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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

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Ensina-me a Viver


Harold & Maude (Ensina-me a viver), do diretor Hal Ashby é um clássico da década de 1970. Conta a estória de Harold (Bud Cort), um rapaz muito reprimido, com fixação pela morte, funerais e suicídios. Tudo muda, entretanto, quando ele se apaixona por uma mulher de 79 anos, Maude (Ruth Gordon) que tem tudo o que ele não possui: humor, alegria de viver e até um pouco de loucura, para os nossos padrões sociais tão condicionantes à liberdade de se viver.

Uma comédia de humor negro, com cenas hilariantes. O contraste é a marca principal do filme. Afinal, a abordagem da vida e da morte é feita de uma maneira diferente, apresentando comicamente o drama psicológico através do relacionamento entre gerações normalmente conflitantes.

Maude é uma velhinha inteiraça que possui toda a bagagem de vida nas costas. Além disso, ela tem uma disposição para certas façanhas na vida. Seu principal feito agora é se preocupar em estabelecer forte relação com o garoto Harold - de apenas 20 anos – e, resgatá-lo para a vida.

Maude acredita que pode lhe mostrar seu direito à liberdade, tão prejudicado pelo autoritarismo da mãe. A rebeldia de Harold é demonstrada por sua hilariante obsessão por morbidez. Dotado de um incrível humor negro, Harold faz as coisas mais estranhas. Chega a trocar um Jaguar “zero”, presente da mãe por outro, um carro-tumba. Além disso, ele também tem seu papel de professor, ao fazer Maude encarar a morte de maneira mais.... divertida.

Divirtam-se com esta estória maravilhosa e curtam a trilha sonora deliciosa do telentoso ingles Cat Stevens, o cantor pop que virou monge muçulmano.

If you want to sing out, sing out
Se Você Quer Cantar, Cante

Cat Stevens


Well, if you want to sing out, sing out
Bem, se você quer cantar, cante
And if you want to be free, be free
E se você quer ser livre, seja
'Cause there's a million things to be
Porque existem muitas coisas pra ser
You know that there are
Você sabe que sim


And if you want to live high, live high
E se você quer viver pra cima, viva
And if you want to live low, live low
E se você quer viver pra baixo, viva
'Cause there's a million ways to go
Porque existem muitos caminhos pra ir
You know that there are
Você sabe que sim


You can do what you want
Você pode fazer o que quer
The opportunity's on
A oportunidade está aí
And if you find a new way
E você pode encontrar um novo caminho
You can do it today
Pode fazer isso hoje
You can make it all true
Fazer com que tudo seja verdadeiro
And you can make it undo
Fazer com que seja desfeito
you see ah ah ah
Você vê ah ah ah
its easy ah ah ah
É fácil ah ah ah
You only need to know
Você só tem que querer


Well if you want to say yes, say yes
Bem, se você quer dizer sim, diga
And if you want to say no, say no
E se você quer dizer não, diga
'Cause there's a million ways to go
Porque existem muitos caminhos pra ir
You know that there are
Você sabe que sim


And if you want to be me, be me
E se você quer ser eu, seja
And if you want to be you, be you
E se você quer ser você, seja
'Cause there's a million things to do
Porque existem muitas coisas a se fazer
You know that there are
Você sabe que sim


Well, if you want to sing out, sing out
Bem, se você quer cantar, cante
And if you want to be free, be free
E se você quer ser livre, seja
'Cause there's a million things to be
Porque existem muitas coisas pra ser
You know that there are
Você sabe que sim
You know that there are
Você sabe que sim
You know that there are
Você sabe que sim
You know that there are
Você sabe que sim

Aproveite "Ensina-me a ViverLegenda

terça-feira, 17 de maio de 2011

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Governo brasileiro destina à saúde de seu cidadão um décimo do que europeus destinam ao seu

O raio-x é apresentado às vésperas da abertura da Assembléia Mundial da Saúde, em Genebra, e que terá a presença de ministros de todas as regiões para debater, entre outras coisas, o futuro do financiamento ao setor.
O governo brasileiro destina uma das menores proporções de seu orçamento à saúde no mundo, inferior à média africana, e o setor no País ainda é pago em grande parte pelo cidadão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) que nesta sexta-feira, 13, apresentou um raio-x completo do financiamento da saúde e escancarou uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior à média mundial. Segundo os dados, famílias brasileiras ainda destinam mais recursos para a saúde que o próprio governo. Em termos absolutos, o governo brasileiro destina à saúde de um cidadão um décimo do que europeus destinam aos seus.
Dados da OMS apontam que 56% dos gastos com a saúde no Brasil vêm de poupanças e das rendas de pessoas. O número representa uma queda em relação a 2000. Naquele ano, 59% de tudo que se gastava com saúde no Brasil vinha do bolso de famílias de pacientes e de planos pagos por indivíduos.
Mesmo assim, a taxa é considerada como uma das mais altas do mundo. Dos 192 países avaliados pela OMS, apenas 41 tem um índice mais preocupante que o do Brasil. A proporção de gastos privados no Brasil com a saúde é, em média, superior ao que africanos, asiáticos e latino-americanos gastam em média.
Para fazer a comparação, a OMS utiliza dados de 2008, considerados como os últimos disponíveis em todos os países para permitir a avaliação completa.
Um dos fenômenos notados pela OMS no País foi a explosão de planos de saúde. Há dez anos, 34% do dinheiro na saúde no Brasil vinham de planos. Em 2008, a taxa subiu para 41%. Um brasileiro gasta ainda quase duas vezes o que um europeu usa de seu próprio salário para saúde. Em média, apenas 23% dos gastos com a saúde na Europa vêm dos bolsos dos cidadãos. O resto é coberto pelo estado.
A taxa de dinheiro privado na saúde no Brasil também é muito superior a media mundial, de 38%. No Japão, 82% de todos os gastos são cobertos pelo governo. Na Dinamarca, essa taxa sobe para 85%. Em Cuba, os gastos privados de cidadãos com a saúde representam apenas 6% do que o país gasta no setor.
Já países onde o sistema de saúde é praticamente inexistente, o cenário é bem diferente. No Afeganistão, 78% dos gastos com a saúde dependem dos cidadãos. No Laos, a taxa chega a 82%, contra 93% em Serra Leoa.
Outro dado revelador para a OMS é a quantidade de recursos num orçamento nacional que é destinado à saúde, o que mostraria a prioridade política do governo em relação ao tema. A entidade alerta que é esse dado que revela quanto de fato um governo está preocupado com a saúde de sua população, e não os discursos políticos ou anúncios de novos programas.
Nesse ponto, o Brasil está entre os 24 países que menos destinam recursos de seu orçamento para a saúde. Em 2008, 6% do orçamento nacional ia para a saúde. A taxa representou um salto real dos 4,1% em 2000.
Mas é menos da metade da média mundial. Em geral, a OMS descobriu que 13,9% dos orçamentos nacionais vão para a saúde. Nos países ricos, a taxa chega a 16,7%. No Canadá, ela é de 17%.
A proporção do orçamento nacional que vai para a saúde é ainda inferior à média africana, de 9,6%. Segundo a OMS, o governo brasileiro destina à saúde menos que o grupo de países mais pobres do mundo.
Em valores absolutos, o levantamento da entidade constata que os recursos para a saúde dobraram em dez anos no Brasil, somando gastos governamentais e privados. Por pessoa, a saúde no País consome o equivalente a US$ 875,00. Há uma década, esse valor era de apenas US$ 494,00.
Desse total, US$ 385,00 são arcados pelo governo, um valor dez vezes menor que o que gastam os governos da Dinamarca e Holanda com a saúde de cada um de seus habitantes.
Em Luxemburgo, o governo gasta 13 vezes mais que o brasileiro para cada um de seus habitantes. Quem mais destina recursos de seu orçamento à saúde é o principado de Mônaco, 17 vezes mais que o Brasil, cerca de US$ 5 mil.
No outro extremo, o governo de Serra Leoa gasta US$ 7 por ano por pessoa. Em Mianmar, cada habitante recebe o equivalente a US$ 2.
Apesar das constatações preocupantes em relação ao Brasil, os dados da OMS apresentam alguns avanços no País. O primeiro deles é de que o total gasto por privados e governos com a saúde aumentou de 7,2% do PIB em 2000 para 8,4% em 2008. A taxa ainda é inferior aos 11% em média destinado á saúde nos países ricos. Mas próximo da média mundial de 8,5%.
Outros avanços também são registrados. A expectativa de vida passou de 67 anos em 1990 para 73 anos, em 2009. Em geral, o brasileiro vive mais que a média mundial.
A morte de crianças com menos de um ano também desabou no País. Em 1990, eram 46 por cada mil crianças. Vinte anos depois, essa taxa caiu para 17.
Fonte: aqui
Saúde do brasileiro – quem paga a conta
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É uma pena que saúde, neste nível de debate, ainda sirva de tema para os cartunistas.

Ontem estivemos lá no Hemoam, Sandrinha e eu, para levar os laudos dos últimos exames do controle trimestral. BLZA! Os marcadores tumorais (Desidrogenase Láctea e Microglobulina) estão abaixo do mínimo no exame de sangue, e os outros parâmetros também estão todos no lugar. Só o tal de ácido úrico, que não tem nada a ver com linfomas, está um pouco alto, mas dentro ainda dos limites.

domingo, 6 de junho de 2010

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“Only Time”



"Fé e razão são como a dualidade onda-partícula: pode-se ter as duas coisas, mas nunca ao mesmo tempo." (Alberto Präss)
Sempre tive uma natureza mais para o introspectivo. E tenho refletido cada vez mais freqüente e profundamente sobre a transitoriedade da vida, essa aventura individual e coletiva, sensorial e espiritual, maravilhosa e estarrecedora, cujo desfecho – piedosamente - desconhecemos completamente, mas sobre o qual não conseguimos, humanamente, conter totalmente nossa ansiedade e angústias como passageiros do tempo que transcorre.
Nosso corpo e nossa mente, adaptados ao planeta - Mãe Terra (do latim Mater Rhea → matéria) - para dele se nutrir, respirar, experimentar, sentir e com ele se conformar e evoluir conjuntamente são sempre impulsionados para frente, adiante, para o futuro incerto sobre o qual, objetivamente, podemos apenas ser otimistas e ter fé. Precisamos, certamente, trabalhar hoje, dignamente, produzindo os meios para a manutenção da vida no agora e criando as condições de uma vida futura - planejar. Mas não temos como ter nenhuma garantia de que esses planos se concretizarão um dia. Nem num futuro imediato, nem num futuro distante. O imprevisível, a surpresa, o inesperado, o imponderável fazem parte dessa dinâmica, desse jogo. É a vida. Ou melhor – É a vida! (assim, com minúscula, pois essa é a vida transitória, creio).
Nossos sentidos físicos - a audição enlevada de uma bela peça musical ou a percepção visual enternecida de um deslumbrante pôr-do-sol, por exemplo -, estão definidos pela reducionista Física quântica moderna e pela Teoria da Evolução de Darwin  como nada mais do que a percepção condicionada da vibração do éter. E a bioquímica traduz nossos sentimentos como o resultado da mediação celular de neurotransmissores  do sistema nervoso, ou seja, substâncias químicas como as endorfinas, as dopaminas e a serotonina que seriam, em conjunto com as demais, as responsáveis por todas as nuances dos complexos humanos sentimentos, da felicidade infinita, passando pela indiferença, até a tristeza mais profunda.
Mas (sem trocadilhos), esta seria apenas uma percepção materialista (e, portanto, reducionista) fenomenológica e parcial da complexa gama de experiências sensoriais e emocionais que fazem parte de nossa Vida, pois também somos afetados pela bagagem emocional transcendental que abrigamos internamente, fruto de nossas experiências em outros planos de vivência, e que justificam estados de pura felicidade que experimentamos muitas vezes “inexplicavelmente”, ou de profunda tristeza sem que algo em nossas vidas tenha dado causa a estes estados de espírito.
A irlandesa Enya traduz esses sentimentos, essas dúvidas, essa incerteza tão humana nessa mescla harmoniosa de poesia e música, nessa canção também de amor chamada “Only Time”, que mais parece um Canon barroco, pelo entrelaçamento de linhas melódicas, num simbolismo quase religioso a representar a vida que se renova em vagas, como as ondas desse infinito Oceano da Vida.
 
Only Time
Só o Tempo
Who can say where the road goes,
Quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Where the day flows?
Para onde vão os dias ?
Only time...
Só o tempo


And who can say if your love grows,
E quem pode dizer se o seu amor crescerá
As your heart chose?
conforme seu coração escolher ?
Only time...
Só o tempo


(chants)
(Coro)


Who can say why your heart sighs,
Quem pode dizer por que seu coração suspira
As your love flies?
conforme seu amor flutua ?
Only time...
Só o tempo


And who can say why your heart cries,
E quem pode dizer por que seu coração chora
When your love dies?
quando seu amor morre?
Only time...
Só o tempo


(chants)
(Coro)


Who can say when the roads meet,
Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam
That love might be,
que o amor deve estar
In your heart.
em seu coração ?


And who can say when the day sleeps,
E quem pode dizer quando o dia termina
If the night keeps all your heart?
se a noite guarda todo o seu coração ?
Night keeps all your heart...
se a noite guarda todo o seu coração...


(extended chants)
(Coro)


Who can say if your love grows,
Quem pode dizer se o seu amor crescerá
As your heart chose?
conforme seu coração quiser ?
Only time...
Só o tempo


And who can say where the road goes,
E quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Where the day flows?
Para onde vão os dias ?
Only time...
Só o tempo


Who knows?
Quem sabe?
Only time...
Só o tempo


Who knows?
Quem sabe?
Only time...
Só o tempo

sábado, 12 de dezembro de 2009

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Caeci sunt oculi, si animus alias res agit


"Os olhos são cegos, se o espírito se ocupa de outras coisas".

Como declarei no meu primeiro post aqui, sou um desses tipos meio travados, bobos para falar de si mesmos. Minha proposta inicial no blog era disponibilizar informações sobre a evolução de meu tratamento de forma a manter amigos, parentes distantes e interessados comodamente a par do meu estado de saúde. 

Aproveitaria também da versatilidade e capilaridade do espaço criado para tentar prestar algum tipo de serviço que fosse de alguma utilidade - algo talvez como uma súmula atualizada de pesquisas sobre matérias relevantes - aos que passam, passaram recentemente ou assistem a outras pessoas que passam por problema de saúde parecido com o meu.  

E acho até que de alguma forma, discretamente, minimalista, essencial, venho ultimamente até conseguindo fazer isto – é tudo tão recente – na medida de minhas óbvias limitações e na razão em que os acontecimentos que fogem do trivial da rotina do meu tratamento se insurgem contra a minha resistência em falar de meu umbigo, e que as pessoas começam a acessar o blog mais intensamente, nessa rede de solidariedade que a minha mais recente necessidade de empatia me revelou como a faceta mais bela, mais humanizada da www, da Grande Rede Mundial de Computadores.
Confesso que não seria capaz, nem gostaria - nem seria interessante - de ocupar todo o espaço do blog a falar exclusivamente de minúcias técnicas de meu tratamento, de protocolos adotados, drogas antineoplásicas, hemogramas, tomografias, definições da doença ou outras coisas no gênero. Isso o tornaria muito limitado em relação aos acessos que poderia ter se diversificasse sua linha de assuntos para abranger um público maior, cujo interesse recaísse direta ou incidentalmente sobre o assunto do câncer, tudo bem, mas sem perder, no entanto, de vista, o foco original, essencial da existência - a Saúde, mas, sobretudo, a Vida e o Bem Viver.
Preferi então deixar as definições e as longas dissertações técnicas para os sites especializados que selecionei - lincados no sidebar - onde certamente estes assuntos da oncologia serão tratados com mais propriedade e profundidade. Decidi também, sempre que possível e no interesse do leitor, dar a este a opção - através de links diretos no corpo do texto – de acessar os sites onde determinado verbete ou assunto em pauta certamente será tratado com mais espaço e mais adequadamente. 
E, afinal, desculpem-me o trocadilho, ficar tratando o tempo todo de doença acabaria sendo meio... doentil, n'est pas?
Tenho então optado por dar mais espaço às matérias que versam sobre tratamentos alternativos e sobre os avanços nas pesquisas científicas na cura do câncer, como nos posts Açaí pode combater células do câncer , Vinho ou açaí? Depende... , Vinhos auxiliam tratamentos quimioterápicos  e Chá verde pode bloquear ação da quimioterapia, para citar alguns.
Procurei privilegiar também as matérias de cunho informativo e noticioso, como nos posts Medicação e exames de alto custo no SUS  onde conto a história recente do jovem empresário que acabou morrendo sem obter a medicação de alto custo de que necessitava e no post que considero de utilidade pública, Remédio contra câncer só na justiça onde são detalhados os trâmites a seguir em caso da necessidade de se recorrer à justiça, através do Ministério Público, para se conseguir rapidamente o acesso a medicação de alto custo.
De resto, como moro na Amazônia e sou apaixonado pela natureza e por essa região singularíssima do Planeta onde a biodiversidade e os adjetivos pululam – a qual tenho o privilégio de conhecer nada mal principalmente devido ao exercício da minha profissão há três décadas nela -, não tenho resistido à tentação de postar algumas belas fotos de paisagens aqui e ali, tiradas por mim, por amigos. 

Acredito que seja esta uma forma simpática de compartilhar as belezas naturais da região com os leitores das outras regiões e estrangeiros, principalmente os da Europa, que sempre nos honram com suas visitas (incluindo os portugueses tão queridos, puta saudade de Guimarães e do bacalhau d”A Curva do Filho do Zé da Nora”). 

E de, ao mesmo tempo e de quebra, temperar, fazer deste um momento de descontração, de magia talvez até dissipativa das preocupações latentes, de vôo salutar do pensamento, do espírito, livre para onde doenças até nem existam, longe das limitações do espaço-tempo, da matéria, das agulhas, das drogas e dos insuportáveis efeitos colaterais. Afinal, “navegar é preciso”, isnt'it ? Na net, na imaginação poderosa e libertadora. No pensamento.
Essa coisa bonita, sublime, essa irmanação (irmana-ação), essa irradiação de energia amorosa em megabytes por segundo, extensão da energia do pensamento, essa solidariedade quase anônima, comovente e despojada que nos une pelo coração, pela tecnologia e pela adversidade superando distâncias oceânicas e diferenças culturais, unindo regiões e continentes tão distantes para trocar sorrisos e lágrimas, para superar estas mesmas adversidades - tão humanas - não se pode limitar apenas aos assuntos relativos à saúde e à doença, que nada mais são que meros atributos de nossa condição existencialista meramente material.
A Vida está lá fora e vibra também aqui, dentro de nós, no pulsar de nossos corações, de nossas veias que estendemos para a dor da agulhada e a remissão esperada da quimioterapia. Mas também, e talvez, sobretudo, no nosso senso estético, poético, na nossa capacidade humana de distinguir entre o bem e o mal, o bom e o ruim, a bela e a fera, entre Eros e Tanathos e todas as nuances e tons e semitons quase infinitos em número,  matizes, não-maniqueístas, aprisionados, anônimos no intervalo entre estes extremos.
Penso que por isso temos sempre que ter em mente, mesmo em se tratando de um simples resfriado ou dor de barriga que não somos doentes e, sim, que apenas estamos doentes, que isso tudo é provisório, circunstancial, eventual como e quanto nossa língua portuguesa nos permite distinguir tão bem entre o ser e o estar. E que a cura é só uma questão de tempo, de intensidade da força positiva da mente sobre a matéria - de , se preferirem. 

E que rir de uma tira da Mafalda, com toda a sua ingênua crueza filosófica existencialista, efeito proposital e genial por parte de seu criador, Quino, é rir em cumplicidade com a Vida, ao lado dela como velhos companheiros que somos a Vida e cada um de nós, enquanto ouvimos Eva Cassidy cantando Bridge Over Troubled Water, ao longe.
Não tenho dúvidas: o pensamento é a energia mais poderosa de toda a criação e tudo, tudo o que tem existência material, inclusive a doença, tem um período gestacional, foi anteriormente concebido em uma mente. Fractal, Humana, Cósmica, Universal, Divina.
Mas hoje é sábado. Aê, grande fimde pra nós!  :=]
FORÇA BRUNA & TADEU.