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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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Cientistas acham que descobriram como células de câncer se espalham


Existem no corpo humano pelo menos 200.000 tipos diferentes de proteínas – onde se incluem as enzimas -, cada uma especializada em uma função biológica, e até o momento presente compreendemos de maneira não muito precisa o funcionamento, a função, a utilidade de apenas aproximadamente 2% delas. Elas são as moléculas orgânicas mais abundantes e importantes nas células, totalizando mais de 50% de seu peso seco. Além disso, a maior parte da informação genética é expressa por elas.
E tudo indica que mesmo tão essenciais à vida, estão sempre associadas aos processos cancerosos. No início de fevereiro uma publicação do "Journal of Clinical Investigation" informava que pesquisadores encontraram uma proteína produzida pelos tumores, chamada CPE-delta N, que também está envolvida no processamento da insulina e de outros hormônios, que os tumores com mais probabilidade de se espalhar produzem, e que poderia ser usada para prever quais pacientes teriam mais risco de morrer por causa da doença.

Rembrandt? Não. Esta é a primeira imagem de uma célula humana que permite a visualização das proteínas responsáveis pelos contatos intercelulares.
Pesquisadores europeus descobriram como as células do câncer geram contrações parecidas com as produzidas pelas células musculares para se espalhar pelo corpo. Uma proteína chamada JAK desencadeia contrações nos tumores que permitem que as células cancerosas se espremam por pequenos espaços e se espalhem.

A pesquisa, publicada na revista Cancer Cell, foi feita por cientistas do Instituto de Pesquisas sobre o Câncer (ICR), de Londres, e da Universidade de Nice, na França.

Metástase

Quando a proteína JAK é "ligada", ela produz contrações nas células, semelhantes às dos músculos, gerando a força que as células cancerosas precisam para se mover.

A descoberta levanta a possibilidade de que drogas que alvejem a JAK possam impedir a disseminação de tumores, chamado metástase, que é responsável por 90 por cento das mortes relacionadas ao câncer.

Os tumores são formados por células cancerosas, células saudáveis associadas ao tumor e estruturas de suporte, que se juntam na chamada matriz extracelular. As células cancerígenas se espalham movendo-se para fora do tumor, através desta matriz, atingindo novos locais.

Usando os cotovelos

Em alguns tipos de câncer, as células cancerosas usam a força para "acotovelar" suas vizinhas e abrir caminho através da matriz. Em outros tipos de tumores, as células saudáveis associadas ao tumor usam a força para criar túneis, pelos quais as células cancerosas podem escapar.

Os cientistas mostraram que tanto a força gerada pelas células de câncer, quanto pelas células normais associadas ao tumor, usam os mesmos processos, baseados na proteína JAK.

Já existem drogas em desenvolvimento para inibir a proteína JAK, mas ainda em estágio de pesquisa.

Fonte aqui. Editorial pelo autor do blog e ilustração do Googleimages.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

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Cannabidiol - Composto da maconha revela-se promissor no combate ao câncer de mama

As pesquisas oncológicas avançam, se multiplicam em suas plataformas conceituais originais e acabam sendo por vezes confrontadas com resultados empíricos e dramáticos (e até desmoralizantes), como os obtidos por Mr. Hyde, pai do garoto Cashy, personagem do post publicado ontem. E daqui a pouco vão acabar me confundindo com o escritor, jornalista e político Fernando Gabeira por sua atuação na luta pela descriminalização da maconha. Na luta de vida e morte que travamos não há lugar para preconceitos anacrônicos nem posturas radicais bobalhonas. E se a maconha, que é um produto 100% natural e fitoterápico ajudar, por que não?
Conhecida na India e na China há mais de 1500 anos, as primeiras pesquisas realizadas revelaram suas propriedades altamente benéficas no tratamento de convulsões, inflamações, ansiedade, e nausea, bem como na inibição do desenvolvimento das células do câncer. Estudos mais recentes tem mostrado o desempenho efetivo do CBD (cannabidiol) - um composto encontrado na Cannabis sativa, a popular maconha - como antipsicótico nos tratamentos de esquizofrenia, e como supressor dos sintomas da distonia.
Em novembro de 2007, foi relatado que o CBD reduz o desenvolvimento ‘in vitro’ de células do câncer de mama agressivo e reduz sua invasividade.
Agora, estudos publicados em abril na revista científica Molecular Cancer Therapeutics, realizados por cientistas do California Pacific Medical Center Research Institute, aumentam as esperanças de que o CBD possa vir a ser o primeiro agente não tóxico a ser empregado com sucesso no tratamento de formas de câncer de mama metastático.

"Agora temos mais opções no tratamento de formas agressivas de câncer", disse Sean McAllister, Ph.D., pesquisador do câncer no CPMCRI e principal autor do estudo. "Esses tratamentos, como a quimioterapia, podem ser eficazes, mas também podem ser extremamente tóxicos e difíceis para os pacientes. Este composto oferece a esperança de uma terapia não-tóxica, e que poderá alcançar os mesmos resultados sem nenhum dos efeitos colaterais dolorosos".

Os pesquisadores usaram o CBD para inibir a atividade de um gene chamado Id-1, que se acredita ser o responsável pela disseminação agressiva das células cancerosas por todo o corpo, para longe do local do tumor original.

"Sabemos que o Id-1 é um regulador-chave da propagação do câncer de mama", disse Pierre-Yves Desprez, Ph.D., e também pesquisador do câncer no CPMCRI, co-autor sênior do estudo. "Sabemos também que o Id-1 também foi encontrado em níveis mais altos em outras formas de câncer. Então, o que é emocionante sobre este estudo é que se CBD pode inibir Id-1 em células de câncer de mama, então ele pode revelar-se eficaz em barrar a disseminação de células cancerosas em outras formas da doença, tais como de cólon e cérebro ou o câncer de próstata."

No entanto, os pesquisadores ressaltam que eles, apesar dos resultados serem muito promissores, não estão recomendando que as pessoas com câncer de mama passem a fumar maconha, pois consideram improvável que as concentrações eficazes da droga sejam alcançadas pela simples inalação.

Traduzido de Science Daily, com editorial pelo autor do blog. Leia release original aqui.
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Descoberta proteína que poderia ajudar a impedir o alastramento do câncer

Pesquisa financiada pela Canadian Breast Cancer Foundation é a matéria de capa da edição de maio do Journal of Cell Science, onde se revela a existência de uma proteína capaz de travar a propagação das células cancerosas da mama, que poderá conduzir a uma nova terapia para evitar ou limitar a propagação da doença.

"Os investigadores do câncer desejam criar novas estratégias terapêuticas em que a metástase ou propagação de estágio do câncer possa ser bloqueada", explica Andrew Craig, pesquisador chefe e professor do Departamento de Bioquímica do Queen's Cancer Research Institute. "Os pacientes tem uma chance muito melhor de sobreviver se o tumor primário é o único que precisa ser tratado."

A proteína reguladora, identificada pela equipe do Dr. Craig, inibe a disseminação de células cancerosas mediante a remoção e/ou a quebra de uma enzima invasiva  presente na superfície das células cancerosas. Se permanecer desmarcada, essa enzima degrada e modifica os tecidos circunvizinhos saudaveis, facilitando a propagação do câncer pelo corpo.

Os pesquisadores esperam que as constatações feitas agora possam ajudar a desenvolver terapias mais específicas, que tenham uma função inibitória restrita sobre a enzima que está implicada em certos tipos de câncer metastático. As terapias tradicionais, que têm sido utilizadas para controlar a natureza invasiva da enzima são inespecíficas, pois também destroem as enzimas que são importantes para a função normal do corpo fisiológico.

Foi examinada uma gama de proteínas que são responsáveis ​​pelo controle da forma de agir das células cancerosas. Elas se concentraram especificamente nas partes da célula que se projetam em torno dos tecidos normais, permitindo com que a célula cancerosa possa degradar as barreiras protetoras de tecido circundante.

As células normais também produzem saliências semelhantes, como parte de um processo saudável de sua fisiologa, que permite com que elas se movam através dos tecidos do corpo durante uma resposta imune.

Durante a propagação do câncer estes mecanismos, normalmente saudáveis, são cooptados por células cancerosas, permitindo com que o câncer rompa fronteiras e colonize tecidos distantes. Este processo de disseminação da doença é conhecido como metástase e é freqüentemente a causa das mortes relacionadas.

Traduzido e condensado de Science Daily. Leia release completo aqui.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

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Estudo confirma que terapia poderia conter a disseminação do câncer de mama

Cientistas do Institute of Cancer Reserch  - ICR, demonstraram pela primeira vez que o bloqueio de uma enzima pode ser a chave para conter a metástase do câncer de mama para órgãos distantes, de acordo com a pesquisa pré-clínica publicada ontem na revista Cancer Research.
Eles descobriram que a enzima lisil-oxidase 2 (LOXL2) é necessária para que as células tumorais possam escapar da mama e invadir os tecidos circundantes, deslocando-se para órgãos distantes. E demostraram que esta enzima é que regula este processo, controlando a quantidade de moléculas chamadas TIMP1 e MMP9, que, como já era sabido, desempenham papel importante na propagação da doença para outras partes do corpo.
O
 mais interessante é que, por meio de modelos de laboratório, a equipe mostrou que o bloqueio da função da LOXL2 diminuiu a propagação do câncer de mama para o pulmão, fígado e ossos. Esses achados confirmam que uma droga projetada para bloquear a LOXL2 poderia ser usada para tratar mulheres com câncer de mama avançado.
A pesquisadora chefe, Janine Erler, do ICR, diz: "Cerca de 12.000 mulheres morrem de câncer de mama no Reino Unido a cada ano, porque o câncer se espalhou para outras partes do seu corpo. Nosso estudo mostra que inibir a ação da LOXL2 pode reduzir significativamente a propagação do câncer de mama, sugerindo que as drogas que bloqueiam esta enzima podem ser eficazes na prevenção da propagação do câncer dos pacientes.”
A disseminação do câncer é conhecida como metástase. Câncer de mama metastático é um processo de várias etapas complexas que envolvem a expansão de células cancerosas da mama para outras áreas do corpo. Uma vez que as metástases são detectadas em um paciente com câncer de mama, a sobrevida média é inferior a dois anos. Assim, é imperativo desenvolver novas terapias para tratar pacientes com câncer de mama altamente agressivos.

Além disso, a equipe descobriu que a LOXL2 poderá ainda ser usada para prever se um câncer virá a ser agressivo. Usando amostras de tecido de pacientes com câncer de mama, eles mostraram pela primeira vez que altos níveis de LOXL2 estão associados à propagação do câncer."
Isso levanta a possibilidade de que se poderá desenvolver um teste para medir os níveis de LOXL2 e predizer os pacientes que irão desenvolver a doença agressiva. Este conhecimento poderia ajudar os oncologistas clínicos na escolha do tipo de tratamento sob medida para cada paciente.
Atualmente pode-se tratar o câncer de mama que se tenha disseminado, mas não se pode ainda cura-lo. Ao utilizar a LOXL2 para prever qual câncer se espalhará e drogas que bloqueiem a enzima para impedir que isso aconteça, muito mais vidas poderiam ser salvas. Esta investigação laboratorial representa uma grande promessa e a ansiedade é imensa para ver como isso se traduzirá nos pacientes."
Traduzido e condensado de ICR. Leia texto original aqui.
Gene defeituoso responsável pelo câncer de pele também aciona metástase
As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.
Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

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ientistas do ICR - Institute of Cancer Reserch descobriram que o câncer de pele pode se espalhar para os pulmões quando um gene em uma importante via de comunicação celular é bloqueado.
O professor Richard Marais e sua equipe mostraram que, em células cancerosas humanas e de camundongos, um gene chamado BRAF - que está danificado em cerca de metade dos casos de câncer de pele - desencadeia uma via de sinalização celular que, finalmente, bloqueia as instruções de um segundo gene conhecido como PDE5A.
Em células saudáveis o PDE5A age como um freio para parar o movimento da célula. Mas nas células cancerosas, o gene BRAF transforma sinais do gene PDE5A de fora, afetando sua capacidade de bloquear a propagação do câncer.
Ao bloquear a atividade de PDE5A, unidades de genes BRAF orientam as células do câncer de pele a invadir os tecidos saudáveis e a se propagarem em todo o corpo, transformando o câncer de pele em uma doença mais agressiva.
A equipe mostrou que, quando defeituoso, ocorre esta mutação no gene BRAF, implicando em genes PDE5A bloqueados, e consequentemente as células de câncer de pele se espalham mais facilmente para os pulmões.
"Esta pesquisa ainda coloca o foco no gene BRAF como um importante alvo na terapia para evitar a propagação do câncer de pele.", disse o Professor Marais.

Traduzido de Institute of Cancer Reserch. Leia texto original aqui.

domingo, 19 de setembro de 2010

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Novo tratamento para linfoma mostra-se promissor em cães

Pesquisadores da Universidade de Illinois identificaram um novo alvo para o tratamento de linfoma e estão testando uma droga nova potencial em cães afetados pela doença. Em doses baixas, o composto, chamado de S-PAC-1, interrompeu o crescimento dos tumores em três de seis cães testados e induziu a remissão parcial em um quarto. Os resultados do estudo aparecem este mês na revista Cancer Research.
O novo complexo tem como alvo uma enzima celular, procaspase-3, que, quando ativada, desencadeia uma cascata de reações que matam as células, disse Paul Hergenrother, professor de química que coliderou o estudo com Tim Fan, professor de medicina clínica veterinária.
O Procaspase-3 é uma abordagem atraente para o tratamento de câncer, parte porque a doença interfere freqüentemente na morte de células normais, parte porque muitos tumores - incluindo aqueles encontrados nos cânceres de mama, de cólon, de pulmão, linfoma, melanoma e câncer de fígado - contêm níveis elevados de procaspase-3. O novo composto é uma versão modificada da droga que os pesquisadores haviam previamente testado em ratos e em um cachorro.
O composto original, chamado PAC-1, (esta sigla não tem, obviamente, nenhuma relação com o tal conjunto de obras do governo) foi modificado por causar excitação neurológica (neurotoxicidade), mesmo em doses baixas. Para evitar este efeito, o laboratório Hergenrother produziu um derivado a partir do PAC-1, adicionando-lhe um grupo químico chamado sulfonamida. Testes em cães com linfoma espontâneo mostraram que o novo composto obtido, S-PAC-1, estabilizou ou reduziu o tamanho dos tumores, na maioria dos animais, sem neurotoxicidade. Outros efeitos secundários suaves foram minimizados ou eliminados pelas adaptações posteriores feitas para o protocolo de tratamento
Se o S-PAC-1 se mostrar eficaz e seguro no tratamento de linfomas e for aprovado pelo FDA para uso em cães e/ou humanos (um processo que poderá levar anos), ele provavelmente será adicionado ao arsenal de medicamentos já utilizados para combater o linfoma em cães e em seres humanos, e poderá ser usado em combinação com outras drogas como uma primeira opção de tratamento, ou servir como uma segunda linha de defesa, se o câncer retornar.
O estudo em cães de estimação é incomum. A maioria dos testes é feita primeiro em ratos e, em seguida, se um composto for promissor e parecer seguro, ele é testado em ensaios clínicos em seres humanos. Os seis cães utilizados neste estudo eram pacientes veterinários que espontaneamente desenvolveram linfoma.
As semelhanças entre linfoma humano e canino também parece contribuir para a conveniência dessa abordagem. "Se você olhar para as assinaturas genéticas do linfoma humano e do linfoma canino, perceberá que eles são muito, muito semelhantes, e sua resposta ao tratamento é muito, muito similar", disseram os pesquisadores. Então há muitas razões para ser otimista sobre um composto que tem algum efeito em cães, que poderá ter um efeito similar em seres humanos.
O estudo foi financiado pelo National Cancer Institute, National Institutes of Health. A nova concessão de 525 mil dólares do NCI (Instituto Nacional do Câncer dos EUA) apoiará um ensaio clínico do S-PAC em cães de companhia.
Este post foi editado (com tradução, adaptações, inserção de ilustração e editorial pelo autor) a partir de matéria publicada em http://www.sciencedaily.com/releases/2010/09/100907131506.htm