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sexta-feira, 18 de maio de 2012

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A polêmica graviola no combate ao câncer


Há pesquisas nos EUA indicando que vários dos ingredientes ativos da graviola, esta planta originária das Antilhas - onde se encontra em estado silvestre e que, no Brasil, tornou-se subespontânea na Amazônia - matam células malignas de 12 diferentes tipos de câncer, incluindo mama, ovário, cólon, próstata, fígado, pulmão, pâncreas e linfomas.
Os apaixonados pelo naturismo afirmam que com o extrato da graviola é possível combater o câncer com uma terapia completamente natural, que não causa efeitos secundários severos, como náuseas e perda de cabelo, pois a graviola, por ter ação seletiva, destrói apenas as células doentes, poupando as células saudáveis, ao contrário da quimioterapia, que sai matando todas as células indistintamente.
Algumas partes da árvore, como a casca, a raiz e o fruto são usadas há centenas de anos pela população indígena da América do Sul no tratamento de doenças cardíacas, asma, problemas no fígado e artrite.
Bem, de qualquer maneira, é uma delícia e mal não faz.

Existe uma família de plantas com frutos muito semelhantes, que são as acetogeninas anonáceas, das quais fazem parte a graviola, a pinha, o biribá, o ariticum e o noni. Estes vegetais possuem tanto nas flores quanto nos frutos, caules e folhas o princípio ativo da acetogenina, substância que vem sendo estudada, já há algum tempo, nas grandes universidades ao redor do mundo, entre elas a Purdue University's School of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences, pelas propriedades já descobertas e comprovadas que possibilitariam uma ação efetiva de controle da hipertensão arterial, combate a parasitos intestinais, ação anti-inflamatória, anti-espasmódica, sedativa e, sobretudo, antitumoral.

Estes efeitos anticancerígenos e citotóxicos da graviola e seus congêneres são realmente atribuídos, por comprovação científica, a ação das acetogeninas anonáceas através de um mecanismo de ação que começa pela inibição da enzima NADH oxidase nas membranas plasmáticas das células cancerígenas, resultando na diminuição brusca da ATP (adenosina tri fosfática) celular, pelo fato de inibirem também um processo chamado de fosforização oxidativa, levando a uma diminuição da concentração plasmática da ATP e, assim, inibindo o fator de crescimento de células malignas no organismo. Estas células são resistentes à ação de múltiplas drogas utilizadas, pelo fato de existir uma tal “bomba P” – glico-proteína na membrana plasmática, que, por sua vez, é capaz de inativar certas substâncias usadas  na quimioterapia.  

Então esta substância existente na graviola aproveitaria o momento mais sensível do metabolismo da célula cancerosa e induziria o ciclo de desenvolvimento celular a interromper a multiplicação de células malignas. Logo, a privação da ATP, como foi dito acima, induziria a célula à morte celular.

Poderemos vislumbrar, talvez, num futuro bem próximo, a utilização de tratamentos para o câncer usando somente produtos oriundos da floresta, que não agridam o organismo nem debilitem os pacientes.

A utilização dos princípios ativos desta planta no tratamento do câncer tem despertado uma discussão acirrada e muitas vezes não muito elegante no meio médico, da qual já participaram medalhões midiáticos, como o médico Dráuzio Varela

Em todo caso, é sempre bom ter a orientação do seu médico de confiança.

Fonte aqui. Acompanhe a discussão aqui. Editorial pelo autor do blog e Ilustração do Googleimages.

domingo, 24 de outubro de 2010

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Parabéns Manaus!

Manaus completa hoje 341 anos. Depois de semanas de estiagem, logo cedo começou a chover intensamente, com fortes ventos. O dia ficou agradável, com um ventinho que não costuma dar o ar de sua graça. Parece até que os Deuses das lendas amazônicas, do Jurupari, das cosmogonias fantásticas da cultura dos índios Dessana resolveram marcar esta data banhando a cidade e limpando o véu atmosférico, há meses manchado pela fumaça encardida das queimadas criminosas, ou, no mínimo, inconscientes.
Afinal seu nome, Manaus, significa “Mãe dos Deuses”, em homenagem à nação indígena dos Manaós, que habitavam o sítio onde hoje se localiza a cidade, fundada em 1669 com o Forte de São José do Rio Negro. Ficou mundialmente conhecida no princípio do século XIX, início do ciclo da borracha.
Sexta cidade mais rica do País, segunda maior região metropolitana da região Norte e a 12ª do Brasil, somente após a criação da Zona Franca de Manaus, hoje o maior centro financeiro da região, em 1967, voltou a experimentar o surto de desenvolvimento do início do século passado, o que a habilitou para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

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Um lugar incomum, Pará-disíaco em São Domingos do Capim

Tenho consciência de que pertenço a esse grupo de pessoas ranhetas que se vão tornando cada vez mais exigentes em relação a lugares e companhias, à medida que o tempo vai passando. Neste sentido concordo com o filósofo romano Sêneca quando diz que a vida divide-se em três períodos: o que foi, o que é, e o que será. E, destes, o que vivemos é breve, o que havemos de viver, duvidoso e, o que já vivemos, certo. O tempo presente é brevíssimo, amigos. Então por que não procurar aproveitá-lo da melhor maneira possível?
Já ouvi muito se dizer que o que importa, mesmo, é a companhia, o “papo”. O lugar e a ocasião seriam, então, nesta ótica, “secundários”. Concordo, em parte. Nada melhor que uma boa companhia. Afinal, quando o “papo” e a camaradagem fluem até esquecemos do lugar onde estamos e o tempo parece voar. Mas se esse lugar comum (não resisti ao trocadilho) fosse totalmente verdadeiro, não existiria o prazer da variação, da descoberta, do novo, da empatia, da identificação com um local que escolhemos livremente dentro das limitações de um determinado contexto sócio-cultural para se ser, estar
E não é por acaso que na língua francesa e em todos os idiomas germânicos modernos não há diferença entre "ser" e “estar”. Segundo este chavão, o mundo então não haveria de ser este lugar maravilhoso e multifacetado.
Campo-Cidade, Praia-Montanha, Megalópole-Província, Mar-Rio, Dancing-Pub, Tropical-Temperado, Barzinho-Fundo-de-Quintal....E não são dicotomias; apenas opções. Eu diria até que nada melhor que uma boa companhia para se desfrutar de locais e ocasiões singulares, agradáveis, que têm a ver com a gente e com a ambiência natural e cultural. 
Para nós, que vivemos em uma cidade abafada onde vigoram temperaturas médias anuais de 35-37 graus, o vento que sopra nos lugares à beira-mar nas cidades litorâneas representa um prazer quase sensual. Mas nas minhas raras viagens de férias, de lazer, procuro fruir deste prazer fugindo dos lugares comuns, perfunctórios, caça-níqueis, descaracterizados, daqueles lugares que você encontra aos montes espalhados pelo mundo, sem o mínimo de colorido local.
Nessa minha breve estadia em Belém-do-Pará tive o privilegio, a convite de um amigo, de passar dois dias com amigos e parentes em um desses lugares fantásticos, singulares, onde o trabalho do homem e a natureza Amazônica perfeitamente preservada se uniram, no município de São Domingos do Capim, às margens do rio Capim, a 130 km de Belém, cerca de 2 horas por estrada.
Imaginem um paraíso de lagos de águas cristalinas onde os peixes estão pedindo para serem fisgados e uma floresta exuberante, povoada com inúmeras espécies frutíferas nativas, inclusive esta maravilha que é o açaí, que colhemos e preparamos com a participação dos experts da fazenda. 
No mais a alegria, a "cerpinha" bem gelada, a boa comida do Pará, o bom "papo", a camaradagem e o prazer de compartilhar com gente querida.
Um passeio e um lugar pra ficar na memória. Um lugar Incomum.

Créditos das fotos:
Sandrinha: fotos 6, 10, 11, 12 e 14;
Berenice:: fotos 1, 2, 5 e 8;
Eu: fotos 3, 4, 7, 9, 13, 15.
Edição de ilustração: Sandrinha

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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Estudos revelam que chá e café reduzem risco de câncer no cérebro

No Brasil existe até o Dia do Café, que é comemorado em 21 de abril, mas podemos e devemos tomá-lo sempre, pois, para nós, todo dia é dia de café.
Esta antiga e deliciosa bebida de origem árabe que rapidamente se espalhou pelo mundo ocidental, em algumas culturas mais sofisticadas chega a fazer parte do ritual de uma boa refeição, depois da sobremesa e antes dos licores digestivos. Desenvolvi com meu pai uma imensa paixão pelo café e meu dia só começa, de verdade, depois que o barulhinho da cafeteirinha italiana de fogão e o aroma inconfundível me despertam. Temos excelentes cafés no Brasil, principalmente na região Sudeste, onde o consumo, como na Europa, é muito apreciado, desenvolvido com a chegada dos italianos para trabalhar na cafeicultura. Eu, desde que me entendo por gente, tomo de 4 a 5 xícaras de café por dia.
 Exatamente o oposto do que ocorre na região Norte, onde existe certo preconceito em relação ao consumo de café entre a maioria dos povos da Amazônia. Por aqui, a maioria das pessoas se limita a apenas uma xícara no “café da manhã”, tão açucarado e “fraco” que costuma ficar intragável pra quem gosta mesmo da bebida. E, por ironia, foi aqui pela região Norte que o café foi introduzido no Brasil, por um português, Francisco de Melo Palheta, o sargento-mor da Capitania do Grão Pará, no começo de 1720. Ele trouxe algumas mudas de café de Caiena, capital da Guiana Francesa, país fronteiriço,  plantou-as em suas terras e distribuiu mudas e sementes entre amigos e parentes.
Agora, um estudo com mais de 500.000 europeus mostrou que quem toma chá e café tem menos chance de desenvolver o tumor cerebral maligno mais comum em adultos. Os pesquisadores constataram que aqueles que bebiam muitas xícaras de café ou de chá por dia tinham um risco de câncer cerebral 30% menor do que os que não consumiam nenhuma das duas bebidas.
Esse tipo de câncer, chamado glioma, corresponde a cerca de 80% dos tumores cerebrais em adultos.

As causas do câncer no cerébro são pouco conhecidas, e os cientistas acreditam que a associação entre o risco e o consumo das bebidas pode dar pistas para a descoberta dos fatores que levam à doença.

O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, foi elaborado a partir de uma grande pesquisa sobre fatores de risco para o câncer feita em dez países europeus, com pessoas entre 25 e 70 anos.

Os participantes preencheram um formulário completo sobre hábitos alimentares. Ao analisar os dados, os pesquisadores constataram que aqueles que bebiam muitas doses de café ou chá por dia tinham um risco de câncer cerebral 30% menor do que os do que não consumiam nenhuma das duas bebidas.

Fatores como idade, tabagismo e histórico familiar foram considerados, para não influírem no resultado. Segundo os pesquisadores, é biologicamente plausível que café e chá diminuam o risco de tumores malignos no cérebro.

Em um estudo de laboratório recente, por exemplo, a cafeína mostrou-se capaz de reduzir o crescimento de um tipo de tumor chamado glioblastoma. Além disso, café e chá contêm antioxidantes, que ajudam a proteger as células dos danos causados pelo câncer e outras doenças.
http://www.expressomt.com.br , editorial e edição de ilustração pelo autor

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

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Pequenas moléculas de RNA condicionadas podem identificar e eliminar apenas as células cancerosas.

O câncer é  difícil de tratar porque é uma doença pessoal. Cada caso é único e resultado de uma combinação de fatores ambientais e genéticos. A quimioterapia convencional emprega o tratamento com uma ou mais drogas, admitindo que estes medicamentos sejam capazes de tanto diagnosticar como tratar as células afetadas.
Muitos dos efeitos colaterais experimentados por pacientes de quimioterapia são devidos ao fato de que as drogas que tomam não são seletivas o suficiente. Tomar um medicamento que tem como alvo as células do tumor de crescimento rápido, freqüentemente resulta em perda de cabelo, por exemplo, porque as células do folículo piloso estão entre as que mais crescem no corpo.
Mas o que aconteceria se tivéssemos tratamentos contra o câncer que funcionassem como um programa de computador, que pode executar ações com base em instruções condicionadas? Neste caso, um tratamento eliminaria uma célula se - e somente se - a célula tivesse sido diagnosticada como uma mutação. Somente as células defeituosas seriam destruídas, praticamente eliminando os efeitos colaterais indesejados.
Com o apoio da National Science Foundation (NSF), os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia criaram pequenas moléculas de RNA condicionadas para realizar esta tarefa. Sua estratégia utiliza as características existentes em nosso DNA e RNA para separar as etapas de diagnóstico e tratamento.
"As moléculas são capazes de detectar uma mutação dentro de uma célula cancerosa e alterar sua conformação para ativar uma resposta terapêutica, permanecendo inativas em presença das células saudáveis", afirma Niles Pierce, co-autor de estudo publicado na edição de 06 de setembro da Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS).
No cerne desta abordagem está o ácido ribonucléico ou RNA, e todas as tarefas que ele normalmente executa a cada dia para manter nossas células vivas e saudáveis. O RNA é a contrapartida relativamente curta do DNA, o sistema de codificação que armazena cópias completas do nosso genoma inteiro dentro de quase todas as células do nosso corpo. Se pensarmos no DNA como a informação armazenada no disco rígido de um computador, o RNA seria como a informação armazenada em um tipo mais volátil de memória RAM, aquela que é apagada quando você desliga o computador.
"Ao dissociar o diagnóstico do tratamento, podemos criar moléculas altamente seletivas e eficazes na identificação e eliminação de células cancerosas", disse Pierce. "Conceitualmente, pequenos RNAs condicionados têm o potencial para transformar o tratamento contra o câncer. Muitos anos de trabalho ainda serão necessários para verificarmos se essa promessa conceitual pode ser uma realidade no tratamento de pacientes humanos."
Veja como funciona: o tratamento envolve dois pequenos RNA’s. O primeiro RNA vai abrir se - e somente se - encontrar a mutação do câncer. Um diagnóstico positivo "expõe um sinal que marca a mutação que estava anteriormente escondida dentro do RNA. Uma vez que este primeiro RNA está aberto, o segundo pequeno RNA liga-se a ele, desencadeando uma reação em cadeia em que essas moléculas de RNA continuam a se combinar para formar uma cadeia mais longa. O comprimento da cadeia é uma parte importante do tratamento. ”Cadeias mais longas levam a célula a pensar que foi invadida por um vírus, levando a autodestruição em resposta.
No estudo, os investigadores demonstraram que esta abordagem elimina efetivamente células cancerosas do cérebro humano, da próstata e ósseas cultivadas em laboratório. Experimentos futuros determinarão se o tratamento é eficaz em uma escala maior.
Traduzido e condensado de: http://www.sciencedaily.com 
Células cancerosas podem consumir partes de si mesmas, com a ajuda de uma proteína
Como algumas pessoas, as células comem quando estão sob pressão – mas, consomem partes de si mesmas. Uma proteína multi-função ajuda a controlar esta forma de canibalismo, de acordo com um estudo publicado na edição de 06 de setembro do Journal of Cell Biology.
Células geralmente respondem à fome ou estresse através da digestão de alguns dos seus componentes. O processo, conhecido como autofagia celular, ajuda a libertar os nutrientes e a limpar o lixo citoplasmático, como organelas desgastadas e proteínas deformadas. Uma equipe liderada por pesquisadores do Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburgh, descobriu uma ligação entre esta forma de reciclagem celular e uma proteína chamada HMGB1. A equipe mostrou que as HMGB1 são um tipo de proteína crítica pró-autofágica que controla a sobrevivência da célula e os limites de morte celular programada.
Os resultados sugerem que o bloqueio das HMGB1 poderia beneficiar pacientes com câncer, uma vez que as células tumorais muitas vezes até praticam a autofagia para resistir à quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.
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Traduzido e condensado de http://www.sciencedaily.com

Amazônia em chamas, cinzas e fumaça


Estou na pequena cidade de Pimenta Bueno, no Estado de Rondônia, a serviço, desde o dia 2 de setembro e ficarei por aqui até o fim do mês. Venho com frequência para estes lados, mas desta vez fiquei muito impressionado com a alta densidade de fumaça na atmosfera, que se soma a poeira do tempo seco do verão e transforma o ar que se respira em algo áspero, que arde na garganta, arde nos olhos, penoso de se inalar.
Uma rápida pesquisa no Google revela dados de arrepiar: o número de queimadas registradas em Rondônia em junho é o maior em cinco anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em todo o mês foram encontrados 260 focos de calor em 28 municípios. Lideram a lista: Pimenta Bueno com 75 focos de queimadas, seguido de Porto Velho, com 42 e São Francisco do Guaporé, com 25 focos. Comparado com o mesmo período do ano passado o aumento chega a 622% (!). No ano anterior apenas 36 focos foram localizados. No mesmo mês nos anos de 2008 foram encontrados 43 focos, em 2007 foram encontrados 218 e em 2006, 216 focos.
Dois fatores principais confluem para o quadro, os climáticos e os culturais, aí incluído o analfabetismo ambiental e o descaso das autoridades responsáveis pela gestão do meio ambiente. Pra complicar, o fenômeno El Niño chegou mais cedo este ano e antecipou a estiagem.
Não ouvi nenhum candidato a cargo político falar uma palavra sobre esta verdadeira tragédia nacional. E tome queimada!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

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Açaí contra o câncer de novo


Parece que o mundo científico finalmente descobriu definitivamente o Açaí. E as pesquisas e as indicações continuam apontando para uma possibillidade terapeuica real. Mais uma indicação de seu potencial anticancerígeno acaba de ser anunciada. Um grupo norte-americano publicou artigo no Journal of Agricultural and Food Chemistry em que descreve como os antioxidantes contidos no fruto originário da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas.
O estudo mostra que os extratos do açaí foram capazes de estimular a destruição de até 86% das células de leucemia testadas. “O açaí é considerado uma das mais ricas fontes de antioxidantes e esse estudo representa um importante passo no sentido de entender os possíveis ganhos com o uso de bebidas, suplementos dietéticos e outros produtos feitos com o fruto”, disse Stephen Talcott, professor do Instituto de Ciências Alimentícias e Agrícolas da Universidade na Flórida, em comunicado da instituição.
O pesquisador ressalta que os resultados não significam que o fruto possa prevenir leucemia em humanos. “Nós trabalhamos com um modelo de cultura celular e não queremos dar falsas esperanças a ninguém. Mas os resultados encontrados até o momento são encorajadores, pois compostos que mostram boas atividades contra células cancerosas em modelos em laboratório têm potencial para oferecer efeitos benéficos no organismo humano”, disse.
Estudos anteriores, publicados aqui no blog (vejam os arquivos), indicaram a capacidade de destruir células cancerosas de antioxidantes contidos em outros frutos, como uvas, goiabas e mangas. Segundo o pesquisador, ainda não se sabe muito bem quais são os efeitos dos antioxidantes em tais células no organismo humano, uma vez que fatores diversos como absorção de nutrientes, metabolismo e outros processos bioquímicos podem influenciar a atividade dessas substâncias.
Os pesquisadores pretendem também conhecer melhor o fruto amazônico, que estimam ter pelo menos 75 componentes ainda não identificados.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

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Extrato de guaraná reduz fadiga da quimioterapia no tratamento do câncer de mama.


O guaraná, planta nativa aqui da Amazônia de uso muito difundido na medicina popular brasileira como estimulante e energético, pode também tratar a fadiga de mulheres com câncer de mama que passam pela quimioterapia. Esse sintoma afeta de 50% a 90% das pacientes. A conclusão é de um estudo inédito feito por investigadores do Hospital Albert Einstein e da Faculdade de Medicina do ABC.
O trabalho foi controlado e envolveu 75 pacientes, divididas em dois grupos: um recebeu 50 mg de extrato seco de guaraná (Paullinia cupana) duas vezes ao dia, e o outro, placebo. As mulheres foram acompanhadas durante 21 dias e responderam a três questionários que avaliaram o seu grau de fadiga.
Ao final, 66% das pacientes do primeiro grupo relataram melhora, contra 13% do grupo de controle. No início, o grupo que usou guaraná queixou-se mais de insônia, mas o sintoma melhorou nas semanas seguintes.
Segundo Auro del Giglio, oncologista do Hospital Albert Einstein e professor da Faculdade de Medicina do ABC, hoje não existe uma terapia padrão para tratar a fadiga em pacientes com câncer.
Recentemente, alguns estudos avaliaram o uso de metilfenidato (Ritalina®) -remédio usado no tratamento do transtorno de déficet de atenção e hiperatividade nesses casos, mas não houve resultados positivos.
"O guaraná é efetivo, barato e não é tóxico", diz o oncologista, que pretende testar o extrato da planta para sintomas de outros tipos de tratamento de câncer.
O estudo foi baseado numa dissertação de mestrado que será defendida em agosto, feita por Maira de Oliveira Campos, aluna de Giglio.
O próximo trabalho avaliará pacientes com câncer renal que estejam recebendo inibidores da tirosino-quinase, medicações que sabidamente causam fadiga.
Apesar dos bons efeitos do guaraná, a planta ainda não está sendo usada de forma rotineira no Einstein porque os investigadores planejam realizar mais dois estudos que confirmem os resultados positivos do primeiro.

sábado, 26 de junho de 2010

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Número de neoplasias diagnosticadas no Amazonas tem aumento de 8% em 2010.


O setor de Estatística da Fundação Centro de controle de Oncologia do Estado do Amazonas – FCECON divulgou os números dos quatro primeiros meses de 2010 para as neoplasias malignas diagnosticadas na Fundação. No acumulado dos meses até Abril, já foram 446 casos identificados, um aumento de 8% em relação ao ano passado, quando o número foi de 413 casos.

Os meses que mais apresentaram variação foram: março, com um aumento de 45%, variando de 110 para 160 casos; e abril, que apresentou uma situação inversa, os casos diminuíram de 122 para 77, equivalente a 36,9%.

Na divisão dos casos por sexo, o número de tumores diagnosticados nas mulheres teve um crescimento maior que o dos homens. Enquanto em 2009 foram registrados 254 tumores em mulheres (159 em homens), em 2010 esse número subiu para 276 (170 para os homens).

Além do aumento no número dos tumores mais comuns, como os de mama, colo de útero e próstata, outros tipos menos conhecidos também contribuíram para o crescimento nos diagnósticos, como os Linfonodos, que nos primeiros quatro meses de 2009 correspondiam a 11 casos, e neste ano mais que dobraram, chegando a 25; e os de cólon, que subiram de 1 para 10 casos.

Alguns casos como o câncer de pele e os tumores ósseos, não apresentaram grandes variações e mantiveram número semelhante ao de 2009.
http://www.fcecon.am.gov.br

quinta-feira, 3 de junho de 2010

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Early Mornin' Rain - Peter, Paul & Mary


Hoje o dia amanheceu chovendo logo cedo aqui em Manaus. Acontece muito isso em dias de feriado, por aqui. Depois, no primeiro dia útil seguinte, abre o maior solzão e ficamos olhando meio putos através da janela do escritório. 

Estamos em pleno coração do Trópico Úmido e por aqui as médias pluviométricas (volume de água das chuvas) ficam entre 250mm e 350mm nos meses de fevereiro, março, abril, maio e primeira quinzena de junho, normalmente.

Aprecio demais essa velha canção country pelo equilíbrio da sonoridade vocal cristalina que os cantores conseguiram, e pela simplicidade das coisas que a letra evoca com sofisticação, sem pieguismo. Vejam só:
 
Early Mornin Rain
Nas Manhãs Chuvosas


In the early mornin’ rain
Nas manhãs chuvosas
With a dollar in my hand
Com um dólar em minha mão
And an aching in my heart
E com o coração dolorido
And my -pockets full of sand
E os bolsos cheios de areia
I’m a long ways from home
Estou bem longe de casa
And I missed my loved one so
E sinto falta da minha amada também
In the early mornin’ rain
Na manhã chuvosa
With no place to go
Sem ter para onde ir


Out on runway number nine
Na rodovia número nove
Big 707 set to go
O grande 707 pronto para decolar
Well I’m out here on the grass
Mas estou aqui no gramado
Where the pavement never grows
Onde o asfalto nunca cresce
Where the liquor tasted good
Onde a bebida é gostosa
And the women all were fast
E as mulheres são todas rápidas
There she goes my friend
Lá vai ele, meu amigo
She’s rolling out at last
Finalmente esta se movendo


Hear the mighty engines roar
Ouça o ruído dos motores potentes
See the silver wing on high
Veja a asa prateada nas alturas
She’s away and westward bound
Ele está indo para o oeste
For above the clouds she flies
Voando por cima das nuvens
Where the mornin’ rain don’t fall
Onde a chuva da manhã não cai
And the sun always shines
E o sol sempre brilha
She’ll be flying over my home
Ele passará sobre a minha casa
In about three hours time
Dentro de três horas


This ol’ airport’s got me down
Este velho aeroporto me entristece
It’s no earthly good to me
Não há nenhum lugar bom para mim
‘Cause I’m stuck here on the ground
Porque estou grudado neste chão
Cold and drunk as I might be
Gelado e bêbado, como eu estou
Can’t jump a jet plane
Não posso pular para um avião
Like you can a freight train
Como você pode pular para um trem de carga
So I best be on my way
Então é melhor tomar meu rumo
In the early mornin’ rain
Na manhã chuvosa
So I best be on my way
É melhor tomar meu rumo
In the early mornin’ rain
Na manhã chuvosa
So I best be on my way
É melhor tomar meu rumo
In the early mornin’ rain
Na manhã chuvosa.