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terça-feira, 3 de maio de 2011

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PET Scan em Manaus – Campanha pela inclusão da quimioterapia oral

Depois que publiquei aqui no blog a minha experiência pessoal de ter passado aqui em Manaus por um exame de medicina nuclear chamado PET Scan, muitos leitores tem contatado para saber detalhes. No início, comecei a responder pessoalmente a cada e-mail recebido. Mas agora, depois de tantos pedidos de informação, acho que pela sua importância prática e imediata o assunto vale um post.

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Após uma longa luta da sociedade civil organizada visando facilitar o acesso dos pacientes oncológicos a um dos exames mais modernos (e caros, cerca de R$ 4.500,00) da Medicina Nuclear, o PET Scan, a Resolução Normativa 211, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada na edição de 12 de janeiro de 2010 do Diário Oficial da União, garantiria finalmente que cerca de 44 milhões de beneficiários dos planos de saúde teriam direito a 70 novas coberturas médicas e odontológicas, a partir de 7 de junho de 2010, incluindo o PET scan, ou PET CT, EM ALGUNS CASOS RESTRITOS.

A Normativa, publicada no site da ANS (www.ans.gov.br), determina a obrigatoriedade por parte dos planos de saúde de dar cobertura total ao PET-Scan oncológico nas requisições médicas de pacientes portadores de câncer pulmonar de células não pequenas (para estadiamento e caracterização de lesões), e nos linfomas (para estadiamento, avaliação da resposta terapêutica e monitoramento da recidiva).

As restrições das operadoras a este exame até hoje refletem uma preocupação ao mesmo tempo corporativista e mercantilista, pois temem grande impacto nos custos e consequente diminuição nas obesas margens de lucros. Contudo, sabe-se, através da experiência internacional, que o exame apresenta grande efetividade clínica e excelente relação custo-benefício quando indicado e executado adequadamente.

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Passei pelo PET Scan aqui em Manaus, no dia 21/03/2011, como parte dos exames de avaliação da resposta terapêutica e monitoramento da recidiva recomendados pelo meu médico em virtude do tratamento que faço de um linfoma não-Hodgkin, desde 08/2009. Sou segurado do GEAP e fui, por acaso, o primeiro beneficiário desse plano a fazer o exame em Manaus, mesmo porque ele só passou a ser realizado por aqui no início deste ano. (E, acreditem, este é o tipo de pioneirismo que não faz a minha cabeça). A cobertura, em atendimento à Resolução Normativa 211, foi completa.

Se o seu plano é Unimed, Bradesco Saúde, Golden Cross ou qualquer outro, não importa, todos eles são obrigados a cobrir integralmente o PET Scan nos casos citados. Se ainda não houver convênio celebrado entre a sua operadora e a clínica onde deseja fazer o exame, dê um jeito de pagar o exame, reúna os comprovantes e requeira o reembolso devido.

No blog Superando o Câncer!, de meu amigo Edson Leite, encontra-se uma listagem dos locais onde é possível fazer o PET Scan no Brasil. Aqui em Manaus, o endereço do Laboratório onde eu fiz é:
IMAGEM MOLECULAR (Grupo Magscan/Prodimagem)
Av. Tarumã, 1179 - Praça 14 de Janeiro - Telefax: (92) 3234-6001
CEP 69.020-000 - Manaus – Amazonas

quarta-feira, 30 de março de 2011

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Demorou mas saiu o resultado do PET Scan

Finalmente chegou ao fim a nossa angústia de não saber exatamente o resultado de seis meses de quimioterapia no tratamento de um linfoma não- Hodgkin, diagnosticado em agosto de 2009. Devido a uma série de fatores impeditivos, ainda não tinha podido passar por este exame de precisão, o PET Scan, e vinha fazendo o controle pós-tratamento através de tomografias computadorizadas convencionais, que não fornecem o grau de exatidão desejado.

Foi uma semana cheia de tensão, aguardando esse resultado, depois de tanto tempo esperando pra fazer esse exame. E como o laboratório não veio entregar o resultado na segunda-feira, como havia prometido, Sandrinha foi até lá, ontem à tarde, e o recebeu. Cheia de ansiedade já foi abrindo os envelopes pelo caminho. (Nesta mesma tarde a mídia anunciava o falecimento de um brasileiro ilustre e exemplar chamado José Alencar).

Por mais que a ansiedade seja grande, não aconselho ninguém a abrir este tipo de exame antes do médico. Ele contém uma gama de informações complexas que podem ser mal interpretadas pelo leigo, gerando angústia, muitas das vezes injustificadas. Passamos a noite sem conseguir dormir, esperando a manhã chegar pra ir correndo ao Hemoam levar o exame para o Dr. Nelson e ouvir a opinião dele.

Mas uma coisa sobressaia do laudo, lá no final, clara e cristalina: “Estudo com PET/CT mostra ausência de sinais compatíveis com atividade da doença de base ou e disseminação”. E eu só precisava que o médico confirmasse a interpretação que eu havia dado a essas palavras. E ele confirmou!

Agora, mais aliviado, vou continuar fazendo os exames de controle a cada três meses.

Agradeço imensamente a todos, amigos, que vêm torcendo por mim esse tempo todo e tendo paciência comigo, com suas palavras gentis e estimulantes, especialmente à minha mulher e à minha filha, que se envolveram tanto em todo esse processo, desde o início, com uma dedicação comovente. Talvez nem imaginem a extensão do papel que este amor tem desempenhado nesta fase da minha vida. Eu também, à minha maneira, amo a todos vocês.

segunda-feira, 21 de março de 2011

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PET Scan, rabanadas e rocambole de tapioquinha com filé de caranguejo

Acabou a novela para fazer o PET Scan. Acabei fazendo aqui em Manaus, mesmo. Depois de ficar no maior rafael estes três últimos dias. Fome!
Ligaram-me da clínica hoje, já às 7 da manhã pra confirmar e me pediram que chegasse lá por volta de 13 h. Às 13:30 já me tinham furado duas vezes, imagina, uma veia do calibre dessa minha do braço direito!!  - Pô, desculpa, véio, tô até encabulado, uma veia desse tamanho... (MÏ@^....)

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epois disso fiquei cerca de 10 minutos com o acesso espetado na veia, esperando a aplicação do tal flúor-18 numa saleta que eles chamam ironicamente de sala de repouso, de 1 m x 2, 5 m, numa poltrona daquelas do vovô, com duas lâmpadas de 60 watts na minha cara, sem nenhum sonzinho ambiente pra relaxar, nem TV, o que achei até bom, chega de notícia ruim.

Depois chegou o cara que me havia aconselhado a tomar “iorgute” como parte de minha dieta restritiva a doces e massas. (Quase até desisto de fazer esse exame sofisticado nesse lugar! Sim, ASSIM MESMO: “IORGUTE”). Aí ele me injetou 0,7 ml do tal de flúor-18 (o nome completo é Fluorodeoxiglicose radioativa), que é um análogo da glicose, e me abandonou no cubículo por mais de 1 hora, “pra relaxar e deixar o fármaco circular”.

Eu já estava vestido com aquela bata verde ridícula que vai até as canelas. Tenho usado tanto este modelito ultimamente que começo a achar que o faço até com alguma desenvoltura. Enquanto isso, Sandrinha mofando, preocupada, numa sala de espera

A fome e a fraqueza eram tantas que acabei dando uma cochilada de uns 15 minutos, que me pareceram horas de aventuras gastronômicas. Quase três dias sem me alimentar direito e as seis últimas horas em jejum total! Aí sonhei com montanhas de suculentas rabanadas entupidas de açúcar e canela, pretzels tenros e mousses de cupuaçu com chocolate meio amargo. Meus sonhos, como sempre, são mucho locos e teve uma hora em que me vi em plena Confeitaria Colombo, no centro do Rio, me empanturrando dolente e sistematicamente daqueles divinos pastéis de nata e de quindins tamanho-família.

Depois assim, num passe de mágica, me vi diante de uma mesa enorme coberta com centenas daqueles mitológicos leitõezinhos à pururuca, todos do mesmíssimo tamanho como se feitos em série, cada um trazendo na boquinha pateticamente risonha uma banana, uma maçã, um abacate....E isso seria até justificável se alguma vez na vida eu tivesse ao menos visto de perto um desses bichinhos preparados desta forma!

Quem me conhece bem sabe que tenho vaidades culinárias. E no meio do meu delírio famélico cheguei até a criar um incrível rocambole de tapioquinha com filé de caranguejo e alface americana, nos detalhes, a goma temperada com pimenta do reino branca e noz moscada. Êta crise hipoglicêmica braba! Mas vou experimentar!

Então fui cruelmente despertado pelo Mr. Iorgute, que viera ingênua e impunemente me perguntar se estava tudo bem, com aquele sorriso profissional de lantejoulas e paetês. (MÏ@^....). E aí não consegui mais dormir durante cerca de mais uma hora de espera que ainda restavam, “relaxando”.

Saí do mundo dos sonhos e passei pro da imaginação. Obcecado, lembrei até dos  deliciosos bolinhos de farinha de mandioca que mamãe fazia quando éramos criança.

E quando Mr. Iorgute finalmente veio me buscar para fazer o exame, depois de 1h e dez minutos de espera, ele ainda queria que eu fizesse xixi de qualquer maneira, imaginem, “faz parte do protocolo”. – Só se você torcer o meu pênis – disse-lhe candidamente.

O exame é muito parecido com uma TC convencional, o tomógrafo também, só que bem maior. O paciente tem que ficar cerca de 25 minutos naquele túnel, totalmente imóvel, indo e voltando na maca móvel. Tive câimbras atrozes na mão direita.

Disseram que o laudo deve estar pronto em uma semana.

Saímos de lá, Sandrinha e eu, já em torno de 17:30, azuis quase verdes de fome e literalmente invadimos como bárbaros a padaria-lanchonete Lindopam.
Como é bom sentir e poder saciar uma fome juvenil assim, de vez em quando, né?!

quinta-feira, 17 de março de 2011

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Radiação nuclear pode causar desde queimaduras até câncer

O Japão foi atingido por um terremoto de 8,9 de magnitude na sexta-feira. O tremor afetou o fornecimento de energia elétrica, o que causou uma paragem no resfriamento dos reatores. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o risco de derretimento do núcleo, o pior acidente que pode ocorrer num reator, é “grande”.
O derretimento dos reatores nucleares japoneses atingidos pelo terremoto de sexta-feira, dia 11 de Março, pode liberar radiação na atmosfera que causa desde queimaduras na pele até câncer, explica o engenheiro nuclear Aquilino Senra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O risco de exposição da população, no entanto, é baixo.
S
e ocorrer o derretimento, três tipos de radiação serão liberadas no ambiente: alfa, beta e gama. “A radiação alfa não penetra no organismo, causa queimadura na pele”, explica Aquilino Senra. “As radiações beta e gama – principalmente a gama – entram no organismo e causam deformações celulares”, afirma, referindo-se à exposição aos raios.
Estas deformações, ao longo dos anos, podem levar a casos de câncer. “Podem, não devem. E isso varia de acordo com a distância da pessoa do local do acidente e a proteção que ela usar”, explica. A radiação gama é a mesma usada em tratamentos de radioterapia, exatamente para combater o câncer. "Em baixas doses, destrói tumores", afirma o especialista. "Em altas doses, pode causar danos celulares que leva ao câncer ".
A radioatividade pode afetar a saúde principalmente de duas formas. "O problema maior é que este tipo de radiação é ionizante, ou seja, é capaz de mudar a estrutura química das substâncias", afirma Regina Bitelli Medeiros, professora do departamento de diagnóstico por imagens da Unifesp e especialista em física médica.
Assim, altera as características de substâncias comuns no nosso corpo. A partir da água, por exemplo, podem formar-se radicais livres, que, em excesso, prejudicam o funcionamento do organismo. Outra possibilidade é que a radiação nuclear afete diretamente as células. A mudança na estrutura química dos elementos pode representar, por exemplo, a quebra da cadeia do ADN.
A medicina atual ainda não sabe dizer se existe uma quantidade limite de radiação à qual o corpo deva ser exposto para que tais efeitos possam desenvolver câncer. A exposição aos raios não é o único risco ao qual o corpo humano está sujeito em relação à radioatividade. É ainda mais importante evitar que as pessoas incorporem material radioativo. A forma mais comum de isto acontecer é pela inalação de gases que se misturam à atmosfera depois de um vazamento. “O organismo não sabe o que é radioativo ou não, ele metaboliza o elemento químico”, explica Medeiros.
Um dos elementos que representa maior ameaça neste sentido é o iodo. O corpo humano precisa dele para que a tireoide funcione normalmente, e tende a absorver as partículas de iodo radioativo que ficam suspensas no ar. Para evitar que isto ocorra, estão sendo distribuídos comprimidos de iodo não-radioativo à população. Desta forma, o corpo fica saturado do elemento e, mesmo se for inalado na forma radioativa, não será absorvido.
Fonte: POP
PET Scan Oncológico – o lado bom da radioatividade (mas nem tanto)
E por falar em exposição à radioatividade, parece que chegou finalmente a hora de aumentar minha dose pessoal e também acabar com a incerteza angustiante destes últimos meses. Está tudo certo para que eu faça, enfim, esse exame, aqui mesmo em Manaus. Conversei pessoalmente com o representante da GEAP, ele viu minha documentação, consultou sua assessoria e me assegurou o direito de passar pelo exame.
Poderemos então saber se esta massa residual que restou depois da quimioterapia pela qual passei é apenas uma massa inerte, ou se persiste alguma atividade neoplásica. Até aqui, felizmente,  as tomografias não têm indicado alterações no tamanho dessa massa
Simplificando: as células do câncer apresentam aumento na captação de glicose (açucares) e índice maior de glicólise que os tecidos normais. Um marcador radiológico (um análogo da glicose) é injetado no paciente e quando as células cancerosas começam a digerir este marcador, ele emite pósitrons que geram fótons de alta energia, sendo em seguida visualizados pela PET câmara. As fotografias de alta resolução indicam então os locais de captação anômala, que preferencialmente acumula-se nas células neoplásicas.
Em função do resultado deste exame, duas alternativas: se se trata apenas de uma massa inerte, residual - observar e aguardar. Se existe atividade ainda - transplante autólogo de medula.
O pessoal da clínica já me ligou para agendar o dia. Será na próxima segunda-feira, dia 21.03, mas terei que passar lá amanhã para levar os exames de imageamento pelos quais já passei (tomografias e ressonância magnética) e para ser informado dos detalhes pré-exame, tipo restrições alimentares.
Vamos lá. Temos esperança que a incerteza se dissolva em alívio.
O PET scan (ou PET/CT) é a sigla para Positron Emission Tomography ou, em português, Tomografia por Emissão de Pósitrons. Trata-se de uma modalidade de diagnóstico por imagem que permite avaliar funções importantes do corpo, tais como o fluxo do sangue, o uso do oxigênio, e o metabolismo do açúcar (glicose), ajudando os médicos a avaliar como os órgãos e os tecidos estão funcionando.
Para que serve
A detecção de anormalidades metabólicas através da tomografia por emissão de pósitrons (PET Scan) tem sido aplicada nas áreas de oncologia, neurologia e cardiologia.
Os avanços na área de diagnósticos por imagem utilizando o PET Scan têm permitido diagnósticos mais precisos de diferentes doenças, possibilitando um planejamento terapêutico mais adequado ao paciente.
O PET Scan é realizado para:
- Detectar tumores cancerígenos;
- Determinar se o câncer se espalhou pelo corpo e quanto (metástases) ;
- Avaliar a eficácia de um determinado tratamento, por exemplo, a terapia contra câncer que um paciente recebe;
- Determinar se o câncer retorna após o tratamento;
- Determinar o fluxo do sangue que chega ao músculo cardíaco;
- Determinar a lesão no coração que provocou um infarto cardíaco;
- Identificar áreas do músculo cardíaco que se potencialmente podem se beneficiar de um procedimento invasivo, por exemplo, angioplastia;
- Avaliar anormalidades no cérebro, tais como tumores e alterações da memória;
- Estudar o funcionamento normal do cérebro e coração humanos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

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PET Scan: Exame de Medicina Nuclear modifica tratamento de câncer


Entre os exames aplicados na Oncologia, um dos mais poderosos é a PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) com a qual é possível analisar o corpo inteiro, sem que o paciente seja submetido à maior exposição radioativa, e diferenciar tumores benignos de malignos, determinar a fase do câncer e monitorar o resultado do tratamento.
Tumores malignos, geralmente, possuem metabolismo de glicose aumentado, alteração detectada pela PET, que usa o radiofármaco FDG (Fluor Deoxi Glicose), um análogo da glicose. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) é um dos principais centros de produção deste radiofármaco, inteiramente produzido no Brasil.
“A partir deste exame, o médico é capaz de decidir com segurança e rapidez como será o tratamento, se a opção é ou não a cirurgia e acompanhar a evolução do paciente.”, explica o Dr. José Soares Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Biologia Medicina Nuclear e Imagem Molecular.
As vantagens versus o custo tornam a PET cada vez mais importante no diagnóstico e no acompanhamento de cânceres. Nos casos de câncer de pulmão, por exemplo, o resultado do exame modifica o tratamento proposto em cerca de 40% a 50% das situações, o que na prática, para o paciente, significa melhor qualidade de vida, menos sofrimento e até maior sobrevida.
A PET/CT também tem grande aplicação nos linfomas, que correspondem a 8% dos tumores malignos e, em geral, acometem jovens. Com a evolução dos métodos terapêuticos, a taxa de cura a longo prazo é de mais de 80%. Mas, para tanto, é fundamental individualizar o tratamento, o que só pode ser feito com o uso de um método diagnóstico que avalia com precisão a extensão da doença e a resposta terapêutica, o que é perfeitamente realizado pela PET, uma dos exames da área da Medicina Nuclear.
Este procedimento pode ser aplicado em muitos outros tumores, apresentando excelentes resultados. A SBBMN, a Sociedade Brasileira de Cancerologia e o INCA produziram uma lista de recomendações de aplicação do PET Scan, que pode ser conferida no site www.sbbmn.org.br.