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segunda-feira, 19 de abril de 2010

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Câncer de pele: 1º Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual do Brasil já está funcionando.

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Segundo o coordenador do Centro, o tratamento de câncer de pele com fármacos fotoativados já está consolidado em projetos de pesquisa em parceria com cinco centros ambulatoriais no País.
O primeiro centro de nanotecnologia e engenharia tecidual do Brasil aplicado especificamente à saúde já está em funcionamento na cidade de  Ribeirão Preto (interior de São Paulo).  Coordenado pelo professor Antonio Claudio Tedesco, do Departamento de Química, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, o espaço de 200 metros quadrados vai ampliar a produção de medicamentos nanoestruturados para o tratamento de câncer de pele com a aplicação com laser (fármacos fotoativados), além da produção em escala da pele artificial, usada para recuperação de queimados e tratar problemas cicatriciais em geral.

Centro abrigará produção de fármacos nanoestruturados e pele artificial

Segundo o coordenador do Centro, o tratamento de câncer de pele com fármacos fotoativados já está consolidado em projetos de pesquisa em parceria com cinco centros ambulatoriais no País: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de Brasília (UnB-HRAN), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Centro de Excelência do Tratamento de Câncer de Belém-do-Pará. “Queremos chegar a 12 centros ambulatoriais parceiros até o final do ano”, diz.

Além de medicamentos para uso envolvendo fotoativação luminosa, o grupo coordenado pelo professor Tedesco também produz medicamentos com outros princípios ativos, não fotoativados. Ele diz que as moléculas ativas dos medicamentos são algumas vezes as mesmos usadas em outras formulações. O diferencial é o veículo nanoestruturado pelo qual esse remédio é introduzido no organismo. “É uma nova roupagem para velhos fármacos, que atingem alvos específicos, por isso a resposta tem sido melhor com redução de efeitos colaterais indesejáveis”, comemora. No tratamento do câncer não melanômico, por exemplo, ele diz que já foram atendidos mais de 600 pacientes e o índice de cura chega a 98% na primeira aplicação e 100% após uma segunda aplicação.

Tratamento

O know how adquirido pelo grupo da FFCLRP permitiu que a parceria com a Unifesp avançasse para estudos em outras áreas da medicina, como ortopedia e neurologia, além da própria dermatologia. No câncer de pele, por exemplo, o próximo passo é tratar com fármacos nanoestruturados pacientes renais transplantados. “Esses pacientes têm maior incidência de câncer de pele, em função das medicações para evitar rejeição do novo órgão, o que leva a baixa imunidade”, diz o coordenador da pesquisa professor Mauro Inokihara, do setor de tumores cutâneos da Unifesp.

sábado, 16 de janeiro de 2010

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Nova variedade de gengibre: planta medicinal melhor que remédio alopático


O extrato de um novo tipo de gengibre encontrado na Amazônia é mais potente do que os remédios alopáticos utilizados na terapia da doença.


O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa/MCT), há 15 anos, comprovou que o composto denominado Zerumbona, extraído de um novo tipo de gengibre (Zingiber Zerumbet) é mais potente do que os remédios alopáticos utilizados na terapia da doença.

Segundo o pesquisador da Coordenação de Pesquisas em Produtos Naturais, Carlos Cleomir, a planta foi encontrada na área rural de Manaus em localidades como Tarumã Mirim e Puraquequara. Os moradores costumavam usar a planta para ornamentação, pois dela brotam flores muito bonitas. No entanto, o que eles não sabiam é que por trás de toda a beleza também existe um grande potencial farmacológico.

Gengibre contra o câncer

No Japão, esse tipo de gengibre é consumido na alimentação e bastante utilizado no tratamento do câncer. De acordo com Cleomir, essa espécie pode ter sido trazida para a Amazônia há séculos, junto às grandes embarcações que passaram pela região. "Descobri que existia essa espécie no Amazonas depois de muitas pesquisas bibliográficas", diz.

A comercialização do composto extraído do gengibre deve acontecer em, no máximo, dois anos. Já existem várias empresas interessadas em colocar o produto no mercado. De acordo com o pesquisador, será um produto de baixo custo, pois ele vem de uma planta que se reproduz facilmente. "Esse remédio será de grande importância para a sociedade, pois além de ser um forte aliado no tratamento do câncer, ele também pode ser usado para tratar a leucemia e até a Aids", conta.

Óleos essenciais

Já existem várias patentes semelhantes desse tipo de composto, mas após a descoberta dele no Amazonas foi encontrada uma nova fórmula de extração do produto, através de óleos essenciais, o que determinou um grau de pureza de 97,95%. Esse processo já foi patenteado pelo Inpa. "Encontramos outras atividades farmacológicas que ainda não foram estudadas, o que favorece ainda mais nossa pesquisa", afirma.

O gengibre pode oferecer proteção contra o câncer no intestino, de acordo com cientistas do Instituto Hormel da Universidade de Minnesota, em Austin, nos Estados Unidos.

Testes mostraram que o gingerol – substância que dá ao gengibre seu sabor característico – pode tornar mais lento o crescimento de tumores humanos em ratos de laboratório. Plantas da família do gengibre têm sido usadas há milhares de anos e já se dizia que possuiam propriedades efetivas contra o câncer. Os pesquisadores afirmaram que pretendem realizar novos testes para confirmar seus resultados do estudo e verificar se os compostos podem ter alguma utilização clínica.

Testes

Os cientistas do Instituto Hormel aplicaram menos de um miligrama da substância identificada como [6]-gingerol em ratos de laboratório geneticamente modificados para não terem sistema imunológico. Os animais receberam a dose três vezes por semana, antes e depois de terem injetadas em seu organismo células com câncer no intestino.

Outros ratos tiveram injetadas células do mesmo tipo, mas sem receberem gingerol – eles integravam o chamado "grupo de controle”. Os tumores foram observados até que atingiram um centímetro cúbico. Nesse estágio, os ratos foram mortos.

Atividade anticâncer

Depois de 15 dias, 13 tumores de tamanho mensurável foram encontrados entre os ratos do grupo de controle. Entre os ratos que receberam gingerol, apenas quatro apresentaram tumores mensuráveis.

No 28º dia, todos os ratos no grupo de controle tinham tumores mensuráveis, mas levou mais dez dias para que a grande maioria dos ratos de laboratório que receberam o gingerol chegassem nesse estágio – um deles ainda não havia desenvolvido um tumor mensurável.

No 49º dia, todos os ratos do grupo de controle estavam mortos, mas 12 dos ratos em gingerol ainda estavam vivos e o tamanho médio do tumor que desenvolveram era de cerca de meio centímetro cúbico.

Outro estudo

Um segundo estudo, apresentado à Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, indica que uma planta da família da hortelã pode desacelerar o desenvolvimento de câncer de próstata.

Pesquisadores do Union College de Nebraska, também nos Estados Unidos, analisaram as propriedades de uma erva chinesa chamada Scutellaria barbata (SB), da família da hortelã. A erva é utilizada tradicionalmente para tratar doenças, inclusive câncer no fígado, pulmão e reto. Os pesquisadores utilizaram ratos sem sistemas imunológicos e aplicaram oito miligramas de extrato de SB por dia, ou 16 miligramas ou um placebo.

No grupo que recebeu o placebo, desenvolveram-se tumores significativos em 19 semanas. Na 32ª semana, todos esses ratos tinham tumores de próstata palpáveis. Comparativamente, 20% e 30% dos animais dos grupos que receberam SB não apresentaram tumores.

Depois de 27 semanas, menos de 30% dos animais que não receberam SB não apresentavam tumores. Entre os que receberam uma dose baixa de SB, 50% não apresentaram tumores e entre os que receberam dose alta, o número chegou a 70%.

Editado dos textos originais do Ministério da Ciência e Tecnologia e BBC Brasil.



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

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Entenda o viaduto do Coroado


A Prefeitura de Manaus está intensificando o ritmo das obras no viaduto do Coroado. Os esforços estão concentrados na construção da pista aérea que ligará a avenida Ephigênio Salles à alameda Cosme Ferreira, neste sentido único. A previsão é de que a pista seja entregue no dia 31 de outubro deste ano. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, a orientação do prefeito é acelerar o andamento dos serviços para que parte do trânsito seja liberada imediatamente.

A menos de dois meses para o fim deste prazo, homens da construtora Camargo Corrêa trabalham em duas fases para concluir esta parte do viaduto: a primeira é a conclusão de parte da trincheira que compõe a passagem de nível (a qual ligará as avenidas General Rodrigo Otávio e Ephigênio Salles), cuja saída fica bem ao lado do acesso à pista aérea.

O grande problema é a falta de respeito com quem financia esta e todas as outras obras públicas: o cidadão, o manauara, que vem sendo tratado como miquinho de circo no caso dessas obras de infraestrutura urbana. Elas são lennnntas demais, não se trabalha nem sábados, nem domingos, nem feriados. Nem no período noturno, quando a cidade estaria dormindo, e o calor seria menos escaldante. Se o interesse público prevalecesse, se economizaria muito mais tempo, recursos, sistema nervoso, paciência, combustível, se poluiria menos o ar se as obras fossem tocadas em tempo integral, mesmo com o pagamento de adicional noturno para os trabalhadores. E a cidade superaria logo estes traumas.

Logo,logo o verão acaba. E aí ?