que apresentem recidiva da doença ou células B de leucemia ou linfomas resistentes à quimioterapia.
Fonte aqui

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

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Ecstasy, quem diria, pode ser usado para tratar o câncer do sangue

Na guerra contra o câncer vale tudo. E desta vez a descoberta é - sem trocadilhos – excitante. Mas também muito alentadora, sobretudo  se considerarmos que o que existe de mais moderno e eficaz hoje no tratamento de linfomas, leucemias e mielomas, as chamadas doenças do sangue, são os caríssimos e muitas vezes inacessíveis anticorpos monoclonais.
O ecstasy é uma droga neurotóxica, um tipo de anfetamina sintetizada em laboratório, cujo efeito na fisiologia humana é a diminuição da reabsorção da serotonina (já tomei pra combater a depressão), dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia e sensação geral de bem-estar, sendo por isso mesmo a droga mais consumida nas chamadas raves, aquelas festas do arromba, regadas a música eletrônica, onde rola de tudo.
Tô torcendo para que as pesquisas, que preliminarmente indicam seu uso, desemboquem numa droga altamente eficaz que - pelo menos dessa vez - produza efeitos colaterais muito agradáveis e bem-vindos. Vou encher a cara terapeuticamente e com indicação médica.

Cientistas da Grã-Bretanha revelaram esta sexta-feira que estão avaliando se o ecstasy, conhecido como a droga do amor e popularizado em festas de música eletrônica, as chamadas 'raves', pode ser eficaz no tratamento de cânceres no sangue.

Cientistas da Universidade de Birmingham, no centro da Inglaterra, afirmaram ter modificado formas da droga, intensificando em 100 vezes sua capacidade de destruir células cancerosas.

Seis anos atrás, os pesquisadores descobriram que os cânceres que afetam os glóbulos brancos do sangue parecem responder a certas drogas "psicotrópicas". Entre elas estão pílulas de emagrecimento, antidepressivos da família do Prozac e derivados da anfetamina como o MDMA, conhecido popularmente como ecstasy.

Os cientistas afirmaram que as descobertas feitas desde então podem levar ao uso de derivados de MDMA em testes com humanos.Os derivados podem ser eficazes no tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma.

"Este é um animador avanço no uso de uma forma modificada de MDMA para ajudar pessoas que sofrem de câncer no sangue", disse o professor John Gordon, da Escola de Imunologia e Infecção da universidade inglesa.

"Embora não queiramos dar às pessoas falsas esperanças, os resultados desta pesquisa demonstram o potencial para avanços nos tratamentos nos próximos anos", acrescentou.

A equipe de cientistas descobriu que a dose de MDMA requerida para tratar um tumor poderia ser fatal, portanto, trabalhou no isolamento das propriedades anticancerígenas da droga.Agora, eles estão estudando formas de conseguir que moléculas de MDMA penetrem nas paredes das células cancerosas mais facilmente.

O doutor David Grant, diretor científico da instituição beneficente Pesquisa de Leucemia e Linfoma, que financiou parcialmente o estudo, disse: "a perspectiva de sermos capazes de atacar o câncer no sangue com uma droga derivada do ecstasy é uma proposta genuinamente excitante".

"Muitos tipos de linfoma permanecem difíceis de tratar e necessitamos desesperadamente de drogas não tóxicas que sejam eficazes e tenham poucos efeitos colaterais", acrescentou.

As descobertas foram publicadas na edição bimestral da revista Investigational New Drugs.
Fonte aqui. Editorial pelo autor e ilustrações do Googleimages.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

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Linfócitos geneticamente modificados exterminam tumores de leucemia

Os linfócitos geneticamente modificados de pacientes com leucemia exterminaram os tumores e evitaram sua reaparição pelo menos por um ano, segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia publicado nesta quarta-feira pela revista Science Translational Medicine. A leucemia é um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea onde se formam as células sanguíneas, e a doença ocorre quando as células produzidas na medula se multiplicam sem controle.

Segundo a Sociedade de Leucemia e Linfoma, em 2010, cerca de 43,5 mil pessoas nos Estados Unidos tiveram um diagnóstico de leucemia e aproximadamente 22 mil morreram por essa doença.

Os pesquisadores do Centro Abramson de Câncer e a Escola Perelman de Medicina, na Pensilvânia, testaram um método que consiste na coleta de células do próprio paciente e sua modificação genética, para depois retorná-las ao corpo do paciente submetido a quimioterapia. O método oferece um tratamento para outras formas de cânceres, inclusive de pulmão e ovários, e mieloma e melanoma, segundo o artigo.

"Em um período de três semanas, os tumores foram eliminados de uma maneira muito mais drástica que o esperado", disse o principal autor do estudo, Carl June, professor de Patologia e Laboratório de Medicina no Centro Abramson de Câncer.
A pesquisa

Após retirar as células do paciente, a equipe de pesquisadores reprogramou-as para que atacassem as células do tumor mediante uma modificação na qual usaram um transmissor de lentivírus. Esses são vírus cujo período de incubação é muito prolongado e daí seu nome, que alude à lentidão com que se desenvolvem os sinais das infecções que produzem.

Leia mais aqui

sexta-feira, 4 de março de 2011

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Armadilha para o câncer

Um dos mais poderosos recursos naturais do organismo para deter o câncer é uma proteína capaz de aniquilar as células tumorais, deixando ilesas as células saudáveis.
No entanto, em certos tipos de câncer, há uma inibição da expressão dessa proteína, conhecida como TRAIL (sigla em inglês para ligante indutor de apoptose relacionada ao fator de necrose tumoral), o que permite a evolução do tumor.
Agora, uma equipe de cientistas brasileiros desvendou um mecanismo molecular que controla a expressão da TRAIL na leucemia mielóide crônica (LMC), abrindo caminho para a investigação de alternativas terapêuticas para a doença. .O estudo, que mostrou como a "armadilha contra o câncer" é desmontada, abre caminho para a investigação de alternativas terapêuticas para a doença.
S
egundo Gustavo Amarante-Mendes, um dos autores do trabalho, a proteína TRAIL induz suas células-alvo à morte iniciando um complexo e bem regulado programa molecular conhecido como apoptose, que é acionado durante o desenvolvimento embrionário, para formar de maneira apropriada órgãos e tecidos. Na vida adulta, a apoptose - ou morte celular - desempenha um papel fundamental na renovação das células.
"Os defeitos no processo de apoptose são observados em diversas formas de câncer, e a aquisição de resistência à apoptose é considerada uma das etapas do processo de gênese do tumor.
"Algumas formas de câncer são capazes de desenvolver resistência à morte induzida pela TRAIL. Outras, como a LMC (leucemia mieloide crônica), inibem a produção da TRAIL, escapando desse importante mecanismo de defesa. Nosso estudo demonstrou o funcionamento desse mecanismo molecular," disse Amarante-Mendes.
Leucemia mieloide crônica
A leucemia mieloide crônica, segundo o cientista, é causada por uma proteína quimérica - isto é, que não deveria existir normalmente no organismo -, que surge como resultado de uma "confusão" entre os cromossomos 9 e 22, que trocam trechos entre si.
"É o que se chama de translocação gênica: a proteína ABL, do cromossomo 9, é transferida para a região BCR do cromossomo 22. Isso gera um cromossomo atípico, denominado cromossomo Filadélfia, associado à LMC. O nosso estudo investigou os mecanismos moleculares responsáveis pela inibição da expressão de TRAIL nas células leucêmicas BCR-ABL-positivas", explicou.
Inicialmente, a equipe observou que a expressão da TRAIL diminuía expressivamente com a progressão da LMC e essa diminuição estava diretamente relacionada a um aumento na expressão de outra proteína: a PRAME (sigla em inglês para antígeno preferencialmente expresso do melanoma).
"A PRAME normalmente não é encontrada em células normais, mas está presente com frequência nas células tumorais. Depois de constatar isso, nós observamos que a PRAME é diretamente responsável por inibir a expressão de TRAIL em células leucêmicas", disse Amarante-Mendes.
De acordo com ele, a PRAME é responsável por recrutar proteínas capazes de inibir a transcrição gênica por meio de mecanismos epigenéticos.
"O trabalho mostrou também que esse mecanismo tem implicações terapêuticas para a LMC, uma vez que a inibição de PRAME, por RNA de interferência, é capaz de gerar uma maior expressão de TRAIL, deixando as células leucêmicas mais suscetíveis à apoptose e, consequentemente, à terapia", afirmou.
Bala mágica
Quando a TRAIL foi descoberta, em 1995, pelo fato de matar as linhagens celulares em culturas tumorais e preservando, ao mesmo tempo, as linhagens primárias, a proteína foi considerada uma "bala mágica" para o futuro do tratamento do câncer.
Alguns tratamentos clínicos com base na TRAIL chegaram a ser desenvolvidos.
"O problema é que algumas formas de câncer são resistentes a essa sinalização. Em outras formas, como no caso estudado, o gene BCR-ABL mantém baixa a expressão de TRAIL. Por isso focamos os estudos na tarefa de desvendar esse mecanismo", disse Amarante-Mendes.
É possível que o mesmo mecanismo desvendado pelos pesquisadores, segundo ele, possa ocorrer não só na LMC, mas também em outros tipos de tumores onde a expressão de PRAME é elevada.
"Essa possibilidade - e suas implicações clínicas - é o próximo passo para os nossos estudos", disse o cientista.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

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Peter, Paul & Mary - Early Morning Rain (1966)

Em 2004, Mary foi diagnosticada com leucemia. Ela recebeu um transplante de medula, e logo retornou com a turnê junto ao trio em 9 de dezembro de 2005 com uma performance no Carnegie Hall.
Em 2007, o trio cancelou diversos shows à medida que Mary apresentava melhoras aquém das expectativas. Foi preciso submetê-la a uma segunda cirurgia devido à doença.
Mary não pode se apresentar na turnê do verão de 2009 devido à doença, mas Peter e Paul apresentaram-se como um duo nas datas agendadas, nomeando o show de "Peter & Paul Celebram Mary e 5 Décadas de Amizade."
O trio Peter, Paul and Mary terminou em 16 de setembro de 2009, quando Mary Travers morreu aos 72 de complicações resultantes da quimioterapia, mesmo ano em que o grupo foi incluído no Hit Parade Hall of Fame.
Grande domingo a todos!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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Descoberta promete nova terapia para tratamento de Linfoma e Leucemia

 A AID é uma enzima dos linfócitos B que cria mutações deliberadas na codificação do DNA dos anticorpos, ajudando a produzir uma resposta imune correta. Entretanto, uma expressão inadequada desta enzima também pode ter efeitos nocivos e levar a determinadas mutações oncogênicas (causadoras de câncer). Quando encontrada em um tumor, os níveis descontrolados de AID podem aumentar a taxa de mutação do gene e, por sua vez, acelerar a progressão da doença.
A recente descoberta científica feita por pesquisadores do Institut de Recherches Cliniques de Montréal (IRCM), liderados pelo Dr. Javier Marcelo Di Noia, diretor da Unidade de Pesquisa de Mecanismos e Diversidade Genética, foi publicado hoje pelo The Journal of Experimental Medicine. Sua equipe identificou um mecanismo de regulação de ativação induzida da deaminase (AID), que pode ser importante para a terapia de alguns tipos de linfoma e leucemia.
“Ao estudar a regulação da AID, buscou-se compreender  o que restringe o seu acesso ao núcleo da célula”, explica Alexandre Orthwein, primeiro autor do estudo. "Se a gente pudesse controlar esse aspecto, poderíamos evitar os efeitos negativos da AID mutante”. Em seguida, se descobriu que a Hsp90, uma das proteínas mais abundantes e vitais encontradas nas células, estabiliza o equilíbrio dinâmico da AID no citoplasma. Ao estabilizar a AID, a Hsp90 determina os níveis da expressão geral da enzima que se correlacionam com a extensão de suas funções fisiológicas.

Os pesquisadores descobriram que a inibição Hsp90 desestabiliza a AID, resultando em uma redução proporcional na diversificação de genes de anticorpos. Além disso, uma vez que os níveis de AID também se correlacionam com os efeitos colaterais patológicos, a inibição da Hsp90 impede a mutação descontrolada pela AID.

A ação da Hsp90 pode ser inibida por as drogas conhecidas, que já são usadas atualmente nos ensaios clínicos para o tratamento de certos tipos de câncer, reduzindo significativamente a quantidade de AID e, consequentemente, impedindo a atividade indesejavel desta enzima no DNA. Este mecanismo regulador determina o nível funcional da AID em células B normais e nas linhas de linfoma de célula B. Assim, a inibição da Hsp90 fornece os primeiros meios farmacológicos para regular a expressão e a atividade da AID, que poderiam ser relevantes para a terapia de alguns tipos de linfoma e leucemia ".

Segundo o The Leukemia & Lymphoma Society of Canada, uma pessoa é diagnosticada com um câncer de sangue a cada quatro minutos, e alguém morre de câncer no sangue a cada 10 minutos. Esta estatística representa mais de 54.000 pessoas por ano. Em 2010, cerca de 628.415 pessoas estão vivendo com linfoma ou em remissão.
Traduzido e condensado de sciencedaily, com edição de ilustração e editorial pelo autor. Leia matéria original aqui.