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terça-feira, 2 de agosto de 2011

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Agência Nacional de Saude Suplementar publica hoje novo rol com 60 novos procedimentos a serem implementados pelos Planos de Saude.

A partir de 1º de janeiro de 2012, o cliente de planos de saúde terá direito à cobertura de uma série de cirurgias complexas e com métodos menos invasivos para tratar vários tipos de câncer, linfoma, hérnia e problemas de nariz comuns em crianças (como carne esponjosa e sangramento). Isso porque a Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS) publica hoje um novo rol com 60 novos procedimentos obrigatórios, que os convênios terão de cumprir.

De uma lista de 85 procedimentos sugeridos por entidades médicas, a ANS considerou 50 no texto final da consulta pública realizada sobre o assunto. Mas a agência confirmou que incluiu outros dez itens, ainda não divulgados, na finalização da relação.

O novo rol inclui, por exemplo, esplenectomia total ou parcial por videolaparoscopia (remoção cirúrgica completa ou parcial do baço) que pode ser necessária para diagnóstico de linfomas ou tratar trombocitopenia (baixo número de plaquetas no sangue).

“Além dos 60 itens, aumentaremos o número de indicações para alguns procedimentos como terapia ocupacional e PET Scan, exame com diagnóstico por imagem”, diz Martha Oliveira, gerente geral de regulação assistencial da ANS.

Os planos também terão de cobrir operações para tratamento de hérnia abdominal e dois tipos de colectomia por videolaparoscopia – retiradas cirúrgicas de um segmento de cólon (intestino grosso) para tratamento de câncer.

Procedimento incluído no novo rol, o implante coclear (o chamado ouvido biônico), passa a valer desde já. Isso porque a ANS publicou no último dia 29 no Diário Oficial da União uma resolução que obriga a cobertura. O procedimento, que corrige surdez e custa cerca de R$ 100 mil, era obrigatório, mas foi excluído da lista de coberturas em junho do ano passado.

Apesar de comemorar as inclusões, as entidades de defesa do consumidor não ficaram satisfeitas. “O rol é uma referência mínima de cobertura obrigatória. Não deve ser considerado cobertura única e excluir a obrigação de a operadora cobrir os procedimentos clinicamente justificados e que não estão no rol”, diz Luciana Dantas, especialista em defesa do consumidor do Procon-SP.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) vai além e pede a adição de transplantes de coração, pulmão, pâncreas e fígado – sugeridos pela Associação Médica Brasileira (AMB) na última consulta pública.

“A inclusão dos transplantes é imprescindível, já que a revisão do rol deve buscar se equiparar aos protocolos públicos e acompanhar a incorporação de procedimentos pelo SUS”, afirma Juliana Ferreira.
Fonte aqui

terça-feira, 17 de maio de 2011

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Governo brasileiro destina à saúde de seu cidadão um décimo do que europeus destinam ao seu

O raio-x é apresentado às vésperas da abertura da Assembléia Mundial da Saúde, em Genebra, e que terá a presença de ministros de todas as regiões para debater, entre outras coisas, o futuro do financiamento ao setor.
O governo brasileiro destina uma das menores proporções de seu orçamento à saúde no mundo, inferior à média africana, e o setor no País ainda é pago em grande parte pelo cidadão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) que nesta sexta-feira, 13, apresentou um raio-x completo do financiamento da saúde e escancarou uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior à média mundial. Segundo os dados, famílias brasileiras ainda destinam mais recursos para a saúde que o próprio governo. Em termos absolutos, o governo brasileiro destina à saúde de um cidadão um décimo do que europeus destinam aos seus.
Dados da OMS apontam que 56% dos gastos com a saúde no Brasil vêm de poupanças e das rendas de pessoas. O número representa uma queda em relação a 2000. Naquele ano, 59% de tudo que se gastava com saúde no Brasil vinha do bolso de famílias de pacientes e de planos pagos por indivíduos.
Mesmo assim, a taxa é considerada como uma das mais altas do mundo. Dos 192 países avaliados pela OMS, apenas 41 tem um índice mais preocupante que o do Brasil. A proporção de gastos privados no Brasil com a saúde é, em média, superior ao que africanos, asiáticos e latino-americanos gastam em média.
Para fazer a comparação, a OMS utiliza dados de 2008, considerados como os últimos disponíveis em todos os países para permitir a avaliação completa.
Um dos fenômenos notados pela OMS no País foi a explosão de planos de saúde. Há dez anos, 34% do dinheiro na saúde no Brasil vinham de planos. Em 2008, a taxa subiu para 41%. Um brasileiro gasta ainda quase duas vezes o que um europeu usa de seu próprio salário para saúde. Em média, apenas 23% dos gastos com a saúde na Europa vêm dos bolsos dos cidadãos. O resto é coberto pelo estado.
A taxa de dinheiro privado na saúde no Brasil também é muito superior a media mundial, de 38%. No Japão, 82% de todos os gastos são cobertos pelo governo. Na Dinamarca, essa taxa sobe para 85%. Em Cuba, os gastos privados de cidadãos com a saúde representam apenas 6% do que o país gasta no setor.
Já países onde o sistema de saúde é praticamente inexistente, o cenário é bem diferente. No Afeganistão, 78% dos gastos com a saúde dependem dos cidadãos. No Laos, a taxa chega a 82%, contra 93% em Serra Leoa.
Outro dado revelador para a OMS é a quantidade de recursos num orçamento nacional que é destinado à saúde, o que mostraria a prioridade política do governo em relação ao tema. A entidade alerta que é esse dado que revela quanto de fato um governo está preocupado com a saúde de sua população, e não os discursos políticos ou anúncios de novos programas.
Nesse ponto, o Brasil está entre os 24 países que menos destinam recursos de seu orçamento para a saúde. Em 2008, 6% do orçamento nacional ia para a saúde. A taxa representou um salto real dos 4,1% em 2000.
Mas é menos da metade da média mundial. Em geral, a OMS descobriu que 13,9% dos orçamentos nacionais vão para a saúde. Nos países ricos, a taxa chega a 16,7%. No Canadá, ela é de 17%.
A proporção do orçamento nacional que vai para a saúde é ainda inferior à média africana, de 9,6%. Segundo a OMS, o governo brasileiro destina à saúde menos que o grupo de países mais pobres do mundo.
Em valores absolutos, o levantamento da entidade constata que os recursos para a saúde dobraram em dez anos no Brasil, somando gastos governamentais e privados. Por pessoa, a saúde no País consome o equivalente a US$ 875,00. Há uma década, esse valor era de apenas US$ 494,00.
Desse total, US$ 385,00 são arcados pelo governo, um valor dez vezes menor que o que gastam os governos da Dinamarca e Holanda com a saúde de cada um de seus habitantes.
Em Luxemburgo, o governo gasta 13 vezes mais que o brasileiro para cada um de seus habitantes. Quem mais destina recursos de seu orçamento à saúde é o principado de Mônaco, 17 vezes mais que o Brasil, cerca de US$ 5 mil.
No outro extremo, o governo de Serra Leoa gasta US$ 7 por ano por pessoa. Em Mianmar, cada habitante recebe o equivalente a US$ 2.
Apesar das constatações preocupantes em relação ao Brasil, os dados da OMS apresentam alguns avanços no País. O primeiro deles é de que o total gasto por privados e governos com a saúde aumentou de 7,2% do PIB em 2000 para 8,4% em 2008. A taxa ainda é inferior aos 11% em média destinado á saúde nos países ricos. Mas próximo da média mundial de 8,5%.
Outros avanços também são registrados. A expectativa de vida passou de 67 anos em 1990 para 73 anos, em 2009. Em geral, o brasileiro vive mais que a média mundial.
A morte de crianças com menos de um ano também desabou no País. Em 1990, eram 46 por cada mil crianças. Vinte anos depois, essa taxa caiu para 17.
Fonte: aqui
Saúde do brasileiro – quem paga a conta
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É uma pena que saúde, neste nível de debate, ainda sirva de tema para os cartunistas.

Ontem estivemos lá no Hemoam, Sandrinha e eu, para levar os laudos dos últimos exames do controle trimestral. BLZA! Os marcadores tumorais (Desidrogenase Láctea e Microglobulina) estão abaixo do mínimo no exame de sangue, e os outros parâmetros também estão todos no lugar. Só o tal de ácido úrico, que não tem nada a ver com linfomas, está um pouco alto, mas dentro ainda dos limites.

terça-feira, 3 de maio de 2011

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PET Scan em Manaus – Campanha pela inclusão da quimioterapia oral

Depois que publiquei aqui no blog a minha experiência pessoal de ter passado aqui em Manaus por um exame de medicina nuclear chamado PET Scan, muitos leitores tem contatado para saber detalhes. No início, comecei a responder pessoalmente a cada e-mail recebido. Mas agora, depois de tantos pedidos de informação, acho que pela sua importância prática e imediata o assunto vale um post.

 Clique na imagem para ampliar
Após uma longa luta da sociedade civil organizada visando facilitar o acesso dos pacientes oncológicos a um dos exames mais modernos (e caros, cerca de R$ 4.500,00) da Medicina Nuclear, o PET Scan, a Resolução Normativa 211, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada na edição de 12 de janeiro de 2010 do Diário Oficial da União, garantiria finalmente que cerca de 44 milhões de beneficiários dos planos de saúde teriam direito a 70 novas coberturas médicas e odontológicas, a partir de 7 de junho de 2010, incluindo o PET scan, ou PET CT, EM ALGUNS CASOS RESTRITOS.

A Normativa, publicada no site da ANS (www.ans.gov.br), determina a obrigatoriedade por parte dos planos de saúde de dar cobertura total ao PET-Scan oncológico nas requisições médicas de pacientes portadores de câncer pulmonar de células não pequenas (para estadiamento e caracterização de lesões), e nos linfomas (para estadiamento, avaliação da resposta terapêutica e monitoramento da recidiva).

As restrições das operadoras a este exame até hoje refletem uma preocupação ao mesmo tempo corporativista e mercantilista, pois temem grande impacto nos custos e consequente diminuição nas obesas margens de lucros. Contudo, sabe-se, através da experiência internacional, que o exame apresenta grande efetividade clínica e excelente relação custo-benefício quando indicado e executado adequadamente.

Clique na imagem para ampliar  
Passei pelo PET Scan aqui em Manaus, no dia 21/03/2011, como parte dos exames de avaliação da resposta terapêutica e monitoramento da recidiva recomendados pelo meu médico em virtude do tratamento que faço de um linfoma não-Hodgkin, desde 08/2009. Sou segurado do GEAP e fui, por acaso, o primeiro beneficiário desse plano a fazer o exame em Manaus, mesmo porque ele só passou a ser realizado por aqui no início deste ano. (E, acreditem, este é o tipo de pioneirismo que não faz a minha cabeça). A cobertura, em atendimento à Resolução Normativa 211, foi completa.

Se o seu plano é Unimed, Bradesco Saúde, Golden Cross ou qualquer outro, não importa, todos eles são obrigados a cobrir integralmente o PET Scan nos casos citados. Se ainda não houver convênio celebrado entre a sua operadora e a clínica onde deseja fazer o exame, dê um jeito de pagar o exame, reúna os comprovantes e requeira o reembolso devido.

No blog Superando o Câncer!, de meu amigo Edson Leite, encontra-se uma listagem dos locais onde é possível fazer o PET Scan no Brasil. Aqui em Manaus, o endereço do Laboratório onde eu fiz é:
IMAGEM MOLECULAR (Grupo Magscan/Prodimagem)
Av. Tarumã, 1179 - Praça 14 de Janeiro - Telefax: (92) 3234-6001
CEP 69.020-000 - Manaus – Amazonas

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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Saúde do brasileiro – quem paga a conta?


O IBGEInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística - divulgou em dezembro de 2009 os dados referentes à composição dos custos da saúde pública no Brasil. De acordo com os dados, as despesas da família brasileira neste item chegaram a 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2007. E isso corresponde apenas a consultas e exames realizados em ambientes clínicos e ambulatoriais, não incluídas aí as despesas com remédios. Os planos privados de saúde custaram 0,4 % do PIB daquele ano e os gastos com atendimentos hospitalares e médicos alcançaram 1% do PIB.
Aplicando uma aritmética simples sobre os dados revelados pelo IBGE, pra nossa perplexidade, constatamos que a cada R$ 100,00 gastos em saúde no País, o poder público, o Estado Brasileiro arca com apenas R$ 41,59 e os Planos de Saúde Privados com R$ 1,02, cabendo ao cidadão brasileiro o maior ônus, ou seja, R$ 57,39 em despesas com tratamentos de saúde. Se não fosse dramático eu cantaria a velha canção de Ari Barroso “Brasiiil, meu Brasil brasileeeiro, vou cantar-te nos meus veeeersos”.
Os resultados de uma pesquisa feita pela GfK Brasil para mensurar a satisfação da população em relação aos serviços públicos de saúde, em fevereiro de 2010, apontam que 68% dos usuários deste serviço público deram notas de 0 a 5, numa escala de 0 a 10. A média geral alcançada pelo serviço foi 4,22, o que demonstra a grande insatisfação por parte dos usuários. Cerca de 21% desta fatia dos entrevistados deram nota zero ao serviço público.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE - organização internacional que congrega os países mais desenvolvidos economicamente e com um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), nestes países esses números são muito diferentes, pois lá o estado responde em média por 72% dos gastos com saúde e as famílias com apenas 28%.
Quem não tem um seguro saúde particular e não pode esperar pelo atendimento demorado do SUS, depara-se com outra realidade: apenas com os serviços de médicos particulares as famílias gastaram 1,7 % do PIB, algo como 10 vezes o valor que o governo pagou pelos remédios que distribuiu gratuitamente.
A distribuição gratuita de medicamentos pelo SUS limita-se aos remédios básicos, utilizados nas Unidades Básicas de Saúde no tratamento das doenças de uso contínuo e de alto custo. No tratamento do diabetes estão excluídos os análogos de Insulina e medicamentos orais, mais eficazes e mais modernos.
E o que causa maior indignação ainda é que sabemos que estes cerca de 2,5 bilhões de reais pagos à indústria farmacêutica saíram dos nossos bolsos, pois são provenientes dos impostos que pagamos e que estão embutidos também no preço dos medicamentos. Alias, apenas sobre os medicamentos foram arrecadados ano passado algo em torno de 9 bilhões.
A insuficiência da rede pública leva o Estado a conveniar a rede privada, custeando o atendimento privado com verbas do SUS. Proliferam os hospitais e casas de saúde criadas tão somente para abocanhar as verbas públicas. Seus profissionais nem sempre têm formação e tem sido comum a contratação de indivíduos que jamais ingressaram numa faculdade de medicina.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – é um órgão de controle sobre os medicamentos com centenas de outras atribuições. Drogas de tecnologia de ponta, da biotecnologia, modernas, que já foram aprovadas e estão em uso por vezes há anos na Europa, no Japão e nos EUA tem sua aprovação emperrada no Brasil, pela burocracia e pela inépcia.
A situação, historicamente já esteve pior. Mas os dados revelados pelo IBGE, quando analisados e comparados com outras realidades, de outros países, não dão margens a dúvidas de que falta planejamento e racionalidade quando se trata de gastar recurso público com saúde no Brasil, impondo-se, assim, ao cidadão, um custo muito elevado, um custo que não é apenas econômico-financeiro, mas, sobretudo, social.
Fonte: IBGE
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A indústria farmacêutica vai bater de frente com o governo para evitar a adoção, a partir de janeiro de 2011, do selo de segurança nos remédios, cujo custo será de R$ 400 milhões ao ano. Este aumento, estimado entre 6% e 10%, deverá ser repassado para a conta do consumidor brasileiro. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) vai ingressar até semana que vem com uma ação judicial para tentar barrar a Instrução Normativa 11, da Anvisa, de 3 de novembro, que formaliza a adoção "etiqueta auto-adesiva de segurança" em mais de 4 bilhões de embalagens.
Leia toda a matéria aqui

terça-feira, 24 de agosto de 2010

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Justiça condena Plano de Saúde a fornecer remédio à paciente com câncer


O desembargador Teixeira Leite, da 4ª Câmara de Direito Privado, também decidiu, em abril deste ano, na Apelação 994.061.335.812, que a droga oxaliplatina poderá ser usada. Ele afirma que como a droga já foi liberada pela Anvisa, não se trata de tratamento experimental. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais também já autorizou o uso do medicamento, em outra apelação. Na decisão, há a informação de que o medicamento já foi testado em seres humanos. Drogas com oxaliplatina na composição: Eloxatin, Evoxali, Ezulen, O-plat, Uxalun.

Um idoso portador de linfoma, tipo de câncer do sistema linfático, conseguiu na justiça autorização para fazer sessões de quimioterapia com uma substância chamada oxaliplatina. O plano de saúde alegava que a droga, já registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), era experimental e não poderia ser fornecida. O médico entendeu que a substância é a mais adequada para o paciente, diante da sua frágil condição física. Com base na avaliação médica, o juiz Décio Luiz José Rodrigues, da 6ª Vara Cível de São Paulo, aceitou pedido de Tutela Antecipada contra a Medial Saúde, sob pena de multa diária de R$ 10 mil caso não cumpra a decisão.
                                  Preços (clique na imagem para ampliar)
A recomendação do médico era de que o paciente precisava também de quatro dias de internação e demais procedimentos. A Medial liberou apenas um dia de internação. A família do enfermo entrou em contato com o plano para saber por que não houve autorização para a internação e a empresa não se manifestou. A situação do idoso se agravou depois da indicação de uso da oxaliplatina. De acordo com o processo, o plano se recusou a liberar as guias para o paciente fazer as sessões de quimioterapia. O próprio médico decidiu fazer um relatório explicando os motivos pelos quais optou por este tratamento. Segundo ele, a toxicidade da oxaliplatina é menor e por isso a droga é a mais adequada a um paciente nessas condições.

No pedido de Tutela Antecipada, o advogado explica que o contrato firmado pelo cliente e a empresa prevê o tratamento quimioterápico e cita também o Código de Defesa do Consumidor.

A demora em liberar as guias para internação e tratamento do paciente motivou a família a entrar com uma ação de obrigação de fazer contra a prestadora de serviços. Quando a ação foi impetrada já fazia uma semana que o médico tinha determinado o início das sessões de quimioterapia. O tratamento de câncer é feito em ciclos, portanto, como informa a ação, para efeito positivo do tratamento ele deve começar quando o médico determina.

Para o advogado, o paciente deveria ser indenizado pela Medial por danos morais. As negativas do plano de saúde em fornecer o tratamento deixam o doente angustiado, por não saber se poderá ou não ser atendido, o que pode causar até mesmo agravamento da doença.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

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PET Scan: Agência Nacional de Saúde obriga planos de saúde a cobrirem, mas SUS continua omisso.


Os custos, naturalmente, serão repassados totalmente para os quase 50 milhões de segurados como tem sido a praxe. Com as mudanças determinadas pela ANS, eles passam a ter acesso a um número maior de procedimentos médicos e odontológicos. As operadoras vão reajustar seus valores no momento da renovação de seus contratos. O novo rol de procedimentos e eventos em saúde amplia a cobertura mínima obrigatória para os beneficiários de planos de saúde e passa a listar, de uma só vez, tanto os procedimentos médicos quanto os odontológicos.
Entre as alterações, destacam-se a inclusão de cobertura obrigatória para diversas cirurgias torácicas realizadas por vídeo, novas tecnologias, como implante de marcapasso multissítio e PET-Scan oncológico, transplante alogênico de medula óssea, número maior de sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, nutricionista para determinadas patologias e coroa unitária e bloco, no caso de segmentação odontológica.
O PET-Scan permite analisar o corpo inteiro, sem que o paciente seja submetido a maior exposição radioativa e diferencia tumores benignos de malignos, determina a fase do câncer e monitora o resultado do tratamento. “A partir deste exame, o médico é capaz de decidir com segurança e rapidez como será o tratamento, se a opção é ou não a cirurgia e acompanhar a evolução do paciente”, explica o dr. José Soares Jr, presidente da Sociedade Brasileira de Biologia Medicina Nuclear e Imagem Molecular, SBBMN.

A partir deste mês, os planos de saúde têm que cobrir o exame PET-Scan no câncer pulmonar de células não pequenas para caracterização de lesões e estadiamento, no linfoma para estadiamento, avaliação da resposta terapêutica e monitoramento da recidiva.

A SBBMN reconhece a importância da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ter incluído no Rol de Procedimentos e Eventos da Saúde, mas alerta: “É pouco”.

O PET-Scan é um dos exames mais poderosos da Medicina Nuclear e a SBBMN, junto com a Sociedade Brasileira de Cancerologia e o Instituto Nacional do Câncer, preparou e divulgou uma lista de recomendações, mostrando que o exame alcança excelentes resultados em diversos tumores e que apresenta custo-efetivo quando utilizado adequadamente.

As vantagens versus o custo tornam o PET-Scan cada vez mais importante no diagnóstico e no acompanhamento de diferentes tipos de tumores. Nos tumores de pulmão, por exemplo, o exame pode modificar a conduta terapêutica inicialmente proposta em cerca de 70% dos casos, reduzindo o número de cirurgias desnecessárias em cerca de 60% dos pacientes, o que na prática significa melhor qualidade de vida, menos sofrimento e até maior sobrevida. Para o sistema de saúde, redução de custos com economia de recursos.

Este tipo de resultado favorável com relação ao uso do exame PET-Scan se repete em outros tumores malígnos, como câncer de esôfago, câncer de mama, melanoma, câncer de tireóide, tumores de cabeça e pescoço, câncer colorretal, linfoma e outros.

Apesar da Resolução Normativa 211 da ANS obrigar os planos de saúde a cobrirem o PET-Scan nos casos estabelecidos, câncer de pulmão e linfoma, este exame pode e deve ser utilizado em muitos outros tipos de tumores e, além disso, ainda não conta com a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, a luta da SBBMN para ampliar definitivamente o acesso da população ao PET-Scan continua.

domingo, 27 de junho de 2010

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Mensalidade dos planos de saúde subiu mais que a inflação na última década.


Um estudo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) revela que as mensalidades dos planos de saúde subiram 15,3% acima da inflação acumulada nos últimos 11 anos. De acordo com o levantamento, entre 2000 e 2010, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou reajustes anuais que somaram 136,6%. No mesmo período, a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 105,3%. 
No último dia 11, os planos de saúde foram autorizados pela ANS a reajustar as mensalidades em 6,73%, percentual acima da inflação acumulada entre maio de 2009 e abril de 2010, que ficou em 5,26%.
Segundo o Idec, apenas em duas ocasiões o reajuste ficou abaixo da inflação medida pelo IPCA. A ANS alega que a comparação entre os índices inflacionários e o percentual de reajuste dos planos não é apropriada, já que o setor tem custos com equipamentos, insumos, remédios e salários que não entram na base de cálculo dos principais indicadores. Além disso, os gastos das empresas variam de acordo com o perfil da carteira de clientes.

De acordo com a presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Iolanda Ramos, a chamada "inflação médica" é mais alta e é "complexo" equacionar os interesses dos clientes com as necessidades das operadoras. "Se os usuários reclamam que o aumento é muito, os gestores reclamam que é pouco".
Já o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes, alega que os custos e os rendimentos reais das empresas não são conhecidos por todos, principalmente pelos profissionais de saúde, que reclamam dos valores que os planos pagam pelos procedimentos. 

"É muito mais fácil encontrar as caixas-pretas do Airbus da Air France - que caiu no Oceano Atlântico em junho do ano passado - no fundo do mar do que os médicos terem acesso às planilhas de custos das operadoras de planos de saúde particular. A ANS deveria obrigar as operadoras a abrir as planilhas de custos, até mesmo para justificar os aumentos das mensalidades", diz Carvalhaes.
Agência Brasil