O diagnóstico do
câncer geralmente deixa as pessoas aturdidas e freqüentemente apavoradas,
impedindo-as, na maioria das vezes, de adotar serenamente a melhor decisão terapêutica
para o seu caso. O depoimento que recebí e publico hoje, pela sua relevância
evidente, é um exemplo da importância de se ouvir uma segunda opinião antes de se
optar por um tratamento que poderá implicar em seqüelas irreparáveis, sem
necessidade.
A braquiterapia é um procedimento cirúrgico muito pouco invasivo, em que materiais radioativos são
implantados no paciente nas proximidades do tumor. É utilizada para tratar tumores de pequenas dimensões e
permite que uma maior dose de radiação atinja as células neoplásicas, poupando
ao máximo os tecidos normais adjacentes.
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eu nome é Paulo da
Luz, tenho 55 anos de idade, sou Técnico de Segurança Sênior, lotado na Petrobrás/Engenharia/IEGA/LAQSMS,
morando em Balneário Camboriu/SC e trabalhando no Rio de Janeiro/RJ.
Sempre levei uma vida saudável, sem vícios, praticando esportes e controlando a alimentação com muita salada, frutas, verduras, evitando frituras, gorduras, embutidos, conservantes, refrigerantes, etc.
O relato que se segue visa esclarecer e orientar sobre o procedimento Braquiterapia de Próstata com Implante de Sementes Radioativas para o tratamento efetivo do câncer de próstata:
A partir dos 50 anos de idade, durante a realização anual dos exames periódicos, também devemos medir o índice de PSA, realizar a ultrassonografia abdominal total e consultar o urologista, quando ocorre o toque retal.
Todos os meus exames de ultrassonografia e toque sempre tiveram resultados normais, embora os valores dos últimos PSA fossem um pouco elevados, a saber: 29/07/2008: 2,87 e 13/08/2009: 3,62.
A partir deste último índice, fui ainda mais rigoroso com a alimentação julgando que reduziria o índice do PSA ao consumir bastante tomate, beterraba, grãos, enfim tudo que diziam ser bom para a próstata. Infelizmente os conseguintes exames de PSA que realizei nos dias 23/10/2009: 3,40 e no dia 08/02/2010: 3,56 não foram muito otimistas, embora ainda posicionados dentro da faixa tolerável informada pelos laboratórios, que era de 4,00.
Levei os resultados ao urologista no Rio de Janeiro, que me examinou e embora constatando que a próstata estava normal, solicitou uma biópsia. E no dia 13 de julho de 2010 o médico urologista do RJ, com base no resultado da biópsia, me informou que eu tinha câncer de próstata e que devia me submeter à cirurgia o mais breve possível, dentro de um mês. E na cirurgia, não teria como preservar os feixes nervosos, impossibilitando definitivamente a ereção, de forma irreversível, e que talvez, com o tempo, a incontinência urinária poderia deixar de ocorrer. Enquanto falava, ele prescrevia e me passava diversas receitas de exames pré-operatórios.
Neste momento perdi totalmente o prumo. Estava em um local distante de casa, longe da família e sem saber o que fazer e/ou pra onde ir. Depois de tanta dedicação ao trabalho e próximo do momento de curtir a merecida aposentadoria, surge uma doença deste nível para mudar totalmente nossos planos.




