Há pesquisas nos EUA indicando que vários dos ingredientes ativos da graviola, esta planta originária das Antilhas -
onde se encontra em estado silvestre e que, no Brasil, tornou-se subespontânea
na Amazônia - matam células malignas de 12 diferentes tipos de câncer,
incluindo mama, ovário, cólon, próstata, fígado, pulmão, pâncreas e linfomas.
Os apaixonados pelo naturismo afirmam que com o extrato da graviola é possível
combater o câncer com uma terapia completamente natural, que não causa efeitos
secundários severos, como náuseas e perda de cabelo, pois a graviola, por ter
ação seletiva, destrói apenas as células doentes, poupando as células
saudáveis, ao contrário da quimioterapia, que sai matando todas as células
indistintamente.
Algumas partes da árvore, como a casca,
a raiz e o fruto são usadas há centenas de anos pela população indígena da América
do Sul no tratamento de doenças cardíacas, asma, problemas no fígado e artrite.
Bem, de qualquer maneira, é uma delícia
e mal não faz.
Existe uma família de plantas com frutos muito
semelhantes, que são as acetogeninas anonáceas, das quais fazem parte a graviola, a pinha, o biribá, o ariticum e o noni. Estes vegetais possuem tanto nas flores quanto nos frutos,
caules e folhas o princípio ativo da acetogenina,
substância que vem sendo estudada, já há algum tempo, nas grandes universidades
ao redor do mundo, entre elas a Purdue
University's School of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences, pelas propriedades
já descobertas e comprovadas que possibilitariam uma ação efetiva de controle da
hipertensão arterial, combate a parasitos intestinais, ação anti-inflamatória,
anti-espasmódica, sedativa e, sobretudo, antitumoral.
Estes efeitos anticancerígenos e citotóxicos da graviola
e seus congêneres são realmente atribuídos, por comprovação científica, a ação
das acetogeninas anonáceas através de um mecanismo de ação que começa pela inibição
da enzima NADH oxidase nas membranas plasmáticas das células
cancerígenas, resultando na diminuição brusca da ATP (adenosina tri fosfática)
celular, pelo fato de inibirem também um processo chamado de fosforização
oxidativa, levando a uma diminuição da concentração plasmática da ATP e, assim,
inibindo o fator de crescimento de células malignas no organismo. Estas células
são resistentes à ação de múltiplas drogas utilizadas, pelo fato de existir uma
tal “bomba P” – glico-proteína na membrana plasmática, que, por sua vez, é
capaz de inativar certas substâncias usadas na quimioterapia.
Então esta substância existente na graviola
aproveitaria o momento mais sensível do metabolismo da célula cancerosa e induziria o
ciclo de desenvolvimento celular a interromper a multiplicação de células
malignas. Logo, a privação da ATP, como foi dito acima, induziria a célula à morte
celular.
Poderemos vislumbrar, talvez, num futuro bem
próximo, a utilização de tratamentos para o câncer usando somente produtos
oriundos da floresta, que não agridam o organismo nem debilitem os pacientes.
A utilização dos princípios ativos desta planta no
tratamento do câncer tem despertado uma discussão acirrada e muitas vezes não
muito elegante no meio médico, da qual já participaram medalhões midiáticos,
como o médico Dráuzio Varela
Em todo caso, é sempre bom ter a orientação do seu
médico de confiança.











