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terça-feira, 29 de novembro de 2011

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Oscar revela que pode ter jogado com tumor no cérebro durante a carreira


Duas semanas após retirar um tumor de 7 cm do cérebro, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt revelou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que pode ter jogado durante toda carreira com o problema e mostrou bom humor passado o susto com o tumor descoberto durante viagem pelos Estados Unidos. “Segundo o médico, era de crescimento lento. É possível que eu tenha desde criança, ou jogado toda a carreira com ele sem que tivesse percebido”, afirmou Oscar.

O ex-jogador afirma que a falta de sintomas causou estranheza nos médicos e ressalta que teve sorte por não demorar mais tempo para descobrir que tinha o tumor na cabeça.

“O que os médicos não conseguiam entender era como eu não tinha sentido nenhum sintoma até aquele momento. Que eu me lembre, só um episódio, quando dei um grito e senti uma dor forte de cabeça. Na ocasião, a pressão [arterial] subiu, mas fiquei quieto e tudo voltou ao normal”, afirma Oscar. “Tive sorte, porque se demorasse mais para descobrir o problema poderia ter ficado louco [perdido a sanidade]”, completa.

Oscar descobriu que tinha o tumor quando estava tomando banho de imersão em uma banheira com água quente e acabou desmaiando. Ele foi socorrido pelo filho e realizou uma tomografia que revelou o problema.

“Gosto muito de fazer banho de imersão em água quente, tipo uns 40 ºC, mas fiquei muito tempo na banheira e desmaiei. Poderia ter morrido, não fosse meu filho [Felipe] ter me socorrido”, explica Oscar, que diz não ter ficado abalado quando descobriu o tumor.

“Não fiquei preocupado porque tive sorte de realizar muita coisa na vida”

Fonte aqui

Tratamento avançado de tumores cerebrais

Os cientistas do German Cancer Research Center (DKFZ) e do University Hospital of Heidelberg testaram uma combinação de radioterapia e uma substância que bloqueia o fator transformador de crescimento beta (TGF-β) para o tratamento de glioblastoma. Utilizando cobaias, esta terapia combinada demonstrou ser mais eficaz em retardar o crescimento de tais tumores cerebrais malignos e para prolongar a sobrevivência dos animais. Os pesquisadores vão agora realizar um ensaio clínico multicêntrico para descobrir se os pacientes humanos também podem se beneficiar de uma combinação de radioterapia, quimioterapia e este bloqueio do fator de crescimento.

O Glioblastoma é considerado a forma mais maligna de tumor cerebral. Em muitos casos, os neurocirurgiões não são capazes de remover tais tumores completamente por causa do risco de destruir demais o tecido cerebral adjacente no processo. Além disso, muitas vezes é impossível identificar todas as extensões pelas quais o tumor se espalha no tecido saudável circundante. Para pelo menos retardar o crescimento das células tumorais remanescentes na cabeça, quase todos os pacientes com glioblastoma são tratados por radioterapia após a cirurgia.

sábado, 27 de agosto de 2011

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Depoimento: jornalista conta como consegue superar a quimioterapia e as cirurgias com bom humor

Diagnosticado em 2009 com um tumor no intestino, o jornalista Claudio Feldens não se deu por vencido e continuou na luta. Venceu a primeira batalha. Um ano depois, a surpresa. Novos tumores indicavam mais aparições do câncer, desta vez no pulmão e no fígado. Mesmo assim, Claudio não se deixou abalar: “O apoio da minha mulher e das minhas filhas é fundamental para levar essa situação com confiança e até bom humor. Falei que ia escrever um livro e alguém me sugeriu um título digno de noticiário policial: Pegaram o cara errado!". Veja o depoimento:

“Se tem médico direto e objetivo, que não enrola a gente, é o oncologista. Eu, pelo menos, só conheci desse tipo. Tive uns sangramentos intestinais e o médico me mandou fazer uma colonoscopia. Quando alguém disser que você tem pólipos no intestino, desconfie que já pode ser adenoma. E se disserem que você tem adenomas, fique cabreiro porque já pode ser carcinoma.

No meu caso, o exame mostrou um tumor enorme, com 8 cm de comprimento e tomando quase todo o tubo intestinal, na região de junção entre o cólon e o reto. As primeiras biópsias indicaram que se tratava de adenoma, isto é, um tumor benigno, pré-cancerígeno. Mas o cirurgião do Hospital Erasto Gaertner, que é referência no tratamento de câncer, foi enfático: ‘tem cara de leão, juba de leão, garra de leão e estão me dizendo que é um gatinho? Tem que operar e é logo’.

Dá um ‘cagaço’ na gente. Mas, ao mesmo tempo, percebemos que, se tem que operar, tem que operar. E vamos para a faca. Foi tirado um pedaço de 20 cm do intestino, 5 cm além das bordas do tumor. De fato, a biópsia da peça retirada demonstrou que era um adenocarcinoma, isto é, um tumor maligno, e que um dos oito linfonodos retirados do entorno estava contaminado. Ou seja, já havia processo metastático.

Metástase! Quantas vezes ouvimos as pessoas falarem que ‘fulano não tem mais volta, está com metástase’. Pois eu estava com metástase, e a solução era fazer quimioterapia. Não havia indicação para radioterapia. Foi me colocado um cateter subcutâneo no peito e começaram as sessões. Eram três horas na clínica e mais 48 com uma bombinha que a gente carrega em uma pochete. Nessa primeira série deveria fazer 12 aplicações, mas acabei fazendo 11 – uma a cada 15 dias.

A quimioterapia que eu fiz não derruba cabelo, mas dá um enjoo danado e alguma diarreia. Como eles dão um anti-hemético (remédio para não enjoar) concomitantemente com a aplicação, a gente sai de lá meio que sob controle. Mas depois os enjoos voltam, e então a gente tem que tomar, pela ordem, Plasil, Vonau ou Nausedron. Tem vezes que o Plasil não segura a barra, então se usa os outros dois. Só que o Nausedron é muito caro...

Mas como encarar a químio? No meu caso, saio da clínica e vou trabalhar. Confesso que ficar vendo letrinhas no computador muitas vezes potencializa o enjoo, mas acho melhor enfrentar essa parte ocupado, em vez de ficar em casa vendo a ‘Sessão da Tarde’. No começo, a bombinha me atrapalhava um pouco, mas depois me acostumei.

sábado, 12 de março de 2011

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Pesquisador critica postura das multinacionais da indústria farmacêutica na pesquisa da cura do câncer

O geneticista Garth Anderson, do Roswell Park Cancer Institute, tem uma teoria do porquê de os medicamentos contra o câncer terem uma eficiência tão inconsistente. E se sua teoria estiver certa, porá em causa toda a premissa por trás dos grandes laboratórios farmacêuticos de ponta para testar drogas-alvo contra o câncer de tumores comuns, como o câncer de cólon, câncer de mama e câncer de pulmão. Ele insinua que os investidores, em vez de despejarem dinheiro no desenvolvimento de novas drogas contra o câncer, deveriam preferir colocar suas apostas em empresas que desenvolvam uma melhor imagem do tumor e técnicas de cirurgia minimamente invasivas, que poderiam ter um impacto e um retorno maiores.

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 Pfizer, a Roche, a Gleevec, a AstraZeneca, a Novartis  e outras companhias farmacêuticas multinacionais vem investindo polpudos recursos de seus acionistas em novos medicamentos para combater o câncer, mas os resultados têm sido medíocres. A droga mais promissora da Pfizer em ensaios clínicos, por exemplo, consegue de fato ajudar apenas 5% dos pacientes com câncer de pulmão, com mutação específica de tumor. A maioria dos novos medicamentos contra o câncer não consegue impedir um lento progresso da doença, depois de poucos meses.

A teoria por trás das drogas-alvo contra o câncer é simples: encontrar as mutações-chave do gene que impulsionam o crescimento dos tumores e, em seguida, elaborar medicamentos que bloqueiem as proteínas mutantes. Esta teoria levou à descoberta de drogas como o Gleevec, da Novartis, para leucemia mielóide crônica e do Herceptin, da Roche, para certos tipos de câncer de mama.

A falha nesta lógica, diz Anderson, é que é comum que os tumores simplesmente não tenham algumas mutações-chave que seriam o alvo das novas drogas desenvolvidas. Eles podem ter tanto dano genético que pode ser impossível destruí-los com segurança usando drogas que atinjam simplesmente um ou dois genes ruins. O problema é algo chamado instabilidade genômica. Essencialmente, isso significa que os tumores são loucamente mutantes.

A maioria dos tumores comuns têm inúmeras mutações genéticas impulsionando o seu crescimento, e estas mutações estão mudando o tempo todo. Um estudo feito em 1999 encontrou 11 mil alterações genéticas em tumores do cólon, indicando extensivos danos ao DNA. Pior ainda: dentro de um único tumor grande, células diferentes podem ter diferentes mutações genéticas impulsionando o seu crescimento, diz Anderson. Uma droga que atinja uma das mutações pode encolher parte do tumor, no início, mas está fadada ao fracasso a longo prazo, pois o restante do tumor vai preencher a lacuna. "É como pisar em uma água-viva: você pode bater em parte dela, mas ela esguicha sua toxina em outro lugar", diz ele.

Anderson vem trabalhando sobre a genética do câncer desde 1971, quando a idéia de genes causadores de câncer era nova e hoje é mais otimista em relação às drogas que alvejam o suprimento sanguíneo do tumor (antiangiogênicas), como o Revlimid, da Celgene, as quais não estão sujeitas aos problemas derivados do desenvolvimento de resistência como as drogas específicas, desenvolvidas para atingirem diretamente os tumores. A segmentação de genes ruins funcionará em muitos canceres menos comuns, como a leucemia crónica, que não têm defeitos genéticos maciços e são controlados por apenas algumas alterações genéticas. Drogas que estimulam e orientam o sistema imunológico contra o câncer, como o Ipilimumab, droga da Bristol-Myers Squibb contra o melanoma, também poderiam contornar o problema de muitas malformações genéticas.

Mas ele ainda acha que muito mais atenção precisa ser deslocada para o desenvolvimento de melhores métodos de cirurgia que permitirão com que os cirurgiões operem cada vez mais pacientes. "A cirurgia tem sido muito negligenciada. Se você operar o paciente a tempo, você pode curá-lo. Ela é bruta, mas eficaz". A tecnologia que impulsionaria o número de casos operáveis se traduziria diretamente em maiores taxas de cura.

Então por que é que as empresas farmacêuticas continuam a despejar tanto dinheiro em pesquisas e testes de medicamentos contra o câncer, se as chances são tão magras? Há os avanços ocasionais como o do Gleevec, da Novartis, que se estendem por anos de sobrevida. Mas a verdadeira razão é que com os preços nas alturas e com os médicos e os pacientes desesperados, significa que mesmo uma droga que mal funciona, às vezes pode fazer um pacote.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

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Terapia-alvo: Jim Martin, de Louisville, Kentucky é um dos primeiros pacientes de câncer que deve sua vida a uma nova linha de drogas guiadas por testes de DNA.

Em maio de 2007, Martin, agora com 44 anos, foi diagnosticado com um tumor quase do tamanho de uma bola de futebol americano, que comprimia tanto seu estomago que ele mal podia beber uma xícara de café. O câncer era tão obscuro que os especialistas de cinco hospitais não puderam concordar exatamente sobre sua origem, só em que era um tumor maligno e muito agressivo. Os cirurgiões o removeram e os médicos colocaram Martin em quimioterapia, mas não ajudou muito. No início de 2008, sete tumores do tamanho de uma bola de golfe já tinham crescido.
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esesperado, ele e sua mulher se debruçaram sobre os relatórios de patologia e descobriram que um dos hospitais, o Dana-Farber Cancer Institute, fizera um teste genético que revelara que seu tumor tinha um defeito em um gene no segundo cromossomo, chamado ALK. E, como ele teria sorte - pra variar - a Pfizer estava justamente começando um pequeno ensaio clínico no Dana-Farber com uma nova droga, uma pílula, crizotinib, e ele conseguiu ser incluído nos ensaios. 
Com um mês de tratamento os tumores de Martin começaram a encolher, e até o final do ano quatro deles haviam sumido. Os outros três foram removidos cirurgicamente. Hoje, Martin continua tomando a droga e não tem nenhum sinal visível do câncer. "Isso foi um milagre para nós", diz ele. "Eu sinto que nasci de novo." Ele está bem o suficiente para pedalar 100 quilômetros por semana e até competir.
Se os investigadores do câncer tiverem os meios necessários, cada vez mais pacientes no futuro serão tratados da forma como Jim Martin o foi. Eles não irão receber o tratamento padrão, com base no local onde começou o tumor no corpo. Em vez disso, seu tratamento será personalizado, dependendo de quais mutações genéticas terão sido encontradas dentro de seus tumores.
"Este é um mundo completamente novo da medicina genômica", diz George Demetri, oncologista do Dana-Farber. "Nesse novo tipo de ensaio clínico que estamos tentando desenvolver não importa se você tem câncer de ovário ou de pulmão ou de estômago. Se você tem o defeito genético alvo da droga, você se qualifica.”
Para a Pfizer, essa seria uma forma eficiente de se obter drogas mais rapidamente para o mercado, sem a necessidade de estudos gigantes em todos os cantos onde haja um alto risco de fracasso. O tipo mais comum de câncer com a alteração ALK é o câncer de pulmão. Aproximadamente 5% dos pacientes com câncer de pulmão têm alterações genéticas no gene ALK, ou seja, cerca de 9000 doentes americanos por ano.
Em outro estudo publicado também no New England Journal of Medicine, os médicos relatam que 57% dos 82 pacientes com câncer de pulmão com a alteração do gene ALK experimentaram um dramático encolhimento do tumor com a droga da Pfizer. A Pfizer já está em fase final de testes da droga e tem esperanças de poder solicitar sua aprovação no próximo ano para tratamento de câncer de pulmão. Ela será comercializada junto com um teste de diagnóstico para detectar quais os pacientes que têm a alteração genética.
O medicamento da Pfizer não é uma cura milagrosa para a maioria dos pacientes. No câncer do pulmão, ele mantém a doença sob controle por um período médio de nove meses. Tem efeitos colaterais, incluindo distúrbios da visão e inchaço nas pernas. Não foi comprovado o prolongamento da vida.
No entanto, no geral, inéditos 90% dos pacientes de câncer do pulmão parecem obter algum benefício com a droga, diz Ross Camidge, da Universidade do Colorado. Alguns pacientes podem se beneficiar do crizotinib até mesmo depois que alguns de seus tumores começam a regredir. Em um paciente cujo câncer se espalhou, os médicos foram capazes de tratar o tumor cerebral com radiação, enquanto o resto dos tumores permaneceu sob controle com o crizotinib.
Um problema com o câncer de pulmão agressivo é que ele pode surgir com novas mutações, mais rápido do que os pesquisadores podem chegar a novos medicamentos. Um terceiro artigo no New England Journal dá um exemplo do Japão, onde um paciente de 28 anos de idade, que inicialmente respondeu à droga da Pfizer, cinco meses depois, voltou a ter os tumores crescendo novamente. O tumor tinha desenvolvido as mutações que o tornaram resistente à droga.
"Com todas estas terapias-alvo, há uma resistência que se desenvolve", diz o oncologista Gregory Riely, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center. "Por mais que compreendamos o processo de desenvolvimento da resistência, o melhor que temos podido fazer tem sido contorná-la" E acrescenta: "É impressionante que estejamos publicando o mecanismo da resistência ao mesmo tempo em que estamos divulgando os dados experimentais."
Agora que um mecanismo de resistência já está conhecido, as empresas podem começar a trabalhar melhor as drogas de segunda geração para evitar o problema. Muitas outras empresas, como a Novartis, Ariad e Cephalon estão trabalhando no desenvolvimento de drogas para o bloqueio do gene ALK.
Traduzido e condensado de MGH Cancer Center. Leia matéria original aqui.
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Imunoterapia - Anticorpos monoclonais

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

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Descoberto local onde se escondem as células que escapam da quimioterapia

Pesquisadores do Massachusetts Institute of  Technology, em Cambridge, EUA, descobrem em ratos com linfoma que um número pequeno de células cancerosas, para escapar da quimioterapia, esconde-se no Timo, órgão onde as células do Sistema Imunológico amadurecem.
Os resultados do estudo, que abre caminho para prevenir a recorrência do câncer, estão publicados na Revista Cell. Dentro do timo, as células cancerosas ficam imersas em fatores de crescimento que as protegem contra os efeitos das drogas. Estas células são, provavelmente, a origem de tumores recorrentes.

Descobriu-se que durante o tratamento contra o câncer, as células dos vasos sanguíneos liberam citocinas, proteínas pequenas que influenciam nas respostas imunes e no crescimento celular. Embora o mecanismo exato ainda seja desconhecido, os pesquisadores acreditam que os danos ao DNA induzidos pela quimioterapia faz com que estas células dos vasos sanguíneos liberem, em resposta a este estresse, uma certa quantidade de  citocinas, como a interleucina-6, que protege as células-mãe, células imaturas, promovendo a sobrevivência delas.

O próximo passo agora é começar a testar em camundongos drogas que interferem com um destes fatores de proteção. Drogas que foram originalmente desenvolvidas para tratar a artrite e serão agora testadas em ensaios clínicos para este fim. Um medicamento deste tipo, utilizado em combinação com a terapia tradicional, pode eliminar células tumorais residuais e prevenir recaídas.

É a primeira vez que se observa um sinal de proteção provocada por quimioterapia na área ao redor do tumor, conhecida como microambiente do tumor. Em resposta ao estresse ambiental, a reação física é para proteger as células dessa área privilegiada, como as células-tronco. Estes mecanismos são assimilados pelas células do tumor em resposta às terapias de primeira linha.

Embora falte determinar se estes resultados podem ser transferidos para os seres humanos, a descoberta sugere vários alvos potenciais da droga, incluindo IL-6 e uma proteína chamada Bcl-2, que é ativada pela IL-6 e “diz” às células para se manterem vivas. Os pesquisadores observaram esse efeito protetor somente no timo, mas acreditam que poderá haver outras áreas protegidas, onde as células do tumor 'se escondem', tais como a medula óssea.

A descoberta pode ajudar a explicar por que os tumores que se espalham para outras partes do corpo antes de terem sido detectados são mais resistentes à quimioterapia, pois eles podem ter assimilado algum sistema de proteção das citocinas para ajudá-los a sobreviver aos efeitos das drogas.
Traduzido e condensado de http://www.larazon.es. Edição de ilustração e editorial pelo autor. Leia matéria original aqui.

Células saudáveis criam barreiras para se proteger das cancerosas
Através da secreção de uma proteína chamada SPARC, que fica fora da parede celular, e formando um escudo de defesa, as células saudáveis criam uma barreira para se proteger de ataques das células cancerígenas, segundo uma pesquisa envolvendo cientistas na CNIO.

O estudo foi publicado na Revista Cell Desenvolvimento e lança nova luz sobre como as células normais estão lutando pela sobrevivência contra o tumor. O achado é parte de outro estudo, publicado na mesma revista no mês de junho passado, sobre como as células “falam” umas com as outras, usando um código chamado  Código Flor e informam-se sobre seu estado de saúde para que as fracas sejam eliminadas e as fortes prevaleçam.

O novo trabalho amplia a compreensão da luta entre as células tumorais e as saudáveis. As primeiras utilizam o Código Flor, enquanto as segundas constroem uma barreira para conter o ataque das rivais. A descoberta pode representar um possível novo mecanismo da terapia antitumoral, já que é concebível que a SPARC possa ser utilisada para vir a contribuir mais para conter a expansão do tumor.
Traduzido de Diario Las Américas.com, com edição de ilustração pelo autor. Leia matéria original aqui.
União Européia aprova uso de 'MabThera' como terapia de manutenção em pacientes com linfoma folicular
A Agência Européia de Medicamentos (EMEA, na sigla em Inglês) autorizou o uso de Rituximab, comercializado como MabThera pela Roche, como terapia de manutenção no tratamento de primeira linha em pacientes com linfoma folicular que responderam ao tratamento prévio de indução.

Esta decisão abre uma nova esperança para as pessoas afetadas por este tipo tão frequente de câncer linfático, uma vez que estudos têm mostrado que a sua administração a cada dois meses permite duplicar as chances de viver mais tempo sem que a doença se agrave.

De acordo com os resultados dos estudos da 'Prima', que tornou possível a adoção desta nova indicação, após dois anos de seguimento 82% dos pacientes mantidos com MabThera continuaram em remissão, em comparação com 66% dos pacientes não tratados.

Além disso, tem-se observado que a terapia de manutenção com Mabthera reduz o risco de recidiva e conseqüentemente a necessidade de repetidos ciclos de quimioterapia, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes
Traduzido de http://www.europapress.es. Leia texto original aqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

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Novas terapias anticâncer trazem esperança, mas também decepção.


Bloquear anomalias que provocam o crescimento dos tumores é um desafio constante. Entusiastas das terapias dirigidas defendem que, no futuro, os tumores acabarão sendo caracterizados pelos seus perfis moleculares – pela assinatura genética ou genes mutantes que eles têm – em vez da parte do corpo que eles afetam, dando fim a denominações como câncer de mama, câncer de pulmão, câncer disso e daquilo. E os medicamentos serão escolhidos com base nesse perfil.
A quimioterapia convencional normalmente funciona matando as células que se dividem rapidamente. Isso significa que ela também pode atingir as células normais, causando efeitos colaterais como perda de cabelo, náusea, diarréia e anemia. As terapias dirigidas, em contrapartida, miram as proteínas que contribuem para o crescimento ou sobrevivência do tumor. Isso pode significar maior eficácia e menos efeitos colaterais. Vários remédios dirigidos são usados hoje e melhoram os tratamentos. Os medicamentos, porém, têm seus próprios efeitos colaterais. Em muitos casos, eles funcionam melhor em conjunto com a quimioterapia.
O medicamento experimental PLX4032, que reverte os efeitos de uma mutação encontrada em certos tumores, é considerado um grande exemplo das "terapias dirigidas" que teremos no futuro para o combate ao câncer. O medicamento produziu resultados milagrosos em alguns pacientes com melanoma.
Mas, quando o mesmo medicamento foi testado em pacientes com tumores colorretais com a mesma mutação, quase não houve efeitos, relataram pesquisadores na semana passada durante o encontro da Sociedade Norte-americana de Oncologia Clínica. Era o mesmo remédio, mas os resultados foram diferentes.
Essa descoberta serve como outro lembrete de como o câncer é complexo e de que ainda há muito a ser estudado sobre essa doença. Os estudos questionam o entusiasmo acerca das terapias dirigidas, que agem para bloquear anomalias específicas que provocam o crescimento dos tumores.
Apesar de os pesquisadores elogiarem o sucesso dos medicamentos mais recentes, eles reconhecem que os avanços não vêm acontecendo com a facilidade que eles previam. Muitas terapias dirigidas não estão se saindo muito bem nos ensaios clínicos.
"Passamos por um período muito rápido de grandes expectativas, maturação e decepções", disse Leonard Lichtenfeld, vice-presidente da Sociedade Norte-Americana do Câncer. "Fomos ingênuos ao pensar que, achando o alvo, teríamos a cura".
Após um período de muitos ganhos - que culminou com a aprovação em 2004 de dois medicamentos direcionados, Avastin e Erbitux -, o progresso contra o câncer colorretal estagnou. Nos últimos cinco anos, não houve avanços significativos.
Uma das estrelas da conferência oncológica foi a Pfizer, cujo medicamento experimental, Crizotinib, diminuiu os tumores que tinham uma anomalia genética específica, em quase todos os pacientes com câncer de pulmão. A anomalia foi descoberta há apenas três anos, e o remédio está entrando no mercado.
Entretanto, a Pfizer teve várias falhas nos ensaios clínicos de outros medicamentos dirigidos. Seu remédio para câncer renal, Sutent, não funcionou como tratamento para cânceres de mama, cólon e fígado.
Outro remédio que bloqueia uma proteína, chamada "fator de crescimento semelhante à insulina", também não teve êxito no tratamento do câncer de pulmão.
THE NEW YORK TIMES, Traduzido por André Luiz Araújo. Editorial e edição de ilustração pelo autor.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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Era só o que faltava: diz que estresse elimina tumores cancerígenos


Se você quiser inventariar tudo o que já se tentou na luta contra o câncer terá uma lista impressionante e longa dos itens mais interessantes possíveis. Radioterapia, quimioterapia, saliva de carrapato, veneno de cobra, todo tipo de ervas, folhas e cascas, leite materno, nanotecnologia, biotecnologia, meditação, nutrição, ginástica. Só pra citar os que recordo nesse momento. E se você acompanha matérias sobre saúde, deve estar enjoado de ouvir falar sobre os malefícios do stress: que traz velhice precoce, transtornos cardíacos, que desregula as funções de alguns órgãos… mas, agora, até o stress pode ter seu lado bom, dizem os bravos pesquisadores. E não seria uma coisa insignificante, ele poderia ajudar a combater tumores de câncer.
Bem, não é difícil de se obter e nunca faltará no mercado. O que me preocupa são os efeitos colaterais. Haja coração!
Cientistas observaram isso a partir de experimentos com cobaias. Para começar, injetaram em todos uma substância chamada melanoma, que provoca câncer de pele nos camundongos, e deixaram os tumores crescer. Quando isso aconteceu, puseram alguns em jaulas isoladas, calmas e em silêncio, sem interagir com outros ratos. Os outros foram colocados em uma grande jaula com mais espaço, mais objetos e muito mais ratos do que o normal.
Engaiolados em conjunto, com mais espaço, os ratos se movimentavam muito mais do que os que foram colocados em jaulas tranqüilas, e chegavam até a brigar uns com os outros. Essa intensidade deixava sempre alto o nível de estresse nos ratos em jaulas “ativas”. Em três semanas, não houve nenhuma mudança nos ratos em gaiolas tranqüilas, e o tumor continuou a aumentar na intensidade esperada. Já entre os ratos “estressados”, 77% tiveram redução do tumor, e em 17% deles o câncer sumiu completamente, sem nenhum tratamento.
Para provar que o motivo da redução era o estresse e não o simples fato de estarem em movimento, os ratos das gaiolas tranqüilas eram colocados para correr, três vezes por semana, naquelas rodinhas de camundongos, e o tumor seguiu crescendo neles.
A explicação para isso está em uma proteína cerebral, chamada de Fator Neurotrófico Derivado do Encéfalo - BDNF, na sigla em inglês -, que é produzida em maior quantidade quando os ratos estão estressados. Essa proteína diminuiu no organismo os níveis do hormônio Leptina, que em excesso é responsável pelo surgimento dos tumores do câncer de pele (devido à ação do melanoma), mama e próstata. Logo, quanto mais da proteína BDNF no corpo, menos Leptina, e menos crescimento dos tumores.
Os investigadores descobriram que um ambiente estimulante ativa uma via do sistema nervoso que o cérebro usa para se comunicar com o tecido adiposo. As células da gordura são "ordenadas" a deixar de liberar a Leptina na corrente sanguínea. A Leptina normalmente limita o apetite, mas o estudo constatou que também acelera o crescimento do câncer.
A Leptina não atua da mesma forma nos humanos e nos ratos. Apesar disso, no entanto, os pesquisadores afirmam que se pode tirar conclusões importantes. Eles esperam aprender mais sobre o tratamento no cérebro e o controle da produção de BDNF. Assim, quem contrair algum tumor cancerígeno, no futuro, não vai precisar começar a viver estressado, a medicina espera que a proteína BDNF possa ajudar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

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Combretastatin: droga tirada de árvore ataca câncer em uma dose.

1-combrestatin Testes com uma nova droga extraída da casca de um salgueiro (uma outra variedade desta árvore fornece também o ácido acetilsalicílico das aspirinas) africano mostraram que ela pode matar até 95% das células de um tumor com apenas uma dose..

A droga, combretastatin, corta o fluxo de sangue para as células cancerígenas, relatou a revista norte-americana "Cancer Research". A pesquisa com o medicamento está sendo realizada no hospital Mount Vernon, em Middlesex (Reino Unido).

"A resposta pode ser dramática. Em alguns tumores, o fluxo sanguíneo é bloqueado em duas horas. Pode ser que tenhamos um novo grupo de drogas", disse o pesquisador Dai Chaplin. A droga, em fase experimental, ataca o centro do tumor, mas as células da periferia continuam vivas. Por isso, se deve combinar a nova terapia com outras.

Os testes em seres humanos com a Combretastatin A4, droga para tratamento de câncer, têm se mostrado muito eficazes e trazem uma nova esperança para quem sofre da doença. A substância corta o fluxo de sangue para os tumores, evitando agir diretamente sobre as células atingidas. Dessa forma, pode-se conseguir bom resultado no tratamento de tipos variados de câncer.

As combrestatinas, em particular o fosfato de combrestatina A4, também vêm sendo testadas em pacientes, descrevendo-se regressão completa em um carcinoma anaplásico e parada de progressão em outro paciente com carcinoma medular metastático, embora tal efeito não tenha ocorrido em outros 2 pacientes com carcinomas anaplásicos e umsegundo paciente com carcinoma medular

Anti-angiogênicos

Combrestatina A-4 fosfato (CA4P) - O alvo principal do medicamento é a vascularização do tumor. Estudos em animais revelaram que o CA4P induz imediata e seletiva supressão da vascularização do tumor através de apoptose das células endoteliais e necrose hemorrágica. Diferenças biológicas entre vasos normais e tumorais explicam a lesão preferencial da droga nestes últimos e desta forma ela é ativa nos vasos tumorais e desprovida dos efeitos colaterais citotóxicos tradicionais. Dowlati usou o CA4P em 25 pacientes com tumores avançados que não responderam a outros tratamentos.

Destes 25, cinco eram tumores tireoidianos (três anaplásicos e dois medulares). Em um dos anaplásicos houve desaparecimento completo do tumor e de suas metástases e um dos medulares ficou estável nos 12 meses seguintes ao tratamento. Mas avaliação mais cuidadosa da toxidez do produto ainda não foi concluída.

sábado, 16 de janeiro de 2010

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Nova variedade de gengibre: planta medicinal melhor que remédio alopático


O extrato de um novo tipo de gengibre encontrado na Amazônia é mais potente do que os remédios alopáticos utilizados na terapia da doença.


O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa/MCT), há 15 anos, comprovou que o composto denominado Zerumbona, extraído de um novo tipo de gengibre (Zingiber Zerumbet) é mais potente do que os remédios alopáticos utilizados na terapia da doença.

Segundo o pesquisador da Coordenação de Pesquisas em Produtos Naturais, Carlos Cleomir, a planta foi encontrada na área rural de Manaus em localidades como Tarumã Mirim e Puraquequara. Os moradores costumavam usar a planta para ornamentação, pois dela brotam flores muito bonitas. No entanto, o que eles não sabiam é que por trás de toda a beleza também existe um grande potencial farmacológico.

Gengibre contra o câncer

No Japão, esse tipo de gengibre é consumido na alimentação e bastante utilizado no tratamento do câncer. De acordo com Cleomir, essa espécie pode ter sido trazida para a Amazônia há séculos, junto às grandes embarcações que passaram pela região. "Descobri que existia essa espécie no Amazonas depois de muitas pesquisas bibliográficas", diz.

A comercialização do composto extraído do gengibre deve acontecer em, no máximo, dois anos. Já existem várias empresas interessadas em colocar o produto no mercado. De acordo com o pesquisador, será um produto de baixo custo, pois ele vem de uma planta que se reproduz facilmente. "Esse remédio será de grande importância para a sociedade, pois além de ser um forte aliado no tratamento do câncer, ele também pode ser usado para tratar a leucemia e até a Aids", conta.

Óleos essenciais

Já existem várias patentes semelhantes desse tipo de composto, mas após a descoberta dele no Amazonas foi encontrada uma nova fórmula de extração do produto, através de óleos essenciais, o que determinou um grau de pureza de 97,95%. Esse processo já foi patenteado pelo Inpa. "Encontramos outras atividades farmacológicas que ainda não foram estudadas, o que favorece ainda mais nossa pesquisa", afirma.

O gengibre pode oferecer proteção contra o câncer no intestino, de acordo com cientistas do Instituto Hormel da Universidade de Minnesota, em Austin, nos Estados Unidos.

Testes mostraram que o gingerol – substância que dá ao gengibre seu sabor característico – pode tornar mais lento o crescimento de tumores humanos em ratos de laboratório. Plantas da família do gengibre têm sido usadas há milhares de anos e já se dizia que possuiam propriedades efetivas contra o câncer. Os pesquisadores afirmaram que pretendem realizar novos testes para confirmar seus resultados do estudo e verificar se os compostos podem ter alguma utilização clínica.

Testes

Os cientistas do Instituto Hormel aplicaram menos de um miligrama da substância identificada como [6]-gingerol em ratos de laboratório geneticamente modificados para não terem sistema imunológico. Os animais receberam a dose três vezes por semana, antes e depois de terem injetadas em seu organismo células com câncer no intestino.

Outros ratos tiveram injetadas células do mesmo tipo, mas sem receberem gingerol – eles integravam o chamado "grupo de controle”. Os tumores foram observados até que atingiram um centímetro cúbico. Nesse estágio, os ratos foram mortos.

Atividade anticâncer

Depois de 15 dias, 13 tumores de tamanho mensurável foram encontrados entre os ratos do grupo de controle. Entre os ratos que receberam gingerol, apenas quatro apresentaram tumores mensuráveis.

No 28º dia, todos os ratos no grupo de controle tinham tumores mensuráveis, mas levou mais dez dias para que a grande maioria dos ratos de laboratório que receberam o gingerol chegassem nesse estágio – um deles ainda não havia desenvolvido um tumor mensurável.

No 49º dia, todos os ratos do grupo de controle estavam mortos, mas 12 dos ratos em gingerol ainda estavam vivos e o tamanho médio do tumor que desenvolveram era de cerca de meio centímetro cúbico.

Outro estudo

Um segundo estudo, apresentado à Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, indica que uma planta da família da hortelã pode desacelerar o desenvolvimento de câncer de próstata.

Pesquisadores do Union College de Nebraska, também nos Estados Unidos, analisaram as propriedades de uma erva chinesa chamada Scutellaria barbata (SB), da família da hortelã. A erva é utilizada tradicionalmente para tratar doenças, inclusive câncer no fígado, pulmão e reto. Os pesquisadores utilizaram ratos sem sistemas imunológicos e aplicaram oito miligramas de extrato de SB por dia, ou 16 miligramas ou um placebo.

No grupo que recebeu o placebo, desenvolveram-se tumores significativos em 19 semanas. Na 32ª semana, todos esses ratos tinham tumores de próstata palpáveis. Comparativamente, 20% e 30% dos animais dos grupos que receberam SB não apresentaram tumores.

Depois de 27 semanas, menos de 30% dos animais que não receberam SB não apresentavam tumores. Entre os que receberam uma dose baixa de SB, 50% não apresentaram tumores e entre os que receberam dose alta, o número chegou a 70%.

Editado dos textos originais do Ministério da Ciência e Tecnologia e BBC Brasil.