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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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Câncer de próstata: pesquisadores acham que identificaram a célula original

Por anos, os médicos trabalharam sob o pressuposto de que o câncer de próstata surgia a partir de células chamadas células luminais, que se alinham no interior de dutos minúsculos e secretam fluido da glândula da próstata. Mas, usando um novo método para cultivar tecidos humanos em ratos, eles descobriram uma nova origem para o câncer de próstata: um tipo de células chamadas células basais, que dão suporte às células luminais e regeneram o tecido da próstata.

Mais um passo foi dado na prevenção do câncer de próstata, doença que atinge cerca de 50 mil homens por ano no país e mata 10% deles. Agora, cientistas da Universidade da Califórnia afirmam ter encontrado a “célula de origem” da doença, um tipo específico de célula que dá origem ao câncer de próstata. Segundo eles, a identificação de tal célula é a chave para estudar qualquer tipo de câncer.

Especialistas em câncer dizem que a descoberta pode levar a melhores tratamentos no futuro, mas ressaltam que os estudos ainda estão apenas no início. “Quando você está lidando com um estudo em cobaias, que é o caso dessa pesquisa, você está muito, muito cedo no processo”, explica Anthony Smith, membro da Associação Americana de Urologia.

Apesar da cautela, os pesquisadores acreditam que os resultados alcançados e os métodos utilizados podem ser aplicados a mais doenças. “Estamos oferecendo amplamente as técnicas para que esta idéia de regeneração de tecidos seja aplicada como uma maneira de estudar outros tipos de câncer”.

Ministério da Saúde: exames de próstata triplicaram entre 2003 e 2009

Levantamento divulgado anteontem revela que o brasileiro está cada vez mais preocupado com o planejamento familiar, e em se prevenir do câncer de próstata. Entre 2003 e 2009, constatou-se que o número de testes para detectar eventuais tumores na próstata triplicou.

No mesmo período, houve um crescimento de 79% no número de vasectomias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2003 e 2009, o número dessas cirurgias saltou de 19.103 para 34.144. Há um ano, quando o governo federal lançou a Política Nacional de Saúde do Homem, foram aumentados em 148% os valores pagos por procedimentos em ambulatório (R$ 123,18 para R$ 306,47) e em 20% por operação feita com internação (R$ 255,39 para R$ 306,47).

Segundo o Ministério, até agora, 70 municípios aderiram ao Programa Nacional de Saúde do Homem. Para cada uma dessas cidades, o governo repassa R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem. Mais de 26 milhões de cartilhas sobre prevenção, diagnóstico, tratamento de câncer e promoção de hábitos saudáveis foram distribuídas. Indicadores do Ministério da Saúde mostram que os homens têm hábitos de vida menos saudáveis que as mulheres.

“Bombinhas” usadas por asmáticos favoreceriam surgimento de câncer

Asmáticos que utilizam regularmente um inalador de remédio - também conhecido como bombinha - para aliviar os sintomas da doença podem ter mais chance de desenvolver câncer de próstata, indica estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. A informação foi publicada no site do jornal britânico Telegraph.

Os pesquisadores descobriram que homens que sofrem de asma e utilizam inaladores têm até 40% mais probabilidade de desenvolver tumores do que os homens sem a doença. A simples existência de asma aumenta a probabilidade de um homem desenvolver câncer de próstata em 26%.

Os acadêmicos australianos que realizaram o estudo disseram que os resultados mostram a necessidade de mais pesquisas sobre a relação entre asma, inaladores e câncer de próstata. Eles inicialmente optaram por investigar uma possível ligação entre as duas condições, pois ambas envolvem uma inflamação do corpo.

Especialistas em câncer salientaram que as novas descobertas feitas a partir da análise do histórico médico de 1.179 homens diagnosticados com câncer de próstata são preliminares, e orientou os asmáticos a continuarem usando seus inaladores.

Estado do Mato Grosso aprova projeto

Projeto de um deputado, sancionado pelo Legislativo, garante a partir deste mês combate efetivo à doença. A maioria dos doentes da próstata tem idade superior a 50 anos. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. No mundo, ocupa a sexta colocação, representando 10% do total de cânceres.

As estatísticas contabilizam que mais de 52 mil brasileiros vão ser diagnosticados portadores de câncer de próstata este ano, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Na Região Centro-Oeste, esse tipo de câncer vai acometer 48 homens a cada cem mil habitantes. E a forma mais eficaz para minimizar o problema é oferecer informação. Entre as estratégias figura no projeto a consagração do dia 29 de agosto como o dia de combate e conscientização sobre a doença. A divulgação das informações será feita através da promoção de exames, seminários, palestras, workshops, teatro e exposições de painéis sobre a doença.

Uma das grandes preocupações do Inca é a detecção da doença, já que são necessárias em média quatro biópsias para o diagnóstico, sendo, inclusive, necessária a realização do exame de toque, em função de que 10 a 20% dos casos não são descobertos por meio apenas da dosagem do Antígeno Prostático Específico, o PSA.

O câncer da próstata, em sua fase inicial, tem uma evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade e freqüência urinária aumentada durante o dia ou à noite). No entanto, a fase avançada da doença apresenta dor óssea, sintomas urinários ou ainda, quando mais grave, infecções generalizadas ou insuficiência renal.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

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Mais de 60% dos homens com câncer de bexiga têm histórico de tabagismo


Segundo levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), 65% dos homens e 25% das mulheres com tumores de bexiga apresentavam histórico de tabagismo. Nos últimos 12 meses, foram operados cerca de 800 pacientes com este tipo de câncer nas duas instituições e o maior vilão apontado é o cigarro.Estimativa de mortalidade do câncer de bexiga é de 18%. Substâncias químicas do cigarro que são eliminadas pela urina elevam risco de câncer na bexiga.
O estudo também revela que cerca de 40% dos pacientes tratados por neoplasia maligna da bexiga apresentam tumores com invasão da camada muscular, sendo necessária a retirada completa do órgão. A proporção vai na contramão das estatísticas apresentadas pela literatura, que apontam a presença de tumores invasivos em 15% dos casos. No Icesp e no HC, este índice é maior devido aos atendimentos de alta complexidade.
"A fumaça do cigarro contêm muitas substâncias químicas que são absorvidas e eliminadas pelo organismo através da urina, o que aumenta o risco de desenvolver um tumor no sistema genito-urinário", alerta o chefe dos departamentos de Urologia do Icesp e do HC, Marcos Dall'Oglio.
O câncer na bexiga é o segundo colocado entre os tipos de tumores que atingem os sistemas genital e urinário. O primeiro é a próstata. Apesar da incidência menor, o câncer de bexiga é quase seis vezes mais mortal que o de próstata. A estimativa de mortalidade das doenças é de 3,5% e 18%, respectivamente.
Prevenção
Segundo o especialista, diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento de tumores no órgão, mas o mais importante é o tabagismo. Entretanto, pessoas com infecções urinárias recorrentes, as que usam sonda e os deficientes devem ficar atentos, pois também fazem parte do grupo de risco.
O principal sintoma manifestado por esse tipo de câncer é a presença de sangue na urina. Também é importante ficar atento às infecções urinárias frequentes, à ardência ao urinar, ao aumento da frequência urinária e à sensação de esvaziamento incompleto - sintomas também presentes em doenças benignas como infecções, litíase ou crescimento da próstata. Por isto, é importante estar alerta e procurar por um especialista ao menor sinal de anormalidade.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

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Câncer de próstata pode ser combatido com hormônio feminino

Em 2003, o ator Robert de Niro - cujo pai morreu de câncer em 1993, aos 71 anos - foi diagnosticado com câncer de próstata. A doença, porém, ainda estava no estágio inicial, e De Niro, então com 60 anos, passou por uma cirurgia e a doença regrediu.
Deniro 
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens brasileiros (atrás apenas do de pele não-melanoma) e a estimativa é de 52.350 novos casos em 2010, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Um alento para os números é que existe a possibilidade de aumentar as opções de tratamento. Uma pesquisa australiana concluiu que o hormônio feminino estrogênio pode ser um grande aliado.

Os tumores do órgão masculino carregam dois receptores de estrogênio. Um deles, o beta, faz com que as células cancerosas cometam suicídio assim que ativado. Os cientistas trabalham em um medicamento que atinja seletivamente os receptores de estrogênio beta.

"A droga não só inibe o crescimento do câncer de próstata, mas também mata as células cancerosas que são resistentes ao tratamento convencional, como a terapia da privação do andrógeno, mais comumente conhecida como terapia de castração", disse Gail Risbridger, da Universidade de Monash e um dos líderes do estudo, ao jornal Daily Mail.

Helen Rippon, diretora de administração de pesquisa da Instituição de Câncer de Próstata, do Reino Unido, afirmou que medicamentos à base de estrogênio poderiam ser desenvolvidos e testados especificamente para o estágio avançado do tratamento. "Embora a terapia para bloquear as ações dos andrógenos possa controlar o câncer por muitos anos, os tumores eventualmente param de responder e retomam o crescimento." Os resultados foram divulgados na publicação especializada Proceedings of the National Academy of Sciences. 

Cerca de três quartos dos casos de câncer de próstata no mundo ocorrem a partir dos 65 anos, segundo o Inca. Como informou a Sociedade Brasileira de Urologia, o diagnóstico precoce é fundamental. Caso a doença não seja detectada a tempo, pode causar infertilidade, impotência sexual, infecção generalizada, problemas urinários e até a morte.


Os homens têm de fazer o exame periódico (toque retal e dosagem do antígeno prostático específico) depois dos 45 anos e, se houver casos na família, a partir dos 40 anos.
Terra
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Pênis: câncer faz hospital fazer cerca de 100 amputações por ano.
Em média, 100 pênis são amputados todos os anos em um hospital de Teresina, no Piauí. O número, que representa oito cirurgias deste tipo todos os meses, foi apresentado pela Associação Piauiense de Combate ao Câncer.
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Segundo os médicos, a alta incidência de tumores penianos no Piauí poderia ser evitada por meio de hábitos simples de higiene íntima. A faixa etária na qual mais se percebe o problema é entre 50 e 60 anos, mas a unidade já fez cirurgia para amputar o pênis de um jovem de apenas 26 anos.

O presidente da Sociedade Teresinense de Urologia, Emmanuel Fontes, afirma que os homens que têm fimose esquecem que a pele sobre a glande pode acabar dificultando a limpeza correta do pênis.

O câncer de pênis corresponde a 2% dos tumores malignos surgidos em homens de todo o Brasil. É uma das taxas mais altas do mundo. Em âmbito nacional, tumores deste tipo provocam cerca de mil amputações penianas todos os anos.
limpezapenis
Os primeiros sintomas são pequenas feridas que demoram muito para cicatrizar. Toda lesão no pênis que não sara no prazo de 15 dias deve ser vista por um médico.
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Auto-exame dos testículos: dever de casa para eles
O jogador de basquete brasileiro Nenê, do Denver Nuggets, o ciclista americano hepta campeão do Tour de France, Lance Armstrong, e o nadador também americano Eric Shanteau tiveram câncer nos testículos e são exemplos bem sucedidos de tratamento e diagnóstico precoce.
cats2 Para se ter uma idéia, em 2007, de cada seis mulheres que foram ao ginecologista, apenas um homem se prontificou a ir ao urologista. Impressionantes 17,5 milhões delas contra apenas 2,7 milhões deles, segundo dados do Ministério da Saúde.

Mais raro que o câncer de próstata, que atinge cerca de 30% dos homens, o tumor de testículo acomete 5% da população masculina. Outra diferença é que costuma se concentrar entre os mais jovens, na faixa dos 15 aos 35 anos. Se os testículos não desceram para a bolsa escrotal na infância (criptorquidia), ou se houve ocorrência de hérnia inguinal, a probabilidade é aumentada entre 05% e 20%.

Assim como o auto-exame da mama, existe o auto-exame de testículos, fundamental para a detecção de nódulos e tumores em estágio inicial. Especialistas recomendam que mensalmente, após um banho quente – que relaxa a bolsa escrotal e facilita a observação – o homem fique de pé diante do espelho e verifique se houve aumento, redução ou enrijecimento dos testículos. Além disso, é necessário checar se há sensação de peso, dor ou desconforto na bolsa escrotal.

“O ideal, além do auto-exame, é uma consulta periódica com um urologista”, diz Dr. Murilo Buso, oncologista do Centro de Câncer de Brasília. “Ele terá condição de detectar anormalidades e encaminhar o paciente a um oncologista, se necessário. É importante saber que o câncer de testículo é agressivo, mas tem elevados índices de cura quando diagnosticado precocemente”, comenta.

Quando a doença é diagnosticada, ocorre a retirada do testículo, o que não afeta a função sexual ou reprodutiva do paciente - caso o outro testículo esteja saudável. O tratamento posterior à cirurgia pode incluir quimioterapia, radioterapia ou apenas controle clínico – de acordo com cada caso.